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Blog do Franco

  • 21 de abril despedaçado.

    abril 22nd, 2024

    A lembrança do feriado de Tiradentes passou quase despercebida, apesar das pautas vazias que dominaram o fim de semana. Uma delas, que gerava grande expectativa, não se confirmou: a micareta fascista de terceira idade, convocada pelo pastor maluquinho, tentou carona no bilionário e na falsa pregação de liberdade de manifestação, mas foi um fracasso em todos os sentidos.

    Apesar deles ficarem conformados, mesmo mal e porcamente mantendo o povo extremista mobilizado, na altura não se sabe exatamente para qual propósito. Temos eleições chegando, aqueles que esperam herdar votos do impedido, os desocupados e oportunistas, os que fazem planos pessoais, e a soma de tudo isso não aponta para um futuro muito promissor. Permanecem, isso é certo, mas em um funil.

    Também é verdade que dependemos do acerto das decisões econômicas para seguir adiante. O atual levante midiático com a falsa bandeira da austeridade fiscal está tão equivocado que tudo exige e aponta erros, exceto no real motivo da nossa necessidade: a taxa de juros Selic. Precisamos de austeridade aqui, na contenção da sangria dos títulos sobrecarregados por taxas exorbitantes e desnecessárias, criminosas, as quais temos insistido em apontar o equivoco..

    Mas aí ninguém mexe; nosso Brasil segue como o país de maior concentração de renda do mundo, superando a Índia e sua sociedade de castas. É a realidade, de castas também entendemos, verdade seja dita.

    Para superar esse modelo excludente e concentrador, só através do crescimento da economia e políticas sociais efetivas, que estamos reconstruindo agora após 10 anos de abandono e destruição. Isso passa pela redução dos juros, crescimento da economia e distribuição de renda.

    A micareta fascista serve para isso, afinal, nos mostra o que estamos enfrentando e nos dá ânimo para continuar superando. Direito de gritar eles têm, mas de tentar golpes, não. E, cá entre nós, desde que nossa agenda continue forte e os resultados continuados, o espantalho do bolsonarismo não é totalmente inútil; eles juntam o gado deles, e nós seguimos governando com a maioria.

  • Ninguém sabe, ninguém viu.

    abril 21st, 2024

    O desaparecimento da jornalista Daniela Lima de suas participações na GloboNews desde quarta-feira chamou atenção, especialmente após a repercussão nas redes sociais. Embora eu nunca tenha assistido à GloboNews e, consequentemente, não tenha sentido sua falta, o motivo por trás desse desaparecimento parece estar relacionado a um embate entre ela e dois dos jornalistas mais antigos da casa, sobre aspectos da Lava Jato e a prisão de Lula.

    Daniela citou o nome de Lula, mencionou sua prisão e quem a promoveu, e continuou insistindo em sua posição mesmo depois de alertada pela dupla antiga na casa. Quanto à própria Daniela, parece ser inteligente o suficiente para avaliar sua posição e tomar o rumo que lhe convém, embora não tenha ideia de qual será.

    O que surpreende é o espanto em relação ao ocorrido. Alguém imaginava que aquele grupo todo sobreviveria tantos anos no jornalismo da casa falando o que pensa? Se alguma vez pensaram alguma coisa, foi antes de aceitar o trabalho que desempenham. Talvez Daniela esteja em uma fase de adaptação ou tenha realmente decidido fazer seu jornalismo no lugar errado.

    Ali não parece ser o lugar para jornalismo; nunca foi e provavelmente jamais será.

  • O avesso do avesso.

    abril 20th, 2024

    Quando a mídia golpista solta sua conhecida matilha, ela tem objetivos claros de tentar conter a onda positiva que percebe estar em formação.

    Os principais projetos do governo são conhecidos, e os resultados começam a aparecer nas estatísticas. É importante observar que uma melhora de 3% pode parecer pouco significativa, mas quando somada ao longo do tempo, esses pequenos avanços começam a fazer diferença. É quando, para não perder o rumo e as teses, a oligarquia percebe a urgência de atacar, pois sabe que sua riqueza vem do rentismo dos juros mais altos do mundo, do arrocho salarial dos pobres e da manutenção da ignorância. São 500 anos de práticas e hábitos arraigados.

    E o que fazem agora escandalosamente, fazem na direção oposta quando convém. Na época dos governos FHC e do plano Real, quando a água começava a bater no nariz às vésperas da reeleição, nenhuma notícia negativa era divulgada. Vivíamos no paraíso tucano enquanto o povo comia calangos, e o FMI financiava a paridade do dólar à força. Claro que, passada a eleição e a vitória de FHC, todo o castelo ruiu; o segundo mandato foi um horror, e o Brasil só se levantou no governo de Lula, talvez por sorte, como era dito e afirmado pela imprensa na época. Assim ficou por anos, até que não fosse mais possível atribuir o progresso a meros golpes de sorte.

    Quando ocorreu a explosão da crise do subprime nos EUA, o Brasil e Lula foram talvez os únicos a inverter a lógica da contenção e optaram por uma política de crédito mais farto e consumo, com os resultados extraordinários que colhemos. Na imprensa, seus analistas e economistas tentavam desqualificar a política, e talvez nunca tenham reconhecido a decisão que tirou o país da crise mundial. Quando a Petrobrás descobriu o Pré-Sal, foi outro clássico de ataques sem nenhum fundamento, além de tentativas de desqualificar a descoberta que nos rende frutos e aboliu nossa dependência de importação de petróleo. Ao contrário, exportamos e já supera o agronegócio nos números da balança comercial.

    Agora que o Brasil comemora, mais uma vez, números positivos contra a miséria, fome, desemprego e tudo isso com inflação em queda, PIB que é revisado para cima a cada avaliação e reformas fiscal e tributária que se provarão ao longo do tempo, pois são equilibradas e honestas, a mídia venal prefere tocar no rumo oposto. Mais uma vez, quando vê que em breve os aeroportos estariam lotados, os restaurantes cheios, os churrascos de fim de semana disseminados e o filho de pedreiro virando engenheiro.

    Não é sorte e nem milagre, é uma descompressão de um povo carente que vive com muito pouco em sua imensa maioria. Quando o Estado se volta para eles, abandonando a concentração de recursos e aplicando políticas públicas inclusivas, o resultado não pode ser outro, senão o que já estamos observando. A questão não é por que dá certo, mas por que outros grupos políticos não adotam a mesma política inclusiva. E a resposta não é simples, pois parece envolver preconceitos e ressentimentos de classe insuperáveis.

    É hora de assimilar os golpes, que não fazem nenhum sentido, superar o momento do criminoso encastelado na presidência do Banco Central boicotando o crescimento do país, permitindo, nessa altura, que os juros futuros continuem subindo, postergando investimentos privados, ameaçando o gotejamento da queda da Selic e esquecendo até mesmo de mencionar a inflação em queda, preferindo aderir ao falso coro do ajuste fiscal que eles mesmos nunca foram capazes de fazer.

    Já deu certo, minha gente, agora é segurar o boi pelos chifres e seguir em frente

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    abril 18th, 2024
    Foto por Isabella Mendes em Pexels.com

    Como diz o ministro Haddad, 80% do atual patamar do preço do dólar no Brasil se deve à política interna dos EUA. E aumentar a taxa Selic, diminuir seu ritmo de queda ou qualquer coisa semelhante, não ajuda e não resolve absolutamente nada.

    Nosso país tem um fluxo suficiente e constante de moeda estrangeira para a promoção das trocas comerciais internacionais, não possui nenhuma dívida em moeda estrangeira e tampouco necessidade de tê-la. Então, por que o estresse?

    Muitos dos solavancos da economia mundial e do fluxo internacional do dólar, que agora os EUA sugam para financiar sua dívida interna, que parece impagável para muitos, é a razão dessa movimentação brusca.

    Seja verdade ou não, a subida do dólar poderia nem acontecer se outra política de câmbio fosse adotada, e não esse flutuante que temos desde o plano Real. Funcionou até aqui, mas pode ser que no futuro precise de um ajuste para evitar situações como a atual, que duram alguns dias, talvez semanas, e depois se acomodam.

    A Argentina, por exemplo, não possui câmbio flutuante, e a moeda está fixa em relação ao dólar desde que o atual presidente assumiu. E não para de receber elogios do nosso mercado e até do FMI.

    Toda a falação atual tem a ver com os acertos e não os erros da equipe econômica, que vai na direção contrária do entreguismo e do rentismo preguiçoso, que gosta de ganhar muito sem precisar investir em nada produtivo. Nos últimos 12 meses, o serviço da dívida pública nos custou R$750 bilhões, e você não vê um único analista ou uma única reportagem na imprensa destacando esse ponto. A tal trajetória da dívida depende muito mais da baixa na taxa Selic do que qualquer economia que o governo possa fazer no orçamento.

    A Petrobrás, outro exemplo, também não entra nessa onda de mudar todo dia o preço dos combustíveis. O barril bateu em U$90 e está caindo, ainda aos poucos, porque a confusão no Oriente Médio envolve o Irã, que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. A explicação para aguardar e ver no que vai dar é simples: 90% da gasolina consumida no nosso país é de produção interna, em Reais, não havendo motivos para flutuar preços acompanhando o exterior. E, mesmo assim, a previsão para o ano é de R$100 bilhões de lucro da Petrobrás, de novo, sem contar a Faixa Equatorial, que já vem por aí.

    O que precisa acontecer é a queda dos juros internos e a vergonha na cara do Bolsonaro do Banco Central, que o governo discretamente sugeriu uma substituição a longo prazo, sem explicar o que seria. Torço por uma transição que comece ontem e termine agora.

    Em todo o caso, a maior, mais duradoura, mais eficaz e mais importante reforma fiscal para o Brasil neste momento é a redução das taxas de juros Selic.

  • Eu vou cuidar do seu jardim.

    abril 18th, 2024

    Nosso Lula está na Colômbia e afirmou que nunca a América Latina esteve tão desunida. É de fato triste concordar com a fala do presidente e perceber como os nossos interesses comuns são cooptados e negociados por migalhas.

    Podemos continuar atribuindo a culpa aos de fora, pois eles têm parcela de culpa no interesse de manter a América pobre, desunida e fraca, mas nessa altura dos séculos, a resposta está mais aqui do que em qualquer outro lugar.

    Mesmo nosso Brasil acabou de substituir o idiota que promovia desunião e tinha como orientação diplomática com nossos vizinhos a ofensa e o abandono dos mínimos cuidados dos nossos interesses. E não ficava só no nosso continente as ofensas, parceiros mundiais como China e França eram igualmente desprezados.

    Agora temos por vizinhos alguns filhotes do mesmo ninho, que preferem manter os países do sul distantes uns dos outros e acalentados por outros, sobretudo os EUA, que, por exemplo, estão por instalar uma base militar na Patagônia e assumir o controle do tráfego marítimo do Prata, sem nenhum motivo para isso que não a submissão humilhante.

    Entre nós estamos centenas de anos atrasados, até nossos laços físicos de acesso entre os países praticamente inexistem, são poucas as pontes, os voos, as estradas e ferrovias que nos unem. Assim como Darcy explicava sobre o que faziam com a educação no nosso país, que a baixa qualidade não era um acaso, mas um projeto, também a integração entre nós na América do Sul segue o mesmo projeto de isolamento. E as ações recentes do fascista brasileiro nessa direção e as atuais do presidente argentino não deixam dúvidas.

    E se entregam por nada, apenas por vira-latinhice mental e falta de visão nacional. Esses que veem a destruição como a arma para manter privilégios e usam o caos e a pobreza como instrumento de controle social.

    Mas não dura, fracassam miseravelmente, pois é impossível permanecer destruindo por muito tempo, mas como destruir é rápido e fácil, o trabalho de refazer é demorado e custoso, e resultados demandam tempo, repetem de tempos em tempos o descalabro e voltam para destruir aqui e ali eventualmente.

    Perceba o caso do nosso déficit fiscal em discussão atualmente, atribuem ao atual governo o crescimento da dívida total em 1 trilhão, o que em números absolutos é verdade. Esquecem de explicar que o déficit é composto pelos gastos do governo e pelo pagamento do serviço da dívida pública, que depende da taxa Selic do Banco Central, administrada de forma independente pelo bolsonarista Campos Neto, com mandato até o fim de 2024. O que fez e faz esse cretino? Mantém as nossas as mais altas taxas de juros do mundo, gastando trilhões no pagamento do serviço da dívida, enquanto o gasto do governo é uma fração dessa montanha de dinheiro que corre para investidores, bancos e empresas, inclusive e sobretudo as de mídia tradicional.

    Mas quem é acusado é o governo atual, pior, ameaçam parar de reduzir a queda dos juros, provocando piores projeções econômicas e aumentando o desequilíbrio orçamentário que dizem querer proteger.

    Não é um caso isolado, é o exemplo do desafio de integração nacional que prescinde da internacional. Desorganizar a economia doméstica é o pressuposto da entrega das riquezas para os países ricos e a desculpa da falta de investimento humano e físico nas economias dependentes do sul. E entre nós permanece a inércia do desamparo e a distância cultural e afetiva que muito mais nos une do que qualquer barreira possa impedir.

    Temos entre nós quem mexe o tabuleiro da integração, faz uso de todas as armas disponíveis e trabalha sem cessar por esse horizonte. Precisamos de mais, de outros, mas os resultados virão.

  • O Brasil nos trilhos certos.

    abril 17th, 2024

    Nos últimos dias, um estresse pode ser sentido no clima geral do país. Dá para perceber que o início do genocídio dos palestinos despertou a extrema direita, antecipado pela imprensa venal em sua visão distorcida do mundo. Desde então, não se viu mais nenhuma racionalidade na cobertura do genocídio palestino, sem apelar sequer para a humanidade, totalmente inexistente na cobertura.

    A excitação parece ter disparado o apito que movimenta os extremistas. Não é a direita ensandecida que inicia o levante; ele vem escorado no ódio das palavras e reportagens cobertas de falsas premissas, que escondem a verdade dos fatos. É exatamente onde os extremistas constroem seus castelos de mentiras, retroalimentados pelo viés reacionário e cruel da cobertura da mídia sobre a destruição física e humana da Palestina.

    Nesses meses, todas as iniciativas do governo para conter os massacres foram atacadas. Enquanto o tempo foi dando razão às palavras do presidente Lula e falar de genocídio agora não assusta ninguém, no início, cada ação de defesa das vidas e apelos diplomáticos contra os massacres era apedrejada pela mídia, que trouxe assim o extremismo de volta à pauta nacional, quando eles estavam acuados com a perspectiva de criminalização de seus atos passados.

    De lá para cá, a frente fascista na política, que inclui o atual presidente da Câmara por atos e o do Senado por omissão e interesses eleitorais , foi escalando pautas reacionárias para segurar tanto o STF e seus inquéritos contra esses extremistas, quanto a condução da própria economia do país, que vai se ajustando enquanto enfrenta o saque de bilhões no orçamento por parte do Congresso e tentar evitar que o ajuste fiscal pela arrecadação possa se consolidar.

    O Brasil é como um trem no trilho torto, e o Congresso Nacional é uma miríade de interesses dispersos. Se é verdade que sempre foi assim, também é verdade que, desde líderes do tipo Eduardo Cunha e agora Lira, a venalidade submersa encontrou canal para escoar seus piores instintos.

    E se agora o STF procura remendar a barragem furiosa que ajudou a encher de furos, o mesmo não se pode dizer de todos os seus integrantes, muito menos de grande parte de juízes e promotores espalhados Brasil afora, que não se conformam com a justiça social e o cumprimento da constituição e agem mais para defender seus interesses e da classe social que representam.

    Agora, temos no executivo um polo conciliador e racional, que procura negociar saídas e prover a justiça social e econômica, enfrentando a fúria conservadora que de tudo faz para barrar um país que precisa crescer e fazê-lo incluindo o máximo de pessoas possível. Mas, até recentemente, não era assim; o executivo era de todos poderes o polo mais desagregador e irracional, que destruía tudo que colocava os olhos e onde interesses estranhos dominavam a conduta.

    Pouco mais de um ano e enfrentando os maiores juros do mundo e guerras externas, somados aos fascistas acuados e sem liderança para a próxima eleição presidencial, e a velha imprensa que vive dos juros que sustenta enquanto critica a dívida pública que ela mesma alimenta.

    E se sempre foi assim, também é verdade que não basta só acreditar no rumo que o governo busca a todos alcançar; é preciso entender que nesse tipo de atuação é preciso sangue frio e coragem, para manter firme o rumo traçado, corrigindo eventualmente onde necessário.

    O que quebra a onda reacionária é a economia, de onde atacam sem parar exatamente porque sabem. Com o STF, mesmo com alguns sem noção por lá, mas com sua maioria agindo de forma mais racional e a firme condução política e econômica do governo nos isolando do fascismo e pautando o Congresso venal, que dá seus gritos tentando inverter prioridades, vamos seguindo.

    Faz parte, temos tempo para organizar o estrago e recolocar o país nos trilhos; depois, vamos poder aproveitar melhor a paisagem sem tantos solavancos.

    Até lá é enfrentar a pauta da imprensa, os juros do Banco Central e os espasmos do Lira caminhando para o ostracismo.

  • Pavão tira a máscara.

    abril 16th, 2024

    Ministro Barroso, se alguém tinha alguma dúvida, rasgou de vez a fantasia que fingia usar nos últimos meses, enquanto os processos contra os lavajatistas vão chegando ao momento decisivo do julgamento, e decide atropelar tudo e todos na defesa dos juízes e desembargadores do TRF4 e da vara do ex-juiz Moro ocupada pela juíza Hardt.

    Talvez tenha sido um dos mais vergonhosos julgamentos da história do cambaleante judiciário nativo, onde a defesa dos crimes se deu na base de que eles não se efetivaram, o que não pode negar a intenção expressa nos atos assinados e nos ofícios encaminhados, sem falar nos diálogos entre todos os envolvidos, como nos revela o inquérito na Spoofing.

    A existência da fundação que seria administrada pelos procuradores, bilionária, criada a partir do enredo da Lava Jato, viabilizada pelo dinheiro obtido em acordos venais que sangravam o caixa da Petrobras e para uso nas piores práticas imagináveis, até uma rede própria de televisão estava na lista da gangue. Tudo isso é inegável, insuportável e insuperável, só resta a negação ridícula e absurda, mas que cobra um preço absoluto na falsa imagem de magistrado que o pavão Barroso tentava emplacar atualmente.

    Ele mesmo um membro ativo do lavajatismo, ele também combinando decisões e antecipando julgamentos, ele também apanhado nos diálogos que vazaram e constam na Spoofing ainda aguardando consequências dos crimes ali praticados.

    Recentemente, membros do STF, Moras, Dino, Zanin e Gilmar, procuraram o presidente Lula para obter apoio do executivo para as decisões do STF que enfrentam o fascismo na política e na imprensa, que mantêm o STF sob fogo cerrado. A ausência do atual presidente do STF, Barroso, nesse tipo de iniciativa tão relevante, ele que não perde uma chance de protagonismo, deixa evidente o tipo de prioridades do ministro, ocupado em proteger os fascistas da Lava Jato, apagar as suas próprias pegadas na operação e, segundo diz, virar a página.

    Não vai colar. E dizem que sua atuação de defesa do lavajatismo não pegou bem na ala anti-lavajatista do STF, a disputa andava quieta pode acordar.

  • A taxa Selic leva 7% do PIB.

    abril 16th, 2024

    Enquanto os falsos analistas econômicos, apoiados pelos jornalistas do PIG, não falam em outra coisa senão a mudança da meta fiscal para superávits menores, coisa de 0,25% pra lá e 0,5% pra cá, preservando o reajuste do salário mínimo e o investimento, a taxa de juros criminosa praticada no Brasil consome 7% do PIB anualmente, indo toda essa fortuna parar no bolso dos ricos.

    Não dá para levar essa gente a sério. O que o governo faz de maneira educada e paciente, com o ministro Haddad anunciando a mudança na meta fiscal enquanto aponta espaço para quedas maiores nos juros.

    Em 2024, acredite, as taxas reais de juros, que já eram as maiores do mundo, aumentaram! Sim, a queda da taxa acontece em ritmo menor que a queda da inflação e os juros reais estão crescendo e não diminuindo.

  • Pra frente é que se anda.

    abril 16th, 2024

    O noticiário econômico entrou em transe com a correta decisão de rever a meta fiscal para os próximos anos, que por sinal manteve uma trajetória equilibrada, como tem sido sempre nos governos do Lula, do PT e do Haddad.

    O gozo por críticas sempre acima do tom e tendenciosas, negativamente, sempre, não faz nenhuma diferença quanto ao conteúdo da medida: tirar a faca do pescoço.

    A realidade de guerras e conflitos, ainda no rescaldo da crise da Covid que desorganizou o comércio mundial e encareceu produtos, além do choque mundial de juros para refinanciar os gastos extraordinários da pandemia, estão todos alinhando e os percalços são conhecidos. Não os detalhes de cada um, a guerra, por exemplo, não está no cálculo de ninguém e acrescenta cenários ruins e imprevisíveis.

    Mas é a vida.

    O que compete ao governo que governa é se ajustar, adaptar e reprogramar seu orçamento, de onde afinal tudo vai desembocar no fim de tudo.

    A economia continua com bom andamento, inflação controlada e PIB em modesto crescimento. O alvo do governo ao propor a nova meta fiscal é, sem dúvida, por atraso da entrada do investimento privado na equação geral do crescimento. Os juros mais altos do mundo continuam fazendo estrago, adiando o investimento que sempre tem uma parte de risco que aplicar tesouro e recolher o rendimento é insuperável em segurança para o capitalista. Mas como o horizonte seria de decréscimos sucessivos da taxa, os projetos deveriam sair da gaveta, o que as seguidas declarações do presidente do BC e sua morosidade criminosa no trato da coisa pública adiam e postergam em cada palavra que sai de sua boca.

    A solução então é dar uma empurrada para os dois últimos anos, aí sem a presença desse agente do caos e da crise, o bolsonarista que adia o nosso progresso. Com a nova decisão de adiar o superávit das contas para 2027, o governo liberou R$ 196 bilhões do orçamento para seu uso, garantindo o reajuste do salário mínimo e mantendo seus investimentos.

    Desde o início do arranjo no novo arcabouço, a dependência do acerto das contas estava na arrecadação e não no corte do investimento. O que para os agentes do mercado e ideólogos antipopulares é inadmissível. Tanto faz, perderam, e o governo, como ainda não conseguiu domar o dragão dos juros exorbitantes do BC, que é o último agente infiltrado ainda capaz de fazer estragos, adiou o ajuste para abrir espaço para o crescimento fazer a sua parte no ajuste das contas públicas, sem, importante saber, comprometer o crescimento do país, que é de onde virão os recursos para mais investimentos e o aguardado ajuste fiscal das hienas.

  • Estratégia velha e alcance impensável.

    abril 14th, 2024

    A estratégia de estressar a opinião pública com escândalos sobre problemas que ela nem sabe que tem, para ocultar os verdadeiros que não quer enfrentar – ou prefere ocultar – é uma velha tática de propaganda política.

    Sua eficácia independe da realidade objetiva na maioria das vezes, uma vez que apela aos instintos e não à razão.

    Assim tem sido desde sempre, mas a atual quadra exponenciou de forma impensável e inédita o alcance da estratégia, plantando e colhendo resultados tão grandes quanto rápidos.

    O enxame de mentiras e absurdos é produzido em escala industrial, vale tudo, como sempre valeu. Observe, a novidade é a constante renovação de ataques que, de uma hora para outra, produzem estragos disseminados. E partem para outros igualmente deletérios no segundo seguinte, acumulando mal estar constante. Independente de estarem no poder ou não, o importante é manter a sociedade em constante tensão.

    O fundamento psicológico na estratégia e o quanto ela é conhecida podem ser esclarecidos com uma pequena pesquisa na psicologia das massas. O que os manuais estão aprendendo nos dias atuais é sobre a capacidade de alcançar indistintamente e manter toda a pauta diária em discussões e debates inúteis.

    Em todo o mundo, a discussão sobre como lidar com o problema está aberta. Por aqui, além de estarmos enfrentando o mesmo desafio global, temos acrescidos os jabutis que a velha mídia tenta impor na discussão. Além da remuneração por conteúdo, que é um tema sério da questão e merece resposta, incluem a responsabilização das plataformas sobre o conteúdo, que também é uma questão desde que discutida à parte, sem misturar tudo num único e suspeito pacotão.

    Por aí se tentou o apoio da velha mídia ao PL da fake news, como se elas não quisessem de alguma forma manietar a concorrência ou deixar de faturar no conteúdo próprio compartilhado. Para além disso, tentam sufocar com o temor das plataformas em enfrentar a corresponsabilidade do conteúdo produzido pelas mídias alternativas, que seriam sumariamente descartadas.

    Os ataques da velha mídia a Moska, não se iluda, apoiam o tal controle das fake news. Vem daí uma oportunidade de reiniciar a discussão perdida do PL 2630 – o PL das fake news – que foi deixada de lado no congresso por causa do enrolo que o relator Orlando Silva tentou contornar, incluindo alhos e bugalhos no projeto de lei. Isso provocou sua rejeição. O presidente da Câmara, Artur Lira, viu uma oportunidade e reabriu a discussão, assumindo para si a tarefa de refazer o projeto. O que vem dificilmente é coisa boa, e pode ser o canto do cisne do Lira, com poucos meses de legislativo à frente, com a eleição municipal no calcanhar.

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