
O título de hoje se refere à substituição da origem da carne mais barata disponível aos argentinos, trocando a de boi por burros. E incluíram a carne de guanaco, que eu nem sabia que existia. Aqui no Brasil, o jeito durante o desgoverno anterior foi fazer sopa de osso, vendida nos supermercados, para manter um mínimo de proteína na dieta de fome.
Quando a gente fica aqui prevendo os desastres desse tipo de governo, como acontece na Argentina e por aqui recentemente, não é torcida contra nem adivinhação; o programa é mesmo reduzir a inflação e os déficits públicos jogando o custo do ajuste na maioria pobre e nos trabalhadores. Os resultados são previsíveis, e inúmeros exemplos estão disponíveis. Quando assim fazem, ao mesmo tempo promovem reformas na previdência social, nas leis trabalhistas, nas despesas em educação e saúde, e tentam compensar a redução da atividade econômica interna com investimentos externos, buscando equilibrar a dinâmica econômica. Se falha o interesse dos investidores externos, que costumam entrar no início e sair deixando rombos para anos de esforço em seguida, a manutenção desses tipos de planos fracassa e dura menos que um mandato, sendo necessário renovar promessas e falsos milagres com outros agentes, tentando prolongar a concentração de renda e os privilégios, que são, na verdade, o único propósito desses planejadores.
Tem sido assim na Argentina e por aqui, com nossa economia sendo exceção histórica porque temos quem pense e faça diferente, mesmo enfrentando todos os mercados financeiros e sua imprensa elitista desde sempre.
Dificilmente poderíamos exemplificar o fracasso de um projeto com tamanha contundência quanto quando o povo passa fome e segue desempregado: carne de burro na Argentina e ossos no Brasil. Tivemos a época do consumo de calango aqui, durante o governo FHC e seu Plano Real, situação revertida depois por Lula em seu primeiro governo.
Isso é história, embora ninguém te conte assim.
Para a Argentina, o jogo está jogado; as regras estavam definidas desde o início e o resultado era o esperado: nenhuma surpresa além de endividamento externo, fome e desespero sairia dali.
Resta saber de onde virá a saída, quando renovarem a esperança agindo de forma consequente e elegendo um projeto para restabelecer o mercado interno com vitalidade, por meio do consumo das classes trabalhadoras, como o Brasil ensina.
Por aqui, nosso desafio é deixar de lado essa gente maluca e entreguista, nossa classe média medíocre e nossos ricos e milionários idiotas, antipatriotas, e resgatá-los de suas cretinices.
Não há lugar para milicianos fascistas no governo, nunca mais. Quem pensa que sim está errado e, se não pode ser convencido disso, precisa ser derrotado nas urnas.
Vai ser apertado, mas vamos conseguir.
Calango e fila do osso, nunca mais.
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