A “ganância” de Trump.

Foi assim que o El País, jornal espanhol de destaque, chamou a manipulação descarada do mercado acionista mundial por parte da presidência dos EUA : ganância.

Cada ameaça de retomar a guerra com o Irã, cada recuo, cada ataque no estreito de Ormuz, cada ameaça de tarifa e cada recuo depois — tudo provoca alterações e saltos acionários onde quem sabe antecipadamente o que vai ser dito, ameaçado e depois recuado, lucra. Foram 22136 aplicações de Trump na Bolsa de Valores em 2025, onde lucrou mais de U$ 1 bilhão. Em 2026 foram 6100 e contando.

De fato, temos muitos nomes para esse tipo de crime: informação privilegiada, corrupção deslavada, manipulação, roubo escancarado etc. Certamente chamar isso de “ganância”, como diz o editorial, é covardia.

E estamos sabendo hoje que tanto os filhos quanto os genros do presidente dos EUA, além do vice-presidente, também ganharam milhões de dólares nas mesmas atividades criminosas, tudo declarado ao imposto de renda, mostrando que, para a direita — e por aqui, onde as práticas são as mesmas —, a certeza de impunidade tudo permite fazer, e ganhar dinheiro aos montes é a atividade preferencial.

Considerando tudo o mais de uma presidência alucinada, sobrevivendo com mentiras e ameaças seguidas de derrotas e recuos, a fraude lucrativa de um personagem mundial desse calibre situa o império do norte em uma posição decadente, talvez irreversível.

O exemplo de Trump, adotado por fascistas brasileiros, segue na mesma batida, com fraudes, mentiras e roubos.

E derrotas.

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