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Blog do Franco

  • Se o salário mínimo tivesse sido reajustado somente pela inflação, hoje o seu valor seria menos de R$ 600,00.

    abril 26th, 2026

    Abaixo explicado o porque da política de valorização do salário mínimo, exclusiva do Lulismo, é fundamental :

    A inflação acumulada desde o início do Plano Real, em 1º de julho de 1994, até março de 2026, foi de +780,18% pelo IPCA. Esse cálculo considera um período de 381 meses, de julho de 1994 até março de 2026.

    Na prática, isso significa que o valor do dinheiro se multiplicou por cerca de 8,8 vezes no período. Assim, R$ 1,00 em 1994 equivale hoje a aproximadamente R$ 8,80; R$ 100,00 correspondem a R$ 880,18; e R$ 1.000,00 equivalem a R$ 8.801,80. Em outras palavras, o real perdeu cerca de 88,6% do seu poder de compra desde o lançamento do Plano Real.

    O índice utilizado é o IPCA, que é o indicador oficial de inflação no Brasil e referência para as metas do Banco Central. Ao longo desse período, o ano com maior inflação foi 1995, com +22,41%, enquanto o menor foi 1998, com +1,66%. Em 2026, até março, a inflação acumulada está em +1,92%, e o acumulado em 12 meses até março é de +4,14%.

    No momento da implantação do Plano Real, em 1º de julho de 1994, o salário mínimo era de R$ 64,79 (posteriormente reajustado para R$ 70,00 em setembro, mas aqui considerado o valor inicial). Aplicando a inflação acumulada até março de 2026, esse valor corresponderia a R$ 570,26, considerando um fator de correção de 8,8018.

    Comparando com o salário mínimo vigente em 2026, de R$ 1.518,00, observa-se que o valor atual é 2,66 vezes maior do que aquele apenas corrigido pela inflação. Isso indica um ganho real de aproximadamente 166% acima da inflação ao longo do período.

    Esse aumento real do salário mínimo foi resultado, principalmente, de políticas de valorização adotadas entre 2003 e 2019 e retomadas entre 2023 e 2025, que vinculavam os reajustes à inflação somada ao crescimento do PIB.

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  • Traidores !

    abril 24th, 2026

    De onde enxergo esse latifúndio, a campanha contra os bolsonaristas entreguistas segue pesada nas redes e na fala da política partidária nesta semana, e alguma influência numérica deverá ser notada nas próximas pesquisas.

    Há quem diga que Flavinho 01, rachadinhas, miliciano e entreguista, é um personagem vazio e fácil de ser desconstruído. O fato de terem usado somente o nome e escondido o sobrenome rejeitado diz muito das tentativas frágeis de manter acesa uma candidatura fraca.

    Se a gente observa os números e os diferentes nomes quando testados no segundo turno, observa que a polarização faz seu trabalho e praticamente não temos mudanças notáveis nos resultados. Mais ou menos todos disputam e perdem com números relativamente próximos, exatamente o mesmo que ocorre no mundo inteiro, quando 3% de diferença já é uma vantagem importante e difícil de ser afastada.

    É onde estamos.

    Com Lula repetindo seus números de 2002, vitorioso, diga-se, com um nome adversário mais ou menos repetindo a derrota anterior.

    Eu gostaria de ver mais, e pode ser que a desconstrução da candidatura bolsonarista sofra com esse ataque dos EUA ao nosso PIX e o discurso entreguista interessado em remover os problemas dos EUA, e não os nossos, doando recursos minerais.

    Coisa séria demais para passar, e me parece que não passou.

    Vamos aguardar as próximas pesquisas para confirmar.

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  • Dupla de dois.

    abril 23rd, 2026

    Não me canso de lembrar o quanto o desastre bolsonarista, trumpista e mileísta é previsível, e nenhum outro resultado podemos esperar desse tipo de política.

    E parece que mandatos dessa gente só aguentam um turno; reeleição não conseguem em lugar nenhum e podem, a exemplo de Trump, conseguir sucesso mais nos erros dos adversários do que nos seus programas, sabidamente péssimos.

    Me lembro do Plano Real e das falas de FHC sobre pessoas não empregáveis e que ele governava para 30% da população; o resultado foram esfomeados caçando calangos para comer.

    O consumo de carne de burros e lhamas na Argentina de Milei é parte desse programa, não seu fracasso, mas seu sucesso; é o sinal definitivo e aguardado de que chegaram onde queriam.

    Evidente a consequência para as populações: o desmonte das vidas e das expectativas das pessoas, e o quanto todo esse dinheiro flui para certos círculos, alimentados pela abundância de mão de obra, salários sem reajustes e garantias de retorno dos títulos governamentais não mais ameaçados por despesas sociais.

    Governar para um terço da população evidentemente não funciona; daí as previsões certeiras dos fracassos desde o início das administrações neoliberais, sobretudo no sul global, carente e historicamente injusto na distribuição da renda acumulada. Quando um pouco de justiça entra nos programas de algum governo — e aqui no Brasil temos aí um nome certo — os resultados são palpáveis e mudam realidades.

    O que espanta, na verdade, é entender por que todos os matizes não adotam políticas semelhantes e promovem o desenvolvimento continuado, e não em sobressaltos.

    A resposta deve estar na história, nos donos de escravos, na exploração da vida humana com pouco ou nenhum valor; 300 anos é tempo demais para ser apagado. Daí vem o racismo e a divisão visível da nossa sociedade, onde poucos conseguem romper barreiras sociais e permanecem na pobreza de onde nasceram.

    Agora se ouve dizer que os ricos não querem mais estudar nas universidades públicas por conta da mistura promovida pelas cotas.

    Nada a acrescentar. É isso: nosso Brasil, e depende de nós seguir, nos próximos anos, incluindo e governando para a maioria.

    Milei e Trump não nos servem para nada; aliás, não servem para ninguém

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  • Auto contenção ou penduricalhos?

    abril 22nd, 2026

    “O Brasil precisa de mais Justiça, não menos, como parecem pretender certos discursos superficiais sobre uma suposta ‘autocontenção’, vista como uma ‘pedra filosofal’”. (Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal)

    Dino e Fachin disputam o que chamam de reforma do Judiciário, enquanto o lavajatista, antes completamente ilimitado, propõe limites aos pares no STF, Dino, em sua proposta, sugere 15 iniciativas que vão desde a revisão de capítulo do Código Penal a medidas para reduzir o número de processos, passando pelo estabelecimento de regras e limites para o uso da Inteligência Artificial.

    A propota ocorre em meio às discussões de um Código de Conduta na Corte, idealizado pelo presidente do STF, Edson Fachin, mas que sofre resistência de parte dos ministros. A proposta está sendo elaborada pela ministra Cármen Lúcia, que deve apresentar um anteprojeto aos colegas. Segundo Fachin, a expectativa é que o texto seja submetido e analisado ainda em 2026, em sessão administrativa do tribunal que deve ser pública.

    Já a proposta de Dino é uma revisão mais ampla, com 15 medidas, que incluem a revisão de capítulo do Código Penal, a diminuição do número de processos e a agilização de sua análise, além do fim da aposentadoria compulsória como punição e da multiplicação dos penduricalhos.

    A iniciativa de Dino, a meu ver, detona a oportunista iniciativa do ex-lavajatista Fachin, que anda por aí dando entrevistas, propondo a matéria sem apresentar suas ideias, e constrange os demais ministros ao apoiar os ataques da imprensa e da oposição à Corte Suprema.

    Um boboca sem lastro, tentando apagar sua atuação na Lava Jato, quando apoiou todas as falcatruas de Dallagnol e Moro, e tenta ressurgir atacando seus pares nessa hora decisiva.

    Aliás, novamente.

    Dino reagiu e mostrou onde o Judiciário precisa ser renovado e atualizado. Mais: permite ao governo e ao PT, que dizem estar elaborando um programa de governo onde incluirão a reforma do Judiciário, uma referência importante sobre o que, na verdade, precisa ser dito e discutido sobre o Poder Judiciário.

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  • Movimento progressista global.

    abril 22nd, 2026

    Devemos substituir o desespero pela esperança e o ódio pelo otimismo. O movimento progressista global tem uma missão importante: restaurar a capacidade das forças progressistas de imaginar um futuro melhor, caracterizado pela justiça social, igualdade e democracia.

    No último sábado, eles participaram de uma série de encontros que reuniram líderes de mais de 100 partidos políticos progressistas de cinco continentes para discutir formas de combater o avanço da extrema direita nos Estados Unidos, na Europa e na América do Sul. Trata-se do presidente brasileiro Lula.

    Por aqui, a reunião do presidente Lula na Espanha passa em branco. Mas a repercussão na Europa e no mundo tem sido importante.

    É talvez princípio global de reação à extrema direita mundial, que, a partir dos Estados Unidos e fortalecida com a vitória de Trump, anda muito ativa e imaginando um mundo de autoritarismo reacionário.

    O fracasso dos governos dessa gente, Milei e Trump, sobretudo Trump, previsível porque não trabalham por nada além dos interesses de poucos e ricos, não surpreende e aponta o caminho para que a voz progressista saia da defensiva e parta para o ataque.

    O encontro na Espanha, nesse aspecto, foi espetacular e pode, sim, ter aberto a porteira para que a voz progressista seja mais ouvida em todo o mundo.

    E a liderança de Lula, com seu testemunho, seus sucessos, inclusive econômicos, e sua opção preferencial contra a fome, a pobreza e a democracia, neste mundo de guerras, destaca um aspecto fundamental: devolver ao mundo a esperança perdida.

    Não foi pouco e teremos desdobramentos.

    A ver.

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  • Carne de burro e guanaco ( e gatos!) na dieta Argentina.

    abril 20th, 2026

    O título de hoje se refere à substituição da origem da carne mais barata disponível aos argentinos, trocando a de boi por burros. E incluíram a carne de guanaco( lhama) ,que eu nem sabia que existia. Aqui no Brasil, o jeito durante o desgoverno anterior foi fazer sopa de osso, vendida nos supermercados, para manter um mínimo de proteína na dieta de fome.

    Quando a gente fica aqui prevendo os desastres desse tipo de governo, como acontece na Argentina e por aqui recentemente, não é torcida contra nem adivinhação; o programa é mesmo reduzir a inflação e os déficits públicos jogando o custo do ajuste na maioria pobre e nos trabalhadores. Os resultados são previsíveis, e inúmeros exemplos estão disponíveis. Quando assim fazem, ao mesmo tempo promovem reformas na previdência social, nas leis trabalhistas, nas despesas em educação e saúde, e tentam compensar a redução da atividade econômica interna com investimentos externos, buscando equilibrar a dinâmica econômica. Se falha o interesse dos investidores externos, que costumam entrar no início e sair deixando rombos para anos de esforço em seguida, a manutenção desses tipos de planos fracassa e dura menos que um mandato, sendo necessário renovar promessas e falsos milagres com outros agentes, tentando prolongar a concentração de renda e os privilégios, que são, na verdade, o único propósito desses planejadores.

    Tem sido assim na Argentina e por aqui, com nossa economia sendo exceção histórica porque temos quem pense e faça diferente, mesmo enfrentando todos os mercados financeiros e sua imprensa elitista desde sempre.

    Dificilmente poderíamos exemplificar o fracasso de um projeto com tamanha contundência quanto quando o povo passa fome e segue desempregado: carne de burro na Argentina e ossos no Brasil. Tivemos a época do consumo de calango aqui, durante o governo FHC e seu Plano Real, situação revertida depois por Lula em seu primeiro governo.

    Isso é história, embora ninguém te conte assim.

    Para a Argentina, o jogo está jogado; as regras estavam definidas desde o início e o resultado era o esperado: nenhuma surpresa além de endividamento externo, fome e desespero sairia dali.

    Resta saber de onde virá a saída, quando renovarem a esperança agindo de forma consequente e elegendo um projeto para restabelecer o mercado interno com vitalidade, por meio do consumo das classes trabalhadoras, como o Brasil ensina.

    Por aqui, nosso desafio é deixar de lado essa gente maluca e entreguista, nossa classe média medíocre e nossos ricos e milionários idiotas, antipatriotas, e resgatá-los de suas cretinices.

    Não há lugar para milicianos fascistas no governo, nunca mais. Quem pensa que sim está errado e, se não pode ser convencido disso, precisa ser derrotado nas urnas.

    Vai ser apertado, mas vamos conseguir.

    Calango e fila do osso, nunca mais.

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  • Aposta estratégica

    abril 16th, 2026

    O Brasil passou a ocupar posição central nas estratégias de investidores internacionais. Avaliação do Bank of America identifica o país como uma aposta relevante no cenário global. Isso reflete o desempenho consistente de ativos locais, como ações e câmbio, em meio a um ambiente externo mais favorável.

    Em todo o mundo, revisões de crescimento estão sendo processadas para números menores — menos aqui, onde as mesmas revisões estão prevendo crescimento moderado de 2%, com perspectiva de alta.

    O segredo é a solidez do fluxo cambial da balança comercial, o crescimento das exportações de petróleo cada vez mais valorizadas, juros altos com garantia de pagamentos e um balanço fiscal que tanto se tenta destacar negativamente pelo nosso PIG, mas que nem faz sombra para o investidor estrangeiro, que está vendo, nesse aspecto, pioras muito maiores em seus respectivos países.

    Não considero referência de sucesso quando a bolsa de valores aqui no Brasil aumenta, porque teríamos que considerar insucesso quando o oposto ocorre. Mas, como aqui não tem a menor lógica interna e depende de pouquíssimas empresas de referência, além de ser manipulada por meia dúzia de bancos e corretoras, acaba sendo um ambiente de especulação. Procuram movimentar para ganhar — parado ninguém ganha nada. Não se pode e nem se deve ter essa idéia. Serve como referência, mas é uma espécie de provocação com o “inimigo”, que, por sua pouca visão de mundo, enxerga ali a única referência de sucesso econômico.

    Nem de longe é.

    Dessa vez, quem está movimentando a bolsa é o investidor estrangeiro, aproveitando a taxa de juros e a insegurança geral nos mercados globais. O fato de enxergar aqui no Brasil solidez para suas apostas de investimento é o que faz deste momento algo notável.

    Tudo isso enquanto o governo manda projeto para acabar com a escala 6×1, o que seria motivo para propagarem o “fim do Brasil”, além do aumento de gastos no período eleitoral, que significaria o “fim do mundo” para o PIG, que sempre tem outros candidatos para apoiar.

    O resumo irônico dessa história é que, enquanto pesquisas apontam majoritariamente a opinião de que a economia do Brasil piorou no último ano, o mundo inteiro olha para cá e enxerga uma oportunidade e um porto seguro no meio de bloqueios e guerras sem sentido ou motivos.

    Quem está certo?

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  • Ramagem e a volta dos que não foram.

    abril 15th, 2026

    Aguardamos a confirmação da deportação ou não de Ramagem, porque acordos com os EUA não são nada previsíveis e tudo pode acontecer. Só a audiência de custódia demora por lá ou meses.

    O garantido é retornarmos com a pauta da tentativa de golpe e dos envolvidos nessa trama, sendo Ramagem um dos principais, fugitivo condenado e vivendo confortavelmente nos EUA, em uma casa à beira de lago que vale R$ 5 milhões.

    Isso na véspera da provável derrubada do veto do presidente Lula na dosimetria inventada para anistiar golpistas. Retomar com a prisão desse importante personagem nos permite reacender a discussão e tentar barrar essa anistia.

    Embora difícil de evitar, nesse Congresso conservador e em pleno debate eleitoral.

    Quem está lá em campanha, em sua maioria, pretende agradar seu eleitorado, e sabemos onde eles estão mirando.

    Em todo o caso, o ressurgimento do nome de Ramagem e as dúvidas sobre seu futuro serão objeto de interesse, e nada disso movimenta o lado bolsonarista, que nesses casos finge e ignora para não alimentar a pauta.

    Coisa que deveríamos aprender com eles, em alguns casos, porque entramos na maioria das fake news que poderíamos simplesmente deixar morrer sem resposta.

    Enfim, quanto mais Ramagem, melhor. O golpismo volta para a pauta na véspera da votação do veto do presidente, e isso é tudo que eles não queriam.

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  • Campanha não começou!

    abril 13th, 2026

    Exemplos não faltam. Esse da Dilma, que ilustra o post, eu não me lembrava, mas tenho vívida lembrança da posição do Bolsonaro no início de 2021, com aprovação pífia e 20 pontos atrás do Lula nas pesquisas — o final todos nós vimos.

    Lula ganhou por 1,5%.

    Isso mostra algumas coisas que temos falado e ouvido: o interesse de muita gente em eleições acontece na véspera. Somente depois do início da propaganda eleitoral, e a força do cargo na reeleição é muito grande. Mesmo um energúmeno como Bolsonaro conseguiu recuperar 20 pontos nas pesquisas em um ano.

    E Serra, que iniciou a campanha com 9 pontos à frente, perdeu para Dilma, porque o que decide é se o candidato merece seguir ou não. É mais uma decisão de rejeição do que propriamente uma troca por alguém melhor.

    O que, nessa próxima, nem de longe teremos como opção melhorar.

    A previsão é de desconstrução da candidatura Flávio, atacado pela direita e pela esquerda. Zema, Caiado e o rapaz do MBL vão fazer esse serviço, porque é de onde podem crescer.

    Flávio Bolsonaro tem 60% de seus votos sem convicção; Lula, menos de 30%. Esse seria o único lugar para “pescarias”. E convenhamos que a direita vai pescar na direita, preferencialmente.

    Diz-se que Flávio Bolsonaro pretende manter postura conciliatória e nem apresentar programa de governo para não afastar eleitores. Bobagem, porque, acossado pela direita, vai precisar radicalizar para não perder os cativos que exigem sua marca registrada fascista claramente definida. Além de defender suas ideias em algum momento, aí sim por exigência da própria campanha.

    É verdade que eleição polarizada não permite acreditar em vantagem ampla, e para a campanha estimam em apenas 10% os votos disponíveis. Parece pouco, mas não é: fora os quase 30% de abstenções, brancos e nulos, estamos falando em 40% do eleitorado, e para vencer, aproximadamente 35% dos votos válidos bastam.

    Resumindo: a direita vai pescar inteira na mesma água; Flávio Bolsonaro vai tentar pescar no centro e vai ser tragado de volta para o extremo para segurar os fiéis; o presidente Lula vai fazer campanha de desconstrução dos fracos adversários e mostrar, comparando seu governo vitorioso com o desgoverno anterior.

    Motivos mais que suficientes para uma campanha otimista, sabendo dos limites que os adversários históricos impõem. E perdem todas.

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  • O legado bolsonarista.

    abril 13th, 2026

    Vale lembrar: era assim que estava o Brasil em 2022, último do governo Bolsonaro — o ano indica o retrocesso:

    🥣 Fome: 1992
    📈 Inflação: 2003
    🎓 Evasão escolar: 2006
    🔥 Desmatamento: 2008
    🏭 Produção industrial: 2009
    💸 Pobreza: 2010
    💰PIB: 2013
    🏡 Consumo das famílias: 2015

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