Pular para o conteúdo
  • Sobre
  • Contact
  • marcelolfranco@uol.com.br

Blog do Franco

  • O Grande Irmão .

    junho 28th, 2024

    Depois daquele fiasco de quartelada que assistimos ao vivo na Bolívia, me pergunto quantos golpes ridículos, improvisados e improváveis teriam sido evitados se estivéssemos assistindo a tudo ao vivo, como ontem, e reagido antes do fato consumado.

    Então, o desastre do Grande Irmão, previsto por Orwell em sua visão do futuro, como quase tudo nesta vida, e de acordo com a música que diz que o homem “constrói e destrói coisas belas” o tempo todo, muitas vezes contrário até ao interesse e intenção, o desastre da vigilância constante e total, não é somente negativo; também o mal está exposto.

    Acho que os golpes de Estado, daqui para frente cercados de celulares e câmeras conectados com o mundo online, estão enterrados. Sobraram todos os demais tipos, que ainda, e por muito tempo ainda, continuarão a desgraçar povos inteiros.

    Mas não é hora de lamentar. O olho onipresente do Grande Irmão veio em socorro dos homens e mulheres de coragem, e o inesperado e feliz auxílio da luz das câmeras filmando me pareceu decisivo para o desmonte da quartelada.

    Quem diria?

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Divulgue e apoie o BlogdoFranco. Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • Golpe Tabajara na Bolívia.

    junho 27th, 2024

    Os bobocas não aprenderam que golpe de tanque na rua não cola mais; o negócio promissor agora é usar a justiça ou promover perseguição política no legislativo.

    Desde o início, aquela quartelada boliviana estava mal ajambrada: o general golpista na rua em frente ao palácio de governo, tentando entrar — depois derrubou a porta com um blindado — foi filmado ao vivo pela imprensa nacional e internacional e por dezenas de celulares de pessoas avulsas na praça central da capital La Paz, o que indicava a precariedade da iniciativa militar.

    Depois, o que se viu foi pior para os militares golpistas, confrontados em pé pelo presidente Arce — que entra para a história com seu gesto —, onde ouviram desaforos dos ministros e se retiraram para a porta novamente, esperando o que ainda não sabemos.

    Quem conta diz que esse foi o golpe 196 na história boliviana, e nós nem podemos achar muita graça, porque também temos os nossos e recentemente tentaram o mesmo por aqui. Até nos EUA, a turba de fascistas andou se engraçando e, diferente de nós — vamos mesmo punir os golpistas? — e da Bolívia — que já prendeu —, por lá arrisca o ex-presidente golpista voltar ao poder no voto.

    Um misto de vergonha e indignação toma conta da gente, assistindo ao vivo o desenrolar de uma quartelada de quinta categoria, que nos deixa um amargo que talvez todas tenham sido, aqui e lá, e deixamos passar, por covardia, ignorância ou desmobilização total.

    Na Bolívia, assistimos covardes de um lado, armados e encapuzados — como sempre agem —, e de outro, a reação corajosa de homens e mulheres indignados, prometendo resistir e evitar que a herança que colheram de avós e pais — de golpismo, violência e saques — chegasse aos filhos.

    Foram vitoriosos: os militares, correndo na praça dos populares armados de garrafas de água de plástico jogadas pela indignação, entram na história.

    Que por aqui sirva para encarcerar de vez muitos generais que andam escondidos debaixo de suas camas, esperando o esquecimento. Que sirva para encerrar os inquéritos intermináveis do ex-presidente que tudo promoveu a seu favor e contra a constituição e as leis.

    E que alguns deputados e senadores que insistem em apoiar publicamente golpes de estado em outros países sejam retirados da vida comum e comemorem golpes nas cadeias, junto com seus ídolos de sangue e lama.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Divulgue e apoie o BlogdoFranco.
    Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • A marcha do IPCA-15.

    junho 27th, 2024

    A divulgação do IPCA-15 em 0,39% para junho, abaixo das expectativas do mercado, com um soluço no acumulado dos últimos 12 meses – talvez até por esse câmbio frouxo e perigoso em alta – não interrompeu, a meu ver, a sequência de queda no ano de 2024; começamos janeiro com 4,72%.

    O fato é que, mais uma vez, as previsões do mercado estão furadas. O crescimento da atividade econômica não está provocando inflação, mesmo com a base de empréstimos bancários crescendo quase 10% em maio, o que também acabou de ser divulgado.

    Observe no gráfico acima que tem ano de IPCA-15 praticamente estável, quando não decrescente.

    No front externo, o que está acontecendo é a queda de preço de commodities, o comércio mundial diminuindo e não acelerando, e o petróleo com oferta equilibrada e preços estáveis.

    O único risco que enfrentamos é a manipulação e mentira e o câmbio frouxo. Está alto porque o BC abandonou ao Deus dará a flutuação do câmbio, que poderia ser melhor administrado e sem tanta variação. Esse câmbio sim pode ameaçar alguma inflação, se é que já não o faz, como esse pequeno aumento em junho do IPCA-15 pode revelar.

    O cuidado maior, me parece, está em outro lugar. Talvez a discussão dos juros no Brasil tenha tentado entrar em outro patamar, com uma retirada estratégica dos novos diretores indicados pelo Lula da discussão para a queda das taxas, ou até mesmo uma certa concordância com as teses de manutenção nas alturas. Se isso ocorre, ou ocorreu, é preciso confrontar essa posição com os números, com a realidade inflacionária e não as seguidas previsões equivocadas que reiteradamente encaramos. O chute para previsões pessimistas acontece todos os dias, os números depois não confirmam e o mal está feito. Ora, deixar o câmbio escapar vai provocar inflação mais para frente, e a profecia do caos se encarrega de promovê-lo.

    É preciso parar com isso. O presidente Lula também vai ver os números de hoje, vai conversar com muita gente esperta e vai, talvez, perceber que tem gente tentando enganar com essas previsões. O momento da política no Brasil está em véspera de eleição, a pauta bolsonarista ficou no moralismo e no punitivismo, um certo fortalecimento dos partidos de esquerda, até inesperado a meu ver, pode se confirmar em um resultado eleitoral melhor. E outros desdobramentos estão sendo especulados até sobre a sucessão presidencial de 2026, que vamos tratar um pouco mais para frente, estão em movimento com as decisões envolvendo o Banco Central e o ministro Haddad.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Você que acompanha o Blog, não deixe de divulgar e , quem sabe, colaborar. Se prefeir PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • Rescaldo do Copom.

    junho 26th, 2024

    Me perdoem por insistir no assunto, mas tenho ouvido algumas interpretações dessa última reunião do Copom que merecem considerações.

    Primeiro e mais importante: o presidente Lula comprou uma briga imensa com o bolsonarista Campos Neto sobre a necessária continuidade da queda das maiores taxas de juros do mundo e perdeu. E perdeu de lavada, com seus quatro diretores nomeados por ele concordando com a decisão de interromper a queda da taxa. Pior, essa parada pode se prolongar até o final do ano. Muito pior, as taxas podem até subir.

    Aí entramos no segundo ponto: a capitulação de Galipolo – supostamente o futuro indicado por Lula para substituir Campos Neto no fim do ano na presidência do Banco Central – e dos demais, que recuaram da decisão assumida na reunião anterior quando dividiram o comitê e votaram por uma queda de 0,5 ponto. De fato, a posição foi vencida, a queda foi de apenas 0,25, como queria Campos Neto, e fizeram um carnaval na mídia e no mercado financeiro com a decisão.

    Agora, segundo alguns, decidiram acompanhar a decisão de não cortar nada para não dividir o comitê onde não têm maioria para impor e assim evitar desgaste.

    Esquecem os que assim pensam no desgaste do presidente que a todos indica e indicará? Que fica isolado na posição de defender a queda das maiores taxas de juros do mundo? Mais, a partir de janeiro, quando o atual comitê sofre duas alterações e dois novos diretores nomeados pelo Lula, supostamente, darão maioria para uma decisão melhor, sem dividir tanto o colegiado. Isso, assim pensado, supõe que os atuais diretores devem ficar fingindo que concordam com as decisões atuais até que assumam e aí possam fazer o que quiserem.

    É possível imaginar uma coisa dessas? E isso favorece a posição de alguém, sobretudo uma autoridade monetária, fazendo um jogo político assim rasteiro?

    Penso que não.

    O episódio foi todo em si um desastre completo, só piora. O governo está desafiado a enfrentar essa questão dos juros altíssimos com seu programa de governo eleito. Galipolo deve colocar a mão na consciência e refletir a quem e o que pretende servir, e de que maneira.

    OBS.: A imagem que ilustra o post é do BC, provocando o governo. De fato, as máscaras caíram de um lado, faltam cair do outro.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Divulgue e apoie o Blog, ele depende também de sua participação. Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • Argentina afunda

    junho 25th, 2024

    URGENTE: PIB da Argentina desaba 5,1% no 1⁰ trimestre e país entra em recessão técnica!

    📈 PIB ARGENTINO

    • Investimento privado: -23,4%
    • Construção civil: -19,7%
    • Indústria de transformação: -13,7%
    • Agropecuária: -10,2%
    • Consumo das famílias: -6,7%

    📰 Valor Econômico

    O mais impressionante na previsível derrocada econômica da Argentina nem são esses índices desastrosos, seguidos do dramático crescimento da miséria e suas consequências na sociedade, mas o fato de, por essas bandas, o jornalismo econômico de maneira geral continuar a levar a sério esse laboratório da simbiose entre Professor Pardal, Adolf Hitler e Frankenstein governando o país vizinho.

    Não há um só aspecto positivo a destacar, além da queda da inflação que morre de inanição, como o povo que, sem recursos, nada pode consumir. A previsão do FMI, que pressiona por mais desvalorização do câmbio congelado desde o início do atual mandato, reluta em continuar financiando a dívida crescente, e a Argentina já é o país que mais deve ao Fundo em todo o mundo.

    Bilhões de dólares imprescindíveis para o país vizinho estão parados nos créditos de venda da safra agrícola, que está na sua fase comercial final por lá. Os empresários do setor relutam em trocar o dinheiro estrangeiro por moeda local no atual câmbio e pressionam. A queda de braço pode se resolver ainda nesta semana. Há quem diga que o governo leva a melhor, um tipo de operação que deixa profundas situações mal resolvidas e mágoas. Isso se traduz em apoio político em algum momento, ou na negativa dele.

    A previsão do FMI para 2024 do PIB seria de queda de 3,5%, mas com esse primeiro trimestre de horror, a previsão certamente mudará para números ainda piores.

    Muitos exemplos conhecidos servem para explicar a situação da Argentina. Há aquele do cavalo que alguém treinava para aprender a ficar sem comer e, quando estava quase aprendendo, morre de fome. E tem aquela outra do bode na sala de estar: você o coloca quando alguma coisa está mal na sua casa e depois o retira, mantendo tudo como estava antes, porque ninguém aguentava mais conviver com um bode na sala e suplicam para sumir com ele.

    A Argentina até aqui é isso: piorou tudo, colocaram o bode na sala e estão treinando o povo a viver sem comer. Depois retiram o bode e a situação fica do mesmo jeito que estava antes, com a expectativa de que não morram antes de fome. E 4 anos de sofrimento inútil, passaram.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Seguimos trabalhando e contando com seu apoio. Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • Haddad e OGlobo.

    junho 24th, 2024

    ” FERNANDO HADDAD
    Administrador de pressões internas e externas
    por MÍRIAM LEITÃO. PÁGINAS 14 a 16″

    Com direito a uma chamada de capa discreta, mas bem posicionada, e autoria de prata da casa, o ministro Haddad apareceu em três páginas do jornal O Globo na edição nobre de domingo.

    O texto, de neutro para favorável, com algumas pitadas de veneno para Lula e o PT, surpreende até pelo tamanho. Não me lembro de ter visto algo semelhante, até porque não sou leitor do jornal e fico com a repercussão para minhas avaliações.

    E até teve alguma repercussão, do tamanho da decadência dos jornais, apesar da surpresa.

    Novidade não teve: algumas notas biográficas, muitos assessores e pouco Haddad, alguma economia vista de quem senta do lado de lá. Dessa vez, sem forçar a barra.

    Qual o propósito?

    Quanto a isso, não tem mistério. Na semana em que a economia foi bombardeada e o mantra único de crítica acionado, mirando o presidente gastador, destacar a imagem do ministro preocupado com o equilíbrio fiscal e falando em desindexar salário mínimo de aposentadorias e mexer nos mínimos de gasto constitucionais — música aos ouvidos do rentismo — foi uma ação previsível dos arautos do financismo.

    Pouco ou nada se fala dos juros, o Banco Central não aparece, o bolsonarista Campos Neto passa ao largo.

    Sobra Haddad e a tentativa de mostrar ao ministro que, por esse caminho, rosas e homenagens são alcançadas.

    Não tenho nenhuma expectativa quanto ao sucesso da empreitada global, até porque Haddad age por convicção, mira o orçamento e os instrumentos de que dispõe, age conforme os limites do cargo.

    Quem foge do figurino e até se coloca acima dele tem outro cargo e outro nome: Lula. E aqui vale a pena lembrar de Meirelles no comando do BC durante os dois primeiros mandatos de Lula, quando conquistou o título de melhor economista e melhor BC do mundo. E depois, ao lado do golpista Temer, mostrou quem era de fato sem a orientação de Lula ao lado: o condutor do desastre chamado “Ponte para o Futuro”, que dispensa comentários.

    Haddad, nesse aspecto, não tem como fugir da comparação, até porque a tal matéria do jornal procurou destacar aspectos técnicos inerentes ao cargo de ministro da Fazenda, fingindo desconhecer a orientação política do governo eleito e do programa vencedor. Nada de ajuste em cima do pobre, ao menos enquanto não esgotadas as outras matérias de natureza fiscal e orçamentária, incluindo o bilhão de subsídios e desonerações, que a Globo utiliza durante décadas enquanto cobra rigor de todos os demais.

    A favor de Haddad, o fato de que ele não colabora diretamente com a matéria, que cita fontes e mais fontes, sem a palavra direta do ministro.

    E esse canto de sereia já foi muito mais eficaz, quando repercutia e provocava reações, inclusive de invejosos.

    Parece que passa ao largo, ninguém dá muita bola, fica o registro, eles fazem lá o de sempre, todo mundo sabe e o jogo segue conforme estabelecido.

    Brizola deixou por escrito: quando a Globo vai por um lado, o melhor é seguir na direção contrária. Pode ainda ser, mas aparentemente o jornal não faz ideia para onde vai e, nesse caso, seguimos sem nenhuma mudança de direção.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    O BLOG depende do apoio de todos.
    Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • A contragosto.

    junho 23rd, 2024

    Ontem, escrevi que Lula, atendendo à solicitação de seus marqueteiros, parou de usar o nome do ex-presidente, que exibia como seu espantalho favorito.

    Uma coisa que temos sempre que entender é que não é por acaso que Lula mantém — ou mantinha — o nome do adversário derrotado nas eleições. Era exatamente por isso: ele foi derrotado.

    Claro que poderia, no caso de fracasso do atual governo, ensaiar uma volta, como, por exemplo, Trump ameaça fazer. Mas o verdadeiro motivo que fazia Lula manter a opção pelo adversário derrotado, além do fato destacado da derrota, é que Bolsonaro, com sua delinquência e incapacidade, acabou transformando aliados em potencial, como a Globo e a Faria Lima, em adversários. Coisa que um outro candidato do campo da direita, até da extrema direita, pode conseguir novamente unir e obter apoio.

    A situação é essa: se fosse o caso de escolher um adversário para 2026, eu não tenho dúvidas de que Lula e o PT escolheriam Bolsonaro, para provavelmente repetir a vitória eleitoral. Um outro nome, Tarcísio, Zema e até mesmo Caiado, apesar de distantes do trono, pode sim obrigar o atual governo a uma disputa muito mais intensa pela sua reeleição. Não na questão das baixarias, onde Bolsonaro é insuperável, mas exatamente naquele terço mais volúvel do eleitorado que pode, nas suas variações de humor, complicar a reeleição do Lula.

    Olhando daqui para frente, não vejo nenhum nome capaz de evitar a reeleição do Lula, mesmo nas hipóteses de disputa que destaquei, mas não lidamos somente com o Executivo. Uma bancada melhor e mais à esquerda na próxima administração petista seria uma necessidade importante para acelerar as mudanças mais cruciais e adiadas.

    O espantalho, como chamei Bolsonaro no post anterior, é assim descartado a contragosto pelo petista, mas não é o caso da direita e até da extrema direita, capaz de juntar lé com cré, muito menos da Faria Lima e da mídia oligárquica. A disputa aperta e é a que teremos. E, parece que até já começou.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Seu apoio é indispensável . Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • Dispensado.

    junho 22nd, 2024

    O presidente Lula aparentemente mudou sua estratégia de comunicação. Praticamente todos os dias, ele concede uma entrevista para uma rádio do estado onde está visitando. As inaugurações e lançamentos de programas continuam acelerados, visando o crescimento da economia, induzido por obras e iniciativas com recursos públicos – enquanto aguarda o despertar do capital privado – e também de olho nas eleições municipais. De um jeito ou de outro, suas entrevistas pautam a grande mídia, atraem críticas, impactam o dólar e a bolsa de valores – segundo seus críticos – e têm alcançado muita gente, cumprindo um papel inestimável de prestação de contas, anúncios e conversa direta com o povo.

    Mas uma coisa, entre tantas, tem me chamado a atenção: Lula não fala mais o nome do Bolsonaro.

    Eu escrevi aqui mais de uma vez, no passado, o quanto a citação de Bolsonaro por Lula servia para expor o espantalho derrotado, que amedrontava e servia para manter atentas as tropas, tanto de um lado quanto do outro.

    Mas esse tempo parece que passou.

    Ouvi dizer que evitar a referência ao ex-presidente seria para atender a uma solicitação dos marqueteiros do Planalto. Segundo eles, a aprovação de Lula caía quando ele insistia na referência a Bolsonaro.

    Pode ser, é até provável.

    Mas por que o eleitor inclinado a aprovar Lula não quer mais saber do ex?

    Por que o espantalho não serve mais?

    Se a imagem do espantalho faz sentido, então vamos seguir na alegoria e tentar explicar: se não existem pássaros malvados ameaçando a plantação, a presença do espantalho é dispensável.

    Ou seja, para os simpatizantes do presidente Lula, ele pode dispensar o espantalho Bolsonaro de sua horta.

    E do lado de lá, fazem o mesmo?

    A cena da última propaganda eleitoral do PL, com seu presidente Valdemar sentado na cadeira e afirmando ao Brasil que, se não for possível contar com a candidatura do Bolsonaro, o ex-presidente vai escolher o futuro candidato do partido. Faltou, entretanto, combinar com o próprio Bolsonaro, que afirma dia sim e no outro também que vai reverter seu impedimento e conseguir se candidatar em 2026.

    Então, me parece que não foi só o presidente Lula quem dispensou seu espantalho; o PL também.

    Talvez pelos mesmos motivos.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Seu apoio é fundamental.
    Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • Entrincheirados.

    junho 21st, 2024

    Talvez o eventual leitor esteja cansado da insistência com que todos tratam do assunto Banco Central (BC), quem sabe na expectativa de dimensionar a importância do atual impasse.

    Bastaria ressaltar a divisão de interesses entre um governo eleito, obrigado a cumprir seu programa de inclusão com crescimento da economia, e os opositores entrincheirados no coração da autoridade monetária, empenhados em boicotar qualquer plano de desenvolvimento, contando com o apoio de toda a casta financeira nacional.

    Quem faltava proclamar seu desagravo, não falta mais. Ainda ontem, no fim da tarde, o ministro Haddad destacou a ausência do Banco Central no esforço de melhorar a vida do povo com políticas públicas adequadas. Faltou dizer que o BC, na verdade, rema na direção contrária.

    A questão é tão relevante quanto os R$ 800 bilhões que pagamos, só este ano, em juros. A matéria é tão importante que temos no Brasil dois orçamentos: um que inclui a despesa com juros e outro que não. A manobra visa separar e permitir a cobrança somente sobre o chamado Déficit Primário, que exclui juros. Incluir o pagamento de juros na avaliação do orçamento é tão escandaloso, que convém ocultar. Talvez porque R$ 800 bilhões seja um exagero, talvez porque, mesmo somando valores da saúde, educação e previdência, não alcançamos esse número obsceno.

    De qualquer maneira, e mesmo que eventualmente tratado de forma lateral, o que acontece no mundo atualmente e atinge a todos, sobretudo os países em desenvolvimento, é um movimento interno nos EUA de valorizar a própria moeda, enxugando a liquidez mundial. Alegam o combate à inflação, como fazem aqui, mas talvez haja algo mais em movimento, e os EUA agem preventivamente enquanto parte do mundo, incluindo os BRICS, começam a abandonar o dólar como moeda de intermediação comercial. Esse ainda é um movimento relativamente pequeno, mas crescente e de consequências imprevisíveis.

    E, se assim é, seria o caso de nossa autoridade monetária também agir de forma consequente, prevenindo a flutuação furiosa do dólar e não somente aumentando os juros, que já são os mais altos do mundo, provocando cisão orçamentária interna por motivo relativamente controlável. Estão agindo sobre uma coisa quando deveriam mirar em outra: o câmbio.

    Daqui pra frente, vou defender o câmbio fixo no Brasil. Existem critérios e maneiras de fazê-lo, sem incorrer em danos perigosos. Com a vantagem de assim podermos diminuir os juros escorchantes sem risco de ataque especulativo. Observe que a Argentina, que não tem um centavo de reservas, está com seu câmbio congelado com aquele maluco lá na direção, e me parece o único acerto dele até agora. Tem problemas, mas ninguém aqui no Brasil toca nesse tema, o que mostra o medo da turma.

    Finalmente, é importante salientar que os campos brasileiros estão entrincheirados, com financistas e imprensa oligárquica de um lado, e governo e imprensa alternativa do outro. Seria o caso de lembrar que o povo também escolheu um lado, ao eleger o presidente preocupado com crescimento e distribuição de renda, que deveria estar, a essa altura, livre para fazer suas escolhas e não digladiar com um opositor no Banco Central.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Estamos de volta e dependemos do apoio. Se for melhor, PIX 49071890600.
    Seguimos.

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • Não pode crescer, nem empregar.

    junho 20th, 2024

    Terminamos a semana sob muita pressão do governo sobre a reunião do Copom do Banco Central, onde se discutiu a taxa de juros para a rolagem da dívida pública brasileira. Não houve surpresa no resultado final, que optou por manter o país entre os que pagam as mais altas taxas de juros no mundo. A surpresa veio de outro lado, entre os diretores do BC nomeados por Lula, que optaram por conceder unanimidade à decisão de continuar a derrama sobre o contribuinte nacional.

    Ainda na manhã de hoje, na sequência da ressaca com esse resultado desastroso, Lula disse que os pobres brasileiros que pagam seu imposto de renda transferem para os rentistas todo o seu dinheiro dos impostos, enquanto quem pode aplicar em títulos a tudo abocanha.

    A declaração é de uma enorme tristeza, quando sabemos que o valor pago em 2024 a título de juros da dívida será de R$ 800 bilhões, para banqueiros e milionários.

    Por isso, entre outras coisas, o Brasil é o país com maior acúmulo de riqueza no mundo; nosso 1% é imbatível na sua apropriação, e, a depender dos diretores do BC, inclusive os nomeados na atual administração federal, assim vamos permanecer.

    Não temos muito a acrescentar no mérito dos debates que assistimos nesses últimos dias. Enquanto uma banda vê como um perigo o crescimento econômico e o pleno emprego dos brasileiros, uma minoria diz ver no progresso e crescimento do PIB uma ameaça aos seus interesses.

    Mais de uma vez me referi ao fato de nossos bancos bilionários serem incapazes de sobreviver em um ambiente normal de juros baixos, mínimos, apenas o suficiente para a rolagem dos títulos. Nossos bancos precisam e dependem dos maiores juros do mundo, onde escondem incompetência com voracidade. Também a maioria das empresas vive no cassino do BC, onde engordam em números gordos recursos que deveriam obter em suas atividades.

    Ou seja, preferem ganhar dinheiro na aplicação e não na própria atividade-fim.

    E, finalizando, a disputa agora é quem vai sentar na cadeira do bolsonarista Campos Neto, que sai em dezembro próximo. O que se viu na semana foi também a disputa pelo cargo futuro.

    Alguns nomes estão rolando; falamos deles em seguida.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Faça uma doação única, se preferir PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
←Página anterior
1 … 60 61 62 63 64 … 161
Próxima Página→

Blog no WordPress.com.

Carregando comentários...

    • Assinar Assinado
      • Blog do Franco
      • Junte-se a 27 outros assinantes
      • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
      • Blog do Franco
      • Assinar Assinado
      • Registre-se
      • Fazer login
      • Denunciar este conteúdo
      • Visualizar site no Leitor
      • Gerenciar assinaturas
      • Esconder esta barra