Sobre a derrota.

Quando rupturas graves ocorrem, não devemos procurar respostas em um único lugar.

A recusa da indicação do Lula para o novo ministro do STF pelo Senado pode-se dizer inédita na história.

Teve a articulação traidora do presidente do Senado, talvez aproveitando o ambiente pré-eleitoral e, no calor das insatisfações com espaços e acordos, para se vingar por não ter sido ouvido, como queria, na indicação do novo ministro do STF.

Senadores do PL, inclusive Flavinho, saíram dizendo que a derrota foi um recado para o STF, e os motivos estão nas investigações do Moraes, do Dino e no flanco aberto com Toffoli e a esposa de Moraes, envolvidos com o Vorcaro da Master.

Tem quem aponte Lula como alvo da derrota; aqui não fica claro o motivo. Volto a pensar nas articulações das chapas nos estados para a disputa eleitoral. Sem dúvida, o apetite do Lula e do PT para disputar e ganhar espaço no Senado é inédito, e a derrota de ontem deixa clara a razão para tamanha vontade.

A meu ver, é essa soma de interesses, porque, além da oposição bolsonarista, que prefere sempre a crise e o rompimento de pactos — sim, porque ontem um pacto da relação entre Executivo e Senado foi rompido —, dessa gente só se pode esperar o pior. Evitar a vitória do fascismo é cada vez mais decisivo.

Hoje eles derrubam o veto da dosimetria e aprofundam a vala entre Executivo e Legislativo. O que sobra para frente é tensão patrocinada pela disputa eleitoral e pela vontade do PIG de derrotar o Lula ou enfraquecê-lo.

Mas o governo tem, para além das derrotas, a disputa sobre a votação da jornada 6×1 como bandeira para antes do período eleitoral. O cada um por si está definitivamente assentado, e quem decide a parada é a eleição.

Quem vai vencer?

Depende de nós.

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