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Blog do Franco

  • O Art.142 e a República .

    abril 3rd, 2024

    Muito, senão todo, do modo como as Forças Armadas no Brasil se veem pode ser encontrado nas origens da nossa república. Ela não foi outra coisa senão uma quartelada contra o imperador D. Pedro II. Entre os motivos invocados estava a insatisfação dos fazendeiros que perderam sua mão de obra escrava sem receber uma indenização. Por aí, podemos entender o que estava por vir.

    Na virada para o século XX, a grande preocupação da república era ‘branquear’ a população, devido ao imenso número de negros e mestiços resultantes dos 300 anos de escravidão. Não é o caso de destacar apenas aspectos negativos do início da república, mas de perceber as raízes dos problemas que permaneceram e de onde a mentalidade militar construiu sua consciência.

    A questão da tutela sobre os civis era e é tão profunda na alma militar que não abriram mão de mantê-la na Constituição de 1988, mesmo desmoralizados pelo regime ditatorial que estava acabando – e conseguiram.

    O mesmo acontece agora, apesar de apenas 4 anos de governo na companhia do lixo bolsonarista. Deu para relembrar o desastre da administração fracassada do período militar anterior. Sem conseguir impor suas vontades pela força, são rapidamente enxotados por incompetência. De novo.

    E chegamos à decisão de ontem do STF, que sobre o artigo 142 da Constituição afirmou não ser possível utilizá-lo para uma intervenção militar com a desculpa de impor uma ordem, muito menos para desrespeitar a própria Constituição. Ok, não será uma decisão do STF que impedirá futuros desmandos e golpes, mas a posição está marcada na história, algo que nunca fizeram antes.

    Mas isso não é suficiente. Sem uma revisão do conteúdo disciplinar das Forças e uma discussão ampla, geral e irrestrita sobre o papel institucional dos quartéis, essa turma de alucinados e indisciplinados, antidemocráticos, voltará a carga .

    A hora é boa para iniciar um expurgo, para iniciar um debate, para mudanças mais profundas na visão de mundo e no lugar dessa turma das baionetas. A hermenêutica das baionetas nunca prestou para nada e deve ser banida de nossa história. E quando falamos das Forças Armadas, não podemos esquecer das Polícias Militares, outro setor da vida nacional totalmente descontrolado e politizado, necessitando de uma reforma igualmente urgente e rigorosa.

    Estamos longe de tudo isso, mas já vejo sinais. E são positivos.

  • Pacto de silêncio.

    abril 2nd, 2024

    O governo de São Paulo, liderado por um ex-militar formado pelo General Heleno, que se tornou político e agora governador, nomeou para secretário de segurança um ex-comandante das tropas de choque da PM. O primeiro resultado foi o aumento exponencial das mortes decorrentes da nova atuação da polícia em São Paulo. Isso parece ter provocado uma reação interna dos comandos, provavelmente resistentes ao modelo violento, visto que a dupla governador-secretário de segurança está decidida a aposentar os resistentes – nas PMs se diz mandar para a reserva – 40% dos atuais comandantes dos batalhões.

    Um expurgo interno na força policial que só encontra paralelo no regime militar.

    Mas sabe o que me incomoda? A falta de reação. Nesse regime antidemocrático, sem transparência, que decide criminosamente confrontar e matar sem cerimônia e ainda afastar a resistência dos comandos, pode fazer tudo isso sem que os próprios policiais militares se manifestem. Penso nos cuidados que o presidente Lula, por exemplo, tem ao lidar com comandantes e como vigia sua relação com os militares, mantendo a todo custo os ouvidos abertos. E os olhos.

    O que não ocorre no caso de um governo autoritário; ele age e continua sem enfrentar oposição.

    Por quê?

    Porque a natureza desses grupos é invocar a autoridade? Quem pode manda e quem obedece tem juízo? Ou algo mais acontece com a democracia e suas práticas que parecem insuficientes para enquadrar certos grupos dentro das instituições?

    Ou talvez não seja nada disso, mas a própria essência da democracia e de seu oposto.

    Enquanto um é silencioso, opaco, imposto, excludente, cruel, frio, acumulador, feio e triste, o outro é tudo o oposto. O que um pressupõe de acordo o outro discorda, o que um exige de unidade o outro de disputa, o que um só concebe força o outro concorda.

    O que dá muito mais trabalho, enquanto o outro é apenas atalhos que não levam a lugar nenhum.

    Um promove a morte e o outro a vida.

    Um fala e o outro escuta.

    Um ou o outro.

    Essa é a questão. Ou melhor, a escolha a fazer.

  • QUÁÁC!

    abril 1st, 2024

    Um personagem de tamanho ridículo seria inimaginável e inviável sem a cobertura da mídia tendenciosa. Reportagens, séries, filmes e livros em profusão, em escala industrial, tudo sem o menor senso crítico ou jornalístico, tudo uma ilusão do tipo “Collor, o Caçador de Marajás”, ele mesmo o maior de todos os marajás disponíveis.

    O “marreco de Maringá” era isso, um juiz de quinta categoria, ignorante, provinciano, iletrado, inculto, engajado politicamente e ideologicamente, um aparelho de guerra contra o Brasil com formação nos EUA. E talvez seja algo ainda pior, que falta confirmar.

    O Russo da Vaza Jato, alguém que criava suas próprias leis, usadas apenas contra alvos pré-selecionados e escolhidos a dedo.

    Ah, mas havia corrupção nas empreiteiras. Meu amigo, existe corrupção em empreiteiras desde que construíram as pirâmides, e desde então, um estado democrático e uma justiça competente tratam de vigiar e punir sem prejudicar o próprio estado. A punição para os corruptos deve permitir que a empresa continue sua vida. A terra arrasada foi uma decisão que veio de fora, uma missão que os cretinos da Lava Jato, juízes e promotores, assumiram não sem antes obter para si mesmos as maiores regalias e proveitos legais e ilegais.

    E também nos dias atuais, como sempre, os principais problemas do Brasil não são tratados. O esquema da imprensa é um fio condutor contra o Brasil, e falar do “marreco” sem lembrar de seus verdadeiros patrocinadores é tratar sem seriedade o mal que agora estamos em parte exorcizando. Já o exorcismo da imprensa nem sabemos quando começa.

    Hoje inicia o julgamento do ex-juiz de Curitiba, sem esquecer a conveniência da data escolhida. O prognóstico é de cassação do seu mandato de senador, a esposa até mudou seu domicílio eleitoral de SP de volta ao Paraná, provavelmente para tentar recuperar o lugar perdido na eleição que deve ocorrer simultânea às municipais para a escolha de um novo senador.

    A trajetória do bufão, apesar de tudo, é uma história trágica, de um tolo que se deixou usar por tudo e por todos, achando que conduzia seu destino enquanto perseguia o maior político brasileiro de todos os tempos.

    Não estamos atrás de vingança, mas de justiça, que quem deveria promover não o fez. E, ainda estamos nos limites dos tribunais eleitorais, mas os crimes da turma precisam ser apreciados nos tribunais penais. Pode ser que cheguemos lá, na dúvida, vamos depenando o “marreco” e deixar o ostracismo fazer seu trabalho de esquecimento inexorável. A última notícia é que o STJ concluiu o levantamento dos procedimentos na Vara 13 de Curitiba, aquela do Moro. Dizem que está tudo lá, incluindo juízes, promotores e o TRF4. Esperar para ver.

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  • Maio de 1968 e a coragem de mentir.

    março 31st, 2024

    Lembrei da ida da ministra Dilma Rousseff ao senado em maio de 2008, convocada para falar sobre as obras do PAC.

    Na sua resposta ao senador fuinha Agripino Maia, uma espécie de Magno Malta sem o malte e a bíblia, Dilma selou seu nome na disputa para a vaga do candidato do Lula na sucessão. Ao comparar a coragem de mentir sob tortura, ela que aos 19 anos foi presa e torturada e cumpriu 3 anos nas cadeias, com o imperativo  de falar a verdade nas democracias.

    Alem desse dia, uma imagem da jovem Dilma altiva diante de juízes fardados escondendo o rosto da história, formam o curriculum extraordinário dessa extraordinária mulher.

    E , para os dias atuais, ainda continua servido de contraste com os covardes generais recusando responder as perguntas de seus atos diante da justiça. Preferem o silêncio, quando não continuar mentindo.

    Nada mais que isso, enquanto a menina torturada mentia para salvar as vidas de seus companheiros perseguidos pela violência dos ditadores, os algozes do passado agora revividos fazem silêncio na democracia para salvarem a própria pele. A honra, essa, jogam na lama sem a menor cerimônia .

    E se dizem valentes.

  • Good cop, bad cop.

    março 31st, 2024

    A natureza antidemocrática e golpista das forças armadas, encontrou um personagem capaz de vencer a eleição, nas condições de temperatura e pressão ideais  na sequência da derrubada ilegal de Dilma e a prisão do Lula.

    Os auto nomeados guardiães da república, tentaram mais uma vez assumir o comando do país, somando mais um capítulo na história de infâmia sequencial das intervenções militares no Brasil.

    Escolados dos longos anos de ditadura dos anos 60,70 e 80, quando sabedores que iniciaram a aventura apoiados por empresários, imprensa, setores da população e de igrejas, e terminaram abandonados por praticamente todos no final,  que os obrigou a deixar o poder com o rabo entre as pernas, não quiseram mais assumir a frente de mais um novo período autoritário, preferindo aguardar que as provocações e o gado furioso incentivado por manipulações e mentiras, descontrolado e destruidor , obrigasse o lado civil, seja ele quem fosse, de chamar a intervenção para restaurar a ordem. Que eles mesmos se encarregaram de destruir e que se apresentariam para recompor.

    O roteiro era de uma filme B, daqueles repleto de canastrões e escrito por autor sem talento ou inspiração. Mas como destruir e bagunçar são artes dominadas e praticadas a larga nos quartéis e quejandos, impor às ruas seus esquemas através dos patriotas foi relativamente fácil.

    O ex-presidente passou seus 4 anos agitando o coreto, cercado de toda os comandantes e oficiais, além de milhares de cargos ocupados por militares dobrando o soldo somados ao salário do cargo civil que ocupava.

    Foi uma farra sem data para acabar.

    As ilegalidades do dia da eleição, conhecidos e ainda sob investigação, não foram suficientes para reeleger a trupe incompetente e incapaz, apesar de tudo que foi tentado.

    Com o resultado adverso a crise que seguiu no interior das forças armadas nunca foi entre aqueles que apoiavam o desastre fascista e não o apoiavam. Mas entre aqueles que reconheciam o resultado da vontade popular e aqueles que não reconheciam.

    E uma divisão inédita no seio da família militar transbordou para o conhecimento público, entre cobranças, ameaças e xingamentos, além de promessas de perseguição até dos parentes dos que negavam apoio a uma virada de mesa .

    Dessa vez alguns dos piores entre eles – os bons ainda está difícil de descobrir –  vão pagar por mais uma afronta a constituição e a soberania popular. E com condenação por tentativa de golpe de estado, além de outras sérias acusações .

    E outras decisões sobre conter  participação de militares na política deve seguir, como aquela que impõem a reserva aos mais inclinados a política do que a vida militar.

    Entre tantos alucinados e ferozes guerreiro contra seu proprio povo, existiram aqueles que barreiraram a quartelada mais por preguiça do que por convicção. O único pensamento capaz de impedir a total adesão foi saber o trabalhão que teriam para sustentar um golpe militar nesse século 21.

    Não sei dizer se foi a covardia, a preguiça, ou a forte reação contrária que evitou a loucura. Eu sempre penso na imensa incompetência, improvisação e burrice. Um golpe que dependia de uma decisão dos golpeados  – no caso ao chamar a GLO – não pode ser levado a sério. Mas mostra que mesmo na divisão interna das forças havia aqui uma expectativa comum : dependendo do que acontecer a gente segue no poder.

    Deu tudo errado, depois de 4 anos de um governo terrível e incompetente, a quartelada fracassou e as força armadas mais uma vez estão desmoralizada. E tanto que concordam em sacrificar uns anéis para manter um resto de dignidade.

    Eu não faço ideia de como resolver essa questão, e parece que ninguém sabe. Um dia e de alguma forma a caserna deverá ser confrontada por seu pendor autoritário e seu péssimo serviço ao país. E uma solução calçada no profissionalismo, eliminar  para sempre  golpistas do interior das tropas. É uma exigência de país civilizado.

  • Democracia de fachada.

    março 30th, 2024

    Um atentado às boas práticas democráticas parece passar desapercebido por nossa imprensa atenta e vigilante .

    Imagine vocês que um candidato independente de oposição não consegue inscrição para sua presença nas eleições, e seu nome não constará na cédula eleitoral por subterfúgios e falsas alegações. E o sujeito é conhecidíssimo, de sobrenome de alcance mundial e tradicional. Mesmo assim totalmente ignorado pelo órgão de controle estadual onde tenta sua inscrição.

    Pior, nesse mesmo país a vitória eleitoral por maioria dos votos não assegura a vitória do postulante, uma obscura contagem de algumas poucas centenas de delegados substituiu a vontade popular majoritária, manipula o resultando podendo eleger o segundo colocado na eleição .

    Onde isso? Na Venezuela? Não, nos EUA .

    O candidato que não consegue sua inscrição é um Kennedy, o candidato que ganhou a eleição eleitoral no voto dos delegados e perdeu na soma total dos eleitores foi Trump, em 2016. E não foi a primeira vez que isso aconteceu.

    Durmam com um barulho desse. Como? É verdade, não tem barulho nenhum.

  • Nuvens do horizonte.

    março 29th, 2024

    A ausência do líder fascista puxando os votos nas próximas eleições, começou a ser percebida pelos próprios interessados. Promover pesquisas sobre a sucessão do presidente Lula com 3 anos de antecedência só serve para isso:  fingir que eles tem ou imaginam ter um nome viável para a disputa. Se é do jogo por parte deles seguir tentando enganar, de nossa parte compete desfazer o jogo e seguir governando.

    Também é verdade que não somem do tabuleiro inteiramente, o tempo de duração desse tipo de política caricata vem de antes do boom fascista atual, e nada indica que vão desaparecer.

    Mas uma coisa é não desaparecer, outra e disputar para ganhar.

    Em outro post escrevemos que Trump não vai ganhar a eleição de Biden nos EUA, e essa segunda derrota enterra a breve incursão do trumpismo na política do norte.

    Por aqui o bolsonarismo também caminha para seu ocaso, e, assim como vai acontecer nos EUA, os sucessores podem ser ainda piores que o original. E aqui entramos na questão central : se os herdeiros podem ou não conseguir abocanhar ou até ampliar o número de eleitores. E não temos resposta para isso, sem dúvida um nome nacional eles não tem, ainda. E embora pareça improvável que venham a ter no curto prazo –  até por conta da espécie de culto de personalidade que esse tipo de liderança promove –  o futuro não se pode prever.

    São as nuvens, aquelas que mudam constantemente, exatamente como nos ensinou Trancredo quando falava dos ventos da política. Se agora eles sopram na direção contrária dos interesses dos fascistas, e que na minha opinião deveria seguir assim, e um novo nome surgir dentro do grupo rapidamente é improvável, de nossa parte é seguir trabalhando.

    Bons ventos os levem.

  • O CAGED e o Banco Central.

    março 28th, 2024

    A reação do Banco Central do Brasil externando preocupação no mesmo dia em que é divulgado o número importante de 307 mil novos empregos diretos criados em fevereiro, deixa um gosto ainda mais amargo na boca.

    A sequência de desculpas esfarrapadas e equívocos na condução por parte do bolsonarista – e futuro investidor em fintech em Miami – Campos Neto já comentamos à larga, mas o silêncio dos diretores nomeados pela atual administração é intolerável.

    Enquanto Haddad, aproveitando o bom momento, anuncia as novas diretrizes do governo na condução das estatais, voltadas mais para geração de empregos e investimentos, sem esquecer de cumprir sem exageros delirantes de distribuição de dividendos, e o mercado, atordoado com tantas e novas e boas oportunidades surgindo, não consegue inventar motivos para tentar impedir a investida atual do governo, o Banco Central do Campos Neto tem medo de crescimento do PIB, imagina ameaças em inflação claramente em declínio, vê com ressalvas o mercado de trabalho aquecido, mas que contrata ainda com salários piores do que o ano passado.

    Fico muito preocupado não com a atuação desse atual presidente, que saiu da tesouraria do Santander pelas mãos do bolsonarismo para fazer isso aí mesmo que faz. Me preocupa o futuro do banco central, nas mãos de pessoas tão pouco proativas, sem personalidade, quase embasbacadas com a oportunidade que a vida lhes ofereceu de estar tão próximas de um governo de verdade e progressista.

    Vamos aguardar o que o futuro nos reserva, até aqui a atuação dos diretores recém-nomeados é deplorável, sobretudo Gallipolo, que se vai de fato ser confirmado na direção do BC no ano que vem, vai precisar dar um cavalo de pau na sua atual atuação como diretor. Aliás, mais um cavalo de pau, ao comparar suas críticas e retórica antes de assumir a diretoria com as atas que assina atualmente, um primeiro giro ele já fez. Sendo assim, que faça um segundo. O que, cá entre nós, para um banqueiro na posição que pretende estar, não é de maneira alguma uma atuação alvissareira, muito ao contrário disso, é preocupante quando demonstra tamanha tibieza.

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  • A piscadela do Itamaraty.

    março 27th, 2024

    Provavelmente porque está negociando sua entrada no Conselho de Segurança da ONU como membro permanente, ou talvez porque sentiu a pressão do mundo, incluindo os vizinhos sul-americanos. Até Mujica deu algumas broncas lá de seu sítio no Uruguai. Há quem diga que foi para barrar as críticas internas que certamente viriam fortes nas próximas semanas, enquanto a eleição por lá vai aproximando.

    O fato é que o Brasil, através do Itamaraty, emitiu uma nota criticando a Venezuela e algumas decisões recentes que afastaram e impedem a participação de alguns opositores nas próximas eleições. Os motivos são explicados, mas nem sempre compreendidos.

    Neste mundo onde cada país tem sua própria história e as potências mundiais defendem seu estilo de democracia enquanto intervêm e distribuem bombas a seu bel-prazer, é impossível fazer uma crítica específica e coerente. O melhor sempre é apoiar as melhores práticas democráticas e respeitar as decisões internas soberanas de cada país.

    Essa sempre foi uma característica da presença do Brasil e do Itamaraty, apoiando a autodeterminação de cada país e compreendendo as escaramuças como problemas internos de cada um. É onde as soluções, se existirem, devem ser encontradas.

    Essa carta de críticas foi um ponto fora da curva, e as intenções normalmente nesse tipo de atuação nunca estão verdadeiramente voltadas para os países aos quais dirigimos as críticas. Em algum acordo tácito de interesse brasileiro está a resposta que explica a carta endereçada à Venezuela, e por isso ela merece reservas e desconfianças.

    Isso também não quer dizer que o Brasil erra por inteiro. Ser aliado dos países periféricos no Conselho de Segurança da ONU, o que pode ser no fundo o objetivo do Brasil, pode ajudar muito na luta pela autodeterminação em outros momentos.

    A história não anda em linha reta, e nem todas as decisões são as melhores. Fica aqui a ressalva do ocorrido e esperamos melhores momentos para nossa frente externa, como estamos mais acostumados.

    E ficamos na dúvida para quem e o quê, afinal, nosso Itamaraty piscou.

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  • Cessar-fogo?

    março 26th, 2024
    Foto por Pixabay em Pexels.com

    Votado no Conselho de Segurança o cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, com validade até 9 de abril, fim do período do Ramadã.

    Estão previstas trocas de prisioneiros, na proporção de 800 para 40.

    Terminado o prazo, a matança recomeça? É o mais provável, mas essa trégua e a troca de prisioneiros podem ter força para, quem sabe, impor uma trégua mais duradoura.

    A eleição nos EUA e o crescimento de Biden nas pesquisas, à medida que fez a inflexão e passou a adotar tom mais conciliatório no conflito na Palestina, foi o ingrediente promotor do acordo, já que os EUA, com o poder fatal de veto, desta vez se abstiveram.

    A oposição de Bibi em Israel também tem agora uma oportunidade de fazer barulho suficiente para tentar afastar o genocida, mas as opções por lá nunca são animadoras.

    Quem sabe?

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