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Blog do Franco

  • Quem ganhou? Ou ainda não acabou?

    abril 8th, 2026

    O cessar fogo entre EUA-Israel e Irã começa hoje, segundo Trump e tendo por base de negociação os 10 pontos enviados à mesa de negociação estabelecida no Paquistão e aceita pelas partes.

    Israel não parece disposto a cumprir a parte referente ao Líbano, se é que pretende cumprir qualquer acordo. Mas no que diz respeito ao Irã vai ser obrigado a engolir a decisão dos EUA.

    O ponto chave da guerra foi se deslocando da mudança de regime, e aqui eu sempre digo que o sucesso relâmpago obtido no sequestro de Maduro iludiu os EUA de que seria fácil repetir no Irã a manobra. Até porque pairam dúvidas sobre o que de fato aconteceu na Venezuela e as explicações seguem obscuras.

    Mas a traição que promoveram na Venezuela, atacando sem aviso, repetiram no Irã quando mataram o líder supremo em um bombardeio, além da esposa e alguns filhos. Mesmo o filho que sucedeu escolhido o novo líder supremo, dizem, sem provas até agora, que se encontra ferido.

    De uma maneira ou de outra o objetivo do regime iraniano seria sobreviver à guerra, custasse o que custasse.

    A reação da população quando atacada foi se solidarizar com seu governo e condenar os ataques covardes, não poderia ser diferente. E cada vez mais foi fortalecendo a posição do regime, lembrando que quem chamou as pessoas para ocuparem esses espaços estratégicos foi o regime, com a resposta definitiva de grupos de pessoas ocupando pontes, centrais elétricas e de energia atômica, se colocando à frente das bombas. Coisa nunca vista e a meu ver marcou a virada nessa guerra.

    Sem nenhum objetivo a conquistar, os EUA só tinham a urgente necessidade de evitar a escalada de preços do petróleo e suas consequências econômicas mundiais. A mesma especulação que tentam fazer aqui no Brasil, produtor do precioso óleo e autossuficiente praticamente, está ocorrendo mundo afora e sobretudo os países que não são produtores estavam entrando em uma crise sem precedentes de falta do produto, escalada de preços, na pior da história.

    Sem a menor dúvida dessa vez a posição dos iranianos sai vitoriosa, conseguiram espalhar na região de maior produção mundial de petróleo instabilidade e ao fechar o estreito de Ormuz aos navios ocidentais provocou um caos crescente que obrigou os EUA a ceder e negociar.

    Daqui pra frente nenhum dos objetivos iniciais dos EUA e Israel ao iniciar os ataques está na mesa de negociações, estão esquecidos e deixam claro o tamanho da derrota que os atuais pontos negociados testemunham para a história.

    Deveria haver consequências para esse assassino laranja e seus genocidas de Israel, mas isso depende somente da decisão de seus respectivos povos. E não sei até onde alguma coisa interna de cada um desses países permite esperar ou ter esperanças quanto a isso.

    O fato é que internacionalmente não valem um centavo. Não tem palavras, não tem lei, nem moral e nem Deus.

    São loucos furiosos em busca de nem eles sabem o que.

    E na semana passada o secretário da guerra, sim ele se chama assim, e o próprio Trump estavam cercados de apocalípticos dentro da Casa Branca aguardando o fim do mundo.

    Em todo o caso, para eles, quem sabe, esse dia chegou?

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  • Plano de desgoverno.

    abril 7th, 2026

    O que percebemos é o candidato do fascismo protelando para divulgar seus planos para nossa economia.

    Isso sem falar nas demais áreas.

    Pensando em cooperar com o miliciano, lembramos na ilustração do post algumas das realizações do pai, que ele promete repetir.

    Espanta, acima de tudo, encontrar na sociedade cerca de 30% de gente disposta a repetir esse projeto, onde nada pode ser aproveitado, porque é sustentado por ódio, preconceito e nulidades. O que fazem, quando fazem, é destruir.

    Há aí um sentido profundo de uma sociedade composta por algumas das maiores disparidades econômicas e sociais do mundo, sustentada por um racismo oculto em falsas atitudes, mas implacável.

    Todo mundo sabe disso.

    Mudar é uma decisão consciente que não exige muito, senão reconhecer a realidade do nosso dia a dia e animar a disposição de superar essa pesada herança de nossa história escravagista.

    Talvez aí resida o núcleo do conservador: prolongar privilégios que tem, quer ter, acha que pode alcançar.

    Mas deixemos essa gente de lado e seguimos enfrentando alguns aspectos dessa disputa.

    A primeira e mais escandalosa é ler e ouvir, por parte do PiG, que o candidato do fascismo se chama Flávio, sem o sobrenome. Segundo pesquisa recente do Datafolha, a razão dessa omissão está na resposta à pergunta sobre o que mais as pessoas temem em uma vitória do fascista: que repita o governo do pai, quase 80% apontam esse temor.

    E aí se explica a omissão do sobrenome: evitar que a rejeição do pai cole no filho.

    Conseguiram tirar o sobrenome do fascista das cordas em um momento importante, durante as negociações para candidaturas e acordos. A direita estava sem rumo e os números alcançados pelo fascista na disputa, apesar da campanha nem ter começado, animaram e serviram para fechar acordos.

    Era o primeiro objetivo do PiG, e conseguiram, escondendo o sobrenome do miliciano. Fique registrada a razão de todos os integrantes do PiG passarem a se referir, em suas publicações e falas, a Flávio Bolsonaro apenas como Flávio, numa atitude cínica, mas politicamente motivada, com alvo e objetivos predefinidos.

    Mas é algo frágil e impossível de manter.

    A desconstrução está a caminho e não demora. Essa questão do PIX, que veio do chefe do norte, vai servir para começar a mostrar quem é quem nessa disputa.

    Vá lá que a polarização segue firme com qualquer nome; no Brasil, há essa turma antipetista que vota em qualquer um contrário.

    Mas são minorias e perdem eleições seguidas.

    Vão perder mais uma. A verdade não demora, e o rabo do miliciano é comprido e vai até os EUA.

    Seguir e pisar nele.

    Com força.

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  • O fator Trump na eleição brasileira .

    abril 3rd, 2026

    Começa a se desenhar esquema dos extremistas para tentar influenciar a disputa eleitoral de outubro.

    São várias as frentes em disputa, desde análise de decisões internas e políticas públicas lá nos EUA, incluindo PIX, tarifas de exportação, cobranças sobre as big techs sobre conteúdo e Mercosul. Até a existência da 25 de Março, além da idéia de enquadrar PCC e CV como ameaças terroristas.

    Tudo obedece à lógica da pressão, da violência política, da retórica agressiva. Isso sem falar em STF e TSE, instituições que até aqui barram os golpes mais perigosos e estão também na mira.

    O discurso do Flávio Bolsonaro propondo entregar riquezas minerais do Brasil para “resolver” os problemas dos EUA com a China pegou tão mal que tentam minimizar, enquanto o candidato mesmo anda sumido. A estratégia deles de seguir jogando parado não vai colar mais, funcionou até agora, mas com a proximidade do pleito os ataques serão cada vez mais pesados e não dá para fingir de morto.

    Isso serve para todos os lados.

    A notícia de que os EUA querem o fim do nosso PIX vai cair como uma bomba, podem esperar. Isso ocorreu na direção do governo recentemente e negativamente, e vai pesar na posição dos extremistas, porque eles não podem negar os interesses de Trump e nem assumir suas posições abertamente. Isso não costuma funcionar numa disputa, ainda mais como a nossa polarizada.

    A influência dos EUA em outras disputas presidenciais mundo afora não caminhava a favor dos EUA. Recentemente andaram ganhando algumas, mas a influência dos EUA não fica evidente em todas. Por aqui, cobrar entrega de recursos naturais e acabar com o PIX não vai ser exatamente um programa vitorioso, tenham certeza.

    E notícias meia-boca recentes anunciando que após o Irã os EUA virão com tudo para cima do PT, não sei exatamente como, me parecem, além de escandalosamente exageradas, possivelmente mais um tiro pela culatra. Atacar o maior partido do Brasil e seu líder a caminho do quarto mandato por uma potência estrangeira, na base da mentira e do escândalo, porque é o que podem tentar, vai trazer resultados opostos. Só esperar para ver. Isso se a amostra de atacar o PIX não deixar estrago suficiente e provocar recuo antes da coisa começar.

    E de lá dos EUA para cá depende ainda do quanto Lula consegue segurar o “chefão”, porque um encontro entre eles está por acontecer e a intenção do Lula manifestada é conseguir apoio para sua reeleição.

    Vocês duvidam?

    Eu não.

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  • Caiado é Caiado.

    abril 1st, 2026

    Não é uma candidatura que ajuda o bolsonarismo, não é escada para Flávio Bolsonaro e pode até complicar a campanha do 01, se por acaso Caiado obtiver alguma repercussão nos ataques escalafobéticos que vai fazer contra a candidatura do Lula. Sim, porque aí vai obrigar o Flávio Bolsonaro a tirar a máscara de moderado com que pretende ao menos iniciar a sua campanha.

    É um personagem conhecido, radical de direita antes do bolsonarismo, no mesmo diapasão, mas sem os instrumentos modernos de repercutir sandices, no que poderia ter lhe permitido ir muito longe.

    Mas não vai compor com ninguém; podem até combinar os ataques, até certo ponto, sendo o limite de sua presença quando começar a incomodar ainda mais — porque já incomoda — a campanha do fascismo bolsonarista. E há quem diga que Caiado e o PSD apostam na desconstrução do Flávio Bolsonaro e, assim, crescer nas intenções dos eleitores. A desconstrução da candidatura bolsonarista deve acontecer em alguma medida, impossível quantificar agora. Caiado herdar esses votos, o tempo vai dizer. Alguma coisa deve sobrar para ele, mas penso que esse eleitor desencantado do fascismo vai é aumentar a abstenção, quando perceber a impossibilidade de derrotar Lula.

    Caiado sempre foi propagador da ideia de vários candidatos no primeiro turno para distribuir votos e impedir a vitória de Lula. Imagino que ainda pense em alguma coisa assim com sua candidatura. Alguns meses atrás, quando o fascismo não tinha candidato firmado, essa avaliação ainda faria sentido, mas talvez não mais. A polarização está confirmada, mais uma vez, e os polos vão dominar, com algumas variações, o pleito. Dependendo do estrago que Caiado pode fazer, no sentido de obrigar Flávio Bolsonaro a radicalizar o discurso, pode favorecer, sim, Lula, afastando o eleitor moderado do fascismo disfarçado, como observei antes.

    Por enquanto é isso.

    Começou.

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  • Powerpoint das realizações do governo? Não tem!

    março 31st, 2026

    Nessa imagem que captei da solenidade de ontem, quando Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou simultaneamente mais de 100 novas obras de educação em todo o país.

    Tem creches, escolas, institutos federais, universidades e hospitais universitários chegando para fortalecer o ensino público, e aproveitando durante seu discurso para provocar o PIG em geral e a Grupo Globo em particular, perguntando se eles iriam fazer PowerPoint das entregas realizadas durante o seu governo.

    E a resposta é não.

    Nem agora, nem nos próximos anos do quarto mandato, assim como não mostrou nada dos 5 últimos mandatos do PT, os três do Lula e os dois da Dilma Rousseff.

    Mentira teve de sobra, tentativas de golpes aos montes, até que conseguiram encaixar um e derrubaram a Dilma e colocaram Michel Temer no lugar.

    Que atualmente vive onde sempre esteve, no ostracismo.

    Tratemos nós de fazermos a divulgação e a defesa do projeto do novo mandato, porque nem o sobrenome do inimigo eles são capazes de mostrar, supondo assim ajudar a candidatura do filhote do monstrengo autoritário.

    Que, por sinal, teve um revés hoje, vocês não acham? A escolha de Ronaldo Caiado pelo PSD do Gilberto Kassab está estranhíssima, e o primeiro anúncio do ex-UDR foi que faria a anistia dos condenados no último golpe.

    Soube que a fala não caiu bem no PL do Flávio Bolsonaro, porque está claro que Caiado tenta pescar em águas turvas da extrema direita.

    O que segue estranho não por Caiado ser quem ele é, mas por Kassab entrar nessa canoa furada.

    Será que apostam na desconstrução da candidatura Flávio Bolsonaro? E que os votos perdidos do energúmeno iriam para Caiado?

    Andam falando isso aí.

    Eu até acredito na desconstrução da candidatura Flávio Bolsonaro, porque esse perfil de bom moço não se sustenta, seu eleitor vai exigir dele o radicalismo tradicional, e parece que a presença de Caiado disputando espaços vai obrigar na mesma direção.

    Então esse tipo de perda de apoios, que imagino irá ocorrer, não vai para ninguém, senão aumentar a abstenção.

    As próximas pesquisas irão dizer, mas vamos esperar o início das campanhas e as trocas de ataques, onde suponho que a popularidade do extremista entre em queda.

    Já Caiado, ficando ali com seus 4%, tira voto do número 01 de qualquer maneira e pode, dependendo da campanha e da polarização, decidir a eleição no primeiro turno ajudando o Lula.

    Não é tudo muito estranho?

    O que Kassab anda pensando?

    Enquanto Lula mantém 3 ministros do PSB no governo, pede a eles que não saiam nem mudem de partido, e ainda acena até com mais oportunidades?

    Uma intrincada engenharia anda por aí, ainda não inteiramente entendida, enquanto Kassab perde força com Tarcísio de Freitas em São Paulo e cada vez parece mais perdido, pode estar, na verdade, achado em outros lugares.

    O tempo dirá.

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  • Ordem unida.

    março 30th, 2026

    A campanha esquece o sobrenome e também o passado da figura: miliciano, rachadinhas com Queiroz, proprietário de 50 imóveis comprados em dinheiro vivo, de uma mansão em Brasília sem explicar de onde veio o dinheiro, empregador de mãe de assassino e próximo ao matador confesso de Marielle. Isso sem falar que o único projeto apresentado como senador foi para privatizar as praias do Brasil.

    Um desastre em todos os sentidos, mas que serve para destruir, ao modelo Milei, um país soberano, independente, em crescimento econômico sustentável e com distribuição de renda.

    Incrível: temos que dividir uma candidatura dessa, apoiada pelo capital e imprensa, além das igrejas católicas e evangélicas conservadoras, algumas nazistas e outras fascistas.

    Ontem, Flávio Bolsonaro foi aos EUA, nesse encontro chinfrim de fascistas, para dizer que o Brasil é a solução para os EUA e que o governo apoia CV e PCC. Sem dúvida, uma colônia como a nossa resolve muito para seu dono, e mentir descaradamente segue sendo o único recurso da extrema direita contra Lula.

    E nossos jornais repetem a mentira de forma neutra, como se estivessem informando o público, sem viés crítico, sem contexto, sem explicação: repetem fingindo neutralidade.

    Ou seja, “Flávio” mostra nos EUA, com seu discurso, que nunca foi moderado; aqui finge, com a ajuda do PIG e da Faria Lima, e seguem mentindo para ver onde podem chegar.

    Acredito na desconstrução dessa imagem durante a campanha; quando derrotado, o extremista vai precisar radicalizar para segurar a base para embates futuros e perde os votos do centro para Lula.

    Vamos ganhar.

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  • CPMI e Mendonça desconstruídos.

    março 27th, 2026

    Algumas coisas acontecem no STF e podem deixar a impressão de falta de controle, um certo temor de assumir posições e enfrentar a avalanche contrária do momento.

    De uns anos para cá, quem pensou assim errou todas.

    Depois da Lava Jato e da tentativa de golpe de Estado do bolsonarismo, o que não falta na maioria dos ministros do STF é unidade e vigilância. O que não quer dizer que controlam todas as iniciativas individuais dos seus componentes.

    É o caso do ministro Mendonça, o terrivelmente evangélico e uma nulidade jurídica e pessoal.

    Uma bomba que o Bolsonaro deixou lá.

    Só que os demais sabem mais disso do que nós, e quando a bomba ameaça alguma coisa relevante, eles vão lá e desarmam.

    Como fizeram ontem no julgamento da decisão tresloucada do Mendonça de passar por cima de decisão do Senado e prorrogar o funcionamento de CPMI.

    Uma ideia autoritária, inconstitucional e afrontosa. Se eu consigo entender isso claramente, como pode um juiz do STF não fazê-lo?

    Porque não quer, porque despreza a lei e a Justiça e porque está lá para servir outra coisa, outros interesses.

    Nos votos de 8 dos 10 que decidiram enterrar essa patacoada do Mendonça, além de todos os desaforos que ele teve que engolir, uma informação trazida por Flávio Dino foi definitiva: quebraram mais de 1100 sigilos bancários e fiscais nessa CPMI.

    Segundo Dino, isso seria a soma de todas as quebras de sigilo de todos os demais ministros da Corte em todos os anos anteriores. Ou seja, o que Mendonça e seus colegas bolsonaristas faziam na CPMI e queriam continuar fazendo era perseguição política com fins eleitorais e vazamentos criminosos para atacar o governo.

    E foram fragorosamente apanhados e não vai sobrar nada para contar a história dessa CPMI.

    Bobagem ficar achando que Justiça e investigação dependem dessa gente; quem vai atrás dos ladrões do INSS vai ser a Polícia Federal e a Justiça comum. Mendonça vai mandar descer a investigação porque, para ele, perdeu a graça e vai para o Banco Master, onde também enfia o pé na jaca a cada decisão.

    E depois vão anular tudo o que ele anda fazendo.

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  • A Selic e a Guerra no Oriente Médio.

    março 23rd, 2026

    Desde que nosso banco central cortou dos 0,5% previstos para apenas 0,25% a taxa selic eu estava preparando um post sobre o assunto.

    Porque as circunstâncias internas que estavam alinhadas não só para o corte em 0,5% como para anunciar cortes futuros na mesma toada, foram todas atropeladas pela agressão dos EUA e Israel contra o Irã, inicialmente para provocar mudança do regime alimentando revoltas internas, e até uma volta da família do Xá estava sendo cogitada. Não é difícil saber que nada disso nem de longe iria ocorrer, apenas na mente perturbada do desgoverno noret americano, e perderam completamente o controle da guerra que está entrando em semana decisiva quanto ao transito de petróleo e gás pelo mundo, naquilo que estamos entendendo como a maior crise de fornecimento mundial de petróleo desde os anos 70.

    Para nós, e apesar de autossuficientes em petróleo, graças à Petrobras, mas perdemos a capacidade de distribuição e uma refinaria importante trocada por joias, além da importação de cerca de 20% do diesel consumido aqui, já nos causa problemas e aumentos ilegais de preços de gasolina e diesel, além de tomadas de decisões desencontradas pelos agentes privados do setor que privilegiam especulação e lucros astronômicos em crises, o que nos obrigará no futuro próximo a mudar esse quadro do jeito que for necessário e garantir a nossa segurança energética. Não temos a menor necessidade de passar por esse tipo de crise, não com a oferta disponível de gás e petróleo que temos.

    Mas a insegurança mundial instalada e com ameaças crescentes de escaladas no conflito, obrigou o Banco Central a pisar no freio, sem abrir mão de afirmar sua disposição de começar o processo de queda das taxas. O que deve ocorrer, mesmo no curto prazo, em 0,25% por rodada, até que o ambiente externo se refaça.

    O que ninguém pode afirmar é quando ou em que circunstâncias. O funcionamento do mercado distribuidor mundial de combustível, isso podemos dizer, não volta tão cedo ao normal, no sentido do fluxo anterior à guerra. Algumas consequências mais duradouras e prejudiciais ficarão por muito tempo.

    Até lá, ficar de olho no câmbio, nosso calcanhar de Aquiles, que tem se comportado dentro do razoável, porque além de produtores de petróleo nossa balança comercial positiva e vigorosa externa tem se mantido forte e nos garante, com a atração da taxa selic altíssima, o fluxo necessário para manter o câmbio comportado mesmo nessa crise terrível.

    Por aí vamos nos livrando de maiores problemas.

    Até aqui, e temos tudo para assim seguirmos.

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  • O PIG e nós.

    março 21st, 2026

    Primeiro é destacar que temos dois tipos distintos de consumidores desse lixo de imprensa: quem busca confirmação de seus preconceitos, dogmas, visões distorcidas e rasas do mundo, racistas, frustrados, odiosos e cuja mediocridade o torna covarde e pronto para culpar o outro por seus problemas. Isso tudo aí é um tipo só. O outro é a vítima dessa cadeia podre de intimidação e manipulação do que deveria ser jornalismo e entretenimento.

    Dito isso, afirrmo que em nenhum momento da minha vida vi essa nossa imprensa ser honesta e imparcial com os fatos e as pessoas — e quem vos fala nasceu em 1962 e passou a infância e a juventude na ditadura militar, viu a luta pela redemocratização, viu o fracasso nacional em todos os aspectos da administração do Brasil nas mãos de militares e civis ligados a eles, elegeu o Lula e entendeu, porque viveu, a diferença entre quem governa para o povo e quem não governa para o povo.

    E a diferença é tão brutal, é tão definitiva nos resultados práticos da vida, que somente mentes limitadíssimas e completamente cegas aos seus próprios interesses em explorar e incapacitar o outro não percebem. E sabemos que temos muita gente aí assim. Talvez a maioria da classe média e certamente a grande maioria da classe dirigente. E são casos perdidos.

    Que se dizem conservadores, e o que querem conservar são privilégios, jeitinhos, acessos e redes de interesses lícitos e ilícitos, onde sustentam suas vidas.

    Entendo que queiram conservar. Mas não aceito e luto por justiça social e oportunidades, escola pública e saúde pública, investimentos públicos e privados, para nivelar as chances de sobrevivência e permitir a todos disputar com um mínimo de igualdade os desafios do mundo.

    Para isso, acabar com a escala 6×1, permitir mais descanso e lazer sem diminuir salário é uma disputa necessária nesse exato momento, para marcar, na véspera do pleito de escolha do próximo presidente, quem está e quem não está ao lado da vida digna do trabalhador brasileiro. E é assim que vamos abrindo espaço de qualidade na vida de todos, até daqueles que são contra.

    Não falei da imprensa até aqui, mas ela está em tudo, da primeira à última letra desse texto, porque em todas as conquistas ela sempre esteve contra todas elas, e em tudo mentindo e distorcendo, sempre preservando interesses de classe e contra tudo que representa melhoria da vida da maioria, de maneira às vezes insidiosa, rasteira. Às vezes em afrontoso ataque à verdade e à história das pessoas e até do país.

    Como agora, ao esconder o sobrenome do candidato bolsonarista, que chamam de Flávio, escondendo o sobrenome odiado por maioria. Assim divulgam o candidato “limpinho”, impõem sua imagem nova — logo o filho mais ligado às milícias e ao esquema financeiro da família, totalmente corrupto desde suas origens iniciais, e imaginem agora, próximos às grandes jogadas que sequer imaginamos.

    E tentar jogar no colo do Lula a crise do Master é um lavajatismo tão indecente que vai naufragar, levando o boboca desse ministro Mendonça, que agora comparam com aquele juiz Moro. A comparação até podemos aceitar, porque o desfecho dessa investigação, apesar dos crimes evidentes, segue tão distorcido quanto a Lava Jato e vai ter o mesmo desfecho de anulações. E minha desconfiança é que isso mesmo que estão fazendo conscientemente: buscam atacar o Lula e o governo com objetivos eleitorais, enquanto contaminam as provas com ilações insustentáveis e vazamentos criminosos e com alvos específicos, para não acusar, mas proteger personagens e até o criminoso que se mantenha mais calado na delação em andamento.

    Escrevem nas páginas que o criminoso decidiu preservar o STF porque quis, não vai delatar não porque não teria o que dizer, mas para preservar seus interesses na corte. Percebem? Assim noticiam, acusando, sem que um pingo da delação em negociação tenha iniciado, ou sem sabermos se essa é a verdade ou não.

    E fizeram um PowerPoint em rede nacional onde a imagem do presidente Lula aparece próxima à de Vorcaro, numa repetição das mais graves indecências que a força-tarefa da Lava Jato usou contra o Lula — depois tudo anulado e o procurador que o fez condenado — numa manobra desesperada para seguir no ataque total, numa declaração de guerra dessa vez. No que parece atingir alvos nos corações e mentes do consumidor desse lixo, mas que não vai colar, não vai vingar e vamos aos poucos desconstruir.

    Porque essa é a nossa tarefa: de lembrar, de observar os fatos e a verdade.

    Não basta não mentir numa hora assim, tem que falar a verdade.

    Porque ela tem força própria, como já vimos acontecer antes.

    E dessa vez vamos acabar com essa farsa muito mais rápido, porque ela é muito fraca e forçada demais para repetir a anterior, que foi longe demais e nos trouxe o bolsonarismo que vamos enterrar na próxima eleição.

    Ainda não o suficiente, mas mais alguns palmos, certamente.

    Seguimos.

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  • Vice ou Senador?

    março 20th, 2026

    Ontem, durante o lançamento da candidatura de Haddad ao governo do estado de São Paulo, fomos testemunhas de algumas importantes revelações.

    A primeira é que Haddad diz que vem para ganhar, não faz sacrifício nenhum, porque a batalha junto aos companheiros vale a pena.

    Depois, Lula pede para Alckmin disputar o Senado e não a vice-presidência.

    E aí a porca torce — ou já torceu — o rabo.

    Torce porque Alckmin também já disse antes que, se não disputar a vice-presidência na chapa com Lula, não quer disputar nenhum outro cargo. Ou já torceu porque o pedido público de Lula pode ter sido resultado de acordos fechados, inclusive com Alckmin.

    A ver o que ele decide.

    Eu sempre defendi e acreditei em Alckmin como vice do Lula, mas, diante da fala pública, toda a especulação cessa.

    E o pensamento procura as razões.

    Uma, o próprio Lula explicou na sequência de seu discurso, que, como senador, Alckmin soma mais apoio na disputa estadual e, digo eu, não na nacional. E podemos imaginar que Lula deve anunciar um outro nome para sua chapa, alguém mais jovem, para contrapor imagem com a juventude do Flávio (Bolsonaro) e que seria uma espécie de seguro contra sua idade avançada, além de mais um nome nas bolsas de apostas futuras para 2030.

    Nesse caso, alguém com força e jovem por aí.

    É o que temos, por enquanto.

    Muita coisa para ver na sequência, mais acontecimentos relevantes.

    E, quem sabe, uma disputa acirrada em São Paulo, para variar.

    Não deixando de considerar a possibilidade levantada no post anterior sobre o tema: que Lula, na verdade, usa a vaga para atrair o MDB e, quem sabe, outros mais, sem, na verdade, rifar Alckmin, que está firme na chapa como vice.

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