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Blog do Franco

  • Sequestro, petróleo e improviso: o padrão Trump em ação.

    janeiro 6th, 2026

    Como tudo o que anda fazendo ultimamente, sapecando tarifas para depois retirar, anunciando negócios mirabolantes que depois não se concretizam, também esse sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a posse da vice-presidente Delcy González mantêm o padrão Trump de agir: sem planejamento, com violência e sem medir consequências.

    Levar Maduro preso não garante nada de prático e imediato para os EUA no país, tampouco para as indústrias petroleiras, que seriam a razão de tudo o que ocorreu.

    O desprezo público de Trump pela adversária do chavismo, Maria Corina, foi um golpe duro para quem alimentava ilusões sobre estratégias e projetos na cabeça desses ianques tresloucados. Vale a afronta, a invasão, o feito extraordinário e momentâneo. E depois, um vazio, sem sentido ou direção palpável.

    Maria Corina foi impedida de concorrer à presidência no último pleito vencido por Maduro exatamente porque apoiava o uso de força estrangeira em seu país. Já conspirava para que os EUA fizessem o que acabaram de fazer anos atrás. E me parece um pensamento para lá de tosco supor que retornará para Caracas depois de, mais uma vez, apoiar tropas estrangeiras em seu país — e dessa vez não foi somente um pedido, mas um fato.

    Se alguém imagina que ela estará no país para concorrer a alguma coisa no futuro próximo, esqueça.

    Porque sua ascensão está além das regras e disputas eleitorais e passaria por uma guerra civil ou por uma invasão de tropas em solo venezuelano.

    É possível imaginar que as tropas da Venezuela estejam desmoralizadas por terem sido suplantadas de monte nessa incursão-relâmpago que sequestrou o presidente do país no leito de sua cama. E talvez daí venha esse primeiro momento de hesitação. Mas acho que Delcy tem agido certo, diminuindo a tensão com os EUA e ganhando tempo para consolidar posições e apoios, que certamente virão.

    A imagem que ilustra o post dislumbra um problemão para os EUA nessa visão alucinada e colonialista de entregar o petróleo da Venezuela às suas empresas. O que está escrito na sequência da reportagem é que, para voltar a produir 1 milhão de barris por dia, teriam que investir U$50 bilhões; e para atingir 3 milhões de barris por dia — que era a capacidade anterior da produção venezuelana —, U$180 bilhões em investimentos.

    E as empresas procuradas pela reportagem não estão animadas a fazer isso.

    Primeiro, porque o campo apresenta riscos óbvios. Segundo, por quanto tempo conseguiriam segurar posições sem serem novamente expulsas do país — porque já foram. Terceiro, porque o preço do barril a 60 dólares não indica momento para grandes investimentos. E quarto, porque existem oportunidades mais baratas em outros países.

    Então, se não foi para as petroleiras sugarem o petróleo, para que serviu esse ataque?

    Certo que se pretende enviar recados e sinais — terríveis e apavorantes. Mas seriam efetivos? Perenes? Capazes de provocar mudanças?

    Sei não.

    O que estou vendo é o fortalecimento do chavismo na Venezuela e até na Colômbia, que terá eleições em março próximo, e onde as previsões de derrota da esquerda liderada por Petros começam a subir no telhado. O discurso anti-imperialista passou de uma ameaça para a realidade, e os povos não ficam indiferentes.

    Menos aqui no Brasil, porque, se depender de Tarcísio, Zema, Caiado e Ratinho, entregam tudo para os EUA, e nosso povo que volte para a fila do osso ou vá comer calango.

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  • Sobre o futuro da Venezuela.

    janeiro 5th, 2026

    Acima o desfile de Maduro prisioneiro pelas ruas de NY.

    O sequestro do Presidente Maduro precisou matar cerca de 80 pessoas para acontecer, sendo 36 cubanos que faziam a segurança pessoal incluídos na trágica lista.

    Como isso foi possível acontecer permanece um mistério, porque, com tantas bombas jogadas de helicópteros sobre a capital, sem nenhuma resistência visível, e a invasão do palácio para retirar o presidente e a esposa do seu leito, não me parece um feito somente militar; muito mais coisa aconteceu aí.

    O que tem provocado suspeitas da participação da vice-presidenta Delcy Rodriguez, agora empossada presidente com apoio civil e militar, reconhecida imediatamente pelo Brasil, que até então não tinha reconhecido nem a presidência de Maduro, depois daquela história das atas de votação exigidas pelo nosso governo.

    Delcy emitiu uma nota chamando ao diálogo, sem fazer exigências de retorno do presidente sequestrado, enquanto busca consolidar sua posição interna, o que parece ter conseguido. Não caiu na armadilha de escalar, mais ou menos o que fez Lula ao evitar a reciprocidade na cobrança de tarifas até conseguir negociar. Mais à frente ficará claro como, ao lidar com o presidente sequestrado, Delcy vai nos mostrar de que lado estava nesse crime. Eu acredito nela, não a imagino como uma traidora do chavismo, longe disso, e o apoio do Exército indica a confiança do braço militar. Em todo o caso, nesse primeiro momento o objetivo claramente é evitar escalada no conflito com os EUA e não permitir algum vácuo de poder interno, o que poderia estimular a oposição sabidamente violenta.

    Vejo riscos de conflito interno muito maiores que uma guerra aberta com os EUA no médio prazo.

    Ao chamar por diálogo, o que está em questão seria o petróleo, o único interesse dos EUA no conflito. E, a partir dos resultados dessas conversações, vamos avaliar o que vem pela frente.

    Dificilmente podemos imaginar controle total dos EUA.

    Os recados de Trump para Delcy deixam claro que ele não sabe exatamente o que ela vai fazer; segue ameaçando e exibindo o presidente Maduro pelas ruas de Nova Iorque, em provocações e ameaças abertas.

    Um desfile romano, com o imperador retornando com os despojos de uma guerra. Mas com o detalhe de que Roma deixou para trás terras arrasadas, não somente capturou o líder — o que estamos longe do que aconteceu na Venezuela nesses últimos dias.

    Hoje teremos reunião na ONU, que não vai passar de formalidade; depois da Palestina sobrou muito pouco de proveito da ONU para levarmos em conta por alguma solução.

    A reunião da CELAC ocorrida ontem e convocada pelo Brasil termina sem sequer uma nota. O fascismo age contra o povo que representa em todas as instâncias, só interessa o poder e os negócios próprios e de seus grupos.

    Quando a gente lembra o quanto a união da América do Sul representou em progresso para todos os países, em época recente, só nos resta lamentar. A nossa desunião é a grande vitória do império norte-americano sobre nós, depois do que aqui fizeram os europeus.

    A multipolaridade é a verdadeira guerra que os EUA promovem e o grande tema de maior empenho do presidente Lula. Nesse contexto devemos entender o acordo entre Mercosul e União Europeia, mais uma vez agendado para janeiro. O que Lula tenta aqui, apesar de não ser um acordo vantajoso para o Brasil a princípio ao menos, é atrair a Europa para blocos de exercício de interesses multipolares, evitando que os países caiam no isolacionismo que os EUA desejam.

    Alguém ensinou: divide e impera.

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  • Sequestrar um presidente não é governar um país.

    janeiro 4th, 2026

    A nota do governo brasileiro, assinada pelo presidente Lula, condenando o ataque à Venezuela seguido do sequestro do presidente Maduro, faz menção ao histórico de intervenções dos EUA na América Latina, situando a atual agressão no ponto exato. O que nem é negado pelo reincidente agressor do Norte, que assume a Doutrina Monroe de 1822 como inspiração, chama a América Latina de quintal e nos ameaça a todos.

    Talvez siderados pelo feito de capturar Maduro em instantes, coisa ainda por entendermos como pôde acontecer.

    Mas a sequência dos fatos e as intenções expressas na entrevista afrontosa e megalomaníaca de Trump e seus principais parceiros após o sequestro, quando deixou de lado qualquer comezinha justificativa e assumiu que agora manda na Venezuela e no seu petróleo, mostra que o feito deixou aquela gente que normalmente não raciocina direito em estado lastimável de ilusões.

    Porque não se toma um país e suas riquezas sequestrando o presidente.

    Certamente não a Venezuela.

    O pronto restabelecimento da cadeia de comando interno e a posse da vice-presidente, que exigiu a volta do presidente Maduro ao país, deixa claro que o ataque nem de longe intimidou as lideranças na Venezuela, certamente humilhadas pelo sequestro, mas reagindo para não deixar dúvidas ou vácuos perigosos de poder.

    Se a intenção daqui em diante é promover uma guerra civil na Venezuela, estimular um confronto sangrento entre chavistas e oposição, o tempo dirá. Mas, no momento, a liderança do país segue nas mesmas mãos e direção em que estava.

    As reações dos líderes no mundo mostram, na sua maioria, interesses paroquiais internos e não visão do todo; mais uma vez, a mediocridade dos tempos atuais nessa safra de presidentes e primeiros-ministros está confirmada.

    Aqui no Brasil, o bolsonarismo e seus governadores comemoram o sequestro. Ratinhos, Tarcísio, Zemas e Caiados deixam a quem quiser ver de que lado estão no concerto sobre democracia e direitos, inclusive humanos. Como sujeitos de uma democracia, não valem o sal que comem.

    Mas uma coisa aconteceu, e se chama PSDB. Porque Aécio Neves e o governador do RS, Eduardo Leite, condenaram a ação ilegal e se colocaram fora do quadro bolsonarista.

    Por quê?

    Porque viram uma oportunidade de distanciar-se do fascismo que andavam acalentando e se colocam na frente democrática necessária para o futuro da disputa eleitoral cada vez mais decisiva de 2026.

    Daqui pra frente, o bolsonarismo, que precisava se distanciar do extremismo para tentar ganhar a eleição, volta para seu berço natural e vai para a disputa apostando na radicalização. Para perder, bem entendido. Se tinha poucas chances com discurso moderado, passa a ter menos ainda com discurso de raiva e ódio. E a reação do PSDB mostra que, ao abraçar a bandeira dos direitos e da democracia, fazem uma aposta em direção ao futuro, enxergam uma oportunidade de sair do pântano fascista onde estavam e a possibilidade de recuperar o terreno perdido dos liberais brasileiros para os radicais da direita.

    É uma mudança importante no discurso que pode ajudar a derrotar o fascismo no Brasil, se os liberais decidirem sair do barco dos extremistas.

    Definitivamente.

    Observe que dividi o espaço do post entre o ataque covarde dos EUA em três pontos:

    1 – Os EUA não têm, até o momento, nenhum controle da Venezuela e nenhuma expectativa de obtê-lo no curto ou médio prazo. Só uma guerra civil poderia derrubar o governo chavista. O que sugere que Trump pode ter dado um passo maior que as pernas, e o velho truque de iniciar conflitos para alavancar popularidade e unir o país pode provocar efeito contrário desta vez e acordar a oposição interna contra ele.

    2 – O bolsonarismo retomará o discurso de ódio e tentará atrair novamente os EUA para influenciar, com ameaças, a eleição de 2026. A ver como isso segue, porque Trump não é confiável, nem para eles.

    3 – Os liberais brasileiros ensaiam sair do bloco extremista para tentar ressuscitar eleitoralmente. E até onde estão dispostos a chegar? Até a apoiar a reeleição de Lula?

    Existem implicações e indícios de um rearranjo de interesses entre as grandes potências mundiais — EUA, China e Rússia — e esferas de influência que merecem reflexão. Mais à frente faremos.

    Seguimos de olho na Venezuela e no Brasil. As próximas horas são importantes, mas claramente estamos no começo de mudanças importantes de maturação lenta.

    Quanto a nós, também ameaçados, como toda a América Latina e o Caribe, temos na reeleição do presidente Lula o antídoto contra o fascismo assanhado que se anima. Mais uma vez, o velho Lula, com sua experiência, pode nos conduzir nesse nevoeiro.

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  • Fintechs e o subprime à brasileira.

    dezembro 31st, 2025

    Vou aproveitar esse gancho da reflexão do Jabour para fazer a minha.

    Sobre os ataques a Moraes descambarem para outros alvos, o aviso sempre é verdadeiro, porque a disputa política calcada na mentira, por parte da direita, não é episódica, mas a própria essência de suas práticas: inundar, saturar, encher o noticiário e o debate de lixo, para que tudo perca seu valor e referência e os críticos de “tudo que está aí” se destaquem. Não tem segredo; como conter é a questão.

    Sobre a independência do Banco Central e o combate ao subprime brasileiro, como ele chama, por exemplo, o caso Master, isso merece algumas considerações.

    De fato, as chamadas fintechs cresceram em ambiente de desregulamentação total do serviço bancário, mas elas se sustentam sobre dois aspectos, um visível e outro invisível. O visível são o progresso tecnológico e o acesso por meios eletrônicos, uma comodidade insuperável na correria do mundo. E o invisível é a exploração de seus funcionários, que não são pagos como bancários, não têm sindicato e não são considerados bancários para todos os efeitos trabalhistas.

    Então, crescem no lombo do trabalhador precarizado, sem que o Banco Central ou os sindicatos façam qualquer coisa efetiva para fiscalizar a atividade ou enquadrá-la na legislação comum aos bancos. O que me parece até concorrência desleal com os bancos tradicionais, que são fiscalizados e obrigados a cumprir a legislação trabalhista, sobre salários, horários, prêmios, horas extras, reajuste anual de salários, vale-transporte, participação nos resultados etc. Ou seja, fazem tudo que um banco comercial faz, sem precisar pagar por isso.

    Se estão crescendo a ponto de ameaçar a formação de pirâmides ou subprimes, por conta da falta de regras ou da falta de fiscalização, também nesse ponto o Banco Central tenta aprovar lei para aumentar seu poder de fiscalização sobre a atividade das fintechs, sem, até o momento, obter resultado. E o tempo está passando.

    Como essas empresas vieram para ficar, sem nenhuma dúvida, é imperioso que elas se enquadrem no modelo de funcionamento comercial da atividade que prestam, sobretudo no compromisso com as regras do trabalhador e de seus sindicatos. Existem funcionários das fintechs filiados a sindicatos sem nenhuma relação com a atividade bancária; ninguém age sobre isso e a exploração da mão de obra segue permitida.

    Se a independência do Banco Central vai continuar — e no modelo atual me parece que deve, até porque, ao escolher seus dirigentes, o governo dá o rumo que deseja —, ela precisa, na verdade, ser aprofundada, no sentido de ter possibilidade de alcançar todas as atividades ligadas ao setor bancário, inclusive as fintechs. Então, a discussão não é bem sobre autonomia, mas sobre eficácia.

    O caso Master foi um acinte e não passa de uma fintech com 500 funcionários, que provoca um rombo de 50 bilhões.

    Como isso é possível?

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  • Barata voa.

    dezembro 30th, 2025

    O dia de ontem começou com a jornalista de O Globo, uma lavajatista de carteirinha, mudando a versão inicial quando acusou o ministro Moraes de pressionar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para liberar a compra do Banco Master pelo BDF. A suposta pressão teria ocorrido antes da negativa oficial do BC, que acabou acontecendo, assim como a liquidação.

    A jornalista passou a chamar de pedido o que antes era pressão, supostamente na frente de seis testemunhas. E continua devendo explicações, pois não diz o que exatamente Moraes teria pedido ao BC — o que, por si só, já seria absurdo.

    Mas a coisa andou, porque, na noite de ontem, o banqueiro André Esteves, tido e havido como uma das fontes da tal pressão, informou que não era ele a fonte, que não tem nada contra Moraes e que isso não ajuda o Brasil.

    Assim, a jornalista, que saiu de fininho, agora precisa correr, porque, sem fonte, sem história e sem credibilidade, ainda corre o risco de levar um processo nas costas.

    Merecido, diga-se.

    A tal acareação esdrúxula proposta por Toffoli no processo que investiga a liquidação do Banco Master subiu no telhado. As oitivas na PF estão mantidas para Vorcaro, o ex-presidente do BDF e o diretor do BC, de forma separada, como convém.

    A oposição tentou interromper o recesso parlamentar ontem, sem sucesso. Queriam abrir um impeachment do ministro Moraes sem motivo, sem fatos, sem lastro, uma vez que a jornalista mudou sua versão e a PGR sequer abriu investigação sobre o contrato da esposa com o Master, que teria como base a reportagem, por falta de elementos:

    “O noticiário citado [no pedido de investigação] não ostenta densidade suficiente para mobilizar o aparato da Procuradoria-Geral da República.”

    A PGR ainda afirmou que o contrato era legal, um acordo firmado entre terceiros, sem indícios de crimes ou fraudes. Não é da conta de ninguém.

    Sobraram quem e o quê dessa história?

    Talvez a fala da Carol Proner em artigo sobre a acusação da jornalista lavajatista contra Moraes: ” suspeitamos porque temos memória!”

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  • De “pressionou” a “pediu”: pediu o quê?

    dezembro 29th, 2025

    Reproduzo acima parte da coluna da jornalista Malu Gaspar de hoje, no O Globo. Observe que, depois de afirmar, alegando seis fontes, que o ministro do STF Alexandre Moraes fez “pressão” sobre o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para aprovar a fusão do banco Master, de Vorcaro, com o BDB, agora muda para “pediu” não se sabe exatamente o quê ao presidente do BC, durante uma reunião em julho e, aparentemente, na frente de muita gente. Ou alguém entre esses andou falando demais, ou a jornalista ouviu demais.

    Vale uma cronologia resumida: em março, o BDB (Banco de Brasília) anuncia que comprou o banco Master. Em julho, ocorre a tal reunião no STF (Moraes já disse que nunca foi ao BC) sobre as sanções do governo dos EUA bloqueando o acesso ao sistema bancário do ministro. Em setembro, o BC anula a compra do Master pelo BDB. Em novembro, o BC liquida o banco Master por fraude bancária de 12 bilhões em títulos falsos e rombo estimado em 50 bilhões no caixa da instituição.

    Aí vem a jornalista e revela o contrato milionário da banca de advogados liderada pela esposa do ministro e o acusa de praticar advocacia administrativa (lobby) a favor do Master.

    A marcha à ré da jornalista era mais do que previsível, uma vez que não conseguiu sustentar a acusação por falta de provas.

    Na sequência tentaram incluir a PF, tentaram incluir o Lula, tentaram de tudo e saem agora para cima do ministro Toffoli, esse sim cheio de rolos na apuração desse caso.

    O que, apesar da apuração estranha de Toffoli, não vai reverter o estado atual de liquidação do banco de Vorcaro.

    A tal acareação entre Master, BC e Banco de Brasília, marcada para amanhã no STF, vai ocorrer, mas retiraram a “pressão” sobre o BC ao explicar que o diretor chamado para participar não é investigado.

    Sobrou o tal contrato milionário da esposa, que não foi negado por ninguém, o que, para mim, não deixa nenhuma dúvida de sua validade e existência. Mais: a família Moraes comprou, em setembro, uma casa em Brasília por R$12 milhões, mostrando que também não estão escondendo a prosperidade que experimentam atualmente.

    O que não é crime, diga-se o que quiser. São os príncipes e princesas da República aproveitando oportunidades para empreender.

    O assunto, que estava na base, só requenta dia sim e no outro também, até por falta de assunto nesse período de férias, e segue ladeira abaixo para o esquecimento.

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  • Chegou na meta. Por quê?

    dezembro 29th, 2025

    Lembrando que a inflação de alimentos chegou a bater 16,17% anuais e a inflação geral rondava os 10% no início de 2025, o ajuste monetário, que nos custou um trilhão, deu resultado: inflação anual de 4,3% e inflação anual de alimentos em 1,3%

    Repito: as altíssimas taxas de juros praticadas pelo Banco Central não foram por acaso; visavam exatamente combater a carestia, sobretudo no preço dos alimentos. E, nesse aspecto crucial, objetivo e de interesse geral, foi vitoriosa. Ponto.

    Leia : “

    O freio dos juros na economia reduziu o crescimento anual em 1%, mas não afetou o nível de emprego nem o das rendas, que seguem em seus máximos.

    A sensação geral de queda nos preços dos alimentos foi sentida, embora alguns itens de primeira necessidade, como carnes, queijos e café, tenham permanecido caros, refletindo aspectos próprios das commodities que são.

    E trazem outros benefícios em termos de comércio mundial, junto à soja, milho, minério de ferro e petróleo e seus derivados. O Brasil promove superávit de conta no comércio mundial como fornecedor de petróleo e derivados, coisa relativamente recente e decisiva. Coisa do pré-sal e da futura margem equatorial no horizonte.

    Ano de aprovar a escala 6×1, PEC da segurança e iniciar a discussão sobre ônibus gratuito para todos. O Brasil tem pressa por soluções coletivas que empurrem nossa população para driblar limitações de ganho de produtividade de um trabalho muito artesanal e primário em grande parte. O setor de serviços funciona como nas economias modernas mundo afora, mas com salários muito abaixo da média mundial, e compensações como tarifas de ônibus grátis fazem a diferença.

    Entrada de 85 bilhões por conta do aumento do salário mínimo na economia e mais 25 bilhões da isenção do IR garantem, por si só, cerca de 0,5% de crescimento no PIB. E depois a gente se pergunta por que cresce o país.

    Quanto à inflação, 2026 vai ser o ano em que começaremos a desmamar dos juros estratosféricos e rumar para 5% real e saudável de juros reais até o fim do próximo mandato do presidente Lula. Evidente que temos uma montanha para descer, e seguir controlando as expectativas fiscais a partir de agora é a variável crucial, uma vez que a âncora cambial fez a sua parte e precisa ser gradativamente substituída pela confiança no rumo fiscal do Brasil para a inflação seguir controlada.

    Durante o ano vamos falar muito de eleição e saídas fiscais para o Brasil avançar.

    Mas fica o registro da eficácia do plano do Banco Central, que rapidamente controlou as expectativas de inflação sem comprometer o crescimento do PIB e sem derrubar a arrecadação segurando demais a economia. Seguimos batendo recordes de arrecadação e crescendo dentro das médias mundiais, embora com modestos 2,3% ao ano.

    Juros devem cair a partir de março, e não em janeiro, mas vou alimentar a ideia de que virá redução inicial de 0,5% e não somente 0,25%, como costumam fazer.

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  • Inventário 2025 e um pouco de 2026.

    dezembro 28th, 2025

    Fim de ano é hora de fazer levantamento do estoque, fechar a contabilidade e avaliar lucros e prejuízos.

    Sobre a candidatura Flávio, e a absoluta decisão de não ceder espaço nas próprias fileiras do fascismo nacional para terceiros sem o sobrenome Bolsonaro — no sangue, bem entendido — acertamos.

    Sobre a queda da inflação para o teto da meta, justificando o sacrifício dos juros altos pelo nosso BC, o que garantiu a queda dos preços dos alimentos e permitiu a recuperação da popularidade do presidente Lula e de seu governo, acertamos.

    Sobre o fracasso do governo Milei e do velho plano de recessão para controle da inflação com aumento da miséria, desemprego e fome — acertamos —, mas não no fato de que, mesmo assim, o povo de lá, certamente por conta da queda acentuada da inflação, aumentou a aposta no governo Milei e, com a nova composição do Congresso, acabou de aprovar pela primeira vez o próprio orçamento para 2026, inteiramente construído dentro da visão de destruição planejada e defendida até aqui por aquelas bandas, que promete aprofundar a crise econômica e humanitária. No que antecipamos piores prognósticos e uma rebordosa de crises imprevisíveis no vizinho para 2026.

    Sobre a estagflação nos EUA e o dólar afundando — mais ou menos —, porque seguem com problemas de alto desemprego, mas o alívio das tarifas desarmou a bomba inflacionária, deixou a situação por lá indefinida, e a próxima sequência de queda dos juros, assim que trocarem o presidente do banco central, pode desencadear perda de capacidade de financiamento da dívida pública e piorar o funcionamento não só do mercado interno como do mundo todo. Ainda mais sem um euro forte para compensar e diante da dificuldade do Ocidente de incorporar a China como parceiro confiável. Então o prognóstico para os EUA segue mais ou menos o anterior: adiadas as consequências do desajuste improvisado do trumpismo, mas que virá.

    O Brasil caminha para reeleger o presidente Lula, por estreita margem, no primeiro ou no segundo turno, mantidas as condições atuais, que podem mudar, mas tendem a favorecer o atual mandato. O que nos deixa em dúvida é a composição do Congresso, onde imagino uma melhora nos números da centro-esquerda, sem alterar muito o atual domínio dos conservadores.

    O partido do bolsonarismo deve diminuir, fragmentar e, depois das eleições, não ser mais o mesmo. Mas não desaparece ainda. A direita vai tentar se reconstruir para 2030 e, para isso, precisa de Tarcísio crescendo e do bolsonarismo diminuindo. Nisso apostarão todas as fichas no pós-2026, com PIG, Faria Lima, centrão e evangélicos alinhados na construção de um adversário para o PT.

    Que, por sua vez, fará o mesmo movimento de viabilizar, novo nome , entre Boulos, Haddad ou Camilo.

    Aproveitem até 2030, tenho repetido, porque depois só Deus sabe. Até lá, o horizonte está definido e as oportunidades estão abertas, o Brasil continua soberano, em crescimento sustentável e acelerando.

    Nosso blog manteve o alcance; esperávamos crescer, mas me sinto ainda um aprendiz por aqui e trabalho a médio e longo prazo. Então seguimos em 2026, contando com a companhia de todos vocês.

    Aquele abraço e próspero 2026!

    Para todos nós.

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  • O triplex do Xandão.

    dezembro 25th, 2025

    Observe a coluna de hoje da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, que foi quem iniciou essa onda contra o ministro Alexandre Moraes, do STF, a partir de afirmações provenientes de fontes em off — que depois ficamos sabendo que eram banqueiros — acusando o ministro de advocacia administrativa criminosa junto ao Banco Central, visando à aprovação da compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, pelo banco BRB, do Distrito Federal. A partir daí, silenciou, após as negativas de Moraes e de Galípolo.

    Quem apareceu em seguida foi Mônica Bergamo, do UOL, tentando incluir a Polícia Federal no rolo das pressões, mas também o superintendente do órgão negou ingerências de Moraes sobre o caso.

    Mais silêncio, e hoje reaparece a acusadora mor com nova coluna, na qual fala de tudo, menos de Moraes.

    A meu ver, jogou a toalha e muda de assunto.

    Somado ao fato que acabou de ocorrer no hospital de Brasília, com o filho 01, Flávio, lendo a carta do pai confirmando seu nome como o escolhido para a disputa presidencial em 2026, o cenário muda, e alguns personagens que andam dando uns pulos por aí vão mudar de atitude.

    Primeiro, a esposa, aquela que foi candidata sem ter sido.

    Segundo, os entusiastas do plano T, de Tarcísio: acabou.

    E aqui está o ponto central dessa armação contra Moraes diretamente e Gabriel Galípolo indiretamente.

    O fato de a colunista de O Globo invocar a Lava Jato em sua coluna de hoje não é somente saudosismo — ela, que foi uma das principais porta-vozes da armação ilimitada daquele grupo de bandidos travestidos de promotores e juízes. Ao invocar o passado, tenta fazer um paralelo entre acusações a personagens atuais e aquelas da Lava Jato, para apontar as consequências possíveis das novas acusações. Onde se equivoca inteiramente, mas nos permite fazer o mesmo paralelo, porque tudo aquilo que chamaram de Operação Lava Jato não passou de uma farsa. E entre suas consequências — além do fascismo a ser enfrentado — podemos destacar a desmoralização do juiz e dos dois promotores envolvidos na trama. E dos jornalistas também, que não por acaso não se conformam, não reconhecem os erros e preferem incorrer em novas mentiras para seguir na busca de derrotar o projeto nacional-popular vitorioso em 2022 e a caminho de nova vitória em 2026.

    Eu via dois objetivos nessa nova investida do mesmo grupo lavajatista da imprensa: usar a vingança de Vorcaro contra Moraes e sua família — afinal, ele certamente imaginou que estava comprando proteção ao assinar aquele contrato milionário com a esposa do ministro — e a vingança dos bancos contra o Banco Central de Galípolo, que barrou a compra do Master pelo BRB, obrigando o Fundo Garantidor a cobrir o rombo de 50 bilhões do banco falido. Difícil imaginar que a banca privada engoliria um prejuízo desse tamanho sem buscar culpados e punição.

    Esses, para mim, seriam os principais motivos da atual situação, que mudou a partir da leitura da carta de Bolsonaro confirmando o filho Flávio.

    Porque, entre outras coisas, na vingança o que se tentava era a volta de Tarcísio e do plano T, no meio da desmoralização de Moraes e do STF, dando abertura para o bolsonarismo refazer as contas e rever a candidatura solo da família.

    Não era somente uma operação de vingança. Seguramente Vorcaro é uma das fontes da colunista de O Globo e quer, sim, se vingar e tentar se salvar. Mas o outro personagem contado como fonte seria o banqueiro André Esteves do banco BTG, e esse teria, além da vingança pelo prejuízo, razões políticas para apoiar Tarcísio e viu oportunidade de tentar embaralhar o jogo antes que o bolsonarismo desse sua cartada final com a declaração pessoal do chefe confirmando o filho como herdeiro.

    O que acabou de acontecer.

    Então a vingança perde seu objeto, por assim dizer; interesses laterais perdem força diante dos fatos, e prevalece derrotar Lula. Para isso, naturalmente, Flávio vai se impor; vão buscar se ajeitar a ele e, entre outras prioridades, negociar um bolsonarismo mais equilibrado é essencial para diminuir a rejeição ao sobrenome, sem o que a candidatura não decola.

    Aposto que essa trama se esvai, o “duplex do Moraes” não ganha corpo e a campanha eleitoral assume a frente dos interesses.

    Os jornalistas envolvidos saem de banda; o escândalo Master está nas mãos de Toffoli, que não é exatamente um personagem maior e pode amenizar aqui e ali, sem deixar de manter a liquidação do banco definitivamente.

    E o ano de 2026 finalmente chega com tudo.

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  • Príncipes da República e o escândalo (?) envolvendo o ministro Moraes.

    dezembro 23rd, 2025

    Fim de ano e escassez de notícias, com Congresso e Judiciário em recesso, a maioria das pessoas comemorando Natal, Ano Novo e férias, costuma provocar o fenômeno dos escândalos.

    Fabricados, bem entendido.

    O último, servido na praça, envolvendo o ministro Moraes pressionando o presidente Gabriel Galípolo, do Banco Central, para liberar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília, segue no noticiário sem acrescentar nenhuma evidência ou alguma fala que não seja em off.

    Perceba que cabe ao jornalista e ao jornalismo confirmar o que escreve, e manter afirmações em off tanto serve para proteger fontes como para distorcer falas e fatos, que precisam ser confirmados.

    A origem da notícia é uma jornalista ligada à Lava Jato e a militares, desmoralizada por sua defesa do tribunal de exceção do Paraná e sempre porta-voz do golpismo da caserna. Então, todo cuidado é pouco para levar a sério mais essa tentativa de desmoralizar o ministro Moraes, nessa hora crucial, e levar com ele o STF, nosso bastião na defesa da democracia e no enfrentamento do fascismo.

    A avaliação dos envolvidos no escândalo, tanto Moraes quanto Galípolo, da trama para salvar o banco da falência, não mereceu desmentido oficial, surgindo outro tipo de explicação em off, ao menos de Galípolo, dizendo que seus encontros recentes com Moraes, a pedido do ministro, foram para esclarecer situações envolvendo as sanções dos EUA contra o ministro, que envolviam restrições das atividades bancárias, com riscos para as instituições brasileiras, como todos sabemos.

    Por parte de Moraes, nem em off ficamos sabendo de nada.

    Então estamos com as repercussões do escândalo como uma sombra de fundo, por conta de um contrato extraordinário do Banco Master com a esposa do ministro Moraes — de milhões de reais e desembolso mensal de 3,2 milhões de reais — que também não foi desmentido pelo casal envolvido.

    Os príncipes de Brasília, da República Brasileira, precisam entender que têm que tomar muito cuidado com o que fazem, com o que lidam, com os interesses que defendem. O preço do poder que exercem e da influência é enorme, tanto para fazer o certo quanto o errado.

    Não estão livres para fazer o que lhes der na telha, e esse contrato do escritório da esposa de Moraes com o Banco Master, honesto ou desonesto, envolvendo milhões, é o tipo de coisa mal explicada que deixa aberto o flanco para todo tipo de ilação, acusação e ataques.

    E se tem alguma coisa errada, que seja trazida ao conhecimento e não fique nessa zona de sombras em off, de origem mais suspeita impossível.

    Ficamos assim. Gabriel Galípolo deu sua versão, em off, porque foi envolvido em off e devolveu na mesma moeda. A esposa de Moraes não desmentiu o tal contrato milionário com o banco falido, o que supõe ser verdadeiro o fato. Moraes não respondeu o off da acusação de que atuou para viabilizar a venda do banco, e aqui eu dou crédito ao ministro, porque quem fez a afirmação não merece minha confiança.

    Mas aos príncipes de Brasília fica sempre a máxima: devem não somente ser honestos, mas parecer honestos.

    Sempre.

    E, de repente, o caso Master que era um escândalo do entorno bolsonarista e do centrão, que seriam os próximos ao ex proprietário do Banco, passa a ser do Banco Central do governo Lula e do STF do Moraes.

    Então, todo cuidado é pouco.

    Ps,: nessa terça de manhã o Ministro Moraes rompe o silêncio :

    Ps2: e logo em seguida :

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