
Em decisão tomada no inquérito das fake news, o ministro Alexandre de Moraes acusa André Mendonça de crime de responsabilidade, improbidade administrativa, abuso de autoridade, quebra de imparcialidade, entre outros delitos.
Esse “entre outros” inclui proteção a parceiros de mesmo espectro político-eleitoral.
Se nós não morremos de tédio, o Zonga Monga Fachin “é nosso” deve estar sofrendo múltiplos infartos, incapaz de enfrentar a direita, por preferir acossar quem se alia à esquerda e aos progressistas, e agora está com a maior batata quente da história do STF.
Sem falar que Moraes e Mendonça quase saíram em vias de fato nesta semana.
Observe que, na representação, Moraes (link abaixo), enquadrou Mendonça no inquérito das fake news, ou seja, no dos ataques ao Judiciário, ou seja, no golpe.
Porque, ao atacar ao mesmo tempo pilares da República — e aqui incluímos as investigações sobre o presidente do Senado, Alcolumbre —, seguido de Gonet, da PGR, e o chefe da da PF, Mendonça promoveu ataque semelhante ao 8 de janeiro e mira consequências nos argumentos mentirosos que os EUA podem lançar para não reconhecer o resultado eleitoral. Mira o STF e as decisões que desagradam os EUA sobre o enquadramento das redes sociais, a ponto de o indicado dos EUA para presidir a OEA ter sido bloqueado pelo Brasil e aliados, exatamente porque indicara um candidato para detonar as defesas dos países contra as práticas das plataformas.
Tudo no roteiro do bolsonarismo alinhado ao trumpismo mais desavergonhado.
Essa turma mira, no mínimo, desestabilizar o governo, tomar o Senado para promover impeachment de ministros do STF e, no limite, anistiar os golpistas para renovar as forças desses traidores da democracia para mais uma aventura.
Por isso, quem vai e deve ser afastado de suas funções é o ministro Mendonça, terrivelmente evangélico, parcial, perigoso e golpista.
E Moraes que responda pelas acusações dentro do devido processo legal, que lhe foi negado até aqui pelo mais lavajatista dos ministros atuais da Corte.
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