
Curioso, nessa bagunça que a extrema direita faz em praça pública, é encontrar quem atribua a essa sequência explícita de cretinice algum plano ou projeto em andamento.
Fica parecendo aqueles apelos de “mais 72 horas” após a derrota eleitoral em 2022, onde assim imobilizavam o gado com promessas irrealizáveis, condenadas ao fracasso e que de fato não levaram a nenhum lugar.
Levaram à cadeia, me corrijo.
A campanha do Flavinho Bolsonarinho é um desastre ferroviário, a cada hora um escândalo sacudindo a turma.
Os dois irmãos xingando os próprios aliados e a madrasta chutando o balde.
E sobre ela faço a mesma leitura: não tem a menor ideia do que faz ou fará. Tenta disputar a arena com os afilhados e herdar o sobrenome do presidiário para uso futuro e, a meu ver, acabará igual à primeira esposa e mãe dos “metralinhas”, que teve suas contas de campanha recusadas e conta pessoal bloqueada pelo TSE, querendo o dinheiro desviado de volta. É só dar tempo ao tempo para mais uma esposa enfiar o pé na jaca. O fato de ter lançado um movimento próprio e receber apoios de alguns nomes conhecidos, como da senadora Damares — lembrando que o tal movimento só seria lançado daqui a oito meses e foi antecipado — só reforça o caráter de precipitação da ex-primeira-dama e seu entorno. Mas, sim, reforça a divisão da candidatura Flavinho Bolsonarinho e mostra como eles mesmos encaram a derrota futura: como uma oportunidade de disputar a herança.
Ontem foi a vez do Waldemar, o presidente do partido, com 129 milhões bloqueados pela Justiça, uma fortuna.
E dia 25 próximo o Flavinho lança sua candidatura oficial em São Paulo, a contragosto do governador Tarcísio, que queria que a convenção acontecesse bem longe dele. E isso sem falar na presença confirmada do Milei, para que a maluquice tome conta geral do evento.
Nunca na minha vida eu vi uma candidatura tão atrapalhada e fadada ao fracasso como essa. Me espanta que alguém com algum tipo de lucidez apoie essa trupe de marginais acusados dos mais diversos crimes.
Mas é isso, deixemos eles se engalfinharem e seguimos. Quem sabe teremos Patrus Ananias candidato ao governo de Minas?
Nem sei se ganha, mas que seria uma campanha valiosa, isso seria.
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