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Blog do Franco

  • Festa estranha com gente esquisita. Opa!

    março 11th, 2024

    O resultado apertado das eleições legislativas em Portugal foi pior do que o esperado. O partido socialista, que governa o país há oito anos consecutivos, empatou com a centro-direita. Quem cresceu muito e passou a dividir o legislativo com os dois tradicionais rivais é a extrema direita, liderada por aquele sujeito que ameaçou prender o Lula se ele aparecesse lá.

    O estilo é inconfundível, e o nome do nosso Lula, não por acaso, foi mencionado por esse indivíduo, quando antes era constantemente citado por outro indivíduo aqui no sul global.

    O nosso presidente está servindo de alvo por um motivo muito simples: ele é quem promove no mundo as pontes, os diálogos, as propostas de superação e enfrentamentos para mudanças e inclusão, exatamente tudo o que o fascismo não quer.

    O que eles fazem é o oposto, promovem a discórdia ao ódio, separam as pessoas e inventam problemas para depois propor soluções para os males que criam. E parece funcionar.

    Claro que isso não é novo, é algo antigo e testado. Retorna periodicamente devido a circunstâncias e vende seu peixe podre por algum tempo, até que as pessoas percebam o mau cheiro e descartem tudo.

    Mas por que agora?

    Portugal estava bem economicamente, progredindo e crescendo. Mas enfrentava um problema europeu: o envelhecimento da população e a queda demográfica.

    A solução óbvia seria promover a entrada de imigrantes, o que esta sendo feito, ou estava.

    O que os conservadores na Europa fazem para conquistar votos de incultos e racistas é prometer acabar ou limitar essa imigração, apelando para as mais variadas desculpas, incluindo o racismo entre elas. Lembrando que o ex-primeiro ministro do atual governo socialista renunciou recentemente, acusado de corrupção pelo Ministério Público de lá. Só que logo depois o MP pediu desculpas, havia se enganado com nomes, o criminosos era xará do ex-primeiro ministro. Um caso clássico de lawfare.

    O resultado da trama da justiça – sempre ela, sempre contra os mesmos alvos – foi que um número maior de pessoas apareceu para votar, aumentou a participação nas urnas em um país onde o voto não é obrigatório. E, se os resultados da votação dos dois partidos tradicionais estiveram dentro dos números históricos de ambos, então a presença de novos eleitores foi toda direcionada para o partido fascista. E aí sim, temos um problema. Por que as pessoas se sentem motivadas a votar apenas por uma proposta fascista? Certamente alguém nos trará a resposta, que ajudará a combater o fenômeno, mas olhando aqui para o nosso caso, sem resolvê-lo. O mal vem para passar uma temporada até apodrecer.

    A política é promover pontes; quem diz que vai destruí-las, destrói o sentido da política e, ou mente, ou tem a intenção de fazê-lo, mas para si próprio, para seu grupo e nada mais.

    Em ambos os casos, é destruição, abandono, mentiras, corrupção e ameaças. Foi o que vimos por aqui, o que a Argentina está vendo, o que aconteceu e acontece onde a praga se instala.

    Em Portugal, eles ainda não chegaram lá, desconfio que não chegarão. O estágio que alcançaram permitirá que a população sinta o tamanho do estrago.

    Como nós, com os piores nomes indicados pelo fascismo nas comissões da câmara, que são tão obtusos e incapazes que permitirão a todos uma visão do erro. E não falo só dos eleitores; internamente nos corredores do congresso, uma náusea com esse tipo de gente e de política começa a tomar conta do ambiente. O próximo passo é expelir o incômodo.

    E nos próximos meses teremos nossas municipais. E vamos assistir a uma derrota do discurso de destruição? Tudo leva a crer que vão fracassar; vão começar a perder as bases, apesar de algumas vitórias expressivas indicarem o contrário.

    A ver.

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  • Governo Milei derruba a Argentina mais do que a pandemia COVID.

    março 10th, 2024

    Três meses do desgoverno desarvorado e sem rumo do Milei na Argentina derrubaram os índices econômicos do país a níveis semelhantes à recente pandemia de COVID.

    Todas as piores previsões com relação ao declínio econômico estão se confirmando, com miséria e pobreza extrema largamente disseminadas e crescentes.

    Basta imaginar lidar com inflação mensal acumulada em três meses de 60%, sem aumentos de salário ou sequer previsão para isso, se olhar nessa condição e imaginar o que possa estar acontecendo com os vizinhos. Imaginou? É isso mesmo.

    E a fúria não cessa, incapaz de apresentar resultados está forçando o presidente louco a buscar alvos aleatórios, destruindo inimigos imaginários e aprofundando o trauma social. E já fala de atacar o direito ao aborto que existe no país, sacando cedo demais uma arma que guardou para os piores momentos. Procura segurar seus alucinados seguidores com pautas morais que de nada servem para a economia, mas distrai a malta por mais algumas semanas.

    Pode ser que a fome e desamparo lembrem a todos do quê exatamente estão passando. E não demora, como todos os indicadores sociais de quebra, fechamento de empresas, paralisação de negócios e demissões em massa, vão rapidamente mostrar a dura e insuportável face da miséria e da fome consequente.

    Ao contrário dos vizinhos, aqui no Brasil estamos exatamente na direção contrária, com todos os índices de dados econômicos crescendo, exportações e arrecadação recordes, salários valorizando. Mas as aprovações dos dois presidentes são semelhantes. Podemos considerar que a eleição do vizinho é recente, estando eles lá ainda naquela fase de quarentena. O nosso aqui já tem seu prazo de armistício vencido.

    Vá lá, mas seria razoável supor que o que deveria valer para o critério de avaliação seriam os resultados e não somente aparência ideológica ou falsos dilemas da oposição ou da mídia. Mas não é assim que acontece. E não é recente, os números da economia com Dilma eram insuperáveis e o povo que pedia educação padrão FIFA nas ruas agora defende a nomeação de um cretino analfabeto na comissão de educação na câmara. Tem mais coisas nas nuvens além dos aviões de carreira, drones ou satélites.

    A gente tende a dizer que falta comunicação ou coisa semelhante, talvez falte mais protagonismo, ministros dispostos a enfrentar o debate abertamente. Ou talvez seja essa mesmo a orientação, fazer o trabalho promovendo paz e distendendo a disputa, não acirrar ânimos já exaltados pela oposição.

    O que está claro é que a disputa eleitoral dos municípios está colocada, a queda nos índices de aprovação do governo era o objetivo da escalada e eles sabem escolher o momento. Mas também do lado do governo tem suas estratégias e cálculos de risco, não vejo motivo nenhum para escalar e entrar no jogo da oposição, mesmo a mídia oligopolista e PIG, que antecipam a disputa. As decisões da justiça vão selar os destinos de muita gente graúda, de forma inédita incluindo militares da ativa e em patentes elevadas, as maiores. E não porque foram pegos roubando, mas por conspiração e traição. Coisa inédita e perigosa que exige toda a atenção. Uma vez firmada a base das condenações, vamos disputar com o que sobrar do lado de lá, que pode e vai gritar muito mais, sem, entretanto, oferecer substituto aos derrotados pela justiça e pela história.

    Sangue frio, minha gente, a coisa está indo. Nunca foi fácil, sempre foi assim e agora cada vez mais acelerado.

    Quanto aos hermanos, sinto firmeza na oposição ao desgoverno de lá, eles vão colocando os freios e apertando o cerco. Quem tem fome tem pressa, nos ensinou Luiz Inácio.

    Milei que se prepare.

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  • Biden vai ganhar.

    março 10th, 2024

    Faltam poucos meses para a eleição nos EUA, mais uma vez Biden e Trump estão disputando a vaga, definidos ambos nas primárias de seus respectivos partidos.

    A guerra na Ucrânia e o genocídio praticado por Israel em Gaza, ambos conflitos estimulados e mantidos por bilhões dos EUA, pareciam que naufragariam a reeleição de Biden, mas não caminha assim.

    As últimas pesquisas, que seguidamente nos últimos meses mantinham Trump ligeiramente na dianteira, estão mudando, com os candidatos invertendo os papéis com Biden ligeiramente à frente.

    O fiasco na Ucrânia e os horrores em Gaza continuam fazendo estragos, mas a posição dúbia de Trump não está ajudando o eleitor que condena as guerras a decidir a seu favor. Que foi, a meu ver, o motivo principal da vitória de Trump no passado: o cansaço dos EUA com as guerras.

    Biden tenta disfarçar seu apoio a Israel com condenações recentes dos crimes, abriu um porto para chegada de algum auxílio para famintos e doentes, mas Israel não muda seus planos e segue na matança, contando com reação contida e tímida dos EUA, quando não de apoio total nos fóruns internacionais e sobretudo no Conselho de Segurança da ONU.

    Quanto à Ucrânia, os limites de gastos extrapolam e exigências do Congresso de contenção não permitem mais extravagâncias e o governo Biden vai se esquivando do conflito enquanto usa Israel de biombo. Usava, porque também lá a coisa está tão ruim que o melhor é manter distância, ao menos na aparência.

    Bem, se ambos os casos mostram derrotas da atual política de Biden, por que reelegê-lo? Essa é a pergunta que os eleitores dos EUA estão fazendo, e até agora a resposta era não. O que mudou? Mudou a proximidade da data da decisão, quando terão que escolher entre Biden e…. Trump.

    O problema então passa a ser não mais Biden, mas escolher Trump. E aí, parece que o eleitor está começando a inclinar-se pela reeleição.

    Nas democracias modernas, cada vez mais, a escolha do líder se faz pela menor desaprovação, a massa crítica do eleitor pende mais para o ‘não quero’, do que ‘eu quero’. E parece que nesse ponto Biden leva vantagem.

    Sim, ainda é cedo para certezas.

  • Só o PT derrota a extrema direita.

    março 9th, 2024

    Estamos no meio de uma retomada de posições, após o período de armistício não declarado de um ano.

    Com a inelegibilidade do coisa ruim, resta aos interesses inconfessáveis a oposição pela imprensa , a qual se entregam com gosto e vasta experiência.

    O que seria o mensalão sem o PIG? A lava jato? O Moro ? O Bolsonaro? Pra não falar de Collor e Aécio. Nada vezes nada, uma sombra na escuridão, de onde , aliás , não deveriam ter saído.

    Mas estavam todos por aí, alguns ainda , e o PIG reinicia no modo full pistola os ataques ao governo popular que eles odeiam. E vale tudo, inverter, descontextualizar, mentir descaradamente. O de sempre.

    O atual soluço nas estatísticas de aprovação, são soluços. A corajosa posição de atacar o genocídio palestino não tem volta, se desagrada setores religiosos , paciência. Faz parte do jogo lidar com a realidade objetiva enquanto alguns preferem lidar com o além. Muito mais do que isso, temos sim problemas no custo da cesta básica, no reajuste pequeno das aposentadorias, a violência, temos muito o que fazer.

    A questão Petrobrás é só mais uma desculpa para julgamentos imperfeitos. A vale, a próxima frente de batalha, vai receber o mesmo tratamento superficial e mentiroso. Mas é também uma batalha importante.

    A luta para 2024 nos municípios começou, prevejo uma eleição sem muitas vitórias aparentes mas recomposição firme da base nas câmaras. E a mira de todos está fixada em 2026, quando todas as apostas se refazem. E eles, meus caros e caras, não tem candidato e estão furiosos, e atiram todas as pedras possíveis para ver no que vai dar.

    Vai dar PT, vai dar. Vai dar PT.

    E eles sabem.

  • Meus dividendos, minha vida.

    março 9th, 2024

    Os números estão disponíveis e para quem tem interesse, faça uma busca para conhecê-los.

    Porque, para falar da Petrobrás, a questão dos números serve para quantificar o tamanho dos interesses envolvidos, mas não basta para entender a trama diabólica sobre esse patrimônio nacional.

    Basta começar dizendo que antes dos números, antes do pré-sal, todos os analistas da mídia PIG que agora fazem fila para críticas, incluindo os supostos investidores, políticos e empresários, todos, jamais acreditaram no potencial do pré-sal, jamais aceitaram os investimentos na estatal, jamais desejaram o seu sucesso.

    Agora que temos o pré-sal, querem para si todo o lucro, querem para si todos os recursos que a empresa necessita para continuar prospectando e descobrindo novas frentes de reservas e querem tudo isso, sem pagar impostos.

    Seria uma afronta lesa-pátria continuada, não fosse o atual governo retornar aos rumos da empresa nesse momento.

    E o faz com olhos no futuro, da empresa e no nosso, porque se resguarda financeiramente para investir na frente Equatorial – que promete muito sucesso – e na nova política nacional e mundial de transição energética. Os atuais recursos do petróleo são os únicos capazes de promover a transição energética no montante e na urgência necessária.

    Os críticos e os ávidos de assambarcar todos os lucros são os mesmos que nunca acreditaram no sucesso da empresa, e não estamos falando de décadas atrás, estão todos aí ativos, nos mesmos jornais e TVs, e falando as mesmas coisas com aparência distinta, mas o mesmo conteúdo equivocado, falso e mentiroso. Os investidores, que ganharam 80% de valor nos papéis da empresa em 2023 e queriam continuar recebendo o maná dos céus indefinidamente sem pagar impostos, vão reclamar das suas apostas e voltar daqui a algumas semanas. O anúncio da frente equatorial promete chacoalhar o mercado e eles voltam correndo.

    Agora temos uma nova frente de batalha na Vale, que precisa se readequar às novas necessidades do Brasil e às prioridades do atual governo. Não pode mais ficar escavando morros e só exportando o minério, deixando buracos e riscos ambientais e humanos para trás. A Vale precisa se readequar e investir no Brasil na proporção dos problemas que causa, utilizando para isso os enormes lucros que distribui sem considerar as necessidades abandonadas. Aí também uma rigorosa interferência é urgente, já está se tentando na atual disputa pelo comando da empresa e assim que a nova diretoria for empossada, vai se somar à Petrobras no desenvolvimento da nova matriz tecnológica e na prioritária preservação ambiental.

    É isso. Não são só números.

  • Comissões esvaziadas ou inúteis?

    março 7th, 2024

    Ou picadeiro para batermos palmas e maluco dançar?

    Não sobraram outras opções, o que foi vendido como uma derrota para o governo foi na verdade o rodízio entre as maiores bancadas, com a vez do PL bolsonarista de indicar seus escolhidos. O que fez com gosto, escolhendo entre os piores, os piores, para nada fazerem além de tumultuar e acumular vídeos e lacres para as redes sociais. Os dois mais malucos, a De Toni na CCJ e o Doidinho de BH na educação, estão em locais estratégicos para a balbúrdia que pretendem promover.

    Duas observações.

    A primeira é saber se alguém consegue dizer os nomes dos atuais presidentes das comissões agora nas mãos dos bolsonaristas. A CCJ e Educação. Pois é, ninguém sabe.

    A segunda é que se temos que encarar essa turma de cretinos, então vamos encarar e partir para cima deles. Rogério Correia que vá para a comissão de educação e faça a disputa com o seu adversário inclusive na disputa da prefeitura de BH.

    A de Toni o caso é mais complicado porque os projetos precisam todos passar na CCJ, onde recebem o carimbo de constitucional para seguir . A solução, que ninguém faz questão de esconder, vai ser passar por cima da comissão e ir direto para o plenário, usando as prerrogativas dos líderes e do governo quando define urgência no projeto que escolher.

    Um outro aspecto que tem sido destacado foi a incapacidade do Arthur Lira de frear as indicações do PL bolsonarista, havia até uma expectativa de virada de mesa e os acordos de rodizio não serem cumprido para afastar os lacradores das comissões. Mais do que derrota do governo, alguns afirmam, foi a liderança de Lira que naufragou e sua sucessão a um ano de termino de mandato, esta a mil nos bastidores. Muito cedo para isso, mais um sinal de que alguma coisa não anda bem e daqui a pouco começam a servir café frio para o presidente da Câmara.

    Vida que segue.

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  • Depois da saúvas, os evangélicos.

    março 7th, 2024

    Os males do Brasil, são.

    O título ficou grande e não coube tudo, mas é isso.

    O que é evidentemente uma enorme bobagem. Existem evangélicos e evangélicos, a diversidade é muito maior do que entre católicos e talvez seja inigualável. Menos na Índia e seus 300 mil deuses. Aqui dizem que o Deus é um só, 300 mil seriam as igrejas diferentes entre si.

    Tem de tudo e todos sabemos disso.

    Existe um corte mais evidente entre eles, de classe, com igrejas históricas e tradicionais, com exceções, mas próximas das regiões mais ricas e mais conservadoras, e as neopentecostais, mais próximas das zonas mais pobres e no momento meio perdidas na guerra de informação.

    O que se evidencia, agora pensando na queda da aprovação do governo entre o grupo evangélico, é que as demandas dos pobres de maneira geral estão menos atendidas, a sazonalidade dos preços de alimentos no início do ano atinge duramente o segmento. Esses não são aqueles contemplados pelo Bolsa Família ou coisa do tipo. Moram em regiões violentas e desassistidas, estudam em escolas do estado e sofrem as mazelas do país inteiramente. Nas igrejas se sentem acolhidos, compartilham suas dores e necessidades, os filhos fazem amizades e casam, as famílias convivem em ambiente confiável. Eu sempre comparei com clubes de bingo da terceira idade, clubes sociais de maneira geral, casas de convivência. No fundo é isso também, a necessidade de sociabilizar da maioria de nós. Muitas vezes o pastor fala e ninguém ouve, talvez no momento e a questão da Palestina e Israel levante questionamentos que a pregação procura utilizar para unir e animar o povo, tem muito de espetáculo, show, distração, música e relacionamentos. Não é uma corrente invencível, mas pautas de costume costumam ficar barradas no coletivo, enquanto no particular quase ninguém pode ou consegue lidar, ou nem liga. Como acontece com a maioria de nós.

    Estudos, levantamentos e pesquisas mostram os altos e baixos dos humores do segmento, os católicos parecem mais estáveis, talvez os humores dos evangélicos possam ser entendidos e superados muito mais na presença transformadora e efetiva do estado, nas vidas dessas pessoas, quanto à segurança, emprego, renda, oportunidades, escolas e hospitais. Do que de teologia e guerras distantes. Fácil nunca foi, são grupos dispersos e distintos, fechados e desconfiados. Mas não são o inimigo, talvez as vítimas a maioria deles.

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  • STF apertou, mas não vai acender agora. E o Zanin?

    março 6th, 2024

    A gritaria de parcelas da esquerda contra o ministro Zanin reiniciou, em virtude de seu voto contrário à descriminalização do uso da maconha. De fato, a discussão no STF procura se esquivar do verdadeiro nome da coisa, usando argumentos como liberdade individual ou regra da mal insignificante, alegação de regulamentar lei já aprovada, necessidade de separar usuário de traficante etc., mas é de descriminalizar com limites do que estamos tratando.

    Eles tentam achar um peso máximo de porte, e aqui estão tentando proteger o usuário do assédio policial, definindo claramente os limites de porte.

    Quanto a Zanin, e no mesmo diapasão de quando votou contra a definição do marco legal das terras indígenas, o que o ministro faz é nada inovar, nada legislar, seguir as leis vigentes custe o que custar. Se a lei não trata de limites para porte de drogas, maconha incluída, então não vai ser o juiz quem deve decidir. É uma posição para lá de respeitável – não essa específica, a meu ver um erro – mas coerente com sua posição até o momento. Os demais ministros perderam os freios há tempos, Barroso é um perigo constante e mesmo nas decisões, digamos, boas, é para todos nós muito arriscado ficar dando espaço e corda para juiz inventar leis por sua vontade.

    Nesse caso, bem como na outra ocasião do marco temporal, Zanin pagou o preço por sua coerência. Eu lhes digo que mais à frente vamos saudar essa posição dele, o STF não é flor que se cheire não. Quanto menos corda, melhor.

    E o Senado, com o Pachecão de olho no voto conservador, pode atropelar a morosidade interessada do STF, com a votação parada com mais um pedido de vista do Toffoli, uma vez que o resultado a favor da descriminalização está, até agora, encaminhado e faltando somente mais um voto para conclusão e aprovação.

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  • A guerra abençoada.

    março 6th, 2024

    Quem pensou no genocídio em Gaza ao ler o título, errou. O comentário sobre a guerra “abençoada” foi feito pelo ministro da Defesa dos EUA ao referir-se ao conflito entre Ucrânia e Rússia.

    E quem pensou que o ministro estava considerando a oportunidade de o Ocidente cercar definitivamente a Rússia em suas fronteiras, errou novamente. O ministro estava se referindo às bênçãos econômicas que o conflito proporcionava à economia norte-americana.

    Algumas vezes eu abordei esse aspecto do benefício econômico das guerras promovidas pelos EUA, geralmente eles invadem um país e depois confiscam os recursos naturais para pagar os custos da invasão. Os casos do Afeganistão e do Iraque, relativamente recentes, nos lembraram disso. Em relação à Ucrânia, ainda não sabemos quanto de dívida o país está acumulando; há quem diga que é de U$ 1 trilhão, o que já seria, neste momento, o PIB do país. Talvez por isso os EUA estejam desanimando dos ucranianos, já que a capacidade de pagamento está comprometida e não dá mais para enviar armas a crédito.

    Temos ainda Israel para sustentar a indústria bélica, porque a disposição para lançar bombas não falta, assim como o crédito com os EUA.

    Na fila, temos Coreia do Norte, China, e a Rússia sempre na mira dos EUA. Todos os países europeus estão aumentando seus gastos com armamentos e não faltará cliente para a indústria da destruição.

    Até quando?

  • Popularidade e o prato cheio na mesa.

    março 6th, 2024

    A pesquisa Quaest realizada hoje cedo mostrou uma queda na aprovação do presidente Lula e um aumento em sua reprovação.

    Embora ainda mantenha uma taxa de aprovação de 51%, e a maior queda tenha sido observada no segmento evangélico, considerando a margem de erro da pesquisa, o movimento pode ser quase insignificante. Mesmo assim, na melhor das hipóteses, ficamos no “zero a zero”. Ou seja, as mudanças ocorridas no ano e todas as conquistas não aumentaram a aprovação do presidente e de seu governo.

    A questão da rigidez nas escolhas, a famosa polarização, que ocorre em todo o mundo, parece congelar as decisões de aprovação e desaprovação, deixando uma margem estreita de manobra para os governantes.

    Quanto a nós, muitas pessoas estão associando a queda a fatores econômicos. Embora as notícias em geral sejam boas, a verdade é que neste início de ano os preços dos alimentos continuam elevados.

    Há a questão da sazonalidade e as consequências do rigor do calor do El Niño, o que tem uma explicação. Ainda não tivemos tempo de utilizar estoques reguladores para equilibrar a oferta neste período sabidamente mais difícil, porque o governo anterior esgotou os estoques e ainda não houve tempo para recompor. No entanto, sabendo de tudo isso, uma ação mais proativa seria necessária para compensar os danos ou, pelo menos, antecipar e contextualizar as queixas na realidade. Como nada foi feito, ficamos com as queixas.

    A questão da comunicação dos governos tornou-se crucial, podendo ser uma questão de vida ou morte. Cabe aos administradores e responsáveis pelo setor agir em tempo real e esclarecer ao público suas vitórias e suas dificuldades.

    Vamos em frente, tudo está dentro da margem, a polarização está consolidada e vamos nos contentando com o que sobra.

    Para o próximo ano, espero que, com os estoques reguladores recompostos, esse tipo de aumento de preço não ocorra.

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