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Blog do Franco

  • De tédio, brasileiro não morre.

    setembro 4th, 2026

    Em decisão tomada no inquérito das fake news, o ministro Alexandre de Moraes acusa André Mendonça de crime de responsabilidade, improbidade administrativa, abuso de autoridade, quebra de imparcialidade, entre outros delitos.

    Esse “entre outros” inclui proteção a parceiros de mesmo espectro político-eleitoral.

    Se nós não morremos de tédio, o Zonga Monga Fachin “é nosso” deve estar sofrendo múltiplos infartos, incapaz de enfrentar a direita, por preferir acossar quem se alia à esquerda e aos progressistas, e agora está com a maior batata quente da história do STF.

    Sem falar que Moraes e Mendonça quase saíram em vias de fato nesta semana.

    Observe que, na representação, Moraes (link abaixo), enquadrou Mendonça no inquérito das fake news, ou seja, no dos ataques ao Judiciário, ou seja, no golpe.

    Porque, ao atacar ao mesmo tempo pilares da República — e aqui incluímos as investigações sobre o presidente do Senado, Alcolumbre —, seguido de Gonet, da PGR, e o chefe da da PF, Mendonça promoveu ataque semelhante ao 8 de janeiro e mira consequências nos argumentos mentirosos que os EUA podem lançar para não reconhecer o resultado eleitoral. Mira o STF e as decisões que desagradam os EUA sobre o enquadramento das redes sociais, a ponto de o indicado dos EUA para presidir a OEA ter sido bloqueado pelo Brasil e aliados, exatamente porque indicara um candidato para detonar as defesas dos países contra as práticas das plataformas.

    Tudo no roteiro do bolsonarismo alinhado ao trumpismo mais desavergonhado.

    Essa turma mira, no mínimo, desestabilizar o governo, tomar o Senado para promover impeachment de ministros do STF e, no limite, anistiar os golpistas para renovar as forças desses traidores da democracia para mais uma aventura.

    Por isso, quem vai e deve ser afastado de suas funções é o ministro Mendonça, terrivelmente evangélico, parcial, perigoso e golpista.

    E Moraes que responda pelas acusações dentro do devido processo legal, que lhe foi negado até aqui pelo mais lavajatista dos ministros atuais da Corte.

    https://static.poder360.com.br/uploads/2026/09/moraes-pede-para-investigar-mendonca-em-inquerito-das-fake-news-03.set_.2026.pdf

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  • Piromaníaco solto no STF.

    setembro 2nd, 2026

    Primeiro quero dizer que o ministro terrivelmente evangélico, ao acender a fogueira no plenário do STF, o fez tomado de uma convicção: ou Flavinho ganha essa eleição ou eu me mando daqui.

    Semana passada, em entrevistas, se queixou do salário e de seus anos de infelicidade na Corte. Preparou o ambiente para depois acender as piras.

    Ele requentou o assunto Moraes, esposa, contrato, incluiu o PGR Gonet e o chefe da PF no incêndio, movimentando peças demais para seu pouco jogo e, ao iniciar esse incêndio, vai ser o mais queimado logo ali na frente.

    Não vou responder acusações e ilações sobre ministros muito mais capazes e sabidos do que eu para fazê-lo; reafirmo que estamos de frente a um esquema lavajatista de policiais federais e um ministro alucinado diante da derrota e do isolamento dele mesmo e de seu candidato.

    No desespero, chutou o balde e iniciou uma crise onde vai ser ele o mais atingido.

    Por quê?

    Porque é escandalosamente a favor dos fascistas, protege os podres da família e conduziu seu ministério com crescente parcialidade. E porque está cheio de convênios milionários com prefeituras e governos do PL, e o rabo comprido de fora está visível e disponível para quem quiser procurar.

    Também aí, com seu ineditismo em matéria de atacar investigando ilegalmente ministros do STF para proteger seu candidato, não passa despercebido.

    O governo não tem nada com isso: foco no Flavinho e mais uma revelação — mais um vazamento — de outra parcela generosa de Vorcaro ao salário-família milionária dos Bolsonaros, e a investigação parada pelo ministro bolsonarista agora corre o risco de voltar a andar.

    E, como suposto, a PGR, em parecer sucinto e direto, mandou jogar toda essa investigação no lixo.

    Vai para as mãos do Fachin, aquele “que é nosso”, como presidente do STF no momento, a decidir. Ele pode escolher abafar o fogo do Mendonça ou jogar gasolina na fogueira.

    E, enquanto vou escrevendo o texto, vão chegando novas e eletrizantes atualizações: que Moraes aceita a análise em plenário do caso dele, até porque está seguro da maioria para derrubar a investigação fraudulenta, que, em todo caso, e por outras mãos, deve ser feita e apurar esses fatos com transparência e responsabilidade.

    E a coisa está virando contra Mendonça, na sequência das revelações do dia, envolvendo o ministro: esse sim admitindo um encontro com Vorcaro no STF, e já tem mais vazamento comprovando ao menos mais um encontro em SP, no instituto do próprio Mendonça, que durou duas horas. E que esse advogado do Vorcaro, grampeado marcando encontro entre ele e Mendonça, é amigo pessoal do ministro e um lobista de sua indicação ao STF pelo Bolsonaro.

    Então a coisa está apenas começando, e veremos o que veremos.

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  • Pesquisas.

    setembro 1st, 2026

    Acabou de sair mais uma da BTG/Pactual, onde o segundo turno mostra empate entre praticamente todos os principais candidatos e o crescimento de Cury de 9%, chegando a 11% no primeiro turno.

    De fato, em todas as pesquisas vamos acumulando números e subidas e descidas pontuais — exceto essa de Cury, a ser confirmada nas outras —, cada vez mais apontando a decisão de quem é o menos rejeitado para ser o vitorioso no final.

    Além do fato de que esse crescimento todo do Cury está sendo apontado em menor escala, mas ainda relevante, na pesquisa Intel também de ontem.

    O TSE anunciou investigação sobre o fenômeno; há quem diga que tanto interesse em Cury partiu da Índia e seus robôs amestrados. Como ambas as pesquisas divulgadas partem de amostras, ou de telefone, no caso do BTG, ou da internet, no caso da Intel, evidentemente que robôs influenciam ambas.

    Na quinta sai a Datafolha, de pesquisa presencial, e vamos ver a quantas andam os movimentos reais ou impostos.

    Sendo verdadeiro o movimento, e mesmo avaliando que até aqui quem perdeu eleitor seria o Flavinho Bolsonaro, a consequência é que mais um competidor com dois dígitos joga a eleição para o segundo turno.

    Por aí o entusiasmo de certas figuras carimbadas da mídia e do mercado financeiro, que não queriam e nem agiam por outro objetivo.

    Tiveram influência zero na ascensão do Cury, se confirmada. Mas, sem dúvidas, os ataques, usando mais uma vez o filho do presidente, agem sobre as franjas do eleitorado e prejudicam a imagem nos poucos porcentos que, numa disputa acirrada, fazem alguma diferença.

    A campanha começou e, apesar de tudo e de todo tipo de pesquisa, em todos os métodos e interesses, alguma coisa elas têm em comum: o Lula ganha.

    E, após o texto escrito, tivemos mais uma pesquisa nos mesmos termos, feita por telefone, confirmando a ascensão do Cury, e mantenho o escrito até aqui, e reforço, porque, apesar de ser um fenômeno perigoso, é balão de gás que sobe e desce sem nenhuma razão objetiva, cuja explicação deve ser procurada em outros lugares, como bots, fazendas de likes e coisas do tipo.

    Vida que segue.

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  • Desperdiçando o tempo escasso de um estadista.

    agosto 28th, 2026

    “Uma sabatina deve ser dura, sem problema. É do jogo. O que não pode (no jornalismo) é validar vazamentos lavajatistas de inquéritos como se casos transitados e julgados. Foi o que foi feito pelo JN. Isso é manipulação da história tanto quanto a edição criminosa do debate de 1989.” ( Xico Sá)

    A última vez que assisti ao jornalismo da Globo foi quando o Jornal Nacional passou a ser transmitido em cores, e meu pai, que havia acabado de comprar uma TV colorida, me chamou para assistir. E nunca mais.

    Então, mantendo a escrita, eu não assisti à entrevista de ontem do presidente Lula no JN, mas faço meu dever de casa e acompanho com lupa as repercussões e os principais recortes.

    Muita disposição, comunicação, inúmeras realizações disponíveis para análises e discussões, front externo praticamente inédito que vivemos atualmente, terras raras, tarifas, jornada 6×1 para ser votada semana que vem e o papel da mídia na Lava Jato. E, a depender da dupla que comanda o jornal, nada disso tem importância.

    Vi que, no momento de sair do assunto do PowerPoint que não se referia ao da própria empresa, rapidamente mudam de assunto porque “temos muitos outros de interesse para discutir”, mas perdeu metade dele em ilações e acusações no padrão Globo de lavajatismo.

    Em todo o caso, a coisa correu exatamente dentro do esperado com a dupla que se diz jornalista, mas só faz o que lhes mandam: atuou para reforçar a pauta de ataques e desclassificação do nosso presidente — o que faz há 40 anos — e o nosso presidente mostrou mais uma vez quem ele é e sua enormidade diante dessa gente desclassificada.

    O saldo é sempre positivo, mas fica a certeza de tanto tempo desperdiçado com o maior estadista que vive entre nós.

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  • Quem vai ganhar as próximas eleições?

    agosto 27th, 2026

    Segundo todas as pesquisas, o presidente Lula.

    Mas o ponto a ser destacado aqui é porquê.

    1. Fies
    2. Pronatec
    3. Prouni
    4. Ciência sem Fronteiras
    5. Mais Médicos
    6. Farmácia Popular
    7. Minha Casa, Minha Vida
    8. Bolsa Família
    9. Cisternas no sertão
    10. Luz para Todos
    11. Transposição do Rio São Francisco
    12. Reativação do Transporte Ferroviário
    13. Ferrovia Norte-Sul
    14. Ferrovia Transnordestina
    15. Aumento do salário mínimo acima da inflação
    16. Água para Todos
    17. Brasil Sorridente
    18. Pronaf
    19. FAT
    20. Programa Brasil Sem Miséria
    21. Bolsa Atleta
    22. Bolsa Estiagem
    23. Bolsa Verde
    24. Bolsa-escola
    25. Brasil Carinhoso
    26. Pontos de Cultura
    27. Programa Biodiesel
    28. SUS
    29. SAMU/UPAS
      30 Saúde da Família
    30. FGEDUC (Seguro do FIES)
    31. Casa da Mulher Brasileira
    32. Aprendiz na Micro e Pequena Empresa
    33. MEI Microempreendedores Individuais
    34. Pagamento da Dívida Externa ao FMI
    35. Empréstimo ao FMI
    36. BRICS
    37. Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome
    38. Reequipagem, Valorização e Autonomia da Polícia Federal
    39. Liberdade para a PGR
    40. Liberdade para o MP
    41. Escolha para os órgãos da Justiça dos primeiros das listas das corporações
    42. Jogos Pan-americanos
    43. Copa do Mundo
    44. Olimpíadas
    45. 98 conferências nacionais de 43 áreas, como educação, juventude, saúde, cidades, mulheres, comunicação, direitos LGBT, entre outras.
    46. Orçamento para a Cultura cresceu de R$ 276,4 milhões em 2002 para R$ 3,27 bilhões em 2014
    47. Vale-cultura
    48. Programa Cultura Viva
    49. Programa Mais Cultura nas Escolas
    50. PND – Política Nacional de Defesa – Investimentos em defesa cresceram dez vezes: de R$ 900 milhões em 2003 para R$ 8,9 bilhões em 2013
    51. Participação das FFAA em 11 missões militares de paz da ONU
    52. Projeto Submarino Nuclear
    53. Modernização da frota de aeronaves da FAB com transferência da tecnologia
    54. Pré-sal
    55. Redução de 79% do desmatamento da Amazônia brasileira
    56. Aumento em mais de 50% da extensão total de área florestal protegida.
    57. Liderança mundial em redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE). Entre 2010 e 2013, o Brasil deixou de lançar na atmosfera uma média de 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.
    58. Valorização do polo naval
    59. Refinaria Abreu e Lima
    60. Novas usinas hidrelétricas: Teles Pires, Belo Monte, São Manoel, Santo Antônio, Jirau, São Luiz do Tapajós
    61. Conferência Mundial Rio+20
    62. PPP
    63. PAC
    64. Aumento exponencial do parque eólico brasileiro
    65. Polos de desenvolvimento NE: Suape PE, Pecém CE e Camaçari BA: Investimentos somam cerca de R$ 100 bilhões.
    66. Faculdades em muitos municípios do Brasil.
    67. UNILAB
    68. construção e contratação de 8.787 creches e pré-escolas, com investimentos de R$ 10 bilhões, beneficiando 4.178 municípios.
    69. Implantou o FUNDEB aprovado sem veto
    70. Aprovou o PNE sem veto
    71. criou 18 novas universidades federais e 173 campus universitários
    72. Financiou o Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil
    73. Isenção do imposto de renda a quem ganha até 5 mil/mês

    E para fazer isso, muitas vezes com maioria parlamentar contrária, é preciso ser um Lula — ou criar mecanismos como fez Bolsonaro com o orçamento secreto e coisas do tipo.

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  • Discursos, debate e entrevista,

    agosto 24th, 2026
    Two presidential candidates argue at podiums during Brazil's 2024 debate.

    Importante observarmos o que os candidatos andam falando por aí.

    E estamos no lugar onde a maior diferença de Lula sobre os demais acontece, porque o discurso do presidente não está somente assentado nem sobre as realizações ou até a falta delas dos demais, tampouco baseado em ataques pessoais ou mesmo programáticos dos adversários, porque Lula fala de si, de seu partido, dos seus feitos passados e aponta aonde eles nos trouxeram e onde podemos chegar.

    Lula não precisa de muletas com seus adversários que, quando abrem a boca, só sabem falar do Lula, do seu partido, dos seus feitos e até dos filhos, porque deles mesmos quase nada ou nada.

    E o debate de ontem à noite na Band confirmou, se é que precisamos de confirmação. Um único assunto se destacou, entretanto, quando discutiam sobre segurança e onde a demagogia da direita, inspirada nos piores exemplos do continente, usou e abusou de soluções mágicas e inviáveis para a segurança pública.

    Enquanto propunham até um “banho de sangue”, sim, teve um louco no debate que prometeu um, cuja seriedade pode ser medida na imagem de Kassab, o vice do Caiado, dormindo durante as falas. O presidente Lula concedeu entrevista na Record, onde pôde civilmente expor seus projetos.

    Melhor, com o dobro da audiência do tal debate, onde nada se aproveita.

    Me pareceu acertada a decisão de não comparecer à baixaria.

  • Lava jato, Lulinha e pesquisas.

    agosto 21st, 2026
    Three people reviewing Lava Jato documents, newspapers, binders, and a data chart
    Three people examine newspapers, legal files, and research data in a busy office.

    Nas vésperas das eleições estamos mais uma vez às voltas com as tentativas lava-jatistas no trato da justiça, dessa vez escandalizando o filho do presidente Lula em torno de fumaça e análise deturpada de negócios entre particulares, sem envolvimento de pessoas com foro privilegiado. O que afastaria os processos das mãos do ministro terrivelmente evangélico do STF e de suas, digamos, preferências em atacar e criar manchetes onde não estão.

    Sem falar que, mais uma vez, como todas as anteriores envolvendo a família do presidente Lula, estamos novamente lidando com os mesmos jornalistas da Lava Jato que repetem os métodos sem nenhum constrangimento, sem nunca terem reconhecido os feitos criminosos anteriores.

    Que entre nessa quem quiser, porque não vão dar em nada e as decisões do ministro Mendonça, somadas aos vazamentos e foro ilegal, se traduzem em mais um processo a ser anulado no futuro.

    Poderíamos até ver isso agora, se Mendonça respondesse à manifestação da PGR mandando o processo do Lulinha para a primeira instância. O fato de ele adiar a decisão para manter o processo em suas mãos e evitar recursos, e certamente a perda da relatoria, deixa clara a sua intenção de protelar e continuar alimentando os ataques da imprensa até esgotar os efeitos negativos na disputa eleitoral.

    Que dizem já estar fazendo efeitos e a diferença entre Lula e Flavinho caiu, o que ainda hoje confirmamos na pesquisa Datafolha por sair. Ou não.

    Importa situar que pesquisas são também instrumentos de política, porque dentro da margem vale tudo e, numa disputa apertada, qualquer movimento faz diferença. Então, como estamos no início da eleição e das campanhas, nada ainda é definitivo e temos tempo para avaliar se consequências haverão.

    Até lá é firme na campanha, porque a guerra começou exatamente como esperado e contra os inimigos de sempre.

    Que sempre são derrotados, como sabemos.

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  • Argentina : segue o desastre.

    agosto 20th, 2026

    Considerando as medidas tresloucadas adotadas, promovendo desemprego, desindustrialização, pobreza e fome, os resultados inflacionários estão no mesmo ponto onde estavam quando o libertário Milei assumiu, prometendo acabar com a inflação e promover o maior progresso da história argentina.

    Sobre progresso nem se cogita mais; sair de uma crise absoluta passou a ser o único objetivo de um país imenso que, segundo Trump, “não tem dinheiro e não tem nada!”.

    Que era exatamente o mote eleitoral do Milei, “no hay plata”, espalhou miséria e incertezas no país.

    Sacrifícios sem nenhum resultado, como estamos vendo.

    E o Chile, que acabou de embarcar na mesma canoa furada elegendo um “Mileizinho” para chamar de seu, é destaque negativo do último trimestre, com crescimento zero e a população cada vez mais desmonetizada com os custos das altas no petróleo.

    Uma espécie de Petrobras da dupla Temer / Pedro Parente, outro que vai fazendo o mesmo estrago que fizeram aqui com aquela maluquice de subir preço dia sim e no outro também.

    Que deu no que deu e promete dar nisso mesmo lá no Chile e em todos os libertários que cortam renda dos pobres e diminuem o imposto dos ricos.

    Depois falam nas surpresas dos desastres óbvios.

    Que, por sinal, começam a afetar, segundo as notícias de ontem, o frágil, digamos, equilíbrio emocional do presidente argentino, reaparecendo ontem após 10 dias desaparecido, com a cara inchada, olhos esbugalhados e vermelhos. Ninguém sabe o que fez nesses últimos dias; nenhuma explicação foi dada, e a administração do país estava entregue, como nunca antes, nas mãos da irmã.

    E essas nem são as notícias mais escandalosas e negativas que andam circulando sobre a Argentina por esses dias.

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  • Vila Euclides x Copacabana.

    agosto 17th, 2026

    Esse fim de semana mostrou, com o lançamento das candidaturas a presidente, que a diferença entre os dois principais postulantes está marcada desde suas origens.

    Assim, tanto Lula retorna para o estádio da Vila Euclides, onde foram realizadas as assembleias dos metalúrgicos em greve contra a fome e a miséria da exploração laboral promovida pelo empresariado nacional, acobertado pela ditadura, Flavinho se apresenta para seu público carioca na praia decadente de Copacabana, onde moram viúvas da ditadura e uma classe média alta perdida no tempo.

    O contraste entre os dois vai muito além da estética e de lugares, e das bandeiras do Brasil na Vila e dos EUA na praia, e acho até ofensivo tentar comparar as duas histórias de vida e de política.

    Por isso não o farei.

    Para esse post me interessou o entusiasmo de um lado e o desânimo do outro. Para além da diferença de públicos e discursos, havia uma vitória e uma derrota no ar.

    Mas as pesquisas não mostram isso em sua maioria, senão uma diferença na margem de erro e vantagem para Lula de cerca de 3% no segundo turno.

    E uma vitória no primeiro turno cada vez mais improvável.

    Quem me acompanha aqui sabe que sempre acreditei na vitória em primeiro turno, considerando ser Flavinho Bolsonarinho o mais fraco adversário de Lula de todas as suas disputas anteriores. Mas não vamos brigar com as pesquisas, senão acompanhar com otimismo, até porque a campanha começou ontem e a desconstrução do candidato do fascismo tem tudo para acontecer.

    O desânimo de Copacabana indica isso.

    Vi em algum lugar que o antipetismo é tudo que resta para a oposição tentar alguma coisa. E se não pode ser desprezada essa fruta podre plantada e colhida pela imprensa e pelas classes econômicas favorecidas anos e anos, verdade é que ela não é mais suficiente para derrotar o Lula como fez no passado.

    Ficamos com as imagens e os discursos e o entusiasmo dessa caminhada até outubro por enquanto, e não poucas coisas.

    Porque parece que, para além de números às vezes melhores e às vezes piores, desde a largada a expectativa sobre o resultado está clara.

    Tem quem ache um erro e chama de salto alto admitir isso, pode ser um pouco, pode ser até perigoso, mas inevitável, a meu ver.

    Porque construímos durante quase 50 anos o que foi visto nesse último final de semana e seguir acreditando nessa crença e no futuro que ela ainda representa, mesmo depois de décadas, é forte demais para ser tratado como padrão de conduta eleitoral. Porque está muito além disso e quem sabe e consegue distinguir está justificado por uma vida inteira de semeaduras adversas e difíceis e depois colheitas fartas para o país e seu povo.

    E vamos a mais uma.

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  • Trump x Lula.

    agosto 14th, 2026
    Trump and Lula speaking at an international trade summit table; backdrop reads “CÚPULA DE COMÉRCIO INTERNACIONAL” and “TRUMP LULA.”
    Donald Trump and Luiz Inácio Lula da Silva meet during a staged international trade summit discussion.

    Pensei no título Brasil x EUA, mas na verdade não é isso que acontece, senão uma presidência sem limites atacando um vizinho que procura desenvolver seu próprio país.

    E a ordem em que coloco Trump x Lula, e não Lula x Trump, também importa, porque não é nosso presidente quem ataca, mas é atacado.

    De fato, a retórica e praticamente todas as ações do laranjão do norte são agressivas e violentas, desnecessário relembrar, até porque se somam a novas diariamente, num espiral de confrontos e agressões mundo afora.

    Se agora somos alvo preferencial comercialmente, isso pode piorar para ataques militares, impensáveis até ontem, improváveis, mas todos os dias colocados no horizonte das ameaças. De nossa parte, tentamos de tudo, tudo mesmo, e nada remove as intenções cada vez mais explícitas de interferir nas eleições e evitar a reeleição do presidente Lula.

    E, para isso, ouvem os Bolsonaros, como ouviriam Caiados ou Zemas, qualquer um que disputasse com alguma chance de vitória.

    O que, no caso, não tem feito nenhuma diferença, talvez até favorecido à reeleição, mas serve para mostrar o quanto pretendem fazer e o estrago possível no caso de sucesso de algum desses candidatos completamente vendidos em seu projeto de país.

    Porque, se Trump quer o melhor para os EUA, Lula quer para o Brasil.

    Se ele usa métodos obscuros e violentos para obter seus sucessos, compete a nós nos precavermos para obtermos os nossos.

    Ontem foi anunciada a abertura de processo brasileiro de reciprocidade no comércio com os EUA, enfrentando, além dos protestos protocolares, as seguidas decisões com base em falsas afirmações de cobranças de tarifas e mais tarifas sobre nossa exportação para os EUA.

    O Brasil avisa que começou a analisar a reciprocidade, conforme lei aprovada, e dará início às tentativas de diálogo para superar a crise.

    Aposta, assim, na vitória de Lula e em prazo suficiente para resolver esses ataques, supondo pragmatismo do lado de lá uma vez reempossado Lula e na possibilidade de que, assim, com a eleição resolvida, os EUA se disponham a rever posições.

    O contrário seria não reconhecer a vitória, alegar fraudes e aprofundar a disputa.

    Acho improvável. Podem fazer lá algumas objeções, mas o pragmatismo deve vencer, até porque a paciência e diplomacia do Brasil, e do Lula em particular, saberão conduzir as conversas.

    Até lá, e durante as eleições, será só confusão, porque é o que eles sabem e podem fazer para tentar influenciar o eleitor brasileiro.

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