Disputa ou combate à manipulação?

Man editing video and researching misinformation on dual computer monitors
A man intensely working on video editing and fact-checking at his dual-monitor setup

As previsíveis e opostas reações dos ministros Alexandre de Moraes e do ministro Nunes Marques, com K, em relação ao uso de vídeo de deepfake reproduzindo a imagem e a voz do ex-presidente Bolsonaro na convenção do filho, não têm nada de divisão de tribunais — no caso, o STF de Moraes e o TSE de Kassio, com K —, mas sim a continuidade do exercício de combater o mau uso do direito para favorecer e permitir o uso da arma da mentira e da manipulação, sobretudo em um período eleitoral.

Enquanto um nada vê ou age, o outro esperava a hora de intervir na leniência e na malandragem, colocando os limites legais na vocação de mentir do fascismo brasileiro, inspirado no manual mundial.

Então, se para Kassio, com K, o uso de vídeo de deepfake só deve ser proibido quando prejudicar alguém, para Moraes, e segundo as leis vigentes no Brasil, em hipótese nenhuma pode ser utilizado, mesmo com a autorização da pessoa ou grupo mostrado no vídeo.

E, no caso do ex-presidente, se autorizou o uso, configurando afronta aos limites impostos para a sua prisão domiciliar humanitária, ou seja, está em casa supostamente para cuidar da saúde.

Além de Kassio, o outro ministro vindo de nomeação do ex-presidente, terrivelmente evangélico, além de não investigar os milhões do Vorcaro enviados para os EUA a pedido de Flavinho e nas contas do advogado de Eduardo Bolsonaro, voltou a investigar o Lulinha, no que me parece o mais desespero eleitoral possível, procurando escândalo na véspera eleitoral e usando mais uma vez o nome do filho do presidente Lula, que de dono da JBS e de Ferrari de ouro nas eleições passadas, agora é acusado de nem sabermos exatamente o quê.

Sinais de que estão sem saber o que fazer diante da derrota e sinais de que o STF estava preparado e esperando as presepadas da dupla bolsonarista encravada nos tribunais para agir.


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