
Desde janeiro, no lançamento da candidatura do Flavinho Bolsonarinho, que a mesma cantinela soa por aí: ao observar a subida previsível de uma candidatura fascista, levando o sobrenome ungido pelo pai e, como um fato novo, naturalmente cresceu nas escolhas.
Sem que os números do Lula sofressem além da margem de erro, diga-se.
Como diz repetidamente o Marcos Coimbra, mestre em pesquisas eleitorais há décadas, praticamente 40% do eleitorado só se interessa por eleição mais próximo da eleição e números próximos de 15% praticamente decidem no dia da votação.
E passamos um semestre nesse vai e vem de inúmeras pesquisas que têm muita utilidade para fomentar acordos, enganar trouxas e alimentar notícias na falta delas.
Agora, como vamos nos aproximando da data fatídica e as escolhas vão sendo feitas, naturalmente o presidente Lula vai abrindo vantagem e o adversário vai perdendo votos, o que é significativo nessa altura da disputa e antes da guerra eleitoral das campanhas liberadas.
As previsões do PL de fazer 25 senadores já caíram para 17 e seguem em queda, nesse importante fator para a governabilidade. Nossa incapacidade de fazer os 50% dos votos no Lula virarem escolhas no legislativo é o nosso maior desafio, na medida em que vamos entendendo o quanto tantos deputados e senadores desqualificados atrapalham a melhor escolha das políticas durante o mandato.
Apesar de Lula conseguir ir levando, uma ajudinha nossa na eleição de melhores parceiros no legislativo seria ideal.
Mas queria observar a reação dos analistas de sempre, quando a cada dia escolhem os cabos eleitorais do Lula: hora é o Eduardo Bolsonarinho e as tarifas, hora é o Flavinho Bolsonarinho contra o Pix e envolvido em escândalos de corrupção (quando não esteve?), e agora é a madrasta abandonando o barco furado dos enteados.
Ou seja, a vitória do Lula, que no passado era atribuída à pura sorte, agora é por conta da incompetência dos adversários.
Fazem assim para não reconhecer e desdenhar do óbvio: Lula é competente, sábio e eficaz na condução do Executivo.
Ao não reconhecer o fato decisivo das escolhas que o leitor faz na eleição que mais importa acertar, erram esses analistas porque ignoram, por escolha, ocultar a verdade.
E tudo o mais que dizem sobre o tema podemos jogar na lata do lixo.
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