Dupla de dois.

Não me canso de lembrar o quanto o desastre bolsonarista, trumpista e mileísta é previsível, e nenhum outro resultado podemos esperar desse tipo de política.

E parece que mandatos dessa gente só aguentam um turno; reeleição não conseguem em lugar nenhum e podem, a exemplo de Trump, conseguir sucesso mais nos erros dos adversários do que nos seus programas, sabidamente péssimos.

Me lembro do Plano Real e das falas de FHC sobre pessoas não empregáveis e que ele governava para 30% da população; o resultado foram esfomeados caçando calangos para comer.

O consumo de carne de burros e lhamas na Argentina de Milei é parte desse programa, não seu fracasso, mas seu sucesso; é o sinal definitivo e aguardado de que chegaram onde queriam.

Evidente a consequência para as populações: o desmonte das vidas e das expectativas das pessoas, e o quanto todo esse dinheiro flui para certos círculos, alimentados pela abundância de mão de obra, salários sem reajustes e garantias de retorno dos títulos governamentais não mais ameaçados por despesas sociais.

Governar para um terço da população evidentemente não funciona; daí as previsões certeiras dos fracassos desde o início das administrações neoliberais, sobretudo no sul global, carente e historicamente injusto na distribuição da renda acumulada. Quando um pouco de justiça entra nos programas de algum governo — e aqui no Brasil temos aí um nome certo — os resultados são palpáveis e mudam realidades.

O que espanta, na verdade, é entender por que todos os matizes não adotam políticas semelhantes e promovem o desenvolvimento continuado, e não em sobressaltos.

A resposta deve estar na história, nos donos de escravos, na exploração da vida humana com pouco ou nenhum valor; 300 anos é tempo demais para ser apagado. Daí vem o racismo e a divisão visível da nossa sociedade, onde poucos conseguem romper barreiras sociais e permanecem na pobreza de onde nasceram.

Agora se ouve dizer que os ricos não querem mais estudar nas universidades públicas por conta da mistura promovida pelas cotas.

Nada a acrescentar. É isso: nosso Brasil, e depende de nós seguir, nos próximos anos, incluindo e governando para a maioria.

Milei e Trump não nos servem para nada; aliás, não servem para ninguém

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