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Blog do Franco

  • I love you?!

    maio 7th, 2026

    O presidente Lula desembarcou nos EUA e, segundo nos informam, foi recebido com um tapete vermelho. Somando-se aos informes sobre a conversa telefônica entre Lula e Trump na véspera da viagem, que terminou com um sonoro “I love you” por parte do norte-americano, o que se espera é um encontro civilizado.

    Ou alguém aqui no Brasil assim quer mostrar ao vazar essa fala do telefonema.

    As pautas são as conhecidas: tarifas, o nosso Pix, as terras raras e segurança. No caso, todas demandas vindas dos EUA. O que o Brasil lucraria seria se livrar de todas essas sombras e ganhar alguma coisa além do que foi tirado ou se pretende tirar.

    Agora é aguardar os informes da realidade que vão inundar o noticiário a partir das próximas horas.

    Outro efeito desejado da parte brasileira, se tudo correr dentro da expectativa, mesmo no caso de desacordos nas pautas, é isolar a imagem de Trump do bolsonarismo, visando efeitos eleitorais.

    Trump, por sua vez, também enfrenta eleições legislativas nos próximos meses e usará a imagem positiva de Lula mundialmente como forma de mostrar que não está isolado como de fato está.

    Um aviso de um analista político dos EUA no bloco seguinte, para quem gosta de deixar as barbas de molho:

    Carlos Gustavo Poggio, por sua vez, diz não acreditar que uma visita a Trump “blinde” o Brasil contra interferências externas.

    “Acho que essa visita não traz nenhum tipo de proteção contra Donald Trump. Aprendemos neste segundo mandato que qualquer tipo de acordo com ele não vale nada. Ele pode acordar amanhã e desfazer o acordo que fez no dia anterior. Basta ver como ele age com a Europa e com o Irã.”

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  • Desinformação ou cegueira?

    maio 6th, 2026

    A resposta seria: ambos.

    Imagino que parte dos 40% que dizem — não sei se realmente acreditam nisso — que a economia atualmente está pior no atual mandato, comparada com o mandato do miliciano, seja composta por gente realmente desinformada, alienada e até fora do mercado, por aposentadoria, limitações ou atuação em nichos. Mas outra parte afirma isso por ideologia, má vontade e absoluto descompromisso com a verdade.

    São muitos, conhecidos e reincidentes.

    Nos governos Lula, eu sempre desafio essa turma de milhões e milhões a me apontarem um — apenas um — número da economia ou social do desgoverno anterior que seja melhor do que o atual. E deixo em aberto, à escolha do freguês, o setor, o índice e o período. Ou seja, em nenhuma área da vida, nas suas necessidades básicas, nas estatísticas oficiais adotadas no mundo, tanto dentro do Brasil quanto no exterior, conseguem me apontar.

    Renovo o desafio a cada período do PT no governo e não tenho resposta.

    Porque ela não há, não existe, não pode ser apontada.

    Por fim, destaco o ressurgimento do setor industrial brasileiro, marcado para morrer à míngua nos desgovernos Temer e Bolsonaro. A produção e a venda de automóveis batem todos os recordes, estaleiros voltando a produzir, Embraer, Petrobras, portos e comércio exterior.

    Mais quatro anos para confirmar e perenizar algumas dessas iniciativas são imperativos. A volta da mentalidade entreguista e antipatriota dos nossos liberais e, agora, dos fascistas joga tudo novamente na lama.

    Sem falar no controle dos depósitos de terras raras, da sua mineração e posterior beneficiamento. Mais um modelo Vale, de abrir minas e vender tudo, não interessa mais — e só nosso Lula vai cuidar disso; os demais candidatos vão entregar tudo.

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  • Todos querem mudança? Quando?Onde?Como?

    maio 5th, 2026

    A primeira eleição livre e direta, quem venceu foi Collor — dispensa comentários.

    Derrubado Collor, assume Itamar, que não foi tão ruim, mas foi boicotado do primeiro ao último dia pelos políticos paulistas e sua imprensa. Fez o Plano Real, com a equipe trazida por FHC na Fazenda, que pavimentou seu caminho ao poder.

    Na época, não havia reeleição para presidente, e FHC promove emenda constitucional para obter seu segundo mandato.

    Depois veio Lula e o sucesso econômico ausente das administrações anteriores; Lula novamente, Dilma e um primeiro mandato de sucesso absoluto, reeleita, e começam os boicotes e as tramas. Sabe por quê? Porque depois o Lula poderia voltar, e essa possibilidade de derrotas seguidas provocou o alinhamento de todos os inimigos da democracia e dos interesses nefastos. Derrubada Dilma, começa a ascensão do poder do Congresso sobre o orçamento e a disputa com o Executivo. O golpe que levou Temer ao Planalto foi também um golpe parlamentar.

    Bolsonaro, por sua vez, não governou: entregou o orçamento ao Congresso, não assinou nenhum tratado, não executou nenhuma obra, não fez absolutamente nada. Obviamente, não foi reeleito.

    Nesse sentido, observado o histórico das eleições no Brasil, não temos um regime político institucional assentado; temos dois nomes nacionais, que são FHC e Lula, e um terceiro nome nacional, Bolsonaro, que não constrói e, mesmo fora da disputa, arregimenta o pior de nós, elegendo bancadas e disputando o poder executivo.

    Gilmar Mendes repetiu, em entrevista recente, uma pregação sua antiga a favor do parlamentarismo, semipresidencialismo ou alguma coisa mista, aumentando o poder do Legislativo, diminuindo o do Executivo, empregando eleição com distritos ou listas fechadas pelos partidos.

    O que tento situar, quando estamos nas vésperas de uma eleição presidencial, é que, na prática, não evoluímos nas nossas escolhas legislativas; há quem diga que piora a cada rodada eleitoral.

    Então, se por um lado não temos, além dos dois senhores — um já retirado e o outro caminhando para seu último mandato — nomes nacionais capazes de segurar o poder no Executivo, a tendência de protagonismo crescente do Legislativo segue.

    A consequência é que, por parte do eleitor lulista, vai se impondo uma realidade que exige atenção, cuidado e igual prioridade: na eleição do presidente, deve-se dar também atenção à escolha dos deputados e senadores.

    Mesmo na provável vitória do Lula neste ano, não podemos seguir amarrando as mãos do presidente com um Congresso nas mãos da oposição. Não que esteja: a maioria do Congresso é afeita a negociar; o uso de retórica conservadora foi reciclado para se adaptar aos tempos de internet e redes sociais. Mas a atenção pré-eleitoral na eleição presidencial é amplamente maior, e um cuidado específico precisa ser dado agora aos candidatos ao legislativo e, sobretudo, a partir de 2030, quando não tivermos mais a força pessoal do Lula para conduzir o país.

    E começa agora, como parece que está acontecendo. O embate no Senado com a recusa da indicação de Messias ao STF parece ter despertado uma atenção importante sobre a disputa de poder institucional e a importância de equilibrar mais as forças no parlamento.

    Que não percamos isso de vista.

    Finalmente, o resumo inicial do post, da sequência dos presidentes pós-ditadura, foi uma reflexão pessoal sobre a melhor escolha de regime para nós. Afinal, nós somos lulistas ou presidencialistas? Eu tenho certeza de que sou lulista preferencialmente e não tenho nenhuma convicção sobre como uma mudança para um regime misto — do tipo semipresidencialista ou mesmo parlamentarismo — nos serviria.

    Mas acho que, depois de 2030, vamos precisar pensar seriamente no assunto.

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  • Danos irreparáveis das guerras.

    maio 4th, 2026

    A confiança, a esperança e a segurança.

    Quando a Palestina invadiu a fronteira com Israel em 2023, no desespero de não morrer em silêncio, iniciando a guerra genocida que dura até hoje, meu pensamento na ocasião foi exatamente de como Israel iria continuar promovendo invasões e assentando de famílias nas fronteiras entre os dois países após essa reação dos palestinos.

    Porque um número grande de pessoas foi vítima do ataque, centenas foram tomadas como reféns e a insegurança quanto ao futuro estava inaugurada. Futuro dos assentamentos de Israel nas áreas de fronteira invadidas, digo.

    A resposta de Israel nesses últimos anos tem sido de eliminar de vez o povo palestino e invadir as terras que restaram, no que seguem fazendo, e não só na Palestina, mas também na fronteira com o Líbano.

    Pensei nisso porque no estreito de Ormuz estamos vivendo uma situação semelhante: o Irã tomou o lugar e usa os dilemas econômicos do mundo com relação ao fornecimento de petróleo para negociar, mas hoje os EUA e seu presidente anunciaram que vão mandar navios de guerra para forçar a passagem.

    Quanto à disposição dos EUA para usar a força e resolver dilemas na bala, nenhuma dúvida. Fico imaginando os navios cargueiros ou petroleiros que aceitem arriscar a travessia.

    Ou estariam eles fora de risco na hipótese de os iranianos não concordarem e abrirem fogo?

    Seriam como os israelenses nas fronteiras, inocentes até aquele dia de 2023 dos riscos que assumiam em nome das decisões de seus líderes.

    Tripulações e cargas estarão dispostas e disponíveis para servirem de exemplo, na escalada da guerra ou na retórica do líder bocudo dos EUA?

    Porque a única maneira de garantir segurança na passagem do estreito seria, além de um acordo que vai e vem, eliminar a resistência iraniana.

    Isso é possível?

    E os marinheiros nos navios de guerra norte-americanos, não estão em risco também?

    A ver como isso segue: sem acordo, é escalada na guerra.

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  • Inconstitucional? É a hora das teses , até a STF decidir.

    maio 2nd, 2026

    Vamos divulgar o texto.

    Com Alcolumbre e Bolsonarinho ainda comemorando o gol da Dosimetria contra o veto do presidente Lula, o bandeirinha acusou impedimento e o juiz deve pedir a revisão do VAR.

    O jurista e desembargador Alfredo Attié, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desmontou a engenharia regimental utilizada por Alcolumbre. Para o magistrado, a manobra de fatiar um veto que era integral não apenas fere o rito legislativo, mas configura uma usurpação de competência que torna o ato juridicamente inexistente e nulo.

    O ponto central da controvérsia reside no fato de que o presidente Lula vetou a totalidade do projeto. Pela Constituição, o Congresso tem apenas duas opções diante de um veto total: mantê-lo ou derrubá-lo por completo. Ao “desmembrar” o veto para evitar que crimes hediondos fossem beneficiados, uma manobra para salvar a face pública da oposição, Alcolumbre acabou criando uma terceira via inexistente no Direito brasileiro.

    “A Constituição Federal permite ao presidente da República vetar total ou parcialmente uma lei. Se ele veta parcialmente, a lei entra em vigor sem o texto do veto e a parte vetada vai a reexame. O Congresso Nacional, então, analisa o veto parcial. Se o veto é total, como no caso do PL da Dosimetria, o Congresso Nacional aprova ou desaprova o veto total. Não se pode separar a lei em artigos, em dispositivos, e fragmentar a análise do veto. Se alguém faz isso, não está derrubando o veto, mas fazendo um outro projeto, o que é absolutamente proibido. Portanto, ao analisarem só parte do veto do presidente, eles agem de modo inconstitucional. O veto presidencial prevalece nesse caso”, explica o desembargador do TJ-SP.

    O cenário de “triunfo total” desenhado pelo Bolsonarinho e seus aliados nas redes sociais, ignora que o ato de hoje nasce morto. Segundo Attié, o erro de procedimento é tão grave que impede que a decisão do Congresso produza efeitos reais, cabendo agora ao Supremo Tribunal Federal (STF) o papel de limpar o entulho autoritário deixado pela sessão.

    “Cabe agora ao STF a declaração de inconstitucionalidade, restaurando o veto total. A decisão do Congresso Nacional não tem eficácia. E o Congresso não pode realizar outra sessão para fazer reexame do veto, pois o ato de exame já foi realizado. Aliás, mal realizado”, fustiga o desembargador, evidenciando que a oportunidade legislativa foi perdida pelo erro crasso de condução de Alcolumbre.

    Para além do vício de forma, a maneira como o veto foi votado, existe ainda um vício de mérito que atinge o coração da proposta. O PL da Dosimetria, ao ser aplicado para reduzir penas de quem atentou contra as instituições, funciona como uma anistia velada a crimes que, por natureza, são insuscetíveis de tal benefício quando cometidos por quem detém o poder.

    O jurista alerta que a manobra de Alcolumbre tentou camuflar uma tentativa de proteger agentes políticos que usaram seus cargos para conspirar contra a democracia.

    “Além disso, vale ressaltar, que tal medida é inconstitucional porque se trata, agora claramente, de tentativa de dar anistia a crime de estado, cometido por agentes políticos no exercício da função. É impossível conceder anistia a esse tipo de crime”, conclui Alfredo Attié.

    O resumo da ópera em Brasília é um impasse institucional de proporções gigantescas. Davi Alcolumbre, movido por interesses eleitorais e pelo cerco do caso Master, entregou à oposição um troféu de papel. Se o STF seguir a cartilha constitucional detalhada por Attié, o PL da Dosimetria cairá como um castelo de cartas, deixando Bolsonaro e os golpistas do 8 de janeiro exatamente onde a Justiça os colocou: sob o rigor da lei.
    Luiz A. Caldani

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  • Perde, ganha e vice versa.

    maio 2nd, 2026

    É curioso perceber a maneira como as pesquisas eleitorais são recebidas. Uma traz a euforia e a próxima, a depressão.

    De fato, como estamos lidando com diferenças entre os dois primeiros colocados sempre abaixo de 5%, empates estatísticos — tendência mundial em eleições presidenciais, que, por todo lado, estão sendo decididas por menos de 3% —, é natural que o resultado, a favor ou contra, balance as emoções.

    Mas não as convicções!

    Já há quem diga que tem que ser assim mesmo, afinal, a coisa está pegando.

    Ok!

    Sim, está, mas a vantagem está com o presidente Lula, e acho mesmo que o lado de lá está satisfeitíssimo com o desempenho do Flavinho e nem faz tanta questão de ganhar. Estão cansados dos Bolsonaros, queriam garantir palanque viável para as bancadas, conseguiram, e agora tentam ganhar maioria no Congresso, onde tentarão mandar sem precisar do Executivo.

    Atenção no voto para o Congresso, esse o recado.

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  • Sobre a derrota.

    abril 30th, 2026

    Quando rupturas graves ocorrem, não devemos Não procurar respostas em um único lugar.

    A recusa da indicação do Lula para o novo ministro do STF pelo Senado pode-se dizer inédita na história.

    Teve a articulação traidora do presidente do Senado, talvez aproveitando o ambiente pré-eleitoral e, no calor das insatisfações com espaços e acordos, para se vingar por não ter sido ouvido, como queria, na indicação do novo ministro do STF.

    Senadores do PL, inclusive Flavinho, saíram dizendo que a derrota foi um recado para o STF ( ou do stf?) e os motivos estão nas investigações do Moraes, do Dino e no flanco aberto com Toffoli e a esposa de Moraes, envolvidos com o Vorcaro da Master.

    Tem quem aponte Lula como alvo da derrota; aqui não fica claro o motivo. Volto a pensar nas articulações das chapas nos estados para a disputa eleitoral. Sem dúvida, o apetite do Lula e do PT para disputar e ganhar espaço no Senado é inédito, e a derrota de ontem deixa clara a razão para tamanha vontade.

    A meu ver, é essa soma de interesses, porque, além da oposição bolsonarista, que prefere sempre a crise e o rompimento de pactos — sim, porque ontem um pacto da relação entre Executivo e Senado foi rompido —, dessa gente só se pode esperar o pior. Evitar a vitória do fascismo é cada vez mais decisivo.

    Hoje eles derrubam o veto da dosimetria e aprofundam a vala entre Executivo e Legislativo. O que sobra para frente é tensão patrocinada pela disputa eleitoral e pela vontade do PIG de derrotar o Lula ou enfraquecê-lo.

    Mas o governo tem, para além das derrotas, a disputa sobre a votação da jornada 6×1 como bandeira para antes do período eleitoral. O cada um por si está definitivamente assentado, e quem decide a parada é a eleição.

    Quem vai vencer?

    Depende de nós.

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  • No cravo e na ferradura.

    abril 29th, 2026

    O Presidente Alcolumbre armou seu jogo com dois desfechos, se depender da vontade dele e de seu grupo: aprovar a indicação do Messias para a vaga no STF e derrubar o veto do presidente Lula na dosimetria/anistia dos golpistas.

    O jogo na Câmara não tem compensação: derrubar o veto da dosimetria/anistia e entregar mais um vergonhoso acordo dos grupos políticos brasileiros que não punem golpistas ou ditadores. O ineditismo dos processos que levaram generais às cadeias não perde seu valor, mas o brilho do momento se esvai no arranjo covarde sempre presente entre nós.

    A população que não concorda não sabe reagir; acaba, por fim, votando nesses responsáveis em aprovar esse tipo de anistia— não por ignorância apenas, mas como reflexo da qualidade da informação que circula entre nós.

    Observe que se fala da votação do ingresso do Messias no STF 24 horas por dia e quase nada sobre a derrubada do veto amanhã. Se o Senado procura alinhar seus interesses e compensar o governo de alguma forma, na Câmara nada disso ocorre, sabedores da cobertura nula da imprensa e do véu de impunidade e falta de informação sobre os verdadeiros interesses.

    Depois, vai tudo parar no STF, que parece aceitar a nova dosimetria, mas vai rever caso a caso as penas dos condenados em novos procedimentos e não deve vingar inteiramente a intenção dos congressistas.

    Depois se queixam do ativismo do STF, mas deixam a coisa correr de qualquer maneira em assuntos de tamanha gravidade; entregam medidas com intenções eleitoreiras, e algum limite alguém vai precisar impor.

    E vai: o assunto não se encerra amanhã.

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  • Por que parou? Parou por quê?

    abril 28th, 2026

    Daqui pra frente, a frequência das pesquisas vai aumentando em quantidade e importância; cada vez mais os brasileiros vão entrando no modo eleitoral e decidindo os rumos deles e do país.

    O que se propagava sobre o crescimento da candidatura do bolsonarinho não parece acontecer: duas pesquisas confirmam o teto eleitoral do opositor e uma leve recuperação do presidente Lula.

    Que, por estar no cargo e apesar de desfrutar de enorme visibilidade — relativamente inútil por se tratar da pessoa mais conhecida deste país —, não ataca diretamente o adversário; seus ministros tampouco, mas leva bordoadas praticamente sem respostas, lembrando que espaço na mídia para isso não tem. Ao contrário, a mídia ajuda nos ataques.

    Então, o bolsonarinho fala de tudo que não interessa, porque do programa de destruição não pode falar, pois senão todos saem correndo.

    Mas que, no futuro próximo, será inevitável e inescapável tratar, nos programas eleitorais e na boca afiada do Lula.

    A desconstrução do bolsonarinho pode estar no início. Sinceramente, eu imagino uma disputa eleitoral menos disputada que a anterior, por achar o Flavinho incapaz de manter a atenção dos furiosos até a disputa, na medida em que Lula vai abrindo vantagem.

    Coisa que começa a ocorrer.

    Outra consequência do desânimo na candidatura bolsonarista vai ser o aumento da abstenção, o que pode favorecer ainda mais uma definição em primeiro turno.

    A ver.

    Em todo o caso, a essa altura, diferente do tão anunciado, o bolsonarinho bateu no teto e o presidente Lula ainda não.

    E os demais candidatos parecem tirar nacos mínimos uns dos outros, que não alteram em nada o quadro geral.

    Assim vejo o atual cenário.

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  • Campanha sem programa, sem rumo e sem futuro.

    abril 27th, 2026

    O risco Brasil, o CDS (Credit Default Swap) de 5 anos, fechou na 6ª feira (24.abr.2026) em 122,9 pontos, igualando o patamar mínimo já registrado no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 122,68 pontos em fevereiro de 2024.

    Enquanto a imprensa tipo PIG segue ignorando os avanços econômicos e permanece na velha cantinela do ajuste fiscal, o mundo, tão carente de lideranças e ideias, se rende ao maior estadista da América Latina do século, segundo a imprensa britânica.

    Depois do desastre Guedes e Bolsonaro e depois de colocarmosa casa em ordem, o quarto mandato promete ser de muitos avanços, apesar das incertezas momentâneas da guerra e dos prováveis problemas com relação ao custo do petróleo nos próximos anos.

    Problemas que vão exigir políticas públicas e cuidados que uma administração desleixada, que se imagina liberal, se ficasse nas mãos do fascismo, certamente nem de longe promoveria.

    O que estamos assistindo e nos preparando é para mais uma eleição apertada, os discursos dos líderes do PT e mesmo do presidente Lula não deixam dúvidas de duas coisas: que vai ser uma eleição disputada, mas que o Lula vai ganhar.

    A desconstrução do bolsonarinho, como bem invocou Haddad, passa pela economia, parte da elite não quer saber mais de apostas no fascismo neoliberal tresloucado, no que mostram juízo. De nossa parte, nenhuma ilusão, se queixam do pacote mas aprovam o conteúdo e a maioria vai de extrema direita, pensma que não importa o resultado geral quando minha ideologia está preservada e meus privilégios assegurados.

    Quanto a nós, é seguir adiante, porque temos muito no que avançar e construir, e evitar a volta da destruição e do abandono.

    Eles não têm nada para apresentar, nada para propor e nenhuma mentira muda esse quadro de nulidade absoluta.

    Em algum momento a ficha cai, nunca duvido do nosso povo.

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