
O Brasil passou a ocupar posição central nas estratégias de investidores internacionais. Avaliação do Bank of America identifica o país como uma aposta relevante no cenário global. Isso reflete o desempenho consistente de ativos locais, como ações e câmbio, em meio a um ambiente externo mais favorável.
Em todo o mundo, revisões de crescimento estão sendo processadas para números menores — menos aqui, onde as mesmas revisões estão prevendo crescimento moderado de 2%, com perspectiva de alta.
O segredo é a solidez do fluxo cambial da balança comercial, o crescimento das exportações de petróleo cada vez mais valorizadas, juros altos com garantia de pagamentos e um balanço fiscal que tanto se tenta destacar negativamente pelo nosso PIG, mas que nem faz sombra para o investidor estrangeiro, que está vendo, nesse aspecto, pioras muito maiores em seus respectivos países.
Não considero referência de sucesso quando a bolsa de valores aqui no Brasil aumenta, porque teríamos que considerar insucesso quando o oposto ocorre. Mas, como aqui não tem a menor lógica interna e depende de pouquíssimas empresas de referência, além de ser manipulada por meia dúzia de bancos e corretoras, acaba sendo um ambiente de especulação. Procuram movimentar para ganhar — parado ninguém ganha nada. Não se pode e nem se deve ter essa idéia. Serve como referência, mas é uma espécie de provocação com o “inimigo”, que, por sua pouca visão de mundo, enxerga ali a única referência de sucesso econômico.
Nem de longe é.
Dessa vez, quem está movimentando a bolsa é o investidor estrangeiro, aproveitando a taxa de juros e a insegurança geral nos mercados globais. O fato de enxergar aqui no Brasil solidez para suas apostas de investimento é o que faz deste momento algo notável.
Tudo isso enquanto o governo manda projeto para acabar com a escala 6×1, o que seria motivo para propagarem o “fim do Brasil”, além do aumento de gastos no período eleitoral, que significaria o “fim do mundo” para o PIG, que sempre tem outros candidatos para apoiar.
O resumo irônico dessa história é que, enquanto pesquisas apontam majoritariamente a opinião de que a economia do Brasil piorou no último ano, o mundo inteiro olha para cá e enxerga uma oportunidade e um porto seguro no meio de bloqueios e guerras sem sentido ou motivos.
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