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Blog do Franco

  • Adrenalina.

    agosto 3rd, 2023

    Aos poucos, o pulso que ainda pulsa vai normalizando a batida. Gradativamente, nosso Brasil pousa em um caminho com rumo certo, deixando para trás os sobressaltos e a retórica violenta.

    Não que a violência termine, ou que terminará, porque ela serve a propósitos políticos específicos, sendo revivida e mantida ativa. Ela veio para ficar por um tempo imprevisível.

    Porém, penso em nós, aqueles que enfrentaram a besta e suas crias, os que enxergaram a saída e venceram a batalha. Nós apreciamos a justiça e um país de oportunidades, porque conhecemos o mal que o fascismo provoca.

    Estamos em uma crescente calmaria, refletida no engajamento entre nossos formadores de opinião, os que nos informam enfrentando dura labuta. Todos reclamam da queda geral do interesse, do engajamento e do retorno, inclusive financeiro, o que para muitos pode levar a buscar forçar a pauta para sobreviver, tentando atrair atenção.

    É uma realidade dura, com a qual todos precisamos lidar, pois enquanto a situação se acalma, naturalmente a tendência de acomodação acompanha. É o que acontece.

    Na medida do possível, precisamos manter o interesse, apoiar o que for relevante e indispensável, e participar. Para o ano, teremos eleições para prefeitos, e logo enfrentaremos a batalha das eleições presidenciais.

    O futuro começa hoje, e nossos guerreiros precisam também da relativa paz para seguirem trabalhando.

    A luta continua.

  • Rol de asneiras.

    agosto 3rd, 2023

    Em mais um daqueles dias estranhos, onde chegam notícias inacreditáveis sobre os feitos do gado bolsonarista, transitamos entre perplexidade, risos, espanto e reflexões.

    Como foi possível chegarmos onde chegamos? Como foi possível permanecer no desastre, mesmo enfrentando a ameaça mortal de uma pandemia? Deve existir uma explicação , mas isso não nos exime do vexame e das responsabilidades.

    O ex-presidente pediu e recebeu uma enxurrada de Pix de seus seguidores, em valores e quantidades suspeitas de R$17 milhões, destinados a pagar multas diversas de ações temerárias, além de ofensas e mentiras sobre a realidade e adversários. No entanto, ele recebeu o dinheiro, não pagou nenhuma multa e aplicou os fundos. Além disso, a data do início dos depósitos não bate com a divulgação da conta; os depósitos começaram meses antes da campanha pública de arrecadação, talvez para ocultar e misturar números.

    Os terroristas da Praça dos Três Poderes, em Brasília, durante a invasão e depredação, fizeram cadastro para acessar o Wi-Fi livre e grátis dos palácios, fornecendo nomes e CPF pessoais.

    Mauro Cid e um de seus militares, que davam apoio ao ex-presidente, trocaram e-mails oficiais entre si, enviando ofícios, nos quais combinavam de ocultar pedras preciosas recebidas pelo casal ex-presidencial em Téofilo Ottoni, conhecida região de extração de gemas valiosas.

    E, finalmente, o cada vez mais famoso Hacker de Araraquara, aquele que invadiu o celular da Lava Jato e revelou os podres da turma toda, foi contratado pela tresloucada Deputada Zambelli para invadir o celular do Ministro Moraes do STF e invadir as urnas eletrônicas. Ele afirma que tudo foi combinado com o ex-presidente em pessoa e prometeu fornecer as provas do que diz.

    O inquieto Hacker também teria sido o autor do questionário que as Forças Armadas enviaram ao TSE durante aquele carnaval, visando desacreditar o pleito e o uso das urnas no Brasil.

    Por fim, o partido do ex-presidente, PL, planejou um teatro com a presença do Hacker em um comício antes do segundo turno da eleição, onde ele, ao vivo e espelhado em um telão, digitaria 17 em uma urna eletrônica e o visor da máquina mostraria 13, provando assim a fraude.

    Deixo para vocês a avaliação, até porque são 7 horas da manhã e o dia começa, e só Deus sabe o quanto mais de loucuras e revelações patéticas e inacreditáveis nos aguarda.

    Que tempo triste, que comédia, que desastre, que circo, que hospício!

  • O mercado dividido.

    agosto 2nd, 2023

    Hoje, finalmente, o Banco Central, sob a gestão bolsonarista, irá reduzir os juros, que são os maiores do mundo, para um valor que ainda manterá o país na liderança do abuso contra o seu próprio povo.

    As previsões, ou melhor, as “apostas”, estão em uma redução de 0,25% a 0,50% na taxa de juros.

    Os argumentos para essa decisão do Bacen são interessantes, mas também preocupantes. Além de “apostar”, os analistas mencionam a possibilidade de que Campos Nero entregue apenas 0,25% de redução, para não alimentar o apetite por mais cortes. Parece que estão falando de nós, que sofremos com as maiores e desnecessárias taxas de juros do mundo.

    Além disso, eles ignoram qualquer reflexão racional e ponderação baseada em números ou projeções, algo que seria esperado de analistas e técnicos de um Banco Central. Em vez disso, seguem com suas “apostas” e sugerem uma redução de 0,25% porque é a postura conservadora adotada pela atual direção do Banco, independentemente da realidade objetiva observada.

    Eu “apostaria” em 0,50%, mas, considerando o contexto, não colocaria dinheiro nessa aposta. O regime atual no Banco Central é impermeável a previsões, seguindo cegamente a visão totalitária de seu líder, um bolsonarista determinado a sabotar o governo eleito.

    Retomei o assunto porque é importante ressaltar o caráter farsesco das decisões do BC bolsonarista e seu líder, Campos Nero. Assim como o imperador incendiário de Roma, eles usam da retórica para inspirar delírios, fugindo completamente da realidade e contando com a conivência das vozes isentas do mercado. Enquanto isso, incendeiam as possibilidades de retomarmos os investimentos na economia real.

    É um desastre que marca o início da queda, mas infelizmente, ocorre de forma lenta, lenta demais.

  • O uso da morte na política.

    agosto 1st, 2023

    A chacina no Guarujá, em resposta à morte de um policial militar, foi e está sendo defendida com muita ênfase pelo governador paulista Tarcisio, assumindo riscos significativos ao fazê-lo.

    Esses riscos se tornam evidentes à medida que chegam relatos das atrocidades, e o número de mortes continua aumentando, começando com 8, chegando a 10 e agora mencionando 19 vítimas. Além disso, surgem denúncias de abusos durante a operação, que foi deflagrada para capturar o assassino do policial militar, mas até o momento não obteve sucesso nessa missão. A resposta de retaliação pode acarretar consequências graves e atrair a atenção que, até então, os crescentes índices de mortes praticadas pela PM em São Paulo durante o atual governo não haviam recebido.

    Tarcisio viu nesse acontecimento uma oportunidade para reposicionar-se no bolsonarismo, onde antes enfrentava críticas. Enquanto disputa com Zema a preferência para herdar os votos do ex-presidente, ambos abusando da retórica extremista, agora têm um fato relevante para incluir em suas balanças políticas.

    Apesar de a princípio imaginarmos uma chance de reafirmar seu pendor fascista e tentar ganhar mais apoio no grupo extremista, Tarcisio pode ter se precipitado e colher mais frutos amargos do que benefícios nessa tragédia. A situação caminha para uma chacina desvairada, fria e cruel, e pode deixar o governador paulista em péssima companhia pelo resto de seu medíocre mandato até aqui.

    Da mediocridade à associação com assassinatos, a chacina pode chancelar Tarcisio no campo extremista e afastar definitivamente o apoio do centro político que ele tentava cativar, fingindo civilidade que agora jogou completamente fora. Mostrou sua verdadeira face e agiu como alguém despreparado para um cargo político tão importante quanto o que exerce atualmente. Uma melhor percepção dos fascistas quanto à sua posição política, mas uma debandada de apoio do centro, não esta afastada.

    Ele perde mais do que ganha, e ao fazermos esse tipo de inventário macabro, precisamos encarar a dura realidade sobre nós mesmos e o gosto do eleitorado. Pode agir com crueldade, pode matar pobres, pode enfrentar bandidos ou pessoas negras e pobres, mas não pode exagerar nem deixar isso repercutir.

    É um escândalo mundial, e a política assassina do governador de São Paulo entrou no radar da opinião pública da pior maneira possível.

  • O inquérito militar do 08/01.

    agosto 1st, 2023

    Um dia antes do retorno dos congressistas do recesso, com a consequente retomada dos trabalhos da confusa CPMI que apura as causas do dia 08/01, somos agraciados com um inquérito militar sobre o assalto da horda fascista a Brasília.

    Onde, mais uma vez, nossos militares mostram do que são capazes de fazer.

    Conseguem misturar e confundir responsabilidades, citam os comandantes indicados pelo ex-presidente e seus chefes; no caso do GSI, o General Heleno, que era quem indicava, e seus homens foram mantidos na transição pelo atual Ministro da Defesa. E deu no que deu.

    Mistura-se porque cita os ex-comandantes, mas não deixa de dizer que faltou por parte do governo recém empossado planejamento e prevenção, que, segundo o inquérito, seriam capazes de evitar o desastre.

    Nada é dito sobre os acampamentos nas portas dos quartéis em todo o Brasil, cheios de familiares deles próprios, fartamente divulgados nas redes sociais e de conhecimento geral. Nada é dito do acampamento em Brasília, na porta do Forte Apache, onde o tal inquérito foi escrito. Nada é falado sobre as proteções anteriores e posteriores promovidas pelo exército aos alucinados, inclusive ajudando e dando fuga; nada diz efetivamente sobre os fatos do dia 08/01.

    O inquérito atual segue a inspiração de outros conhecidos e elaborados pelo exército: um que atribuiu suicídio ao jornalista Herzog e outro culpando a esquerda pelo atentado ao Riocentro. Em comum a esses desatinos, o fato de ocorrerem em momentos de desarticulação e meio desespero por parte dos militares, antes nos estertores da ditadura que esvaía, agora na derrota eleitoral do partido militar e do fascismo.

    O inquérito atual soma-se aos dois anteriores, na categoria da infâmia nacional.

    Mas deve servir para eles, de alguma maneira. Porque não pode ser atribuído somente à desfaçatez e total desprezo à verdade. Deve servir para reorientar a tropa, avisando que não entregam os pontos e protegem os seus, o tal do Cid incluído. E fazem mais um rolo para ao mesmo tempo ameaçar e esboçar uma defesa das acusações em andamento.

    Não temos mais o que dizer deles, nem o que esperar, além de inquéritos do tipo. Agora é seguir promovendo as mudanças para prevenir outras intervenções no futuro, porque é disto que tratamos. A lei que afasta da ativa militares que entrem na política é o início, provavelmente a ser votada agora em agosto. A mudança no tal artigo 142 da constituição, aquele do poder moderador, é igualmente urgente.

    A cabeça e o pensamento desta turma são casos perdidos. Só a força de um bom governo civil segura estes mentirosos.

  • Fragmentação partidária e o semi-presidencialismo.

    julho 31st, 2023

    Durante o regime militar, era permitida apenas a existência de 2 partidos: a situação e a oposição consentida. A oposição muitas vezes estava presa ou no exílio.

    Em 1986, ocorreram as primeiras eleições legislativas sob a nova Constituição, que permitiu a formação de novos partidos.

    O processo eleitoral, a partir de então, foi se fragmentando cada vez mais. A cada rodada, novas leis favoreciam coligações, acesso a recursos financeiros e propaganda eleitoral gratuita na TV e rádios, permitindo que pequenos partidos proliferassem abundantemente. Foi o período de ouro dos partidos de aluguel e dos donos de partidos.

    Isso mudou em 2017 e 2019, quando as novas regras passaram a afetar a existência dos pequenos partidos, impondo cláusulas de barreira e acesso aos fundos partidários proporcionais ao desempenho nas urnas.

    A queda no número de partidos foi enorme; em alguns estados, o número atual retornou ao patamar de 1990, e o mesmo ocorreu com a menor dispersão de votos nas cadeiras do Congresso.

    Apesar do aparente progresso, uma intenção subjacente atravessa e estimula a atual legislação. O que se pretende é capturar a maioria mais facilmente e promover uma mudança profunda em nosso modelo institucional, transformando o presidente da República na Rainha da Inglaterra, enquanto o Congresso Nacional assume todo o poder, nomeando o Primeiro Ministro de entre os seus.

    Não se fala em Parlamentarismo, porque em plebiscitos anteriores ninguém demonstrou interesse pela ideia. Então, disfarçam com um novo nome. Evidentemente, estamos tratando aqui do espírito pós-2016, quando o governo Dilma foi destituído pelo parlamento, que imaginou eternizar o feito.

    O atual presidente da Câmara, Lira, ainda delira por coisas parecidas, sonhando com o comando nacional, imaginando-se sentado no trono.

    E ele não escondeu isso.

    Por enquanto, a tramóia descansa, ofuscada por um governo forte e competente, que o parlamento não conseguiu subjugar, apesar das inúmeras tentativas.

    Diminuir o número de partidos e a fragmentação, apesar de ser uma boa iniciativa e melhor a médio prazo, precisa superar a atual fase de transição, porque o objetivo nunca foi melhorar a governabilidade ou facilitar a costura institucional. No entanto, como tantas outras manobras anteriores, pode servir a esse propósito sem necessariamente desfigurar o presidencialismo.

    Com Lula e, por enquanto, afastamos o risco.

  • Próximos Passos e a Valsa da Conciliação.

    julho 31st, 2023

    O novo semestre começa praticamente como terminou o anterior. As votações previstas nas casas legislativas tratam da conclusão das votações da nova âncora fiscal, da primeira parte da reforma tributária e do voto de qualidade no COAF. Decretos do governo durante o recesso entram na pauta, alguns sobre armas e punições para ataques a autoridades e ao estado de direito, devem provocar alguma discussão ou, mais provável, promover alguma negociação e compensação. E uma nova e leva de propostas de arrecadação, via Imposto de Renda, será enviada ainda em agosto, taxando rendimentos de fundos exclusivos para super ricos e taxação de apostas esportivas. Da aprovação desse conjunto de propostas dependerá novos cortes, ou não, para cumprir o orçamento de 2023, aquele com déficit de R$ 150 bilhões e, sobretudo, zerar o déficit do ano próximo.

    A entrada do centrão no governo – que não existe, segundo Lula – encaminha-se com os acordos entre o PP e os Republicanos, Lira e Igreja Universal. Até o PL do ex [presidente] está na mira, se não como um todo – impossível – ao menos uma parte, estimada em 20 deputados. Com tudo isso, o número da bancada governista saltará para mais de 370 deputados, um número inimaginável há seis meses.

    No Senado, o cenário é melhor do que a previsão do ano passado. O ex-presidente tinha nos senadores um grande projeto para cercar o STF e afastar um adversário da escalada fascista. Porém, para eles, tudo deu errado. Nos próximos dias, a atual presidente da corte será substituída por Barroso, que não é nada confiável, mas gosta menos do ex-presidente do que muitos de nós. Além disso, Pachecão continua sendo governista, não importando exatamente quem governa.

    Outro fato importante é a reunião do COPOM do Banco Central, agora com dois novos diretores nomeados por Lula. A reunião começa no dia 1º de agosto, e no dia seguinte, a primeira redução dos juros mais altos do mundo é aguardada. Parece que teremos uma redução de 0,5%, para uma previsão anterior de 0,25%, atropelada por seguidas quedas da inflação, inclusive do tal núcleo de onde o bolsonarista Campos Nero alimentava o seu boicote ao crescimento do Brasil. Ele perdeu o núcleo e corre o risco de perder ainda mais apoio interno no Bacen.

    Fechamos o segundo trimestre com uma expectativa de crescimento do PIB em torno de 0%. O semestre teve pouco mais de 2% de crescimento, impulsionado principalmente pelo primeiro trimestre e pelo agronegócio exportador.

    O setor de serviços está lentamente em recuperação, até o momento mais por um certo otimismo do que por fundamentos. Esses continuam arrastados e se recuperando lentamente, assim como a massa salarial e novos contratos de trabalho, que estão ligeiramente superiores aos atuais. Tudo está crescendo e aumentando, mas de forma lenta.

    Talvez seja o máximo que se possa fazer neste processo de reorganização ainda em andamento. A reação da velha mídia em atacar tudo que aparece pela frente mostra que o caminho está sendo pavimentado, e os opositores perceberam isso. O objetivo é enfraquecer o governo antes das eleições do próximo ano, pois a movimentação do eleitorado parece estar inclinando-se para os progressistas, principalmente nas cidades médias. Nas capitais, as batalhas serão muito duras, pois o centro tentará ressurgir apoiado pela mídia, enquanto a direita e a extrema direita estão em conflito e em crise. A esquerda pode colher e, ao mesmo tempo, plantar. Seguramente, sairá melhor das próximas eleições do que entrou.

    Cada assunto merecerá sua avaliação no momento adequado.

    Bom segundo semestre a todos!

  • Marcha fúnebre.

    julho 29th, 2023

    Em pleno sábado o PGR Aras decide encaminhar milhares de relatórios oficiais, de diferentes origens, que trataram da emergência da Pandemia e suas consequências.

    Vidas.

    Transformando Bolsonaro e seu Ministro da Saúde, o General Pazzuelo em futuros réus por graves crimes de omissão, durante a Pandemia de Covid.

    Antes, todos esses informes foram solenemente ignorados pela dupla Bolsonaro e seu General Pazzuelo, alçado na condução de parceiro no genocídio, após trocas seguidas de ministros da saúde que enxergaram o tamanho do crime que estava sendo cometido.

    O PGR Aras, entretanto, esperou o genocida perder a eleição e ele próprio perder a chance de recondução ao cargo para agir.

    Sinceramente, nao sei quem é pior, aquele que deveria enfrentar a emergência da Pandemia e não o fez, ou aquele que deveria vigiar o poder e também não o fez.

    Dizem que Aras foi avisado da impossibilidade de sua recondução, e decidiu tentar influenciar na sua sucessão buscando blindagem.

    Certamente vai precisar, impossível atribuir toda a culpa e omissão somente a dupla Bolsonaro e Pazzuelo, a PGR também participou com sua omissão do genocídio.

    Aras e sua PGR, talvez o MP inteiro, em sua concepção estejam definitivamente contaminados e imprestáveis.

    Para que servem, se durante uma Pandemia não agem para defender a vida humana?

  • Esconder, omitir e distrair.

    julho 28th, 2023

    Esse é o mantra de todo governo militar, e o governo anterior derrotado não foi diferente.

    Consiste basicamente em esconder, omitir e distrair. No caso do governo anterior, o “distrair” atingiu contornos inéditos.

    Desde o regime ditatorial iniciado em 1964, os militares não convivem bem com índices, principalmente quando eles são desfavoráveis. E como em suas administrações os números geralmente são desfavoráveis, escondê-los é a prática usual.

    Perceba que o governador de São Paulo, o militar Tarcisio, mal começou e já está escondendo os números de sequestros em seu estado, o que certamente indica que ele não está gostando do que vê.

    Se essa estratégia funcionou no passado, quando a censura na imprensa e contra adversários políticos complementava o trabalho de esconder informações, não é possível imaginar que manobras tão grotescas continuem a prosperar.

    Hoje ficamos sabendo que o ex-presidente, que era nosso governante, escondeu e ignorou todas as advertências sobre a gravidade da pandemia, brincando com a vida de milhões de pessoas e provocando a morte de milhares, centenas de milhares. Nada é mais grave do que um governo matar seu próprio povo por ação ou omissão e, devemos sempre lembrar, apoiado por militares especialistas em mentir. O atual governador de São Paulo também está incluso, sendo ex-ministro do ex-presidente e militar, formando o combo da morte.

    A grita de Márcio Pochmann no IBGE deve ser lida nesse contexto, pois a transparência não interessa à turma da mentira, e nossa mídia corporativa foi quem mais gritou, deixando o rabo de fora.

    Liberal e fascista se assemelham muito.

  • A bomba.

    julho 28th, 2023

    Não, não falo do filme, que por sinal é muito bom.

    Mas da ameaça de bomba no Ministério da Indústria etc – o nome é longo – e que recebeu pouca divulgação.

    Por algum motivo achei bom destacar, afinal encontraram uma cópia da Constituição dentro da mala deixada na entrada do Ministério e não pareceu grande coisa. E ainda assim, quero deixar registrado.

    Cada vez mais, somente o desespero e ações desesperadas vai sobrando para o fascismo. Tanto liberais, democratas e esquerda, estão unidos na luta contra eles. Por motivos distintos, mas unidos.

    E não passa um dia sem que novos escândalos do grupo derrotado exploda, e cada vez um pior que o anterior.

    Gente sem futuro e esperança é perigosa, sobretudo se tem os meios para fazer.

    Meios eles tem, o que pode nos ajudar é que são burros e preguiçosos.

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