
Temos a impressão de que estamos sendo capazes de responder, resistindo ao levante fascista mundial, levado pelas novas formas de comunicação que controlam, dominam, impõem e manipulam como nunca antes, por serem instantâneas, contínuas e, por enquanto ilimitadas — em um mundo comum de medos e insatisfações onde buscam e conseguem obter seus resultados.
No Brasil temos, sim, resistido; também o México, a Espanha, aqui e ali. Penso nos países onde dizem existir um regime democrático. Sobre Rússia e China, não sei responder, tampouco me situar nessa altura do campeonato. Sei que eles seguem, mas não sei em que direção.
Falemos de nós, onde posso tentar me situar.
E, de fato, vejo a disputa com os fascistas melhor do que há 4 ou 8 anos. Muito mais sabemos como reagir e, em certo sentido, nos adaptamos à maneira de atrair atenção, no que eles nos ensinaram, sem exatamente reproduzir a fala mentirosa, escandalosa e agressiva deles, que parece, quando comparada com a nossa, mais cansativa e repetitiva.
Não vejo neles nenhuma novidade. Sabem reproduzir, em escala industrial, a mesmice — e talvez aí esteja a possibilidade de nos livrarmos deles.
Se, de fato, a disputa pelos holofotes tem sido sempre a questão principal — e nem sempre as ideias —, também é verdade que a efetividade conta, e aquilo que as pessoas experimentam em suas vidas vale mais do que a retórica, por mais influência que tenha em um certo tipo de classe: os saciados e temerosos de perda.
Eles têm lá os seus motivos nesse mundo de mudanças cada vez mais aceleradas e imprevisíveis, e importa sabermos lidar com essa gente angustiada e infeliz, apesar de terem sustento e possibilidades.
Que muitos não têm.
O que quero dizer é que, se por um lado temos uma disputa em aberto com o fascismo no mundo, por outro lado é importante dizer o quanto a presença de um líder como Lula fez e faz a diferença nessa disputa até aqui, onde mantemos a mínima vantagem ainda suficiente.
O tempo atual é esse: entender e tentar seguir em frente, porque a vida segue e a disputa também. Enquanto temos a melhor pessoa do nosso lado, estamos conseguindo — e essa é uma característica só nossa, diferente de Espanha e México, onde me parecem possuir uma resistência mais orgânica contra o fascismo.
Como seguiremos no pós-Lula, contando com ele e mais um mandato, será nosso desafio.
Percebo que Lula tem isso claro e promete um Lula porreta no próximo mandato.
E nossa tarefa é ajudar como for possível.
Cada país, em sua história, que se defenda como possa — alguns não conseguem.
Nós, sim.
Até aqui.
OBS: Apoie o BlogdoFranco e contribua para a continuidade de uma análise independente e qualificada Pix: 30.454.964/0001-70








