Cartas na mesa? Ainda não.

Governo dos EUA revoga o visto da nossa embaixadora e avisa que só libera quando o embaixador deles receber o visto aqui no Brasil, que está aguardando trâmites legais e formais, que os EUA preferem atropelar.

E nossa relação com a Argentina azedou de vez após mais uma rodada de ofensas do presidente Milei a Lula, com o Brasil reduzindo a relação diplomática com o vizinho para comercial, chamando de volta nosso embaixador e mandando o deles embora.

Um fato inédito, nas relações nem sempre amistosas entre nossos países, que, a exemplo dos EUA, decidiram intervir na nossa eleição, e vamos reagindo no mínimo de decência possível e evitando escalar.

Ao menos até passar a eleição, depois veremos.

O fato extraordinário de ontem foi a declaração do ministro da Defesa, Múcio, avisando que, em caso de invasão dos EUA, o Brasil deve abrir a porteira e nada mais fazer. A tradução da fala do ministro é de que mais de 300 mil militares das três forças não valem de nada ( servem para golpes, ameaças e gastar bilhões) e que para enfrentar alguém precisamos de gastar muito mais.

Hoje o Brasil promete reciprocidade às decisões dos EUA quanto à nossa embaixadora, porque alguma coisa precisa ser respondida, a exemplo da decisão com a Argentina.

Com doses medidas, sabemos, mas eficazes.

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