Uma questão ainda por ser devidamente compreendida nos próximos dias e semanas, no mínimo, é o quanto de estratégias intencionais o governo tem lançado mão para competir nesses tempos de algoritmos seletivos e dominados pela direita mundial.
Não é nem a direita nacional, é a transnacional que possui os algoritmos e as plataformas da internet, onde todas as pessoas usam para as mais variadas práticas e onde a informação circula em tempo real.
E as esquerdas mundiais estavam tomando uma surra nos últimos anos e, sem elas, os fenômenos Bolsonaro, Trump e Milei não passariam de palhaços desequilibrados.
Mas eles dominam, através das mãos invisíveis dos algoritmos, o acesso às informações e, assim fazendo, constroem do nada reputações, enquanto destroem as reputações alheias ou fazem delas notas desconhecidas e desprezíveis eleitoralmente.
Por isso, as últimas iniciativas do governo de reajuste do Bolsa Família e o fim das bets devem ser entendidas nesse campo de batalha, porque as últimas semanas estavam dominadas por STF e Master, poupando o banqueiro bandido e atacando ministros do STF, e assim a eleição se aproximava sem que nenhuma medida do governo provocasse atenção e, muito menos, a mídia divulgava.
A virada de chave agora veio adicionada a esse escândalo de cancelar Nossa Senhora como padroeira do Brasil, que todos sabemos ser um velho discurso dos evangélicos, e apesar da imprensa fingir ser uma fake news eleitoral, a cada dia a notícia cava mais fundo no eleitorado católico, e as pesquisas de ontem ainda não repercutiram os problemas que deverão causar na candidatura fascista.
Teremos mais algumas outras pesquisas na semana e deveremos confirmar o estrago, porque o desespero do lado de lá está grande, pois já sabem, através de suas pesquisas internas, que a coisa não anda bem.
E não devemos ficar constrangidos por estarmos nesse campo de batalha e aprendendo a dominar as armas do inimigo. Observe que, nessa reta final e numa disputa acirrada, onde a imprensa iguala um miliciano desqualificado com o nosso Lula, é obrigação da campanha e nossa usar de todos os meios lícitos disponíveis para garantir a vitória.
E, sem a menor dúvida, a estratégia atual de manter a pauta nas mãos do governo, saturando ao máximo de iniciativas e ataques ao adversário, é o caminho para conquistar alguns preciosos pontinhos.
Não se avexe, são os sinais dos tempos.
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A fala de Haddad invoca a oração de São Francisco, e não foi por acaso que ele se lembrou dela. Esta reta final da campanha foi chacoalhada com a divulgação dos conhecidos ataques do partido PL e dos bolsonaristas evangélicos radicais contra a fé católica, incluindo o alvo preferido: a imagem da padroeira.
Sendo justo, é preciso lembrar que não foram os bolsonaristas que inventaram essa disposição de aniquilar a fé alheia; ela está no cerne de parte dos evangélicos radicais e, além da Santa Aparecida, as religiões de matriz africana são outro alvo presencial.
Desde sempre.
O que o bolsonarismo faz, como faz com tudo, é instrumentalizar o ódio existente aqui e ali e canalizá-lo como esforço político e eleitoral.
E, nessa reta final de campanha, a lembrança dessa guerra constante contra a fé alheia pode custar ao candidato miliciano a eleição.
Vamos ver o estrago nas próximas pesquisas para saber.
Mas o esforço do candidato, de seu representante Mendonça no TSE, proibindo tudo sobre o tema de forma ilegal, e a própria imprensa, que tenta empurrar a eleição para o segundo turno, mostram o tamanho do estrago potencial de discutirmos esse elemento religioso nesse momento da eleição.
Oração de São Francisco :
Senhor, Fazei de mim um instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor, onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver o erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz!
Ó Mestre, fazei que eu procure mais. Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna!
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Depois de meses de só aparecer nas manchetes de forma negativa e mentirosa, no início dessa crise toda envolvendo o banqueiro bandido e seu banco falido, agora o atual presidente do Banco Central foi agraciado com um xingamento. E, como partiu de vazamento de diálogos do celular do banqueiro bandido, reclamando e lamentando o rigor do Banco Central após a saída de Campos Neto, maior elogio Galípolo não vai receber.
Lembrando que Vorcaro chegou a se reunir oficialmente com Lula e com Galípolo, o que foi tentativa de escandalização e de atribuir culpas logo no início das revelações sobre a liquidação do Master, com a imprensa golpista e mentirosa atacando uma reunião institucional e legal com um banqueiro ainda sem acusação formal, e onde recebeu de Lula a resposta de tratamento justo, o que de fato ocorreu.
Liquidação do Banco Master e cadeia para o banqueiro bandido.
É bom a gente registrar essas coisas, porque nos situa por onde o tratamento da administração Lula está e sempre esteve com relação à visão seletiva, mentirosa, golpista e entreguista da nossa chamada grande imprensa.
Que se ocupa em acusar Lula de receber um uísque de um advogado, e a isso servir de manchetes ao lado dos milhões roubados pelo outro candidato.
A ideia é que todos são ladrões e, portanto, isso não deve influenciar a escolha do candidato vencedor.
Então um miliciano, corrupto, rachadinha e lavador de dinheiro é comparado ao nosso estadista todos os dias e por todos os meios.
É a amiga do Lulinha voltando às manchetes, é presentes da amiga do Lulinha para secretários do presidente Lula e por aí vai: todos são ladrões.
Essa conversa tem efeitos e alimenta o discurso dos fascistas e justifica a escolha dessa gente na oposição.
E nós estamos aqui explicando e defendendo nossa soberania e nosso desenvolvimento contra a vontade deles.
E venceremos mais uma vez.
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Presidente Lula manteve seu padrão de excelência no discurso de abertura na ONU, seu décimo discurso e provavelmente um dos mais ativos e longevos entre os atuais presentes na reunião.
O alvo foi soberania, autonomia, multilateralismo, atualizar o papel e a representatividade da ONU, a política como lugar de resolução de conflitos e não ingerência externa nas nossas eleições.
Falou do meio ambiente, da proteção dos crimes contra as mulheres.
E veio embora sem encontrar com Trump e fez que não viu o secretário Rubio, aliado dos Bolsonaros e responsável por ataques aos latino-americanos e por tarifas contra nossa economia, forçando um “oi” após o seu discurso.
Fez reuniões importantes com democratas norte-americanos para reconhecerem o resultado eleitoral no Brasil.
E por aqui, pesquisas e mais pesquisas confirmando o quadro de polarização se aprofundando, com as candidaturas nanicas cada vez mais nanicas e a possibilidade de resultado ainda no primeiro turno em função da concentração crescente de votos nos dois líderes.
Existe um histórico internacional que estima em cerca de 10% dos indecisos com tendência de decidir de última hora e votar no presidente em exercício disputando a reeleição. De fato, sabemos o quanto de reeleitos no executivo estadual e municipal tem ocorrido nas nossas eleições. Agora, esse estudo — que já citei em posts anteriores — tem mais uma disputa para confirmar.
Se for o caso, a disputa acaba mesmo no primeiro turno, mesmo com números próximos entre os dois principais postulantes. No primeiro turno, a vantagem de Lula sempre esteve presente.
Na hipótese de segundo turno, a vitória de Lula está assegurada se atingir números de total de votos válidos no primeiro turno acima de 48%, como em 2022.
A sorte está lançada e agora é hora de confiar e votar tranquilo.
Um dado que o Datafolha acaba de revelar sobre transferência de voto me parece relevante. Arredondando a soma dos votos nos nanicos para 10%, no segundo turno Flávio fica com 4,3% e Lula com 3%, e 2,7% restantes para nulos e brancos. Não está tão ruim como imaginamos.
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Quem transformou Vorcaro em banqueiro foi o BC do Campos Neto, com Bolsonaro na presidência. Os diretores afastados e acusados de fornecer informação sigilosa do Banco Central para Vorcaro eram diretores nomeados por Campos Neto.
Quem aplicou dinheiro dos fundos de pensões estaduais e municipais no Banco Master foram governadores e prefeitos do PL. No caso do Rio de Janeiro, a previdência estadual aplicou 3 bilhões, e o presidente da entidade foi indicado por Flávio Bolsonaro. Talvez aí esteja a explicação para os 134 milhões ligados a Vorcaro.
Quem tentou encobrir tudo, comprando o Master de Vorcaro estando o banco completamente falido e às vésperas de liquidação, foi o Banco de Brasília, cujo governador era então bolsonarista Ibaneism o mesmo que afastou a PM ao deixar de proteger a Praça dos Três Poderes na depredação e preparação do golpe de 8/1.
E os milhões de Vorcaro para Flavinho foram parar na conta de um fundo nos EUA. A explicação do sustento da família de Eduardo Bolsonaro, no alto padrão em que vivem, e suas movimentações constantes por lá e por outros países pode estar no financiamento por esse fundo. Ou seja, o dinheiro de Vorcaro teria financiado tarifas e sanções dos EUA contra o Brasil, por conta da articulação dos bolsonaristas junto à administração Trump.
Quem tenta esconder tudo atribuindo a terceiro culpas ainda por serem provadas, é a dupla Bolsonarista do STF Mendonça e Nunes Marques, apoiados por Fux e acobertdos por Fachin.
E a imprensa PIG não publica nada disso e fica aliada ao jogo de mentiras visando proteger os verdadeiros culpados para tentar evitar a vitória de Lula no primeiro turno.
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Vou voltar ao assunto e espero não fazê-lo mais até depois da eleição.
Não existe crise no STF, senão a reação da parte democrática contra principalmente o indicado pelo fascismo Mendonça, apoiado pelo outro indicado pelo fascista Nunes Marques e um oportunísta Fux. Fachin não é fascista mas lavajatista e viu oportunidade de vingança contra as derrotas humilhantes de seus apoios e decisões favoráveis a infame republica de Curitiba.
A crise foi plantada para tumultuar a eleição e no limite servir de motivo para o não reconhecimento do resultado aqui no Brasil e também dos EUA de Trump.
Mendonça é um agente do golpe, era o ministro do chefe miliciano e entrou substituindo Moro que relutava nas trocas de delegados da PF investigando a quadrilha levada ao planalto em 2018. Nesse contexto de proteção dos milicianos entra o personagem Mendonça, depois alçado ao STF e que durante seu período no Ministério da Justiça se notabilizou por promover listas de pessoas que não rezavam do credo fascista para serem perseguidas no serviço público. E fora dele, tem também notícias de listas de personalidades e jornalistas, prontas para serem perseguidas na hipótese do regime aprofundar.
Coisa que a eleição do Lula não permitiu e agora intentam retomar.
Com suas práticas, Mendonça à frente, tentando afastas as investigações próximas ao candidato extremista Flavinho Bolsonaro. Ou seja, repete a operação de proteção de perseguição de inimigos inventados justificando ações e escondendo os verdadeiro criminosos.
A ala democrática do STF reagiu duramente aos golpistas, Fachin incluído entre esses marginais e conseguiu reter a marcha que protegia os criminosos e culpavam outros daquilo que fazem.
Porque Mendonça tem financiamento de gente do Vorcaro, porque Nunes se esbalda no dinheiro do banqueiro bandido , porque o filho do Fux estende tapete vermelho a Vorcaro.
E essas são apenas algumas das situações reveladas e muito mais vem por aí, segundo o Ministro Dino fez questão de afirmar no dia da reunião que bloqueou o golpe da turma.
Verdade que a esposa de Moraes, e não ele, é bom separar, tem um contrato astronômico com o banco Master e nisso manchou sua reputação. Se ele entregava alguma contrapartida ao banqueiro bandido, entretanto, ainda não temos nenhuma prova, diferente de todos os já citados anteriormente com vídeos, gravações, conversas e documentos apresentados .
Por que de Moraes não mostram evidências semelhantes?
Porque até o candidato do fascismo foi pego em gravação pedindo milhões .
E as gravações de Moraes? Ele é mais esperto que todos ou não existe de fato nada contra ele de desonesto?
O contrato da esposa é conhecido, além disso onde entram os crimes de Moraes ou da esposa?
A crise foi plantada pela imprensa golpista, lavajatista e antipopular, sem falar no apoio ao imperialismo trumpista que faz parte da rotina dessa gente entreguista e contra o Brasil desde sempre.
A defesa dos ministros democratas é fundamental para resistir aos fascistas. Eles sabem porque atacam a nos precisamos saber porque defendemos.
Porque até prova em contrário Moraes é digno e tem história na defesa da nossa democracia que merece respeito e consideração.
Já Mendonça, Nunes Marques e Fux, escoltados pelo falso Fachin, não merecem credibilidade e muito menos confiança.
São eles os promotores do caos, são eles os irmanados com inquéritos falsos e julgamentos relâmpagos de minutos, condenando gente muito mais séria e honesta do que eles.
São eles os inimigos, não tenha nenhuma dúvida quanto a isso, não se deixa enganar como fizeram no mensalão, na lavajato, e como mais uma vez tentam com a pauta moral seletiva e desonesta repetir a dose.
Acredite nos democratas!
Até que provem alguma coisa contra, duvide e enfrente a imprensa golpista e esse falsos promotores de justiça no STF, eles estavam no golpe antes e estão no golpe agora.
Não é hora de titubear e muito menos vacilar.
Lula lá para derrotar mais uma vez os fascistas.
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Marcos Coimbra analisando as atuais pesquisas e o número ainda elevado, acima de 20%, de indecisos, atribui a disputa acirrada a 10 anos seguidos de ataques à honra e à honestidade do presidente Lula, que resistiu e ainda resiste contra tudo e contra todos.
Que outra explicação para, na véspera do primeiro turno, o presidente estar praticamente empatado com o pangaré miliciano? Porque comparar aquilo com o maior estadista de nossa história é mais que ofensivo, é atestado de burrice mesmo.
Eu sempre confio na maioria do nosso povo sofrido, que sabe a escolha certa a fazer nessa disputa, como também sei que, na medida em que o país cresce e sua população melhora um pouco de vida, passa a estranhar aqueles que promovem a justiça social e a partilha de um mínimo e se voltam para discursos de autossuficiência e independência de seu destino do destino comum. E isso aqui no Brasil essa mudança costuma acabar na fila do osso, como na Argentina está na fila da carne de burro.
Mas deixa o futuro cuidar do futuro e vamos para esse primeiro turno confiantes e vigilantes. Estou percebendo movimento positivo nas ruas e crescimento do engajamento dos petistas, o que não é novidade. Mas um movimento subterrâneo, de difícil controle e percepção, também faz a direita com seu controle absoluto dos algoritmos — e aí mora o perigo para todos nós.
Vamos chegar a essa disputa segurando a frente e, como estamos quase lá, é justo imaginar que manteremos a dianteira.
E como a tendência, antes do aparecimento do escritor de lero-lero, seria um plebiscito de primeiro turno, que poderia apontar o vitorioso, quem sabe, à medida que Cury desidrata — como ocorre com Zema e Caiado —, os votos caminhando para Lula e Flavinho Bolsonaro não acabam definindo rápido essa eleição?
Estamos quase lá.
Outra novidade foi o reajuste pela inflação acumulada do Bolsa Família na véspera da eleição, exatamente como fez Bolsonaro, com a diferença de que a validade do aumento que ele promoveu seria até o fim do ano, ou após a eleição de segundo turno. Evidente que há nessa medida um apelo eleitoral, com a diferença de que Lula promove a mudança efetiva e eleitoral, e o fascista-chefe só promoveu interesses eleitorais descarados e ainda espalhou que, se perdesse, o aumento acabaria.
Não sei quanto a vocês, mas me vejo em um campo de batalha na disputa com o fascismo, e todas as armas legítimas podem, devem e serão usadas.
Ou preferimos bloquear estradas, clamar por intervenção militar, colocar bombas nos aeroportos, criar auxílio caminhoneiro, promover motociatas com dinheiro público e acampar nas portas dos quartéis?
Pois é.
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Pouco teríamos a acrescentar sobre as falas do grupo democrata e os adjetivos empregados nas referências ao grupo golpista e fascista no plenário do STF no dia de ontem.
Enquanto enxergam crise, para mim está claro o embate contra o pixuleco eleitoral terrivelmente evangélico e o manjado presidente atual e ex-relator do lavajatismo, Édson Fachin, tentando um proteger Flavinho Bolsonaro e influenciar na eleição, além, evidente, de mirar Moraes, o algoz do bolsonarismo, e o outro se vingar das derrotas da República de Curitiba, da qual sempre fez parte e continua fazendo.
Fachin jogou o tempo todo com Mendonça, inclusive na tese de separar os julgamentos contra Moraes e, antecipadamente, manter o direito de voto de Mendonça sem que o acusado possa votar, assim formando a maioria para vencer no plenário, sabidamente dividido.
Mais: agendar reuniões sem fornecer completamente todas as evidências ainda retidas, na véspera das eleições, supostamente para dar uma resposta para a sociedade, mas, caladamente, visa manter o STF no foco e esconder as mazelas do candidato de oposição, completamente envolvido em tudo que se anda discutindo, mas sem que o nome dele apareça.
Mais: Zanin também está apontando falha grave no pedido que está sendo analisado: a petição não tem como pedido a investigação do Moraes, mas a manifestação da PGR pedindo o arquivamento.
Mais, Flávio Dino: “Em nenhum tribunal do país — não é só no Supremo — um presidente pode destituir um relator. (…) Aqui não é lugar de quem busca aplauso, popularidade. Aqui não é lugar para fazer biografia, mas para fazer justiça, com o devido processo legal”.
Mais: Fachin pode ter invocado a relatoria para evitar questionamentos sobre a participação de Mendonça na votação.
E por aí segue, com Zanin moderando procedimentos juntamente com Dino e Gilmar, e Moraes batendo duro em Mendonça.
Aliás, o trio bolsonarista virou pó: Nunes com suas prostituições, e o filho com emenda de 500 mil; Fux com o filho, estendendo tapete vermelho, segundo suas próprias palavras, para atender ao banqueiro ladrão, além de participar de suas famosas festas privadas; e Mendonça, que, se tivesse vergonha naquela cara, nunca mais aparecia no tribunal.
Adiar foi o mais sábio a ser feito desde o início: afastar os pedidos eleitorais que buscavam influenciar e, após as apurações, retornar com serenidade e dar continuidade às investigações necessárias sobre todos os citados, sem exceção. Revelar a verdade é fazer justiça.
O resto é disputa eleitoral que não cabe em um tribunal máximo.
Por fim, as avaliações de quem ganhou ou perdeu, circulando por aí, são para manter o assunto em pauta. Na verdade, todos perdemos — e perderíamos ainda mais se o embate e o enfrentamento dos fascistas não tivessem ocorrido e o golpe seguisse impune.
A parada foi para arrumar a casa e afastar o golpe de seus objetivos eleitorais.
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Não sei se vocês estão lembrando, mas o relator dos recursos contra e a favor dos crimes da chamada Operação Lava Jato, daquele juiz de província meio analfabeto chamado Sérgio Moro e daquela turma de procuradores comandados pelo fanático fascista chamado Deltan, era exatamente o atual presidente do STF, o também paranaense Fachin.
Já escrevi textos anteriores sobre o que ele vem, mais uma vez, sorrateiramente aprontando no STF, e nem sei mais quem usa quem, se ele usa Mendonça ou vice-versa.
O concreto é que as decisões de Fachin, enquanto aparentam buscar alguma luz nessa fumaça espessa produzida pelo ministro Mendonça para esconder os crimes do Flavinho Bolsonaro, na verdade fazem exatamente aquilo a que Mendonça se propôs: detonar a ala democrática do STF, esquecer os crimes do Flavinho e enrolar a disputa eleitoral em uma só pauta policial, esquecendo as verdadeiras discussões sobre programas e propostas para o futuro.
E, se bem entendi, Fachin faz a consulta à PF sobre a localização e os conteúdos dos celulares do Vorcaro, mas até agora, nessa manhã de segunda-feira, não liberou a entrega dos mesmos. E, como a PF respondeu que tem tudo com ela e pronto para fazer as entregas, dependendo da liberação de Fachin, Zanin parece que se encheu de mais enrolação e requereu a entrega imediata para seu conhecimento ainda ontem, o que me parece não ter ocorrido.
Tem mais: Moraes solicita liberação dos pagamentos realizados pelo Master, e Fachin aciona a PGR para seu parecer e segue na enrolação. Tem hora que decide e tem hora que não decide.
Fachin me parece muito empenhado em promover um acerto de contas do que apaziguar qualquer coisa lá no STF, apesar das aparências de serenidade e busca por transparência.
Outra coisa sobre Mendonça que é bom recordar é que ele foi escolhido ministro do Bolsonaro no lugar de Moro para conter as investigações sobre as rachadinhas de Flavinho, entre outros crimes. E foi exatamente isso que ele fez no ministério, ganhando a confiança do chefe da gangue a ponto de ser nomeado ministro do STF depois.
E segue fazendo a mesma coisa no STF, protegendo a familícia das investigações.
Mendonça me parece desmascarado e tem à frente um futuro inglório.
Fachin vai apostando na embromação e, se seguir tentando sua vingança, dessa vez vai sobrar para ele também.
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Estamos assistindo a mais um ataque coordenado do fascismo contra a democracia brasileira e o direito a uma eleição limpa e equilibrada.
Lembrando do que foi a disputa contra Bolsonaro em 2022, cercada de bloqueios e compra de votos, ataques ao STF e às urnas, ameaças de intervenção militar, multidão acampada nas portas dos quartéis pedindo intervenção militar e, finalmente, a marcha golpista fracassada na primeira semana de governo para provocar uma GLO consagrando o controle do governo por militares golpistas.
Deu no que deu e ganhamos.
Exatamente o que vai acontecer agora, mas eles nunca desistiram de tentar.
Observe que Flavinho permanece disputando em condição de empate técnico o segundo turno com o presidente Lula, e mesmo assim praticamente todo o centrão político preferiu manter distância do candidato do fascismo e nenhum acordo conseguiu promover além de seus fanáticos.
Marcos Coimbra repete que o pior adversário que Lula enfrentou em todas as suas disputas, no sentido pessoal, de gente rasteira, mercenária, desonesta, miliciana, ignorante e fascista, é exatamente o atual Flavinho.
E todos sabem disso, inclusive seus fanáticos e seus parceiros políticos.
A possibilidade de explosão de um escândalo pessoal numa disputa de executivo nacional é muito grande, porque uma lupa é colocada sobre os candidatos e tudo é mostrado, questionado e criticado.
Então, no caso do Flavinho e sua ficha corrida sujíssima, seria questão de tempo.
Alguma coisa estoura ali e aqui, mas o financiamento do filme Dark Horse em valores totalmente fora do custo de um filme nacional e o vazamento da gravação com Flavinho cobrando parcelas milionárias atrasadas do banqueiro bandido e preso Vorcaro, do Master, caiu como uma bomba e provocou aberturas de inquéritos e investigações ainda sem conclusão.
Conclusão que devemos esperar sentados, porque nunca chegarão ao termo final, considerando que quem cuida dos interesses do Flavinho é o relator da ação no STF, o ministro André Mendonça.
Que, na véspera da eleição, colocou toda a atenção num assunto anexo do escândalo gigante do Master, de bilhões de reais em roubo e uma série igualmente bilionária de subornos e propinas, para atacar outro ministro do STF, porque afirma ter ele fornecido informações sigilosas para o banqueiro bandido.
O fato até aqui é que o banqueiro bandido supostamente pediu ajuda ao ministro Moraes na véspera da prisão, mas se Moraes forneceu alguma resposta ou algum auxílio ou informação ao banqueiro bandido, não se sabe e parece impossível de provar.
Mas o STF pegou fogo. O ministro Fachin tomou partido lavajatista da situação, afastou Moraes do inquérito das fake news, que protegiam o STF dos ataques das hordas fascistas, e apontou a investigação exatamente para o alvo de Mendonça: o ministro Moraes.
Que, ao retrucar exigindo a inclusão dos nomes de todos os ministros envolvidos de alguma forma com o banqueiro bandido Vorcaro, só conseguiu uma análise do caso Mendonça para o dia 23 de maio, sendo seu caso confirmado para o próximo dia 15.
Então, por que digo que Mendonça e Fachin vencerão?
Pense comigo: estamos na véspera do primeiro turno e discutindo STF e polícia, e praticamente nada das enormes realizações do atual governo, inclusive a menor inflação de um mandato de nossa história.
Semana que vem o assunto é julgamento de Moraes, que, a meu ver, e sem os documentos requeridos por Zanin, Gilmar e Moraes, e negados, não tem razão para acontecer, e tudo indica um pedido de vista, provavelmente por Gilmar Mendes, exatamente por essa entre outras falhas processuais.
E, nesse caso de pedido de vistas, Fachin lava as mãos, tudo fica como está, com a imprensa batendo no STF e ele alegando ter feito o que podia.
E passou a semana.
No próximo dia 23, no julgamento do Mendonça, a história provavelmente se repetirá, dessa vez com Fux pedindo vistas e interrompendo o julgamento.
E passou a segunda semana, nada mudou, a imprensa segue martelando o STF, Mendonça segue segurando os indícios que incriminam seu candidato e Moraes segue fora do inquérito das fake news. Isso sem falar no cargo de chefe da PF, que podem ainda seguir tentando afastar.
Após essa segunda semana, estamos na eleição em primeiro turno e a dupla Mendonça-Fachin enrolou todo mundo e chegou onde queria, nas posições que queria.
Quem corre por fora e pode atrapalhar os planos seria Dino e seu inquérito das emendas parlamentares desviadas, que pegou os rolos do Frias no financiamento do filme e fez busca e apreensão em 50 pessoas.
Aí pode acontecer alguma coisa para pegar essa quadrilha em torno do filme fake pelos pés.
Porque Mendonça e Fachin fazem o jogo na direção contrária.
Atualização: Fachin assumiu na noite de sábado a condução dos processos do Master, INSS e Moraes, que estavam com Mendonça. E não mudo uma linha do que escrevi até que alguma coisa me prove o contrário. Mas me chamou a atenção uma das razões levantadas para Fachin tomar sua decisão, citando artigos relacionados à suspeição do juiz responsável por determinado processo. Então Fachin assume para evitar invocações de suspeição e mudar procedimentos e retomar as investigações? Ou para continuar consumindo tempo e escondendo Flavinho Bolsonaro e seus milhões?