Deepfake na convenção do PL: erro, teste ou precedente?

Bolsonaro disse ao STF que não sabia de nada sobre o uso de um vídeo com sua voz e imagem na convenção do PL que nomeou Flavinho candidato. E Flavinho vai dizer a mesma coisa, e sobra para o PL explicar que foi um erro e seguir em frente.

Porque, enquanto Moraes escreve que só pode haver vídeo com autorização pessoal, Nunes Marques disse que, se não prejudica ninguém, então pode.

Parece que estamos diante de mais uma disputa entre o bolsonarismo do TSE e as leis brasileiras, e o caso serve para deixar tudo definido. Podemos esperar a proibição do uso de vídeos deepfake nas eleições.

Porque, se Nunes pretendia fazer-se de cego, surdo e mudo nos casos, o STF de Moraes avisou que não.

Então, por agora, não esperem cassação da candidatura do Flavinho. Estamos ainda no início, e inclua-se mais essa na lista de contravenções e crimes do “zero 01”. Depois das eleições, a coisa muda, e ele vai ter que se explicar.

Por que não agora?

Porque ele nega, o PL diz que foi um erro e pede desculpas, e o STF faz vista grossa com multa, ficando a jurisprudência — que me parece ser o objetivo no momento.

E, cá entre nós, sem essa de afastar o “zero 01” da disputa. Deixa ele aí e vamos, sem mais confusão, ganhar essa eleição.

Porque está cheio de urubus armando acusações de fraude nas urnas, com os EUA de Trump à frente, e inevitavelmente teremos que passar por isso mais uma vez.

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