
O Presidente Alcolumbre armou seu jogo com dois desfechos, se depender da vontade dele e de seu grupo: aprovar a indicação do Messias para a vaga no STF e derrubar o veto do presidente Lula na dosimetria/anistia dos golpistas.
O jogo na Câmara não tem compensação: derrubar o veto da dosimetria/anistia e entregar mais um vergonhoso acordo dos grupos políticos brasileiros que não punem golpistas ou ditadores. O ineditismo dos processos que levaram generais às cadeias não perde seu valor, mas o brilho do momento se esvai no arranjo covarde sempre presente entre nós.
A população que não concorda não sabe reagir; acaba, por fim, votando nesses responsáveis em aprovar esse tipo de anistia— não por ignorância apenas, mas como reflexo da qualidade da informação que circula entre nós.
Observe que se fala da votação do ingresso do Messias no STF 24 horas por dia e quase nada sobre a derrubada do veto amanhã. Se o Senado procura alinhar seus interesses e compensar o governo de alguma forma, na Câmara nada disso ocorre, sabedores da cobertura nula da imprensa e do véu de impunidade e falta de informação sobre os verdadeiros interesses.
Depois, vai tudo parar no STF, que parece aceitar a nova dosimetria, mas vai rever caso a caso as penas dos condenados em novos procedimentos e não deve vingar inteiramente a intenção dos congressistas.
Depois se queixam do ativismo do STF, mas deixam a coisa correr de qualquer maneira em assuntos de tamanha gravidade; entregam medidas com intenções eleitoreiras, e algum limite alguém vai precisar impor.
E vai: o assunto não se encerra amanhã.
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