Tariflávio Rachadinha Bolsomaster.

“Imbecil. Ele não sabe que não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar o povo brasileiro, vai prejudicar os empresários brasileiros, vai prejudicar o agronegócio”. (Lula sobre Flávio Bolsonaro, o traíra, e o Tariflávio)

Não bastassem os 25% de tarifas de importação de produtos brasileiros para os EUA, acordamos com mais 12,5% a título de uso de trabalho forçado na produção do que vendemos para o gigante do Norte.

E não reconhecem nenhum esforço de nossa parte para superarmos esse flagelo de exploração humana que ainda existe no nosso Brasil.

Mas que está distante da maioria dos produtos de exportação e nem de longe seria motivo de sanções dessa natureza.

Mas não estamos sozinhos nessa nossa empreitada com os alucinados do Norte: 60 países estão nessa nova lista de sanções que podem se somar, no nosso caso, aos 25% anunciados para 15 de julho.

Trump ameaça impor tarifas a parceiros comerciais, incluindo Reino Unido e Canadá, alegando “trabalho forçado”. A proposta de taxas de 10 a 12,5%, que também incluiriam a UE, Taiwan e Austrália, permitiria contornar os limites impostos pelos tribunais.

O objetivo do governo Trump é superar a era da globalização, quando o que se pregava, inclusive aqui entre nós, com todas as forças e circunstâncias, era a imperiosa decisão de terceirizar a produção onde a mão de obra fosse mais barata e produtiva. Foi assim que a China se fez, e o arrependimento bateu nos capitalistas mundiais, que agora tentam reverter o estrago, sem a menor chance de sucesso.

Mas insistem. Sobretudo os EUA de Trump, que não lidam lá muito bem com a realidade e, ao impor tarifas mundo afora, provocam, evidentemente, inflação no seu país e desabastecimento. E eles que se virem com isso por lá, porque só piora: a balança de comércio deficitária, que deveria passar a superavitária, não muda — não mudou até agora — e sem perspectiva de mudar.

Hoje deveremos repercutir mais esse anúncio de novas tarifas e estamos, juntamente com o mundo, cada vez mais convencidos de que os EUA não são parceiros de acordos legítimos, nem honestos nas avaliações. Basta lembrar que os dados de desmatamento usados para justificar as tarifas de 25% são da época do desgoverno Bolsonaro.

Desonestos, mentirosos, desleais e arrogantes.

Em todo o caso, parece haver uma divisão no governo Trump: se, por um lado, o presidente tenta se aproximar de Lula e do nosso governo e preferir negociar, por outro, o grupo ligado ao secretário Rubio trabalha contra o Brasil e as democracias latino-americanas, preferindo lidar com lacaios ideológicos que vão, um a um, afundar seus respectivos países.

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