Deu a louca nos EUA?

Não foi loucura, mas uma ação contundente para interferir na nossa economia, visando as eleições, acrescentando incertezas às empresas que investem aqui e deixando uma ameaça pairando no ar.

Quanto à atitude de Flávio e Eduardo Bolsonaro, não vejo outra coisa além de traição à pátria; é crime. E o que dizem nossas autoridades?

( A antiga Lei de Segurança Nacional foi revogada e substituída pela Lei 14.197/2021, que passou a tratar dos crimes contra o Estado Democrático de Direito no Código Penal. Nesse novo contexto, atos realizados no exterior que busquem interferir no Brasil podem ser enquadrados como atentado à soberania. O artigo 359-I prevê pena de 3 a 12 anos para quem submeter decisões nacionais à influência de governos estrangeiros ou facilitar essa dominação sobre o país, suas instituições ou empresas.)

A efetividade da decisão de tornar PCC e CV como grupos terroristas ainda está por vir. Podemos assistir a sanções às empresas que supostamente se beneficiam de dinheiro dos criminosos. Podemos ver aumento do risco país, do custo do seguro para quem investe ou sanções a pessoas, além das empresas. Podemos até ver barcos bombardeados na costa.

Pergunto-me, a exemplo das tarifas alucinadas do início do governo do lunático dos EUA, quando o Brasil foi premiado com as maiores tarifas do mundo: para quê? Isso apenas afetou o comércio com os EUA, que nem de longe são nosso maior parceiro comercial, e provocou inflação no café e na carne nos próprios EUA.

Aqui, não melhorou a imagem dos Bolsonaros; serviu, como deve acontecer agora, para manter o gado agitado e unido, enquanto no restante do eleitorado perde votos.

Pergunto-me o que pensa a Faria Lima dessa medida que põe em risco as empresas e os negócios brasileiros, sobretudo os bancos.

Pergunto-me o que pensam os militares diante de ameaças dessa natureza, até mesmo de bombardeios em nossa costa.

A resposta deve seguir o padrão de não agitar o maluco do norte e viver a vida sabendo que temos um adversário sem nenhum pudor e indigno de qualquer confiança, agindo contra nós. E, internamente, derrotarmos esse grupo de entreguistas e traidores para, em seguida, judicializar essas atitudes e levá-los às grades.

Até lá, manter a cabeça focada nas eleições e pensar como será a relação com os EUA nos próximos anos de Trump.

Confiar, nunca mais. Foi feita uma tentativa de dialogo que fracassou.

A propósito, faltou enquadrar as milícias na decisão; esse grupo armado é tão perigoso quanto os outros. E mais ideológico, o que, para quem está agindo com seriedade, seria uma característica decisiva para enquadrar um grupo como terrorista.

Mas não estamos lidando com seriedade, e sim com traidores de um lado e colonizadores alucinados do outro.

Todo cuidado é pouco, mas vamos colocar cada um no seu devido lugar: no lixo da história.

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