Qual a razão para a escolha de um certo tipo de capitalismo encarnado nos exemplos de Argentina e Paraguai, que habitam o imaginário dos milicianos?
Seriam esses os principais países capitalistas do mundo?
Os mais representativos ou efetivos?
Comparados com Alemanha, França, Inglaterra e mesmo com os EUA, de onde a extrema direita no Brasil tirou que seriam os nossos vizinhos quem tem lições liberais de sucesso para nós?
E, comparando brevemente, o problema na Argentina é falta de dólares, a economia importa mais de que exporta e o país vive pendurado em déficit de moeda estrangeira para pagar e cumprir obrigações da balança comercial .
Onde nós somos superavitárias e com reservas em moeda suficiente para dormir tranquilos e negociar sem pressão .
Então para que nos servirá um modelo argentino ?
Para nada.
E do Paraguai me recuso a falar porque até burrice alheia tem limites.
Então, sugiro aos milicianos liberais e capitalistas, que ao menos nos imponham – coisa que a derrota na eleição vai impedir – alguma coisa que faça sentido e tenha algum proveito.
Se diz que o lulismo é maior do que o PT. A partir de hoje a campanha de reeleição ultrapassou o lulismo.
As manifestações em várias cidades do Brasil reacende a esperança e coloca força na disputa, abandonando o ambiente morno do primeiro turno.
O outro lado marca as suas manifestações para tentar reagir e não vão conseguir nem 1/3 do que estamos assistindo, porque cada vez mais se valem de votos silenciosos e envergonhados.
Nessa eleição não vi ambiente de mudança, de troca de comando. O morno das ruas apontava para a reeleição e um certo comodismo de um lado e conformismo do outro.
Nesse sentido o resultado surpreendeu e sacudiu os democratas, despertos diante da terrível realidade de sermos desgovernados por uma milícia criminosa e perigosa.
O que estamos vendo é isso, não é tardio, não será em vão.
Agora esperar as pesquisas e confirmar em números o que estamos vendo ao vivo e a cores: o despertar da consciência cidadã .
O que todos querem neste momento é saber, antecipar o resultado da eleição : adivinhar.
Porque ainda não é possível fazê-lo e, provavelmente, só na noite do dia 25 de outubro.
O que as pesquisas mostram é empate no limite da margem de erro, com a milícia à frente em quase todas e apenas uma exceção com Lula vencendo.
Mas empatados em todos os casos.
Assim, qualquer certeza no resultado é chute. Mesmo sabendo que a milícia partiu na frente e segue favorita, não é possível cravar vitória.
A palavra inicial do Lula foi no sentido de diminuir a abstenção. Me parece correta, ainda insuficiente para a virada, até onde meu entendimento alcança.
Disputar os votos dos nanicos já foi, com a milícia abocanhando mais, como previsto.
E brancos e nulos, a essa altura, não farão muita diferença.
Então, onde está a possibilidade?
Tirando votos do miliciano. Onde as pesquisas mostram certeza de voto próxima de 90%, restam 10% na seara para tentar a virada.
Tivemos dois casos anteriores que servem de exemplo. Quando Alckmin, na disputa de segundo turno contra Lula, em 2006, teve menos votos no segundo que no primeiro turno, e em 2022, quando a abstenção diminuiu entre o primeiro e o segundo turno.
A reação está nas ruas, e levantamentos mostram presença muito grande e inédita na disputa parelha nas redes sociais.
Será suficiente?
Vamos ver, na semana, se os números começam a mostrar nas pesquisas se a reação de fato já existe, e teremos as primeiras respostas.
Após o grande ato dos estudantes apoiando a reeleição do presidente Lula, ato solenemente ignorado pela imprensa golpista e agora Bolsonarista, e após ameaças explícitas de ataques na Universidade, um prédio da universidade federal de Pernambuco na capital foi incendiado.
E ele está ao lado dos alojamentos de estudantes.
Temos notícias de agressões em outras passeatas Brasil agora, mas sem maiores consequências por enquanto.
E temos também imagens de criança com arma na mão comemorando a vitória eleitoral parcial .
De fato estamos lidando com os piores elementos que vivem entre nós, com o rabo preso com medo de consequências diante de uma sociedade sadia e funcional, quando liberados para exercício de suas raivas e ódios o resultado a ser colhido é esse aí.
E após 24 horas de vencer um turno da eleição por menos de 2%, já querem intimidar no limite máximo e seguindo a voz do fascista avisando de mudanças constitucionais.
E está avisado que não quer reeleição porque foi isso combinado com Tarcísio, entre outros, mas vai dar uma esticada no mandato para 5 ou até 6 anos. Seguindo a tradição de todos os presidentes mudarem as regras do jogo para uso próprio , menos o nosso Lula e nossa Dilma .
Acho que esse incêndio vai se alastrar de maneira efetiva porque ultrapassa imaginários e simbolismos para entrar na realidade com toda a sua força destrutiva que o acompanha .
Milhões em prejuízos e trabalhos queimados por uma ideologia de morte e destruição . E o alvo não seria o alojamento ?
Espero uma reposta proporcional de nossa gente contra o fascismo.
Estamos observando alguns movimentos que caracterizam claramente momentos distintos.
O miliciano e seu grupo no ataque e o governo Lula na defensiva.
O que nos indica que nas pesquisas da semana provavelmente teremos o miliciano à frente. Ou o miliciano atingiu seu teto? Veremos.
O coordenador da campanha da milícia, senador Marinho, foi ontem ao STF para ameaçar os ministros. Não foi outra a sua intenção, porque sabe que muitas bombas estão prestes a explodir e quem ativa o detonador são os ministros.
O novo candidato a chefe da milícia já canta de galo e promete, controlando a presidência das duas casas legislativas, Senado e Câmara, rasgar a Constituição, aniquilando nossos direitos sociais e a cidadania.
Mas, no seu anúncio de candidato a ditador, informou aos atuais presidentes das casas legislativas, Alcolumbre, no Senado, e Motta, na Câmara, que ambos estão fora no próximo ano.
E isso tem consequências imediatas.
Não por menos, Alcolumbre colocou a PEC que acaba com a jornada 6×1 para andar, agendando para a próxima semana a aprovação, porque também afirmou ter os números para tal.
Ou seja, Alcolumbre atrela seu futuro ao do presidente Lula.
Na Câmara, Motta ainda não deu as caras, mas não vai tentar acordos com os extremistas porque sabe que ali nada funciona ou se cumpre.
Sobra… e breve teremos notícias dele.
Quanto ao distinto público, a milícia avisou que vai rasgar a Constituição e nossos parcos direitos.
E, olho vivo, porque detectei um movimento vindo dos estudantes com uma chamada conhecida: “Vem pra rua!”
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Até o momento é grande a expectativa quanto à arrancada nesse segundo turno. O próprio presidente Lula apontou o alvo para os milhões que não compareceram e vê neles a oportunidade de recuperar votos indefinidos, desalentados ou desconectados. Pessoalmente, acho que alguma coisa pode ser aproveitada dessa massa, mas o que tenho visto é ela crescer a cada pleito. Verdade que entre turnos esse número varia e, como a diferença entre os dois candidatos é relativamente apertada, vale a pena garimpar nessa montanha de omissão.
Mas o que mais me chama atenção é o crescimento de última hora do miliciano. Enquanto os votos do incumbente não fizeram volume para mover números, aquilo que está sendo chamado de migração de votos úteis dos postulantes de primeiro turno, coadjuvantes, para o miliciano foi a razão principal desse aumento. Se isso é a explicação correta, então podemos imaginar que o miliciano já recebeu os votos todos, ou quase todos, para sua candidatura, vindos dos nanicos ainda no primeiro turno, e pode estar no seu teto ou muito próximo dele.
Nesse caso, as próximas pesquisas podem indicar o quanto falta para o miliciano e para Lula e, aí, os desafios quantitativos serão devidamente medidos.
Penso que a milícia sai na frente. Considerando o resultado anterior, embora apertado.
Com os números nas mãos, veremos o que é possível fazer e se, ao apontar primeiro para os ausentes de primeiro turno, Lula já sabe que é lá, e não nos votos dos nanicos restantes, onde está a sua necessária virada.
Não é hora de especular números e vamos aguardar as pesquisas para melhor saber.
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E não estou me referindo a segundo turno, mas só na hipótese de vitória da milícia do Rio das Pedras, e basta por enquanto para acionar os mecanismos de especulação nas bolsas e no dólar.
Assim como na Argentina, os abutres vêm com tudo para simular euforia e entusiasmo, e a economia real afunda sob os pés de todos nós. Quando chega a hora da fila do osso retomar, eles saem correndo. Exatamente como fizeram e estão fazendo na Argentina, e bolsa e negócios vão para o beleléu.
Se não fosse o fato primordial de que, para essa gente, o que importa é garantir, às custas da sociedade, o pagamento dos títulos públicos em dia — coisa que os governos do PT sempre fizeram, diferente dos demais —, o ganho está nessa especulação disfarçada de otimismo, quando todos entram de cabeça na jogatina e os ganhos iniciais são estrondosos, como o barulho que fazem.
Mas o que vale depois é o crescimento da economia, o valor do salário para manter a vida e o reajuste das pensões, que essas sim movem uma economia periférica como a nossa.
Se entregam o petróleo da Margem Equatorial, se entregam as terras raras, depois a remessa de lucros arromba a conta corrente e começam os problemas.
Lembrando que a dupla Bolsonaro e Guedes estava dilapidando as reservas, que foram agora recompostas, e esse foi o único motivo de não termos virado Argentina antes nas mãos dessa gente.
É ruim avisar isso tudo novamente, mas é disso que estamos tratando, e não de impeachment de ministro do STF ou ensino militar nas escolas públicas. Mas públicas, bem entendido, porque nas particulares eles não entram.
Estamos a tempo de evitar.
E vamos evitar.
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Não sei, mas não é o fim do mundo, talvez o contrário: o chamado é para arregaçar as mangas e dobrar a disposição de luta.
De fato, o miliciano saiu na frente e é o favorito para o segundo turno, mas não sem antes derrotar o Lula.
Na Câmara e no Senado, quem segue perdendo espaço é o centrão; tanto PT, PSOL e PSB cresceram, e o PT segue como segunda maior bancada.
De fato, ao ocupar o espaço do centrão, os fascistas endurecem o jogo da política, porque são os pombos da piada que não jogam, apenas espalham caca por onde passam.
A derrota de alguns nomes importantes e históricos do PT passa por uma remoção geracional; alguns setentões perdem lugar para jovens extraordinários que vão garantir a batalha das ideias nos espaços na Câmara. No Senado, a coisa está pra lá de complicada, mesmo sem eles atingirem os 2/3 do total de senadores. Isso preserva a Constituição e evita mudanças definitivas, mas dá a eles uma iniciativa perigosa, a depender do que vai acontecer na Câmara, pouco renovada e que segue mais dividida.
Se Lula conseguir vencer, empatamos o jogo. Se não vencer, eles dominam o cenário, mas divididos entre nomes com ambição para 2030, o que pode embaralhar o caminho das maluquices que venham a planejar.
Não quero imaginar cenários de derrota do Lula agora, porque não é disso que se trata, e sim do oposto: tentar virar esse jogo.
Não tenho a fórmula, acompanho o nosso líder e sei que ele e seu grupo vão fazer tudo para conseguir derrotar o fascismo, e pretendo ajudar no que for possível.
Talvez a reposta esteja em entender as conexões dos discursos e dos anseios da população, porque aceitam trocar a perspectiva segura por um vale tudo. Entender por onde passa o desejo de autonomia e de sucesso, talvez a qualquer preço. Qualquer que sejam as razões, encontrar o caminho para estabelecer conexões com a maioria .
As ondas da direita seguem crescentes no mundo; na reta final, conseguem suplantar previsões porque são subterrâneas e orgânicas, escapam da visão por serem decisões tomadas sem convicção e com muito desconhecimento, alimentado por preconceitos, misoginia, racismo e mentiras.
A mídia confundiu como pôde e contribuiu desviando o debate do que realmente importa, para atacar o STF e culpar o governo pelo escândalo Master.
E aí mora a reação, porque vai ser mais difícil escapar da comparação entre os dois candidatos, e os planos para o futuro precisam ser revelados nos debates de segundo turno.
A abstenção foi alta, mas dentro do previsto. Não sei se conseguiremos melhorar muito aí, mas foi o primeiro alvo da fala de Lula após o anúncio do resultado.
O miliciano parte de 47 e deve ganhar mais uns 5 ou 6 de início, chegando a 53, imaginando a transferência dos votos dos nanicos.
Lula parte de 45 e deve chegar a 48 ou 49 de início, na pior das hipóteses.
Vamos aguardar as primeiras pesquisas.
De qualquer maneira, a tarefa é virar a contagem, e são milhões de votos para isso acontecer.
Mãos à obra porque essa é
a tarefa que vamos assumir, de continuar disputando a política com ideias e idealismo fincado na experiência, na realidade e no possível.
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Hoje saem mais pesquisas na reta final que vão, a seu modo, tentando captar as importantes e decisivas movimentações de última hora.
Que, por características próprias de decisões no limite do tempo, nem sempre são captadas com precisão.
Algumas questões me animam para essa reta final.
Primeiro, com relação ao fato de o presidente Lula ser o atual mandatário e trabalhar por reeleição, potencialmente favorecido pelo cargo e pelo que se observa, segundo estudos mundiais, eleitores de última hora tendem a favorecer quem já está no cargo.
Segundo, as pesquisas que estão mostrando, no mínimo, que Flávio atingiu seu máximo, enquanto Lula segue, talvez pelo fenômeno descrito no parágrafo anterior, somando alguns pontos.
Terceiro, que pesquisas recentes mostram Lula disparando em MG, o nosso estado de referência, e, confirmando esse aumento de votos no presidente, a disputa caminha para dois cenários que indicam potencial vitória: ou no primeiro turno, ou com uma diferença igual ou superior a 5% no primeiro e próximo dos 48% dos votos válidos, cenário idêntico a 2022, quando Lula venceu o miliciano titular.
Não há mais o que fazer senão aguardar.
Mas estamos confiantes.
A imagem que ilustra o post é de uma pesquisa em MG; se confirmada ainda hoje mais à tarde pelo Datafolha, estaremos a meio caminho andado para a vitória.
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As primeiras notícias sobre a proibição das apostas online são espantosas, com queda de 10% na movimentação de PIX em quantidade e ainda maior em valores.
Muito cedo para análises mais profundas sobre o que seria lavagem de dinheiro ou remessas para o exterior, mas em breve teremos respostas para essas e outras questões econômicas e também policiais.
Ficamos com o início da medida provisória e a sinalização do acerto extraordinário da medida, e que aponta como as resistências serão proporcionalmente enormes, com tantos e bilionários interesses contrariados.
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