Pular para o conteúdo
  • Sobre
  • Contact
  • marcelolfranco@uol.com.br

Blog do Franco

  • Cada um no seu quadrado.

    agosto 1st, 2024

    Enquanto o Maduro vai lutando sua batalha, é bom fazermos o mesmo.

    E fiz uma coleta de frases soltas nas redes sociais enquanto a Venezuela ocupava as manchetes, para um panorama .

    .Fazem 4 meses que o Campos Neto  deu aquela guinada travando a queda dos juros. De lá para cá o juro longo só abriu, o dólar só subiu e a expectativa de inflação só aumentou. Quase todos os dias, em todos os Focus, de forma monotonica, enquanto a inflação manteve-se baixa.

    .A dívida nacional dos EUA disparou nos últimos anos sob a liderança do presidente Joe Biden e seu antecessor, o presidente Trump, que havia prometido repetidamente reduzi-la durante sua campanha de 2016.

    Quando Trump deixou o cargo, a dívida tinha crescido em US$ 8,4 trilhões (R$ 47,3 trilhões) para US$ 27,7 trilhões (156,3 trilhões), com mais da metade dos empréstimos referidos às medidas relacionadas à COVID-19. A tendência continuou sob Biden, com o presidente em exercício agora superando a marca de US$ 35 trilhões.

    .As altas taxas de juros determinadas pelo Banco Central brasileiro são um aspirador de dinheiro público do Estado pelo mercado. No acumulado de 12 meses até junho de 2024, o setor público pagou R$ 835,7 bilhões (7,48% do PIB) de juros da dívida pública. O valor supera os R$ 638,1 bilhões (6,06% do PIB) pagos nos 12 meses até junho de 2023. Os juros da dívida custaram R$ 94,9 bilhões em junho de 2024 ante R$ 40,7 bilhões no mesmo mês em 2023.

    Como podemos ver, a questão da dupla,  juros e dívida pública, poderia ser estendida a quase todos os países. Existe um problema central nos EUA e um no Brasil. O deles a necessidade de financiar a rolagem da dívida , a meu ver impagável, sugando a liquidez do dólar no mercado mundial. A nossa por um BC boicotando o crescimento econômico do país, que apesar disso segue firme.

    O FED – o BC dos EUA – depois de muitas voltas parece rumar para quedas na taxa de juros a partir de setembro. Seriam 5 quedas sucessivas programadas. Confirmada a tendência, será um alívio mundial. Mas…Trump ameaçou o atual presidente do FED para ele não mexer nas taxas até às eleições de novembro, sob pena de demiti-lo. Lá, eles tem mandato fixo no FED como nós agora – que copiamos – mas o aviso do Trump inclui a decisão de não respeitar o mandato. Eles podem.

    O que mudou recentemente nos EUA foi a probabilidade de vitória dos Republicanos. A novidade democrata Kamala assumiu o favoritismo,  isso pode ter estimulado o FED a seguir com seus planos.

    Por aqui a agonia segue até dezembro, ontem o nosso BC confirmou a manutenção das maiores taxas de juros do mundo; e o pagamento de valores indecentes para especulação. Além dos juros, decidiu abandonar o equilíbrio cambial, deixando a flutuação ao livre arbítrio da especulação, provocando a maior desvalorização de uma moeda no mundo sem nenhuma razão econômica interna ou externa para isso.

    Eu costumo entender o pagamento desses bilhões aos ricos como um pedágio que o povo paga para ter paz, quando no início de um governo do PT. Até o momento em que o Lula consegue fazer a nossa economia funcionar de tal maneira a todos ganharem, é quando a taxa de juros pode cair sem causar um terremoto.

    O ano é 2025, sem o terrorista bolsonarista no comando do BC e com a nossa economia nos trilhos .

    Boa sorte, Venezuela, fica firme aí Maduro, e boa sorte para nós, com a mudança estratégica no comando do BC em dezembro.

    Quanto aos EUA, se der Kamala, ficamos na mesma atual. Trump é imprevisível.

  • Refletir sobre o resultado na Venezuela.

    julho 30th, 2024

    Na década de 60 do século passado, em toda a América Latina, a ameaça era o comunismo e a cura eram as ditaduras militares. O Brasil ficou nessa por 21 anos.

    Cada um dos países atingidos pela praga militar foi se virando como pôde para dela se livrar, alguns mais e outros menos. Mas a praga, para ser uma praga, ameaça sempre voltar. O Brasil foi exemplo recente e a Argentina está em processo de maturação, apesar do aparente domínio civil do aloprado Milei, os militares vem chegando pelas mãos da vice Villaruel.

    A Colômbia e a Venezuela, para ficarmos só nesses dois exemplos, passaram por processos de superação da presença militar de forma distinta da nossa. Com as guerrilhas revolucionárias na Colômbia e milícias de traficantes, a passagem para uma democracia só ocorreu  mais recentemente, mas longe de estável. O processo venezuelano passa por Hugo Chávez, um militar que, de dentro, transformou as forças armadas venezuelanas em seu contrário, mas sem nunca perder seu caráter autoritário.

    Não vou contar a história da Venezuela, o maior poço de petróleo do mundo e por isso tão cobiçada. Desde Chávez e agora com Maduro, a sobrevivência do país e do seu povo sempre esteve ameaçada por golpes de todos os lados, todos querendo a riqueza do ouro negro para si, como tinha sido sempre.

    Chávez estatizou o petróleo e assim segue até hoje, convivendo com bloqueios, boicotes e ameaças, sobretudo dos EUA. A Venezuela vem tentando melhorar a vida de seu povo com enorme dificuldade e tem conseguido progressos notáveis recentemente.

    A atual eleição me parece isso, não uma eleição no nosso modo de ver, mas um teste coletivo de que tipo de apoio a política chavista ainda consegue manter no país. Não é uma eleição para ganhar, no sentido que nós entendemos, um voto a mais e pronto, resolvido. É um teste para ver se podem nos vencer e em que condições.

    É difícil explicar um processo histórico de poder, que não veio de acordos do alto nem de concessões aos ricos. Um tipo de mudança completa de orientação aconteceu na Venezuela, que custou muito ao povo promover e não vai ser jogado fora por uma disputa eleitoral empatada ou incapaz de afastar os atuais mandatários.

    Tá bom, então defendo uma ditadura?

    Vamos tentar seguir.

    Vamos lembrar da eleição de 2020 no Brasil contra o bolsonarismo. As blitz no nordeste impedindo eleitores de chegarem no local de votação, R$ 300 bilhões em auxílios caminhoneiros, Uber, isenção de impostos de combustíveis, Bolsa Família com data para acabar em dezembro após a eleição. Espionagem, porta de quartéis, ameaças, bombas, invasão e depredação. Sim, todos nós lembramos e agora lentamente vamos apurando os responsáveis. A questão é: e se eles ganhassem? Seria uma vitória democrática?

    Nos EUA, Trump tentou a mesmíssima coisa, com os mesmos argumentos e as mesmas táticas copiadas aqui. Felizmente com o mesmo resultado e derrotados. E agora tenta voltar e explica que, se ganhar, ninguém mais vai precisar se preocupar em votar daqui a 4 anos. Sim, ele diz isso nos comícios.

    E vai disputar eleição assim mesmo?

    Então democracia e eleição também servem para impedir a democracia no futuro?

    Trump promove um plebiscito e pergunta quem quer acabar com a democracia nos EUA? É isso?

    Porque pode ter sido o que aconteceu na Venezuela. Desafiados pela oposição, pela Argentina, pelos EUA, por um monte de gente, eles colocaram à prova a força de cada um e dizem que venceram.

    ( “Se eu tivesse sido eleito teríamos tomado o país (Venezuela) e pegaríamos todo aquele petróleo. Teria sido ótimo”. Donald Trump, 2023.)

    O Brasil quer ver as atas, que eles prometem mostrar.

    Mas o Brasil vai pedir as atas dos EUA? Do futuro presidente dos EUA o Brasil só reconhece depois de ver as atas? E assim vai fazer daqui pra frente com todas as eleições mundo afora?

    Ou só ignora o processo soberano interno dos venezuelanos, seja ele perfeito ou com falhas?

    Rússia e China reconheceram a vitória de Maduro, a posição do Brasil me parece enfraquecer os BRICS. Ou vamos pedir as atas do Putin? Do Xi?

    Espero ter sido compreendido.

    Quem quer tomar o poder na Venezuela, na China, na Rússia, em Cuba, na Turquia, na Arábia Saudita, na Coreia do Norte, etc, etc, etc, tem que fazer mais e melhor do que estão no poder, exatamente como esses que eu citei em algum momento precisaram fazer para chegarem onde chegaram.

    Isso nos serve?

    Penso que não, ao menos até aqui não. Mas estivemos quase lá recentemente, e se Bolsonaro vencesse onde estaríamos hoje e para onde estaríamos caminhando? Para uma democracia? E a tutela militar atualmente em baixa, quem garante que ela não tenta alguma coisa daqui a alguns anos?

    Ou seja, por isso as relações internacionais devem se guiar pela autodeterminação dos povos, cada um segundo as suas lutas e história. E que ninguém se meta. Ou Israel não faz o que quer? Ou Rússia e Ucrânia não estão lá disputando quem leva o quê? Alguém se mete? Alguém tem força para isso?

    Talvez tenhamos que admitir que os venezuelanos decidiram fechar o seu regime a entrega-lo a vendilhões e traidores. Essa crise da transparência na eleição vai definir.

  • 51 x 44 e a democracia na Venezuela segue contestada.

    julho 29th, 2024

    Parece que nenhum resultado eleitoral serve nas Américas; no fim, a contestação de fraude é quem parece sempre triunfar. Mas costuma ter vida curta, apesar do efeito devastador que causa no funcionamento interno de um país e suas instituições.

    Se houve fraude na eleição na Venezuela, alguém deve provar. O pleito transcorreu em paz, com centenas de observadores estrangeiros presentes, inclusive nosso Celso Amorim.

    Que, por sinal, ainda não se pronunciou e orientou o presidente Lula e o Brasil a aguardarem a divulgação total das atas de comprovação, que estão prometidas para as próximas horas.

    A oposição não reconhecer o resultado me parece o padrão internacional nas Américas, inclusive nos EUA de Trump, no Brasil de Bolsonaro, e na Argentina de Milei. E nem escondem; Trump acabou de afirmar em discurso ontem para seus eleitores comparecerem em novembro porque, depois, não vão precisar voltar a votar nos próximos anos. E a mensagem me parece definitiva quanto ao tipo de democracia e eleição que ele e sua turma desejam e planejam. Enquanto isso, não reconhecem o resultado na Venezuela e nem no seu próprio país.

    Boric e Paul Lacalle, do Chile e do Uruguai, dizem não acreditar no resultado divulgado na Venezuela. Rússia e China deram seu reconhecimento, Lula e Brasil aguardam.

    O que certamente acontecerá é que todos esses que já se pronunciaram de uma forma ou de outra permanecerão em suas posições, não importa que tipo de prova ou liberação de atas revele.

    Nós aguardamos a posição do Brasil, mesmo sabendo que o jogo foi jogado e agora seguem todos no mesmo lugar onde estavam. Talvez só fique mesmo o Brasil como fiador honesto do resultado, quando ele acontecer, porque todos os demais queimaram a largada e perderam a credibilidade para julgar.

    Na imagem que ilustra o post, um resumo das notícias da manhã, mas o jornal está tão desorientado com o anúncio da vitória de Maduro que trocou a autoria da contestação de Milei da Argentina pelo presidente Gustavo Petro da Colômbia, que não se pronunciou.

  • Sobre os Vices.

    julho 28th, 2024

    Como tudo na vida, a escolha do vice candidato para compartilhar a chapa majoritária pode servir para atender estratégias de curto ou médio plano. Longo prazo em politica é coisa exclusiva dos mestres .

    Vamos até o Rio de Janeiro, ou Recife, onde tanto Paes quanto Campos Neto não abrem mão da escolha, mesmo desgastando as alianças , porque pretendem depois a candidatura ao governo do estado e precisam, ou preferem, deixar um aliado no lugar. Sobre essa pretensão de deixar um aliado ou um herdeiro na política cabe um livro, de mágoas e traições, mas vá lá, deixemos os dois na sua estratégia.

    O caso da Dilma escolher Temer,  que deve ter sido a maior trairagem da história do Brasil, se remete antes a escolha de própria Dilma, que sempre foi leal e parceira, no contexto do mensalão e da necessidade de enfrentar as acusações do mensalão e da ofensiva jurídico-midiática , além da guerra híbrida contra o Brasil. Lula disse que poderia ter sido ele o candidato de 2016, caso Dilma não exercesse seu direito de tentar a reeleição. Que de fato aconteceu, e acionou o golpe porque a oposição sabia que em seguida viria o próprio Lula e o sonho da presidência praticamente desapareceria para uma geração de oportunistas.

    E estamos na expectativa de quem Kamala vai escolher para seu vice. Certamente um homem branco, o que mais tem no mercado da política ocidental. Observemos que Trump fez a sua escolha antes da desistência de Biden e num certo sentido amarrou a sua chapa numa única direção, escolhendo um clone mal ajambrado de parceiro. Chapa que impede o avanço no eleitor indeciso, que pouco ou nada acrescenta sendo já contestada no novo cenário pós Biden.

    O que Kamala vai fazer é adiar ao máximo o nome do indicado, para lançar a carta na hora mais importante, tendo assim a oportunidade de mexer no cenário mais uma vez a seu favor.

    Trump pode até retrucar, mudar seu parceiro para também trazer impactos ,mas, veja, nesse caso seria mais uma operação defensiva que exatamente um ataque. Claro que pode funcionar, numa disputa por si parelha e imprevisível.  Mas não deixará de mostrar fragilidades .

    Hoje tem Venezuela e já teve células terroristas tentando aquela de derrubar torres e provocar caos. Por aqui fizeram, lembram? E não sabemos até hoje quem foi . Mas as notícias por lá é que a eleição transcorre em paz, muito vigiada e aparentemente com grande participação .

    E o vice do seu candidato a Prefeito?

  • Eleições.

    julho 27th, 2024

    As duas últimas semanas foram marcadas por reviravoltas nas eleições dos EUA. Depois de um debate onde Biden deixou clara sua fragilidade, Trump assumiu a liderança da corrida, foi alvo de uma tentativa de assassinato e pavimentou seu caminho para a vitória. Não fosse a sagacidade do partido democrata e um Biden, não se sabe se convencido ou obrigado, a ceder o posto para sua vice, Kamala Harris, que embolou a disputa, e penso que agora ela seja a favorita. No momento. A eleição é só em novembro e… nem precisa dizer, tudo pode acontecer.

    Nem parece que, antes, em outubro, teremos nossas eleições municipais, meio esquecidas no momento em que os partidos estão promovendo seus acertos e lançando as chapas para a disputa… nos EUA (aqui também)!

    A impressão é que o governo e seus aliados se sairão melhor que em 2020, talvez bem melhor, mas é cedo pra saber. O bolsonarismo está totalmente em crise, com tendência de agravamento, com muita gente pulando fora do barco e outros jogando em duas canoas. Alguns fiéis permanecem, mas parecem esperar que os extremistas se lasquem e deixem para eles os votos.

    E antes de ambas, no próximo domingo, teremos as eleições na Venezuela, que prometem pegar fogo. A vitória esperada de Maduro será apenas mais uma das muitas batalhas que o país enfrenta e enfrentará. O resultado tem tudo para ser contestado, mas penso que, se algumas escaramuças ocorrerem, espero que isoladas e de menor consequência, o país volte rapidamente à sua normalidade, que significa sempre estado de atenção e tensão, mas segue.

    Estamos de olho.

  • Volta dos que não foram.

    julho 27th, 2024

    “Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.” – Dilma Roussef, 2016.

    Na tardinha dessa sexta o Presidente Lula compartilhou a foto acima, explicando que tratava-se da visita de Dilma ao Palácio do Planalto, de onde foi golpeada e destituída do cargo em 2016 e nunca mais retornara.

    É bom destacar a foto, o fato, a gentileza e a história . E a elegância delicada de dois anciões que dedicaram toda a vida ao Brasil.

    E que continuam a fazê-lo, num certo sentido como aquele marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar. Mas que conhece o caminho, sabe dos atalhos e onde quer chegar.

    Em 2013 o nosso Brasil entrou no roteiro do caos, da desorganização, da aventura, com resultados catastróficos e que atrasaram nosso desenvolvimento por uma década.

    Era comum na minha juventude ouvir isso, que os anos 80,90 etc, eram décadas perdidas em crescimento e melhor vida e dignidade a todos.

    Depois foram os anos da gente de uma geração descobrir que não precisava ser assim, um modo muito melhor, inclusivo, soberano, acolhedor e por isso eficaz, existia e podia ser implantado.

    Como de fato foi, até que os urubus que nos sobrevoam descessem para o banquete .

    Mas não é isso agora, porque Dilma passeia novamente nos corredores do Palácio e sorridente, escorada no seu parceiro e promotor. E quando isso está acontecendo no nosso Brasil, eu sei e digo, é porque muita coisa está no seu lugar ou caminhando para estar.

    E nós seguimos juntos.

    Bem-vinda.

  • Palavrório Inútil sobre a Eleição Venezuelana.

    julho 25th, 2024

    O blá-blá-blá na véspera da eleição na Venezuela envolvendo Lula, Maduro, Fernández e até a ministra do TSE Cármen Lúcia, não foi bom, fragilizando uma eleição que por si só já seria pra lá de complicada.

    A oposição na Venezuela parece que vai perder, e, apesar das pesquisas para todos os gostos e resultados que saíram quase diariamente, a eleição vai ser apertada, segundo afirma Brian Mier, correspondente da Telesur que está em Caracas acompanhando a véspera do pleito que escolherá o próximo presidente da Venezuela.

    Mas o que nos interessa observar é que, ou o presidente Lula dispõe de alguma informação reservada e procura se preservar ou mesmo preservar a eleição na Venezuela para que funcione da maneira mais transparente e eficaz possível, ou ele decidiu se colocar acima da história conturbada do país vizinho, numa crítica pesada logo na véspera e por motivos não muito claros.

    Que, a meu ver, poderiam ficar para depois da eleição, a menos que a gravidade ainda desconhecida demande uma resposta ou posição antecipada.

    Maduro falou em banho de sangue na hipótese de vitória da oposição, mas se referiu à violência que seria desencadeada contra ele e seu grupo. Lula pareceu entender que Maduro ameaçava de alguma forma, o que não foi o que entendi vendo a declaração completa. É bom lembrar que a retórica de guerra em caso de derrota, seja em que contexto for, não é exclusiva de Maduro. Trump a repete diariamente em seus comícios, Bolsonaro o fez em várias ocasiões, e todos se deixam levar por retórica inflamada que não se confirma depois, felizmente.

    Não bastasse Lula, o ex-presidente Fernández da Argentina concordou com as falas do nosso presidente e foi desconvidado a comparecer como observador. E Maduro, retrucando a fala de Lula, afirmou que a eleição no seu país é mais segura que nos EUA, na Colômbia e no Brasil, porque lá as urnas são auditadas. A fala irritou Cármen Lúcia, que cancelou a ida de observadores do TSE no dia da eleição, que acontece no próximo dia 28.

    Ou seja, um festival de tropeços, aparentemente desnecessário e intempestivo, que acaba por isolar a Venezuela ainda mais nesse momento tão importante e decisivo para os próximos anos no país.

    Se foi tudo retórica, as falas de todos os personagens e suas atitudes estão equivocadas.

    Se alguma coisa acontece sem o nosso conhecimento, também não é bom e deixa em suspenso o processo eleitoral, que por si só é um desafio dos maiores para qualquer país no mundo.

    Torcemos pela paz, por eleições livres e que vença Maduro, ainda o nome para conduzir a Venezuela nos próximos anos, apesar de todos os pesares e enormes dificuldades, inclusive pessoais.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Apoie e divulgue o BlogdoFranco.blog.
    Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • O G20 e o combate à fome no mundo.

    julho 25th, 2024

    Na reunião de ontem e em sequência da exposição da proposta do Brasil, de taxar bilionários no mundo e usar os recursos no combate a fome, houve uma aceitação geral da ideia, que agora depende de se viabilizar para sua implantação.

    E aí, me parece, que morrem todas as boas iniciativas : quem e como pagar?

    A proposta do Brasil não vem do vazio, apresenta o problema e sua solução: taxar as grandes fortunas em 2% e arrecadar U$ 200 bilhões anualmente .

    E a Alemanha já disse que não aceita implementar a taxa proposta .

    Vamos ver como segue a reunião do G20 no Rio de Janeiro, com a presença dos ministros das finanças dos países do grupo, se alguma outra proposta para financiar o combate a fome vai surgir ou se ficamos na concordância de combater o mal sem no entanto promover os meios.

    O que não seria exatamente uma surpresa, lembrando de tantos compromissos com preservação do meio ambiente acordado nesse fórum e em outros, todos solenemente ignorados depois. Devemos ter ao menos uma tributação progressiva e mais rigor contra evasão fiscal e maior cooperação contra lavagem internacional de dinheiro.

    A presidência de turno é do Brasil, nossa experiência e sucesso no combate a fome é conhecido e reconhecido mundialmente, o que permite alimentar uma dose de esperança de que alguma solução intermediária possa surgir.

    Ficamos na louvação da proposta e encaminhamento para a reunião do G20 de novembro, também aqui no Brasil. Só que com a presença dos presidentes, onde, talvez, o combate à fome no mundo se torne não somente a marca nacional do nosso Lula, mas uma conquista mundial.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Apoie e divulgue o BlogdoFranco.blog.
    Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • Adiantar a nomeação no Banco Central? Por quê? Para quem?

    julho 24th, 2024

    A mídia e seu patrão, o Mercado, não satisfeitos apenas com os maiores e mais lucrativos juros do mundo, pretendem prolongar o pedágio que o governo Lula aguentou até agora e até o fim de 2024, trabalhando dia e noite para manter o privilégio de ganhar sem produzir indefinidamente.

    Se no debate orçamentário, tão em moda, onipresente e seletivo na escolha de alvos, fosse sério – o pagamento de bilhões no maior programa mundial de concentração de renda, que dura 30 anos desde o início do Plano Real e que não foi inteiramente interrompido nem nos governos Lula 1 e 2, um pouco no governo Dilma e depois sofreu uma queda artificial com Guedes mirando no dólar alto para vender nossas empresas ao estrangeiro o mais barato possível – ocorresse, a todos os interessados seriam as taxas de juros os verdadeiros vilões de qualquer contabilidade ou análise sobre déficit fiscal no nosso Brasil.

    Como não se trata de esclarecer e buscar soluções, mas sempre de esconder, camuflar e manter privilégios, o debate não acontece enquanto a intenção está sempre focada na ameaça ao modelo de acumulação desenfreada no mercado financeiro e nunca na produção.

    A escolha do novo presidente do Banco Central, por todos os motivos, é uma decisão chave nesse processo. Por isso, o nervosismo total e as táticas de sabotagem do atual presidente bolsonarista no cargo, lutando com todas as forças e com todos seus interessados, sobretudo o braço financeiro na mídia, que nem é mais comprado ou coisa parecida, mas uma coisa só, na relação de empregado e patrão, de quem manda e quem obedece.

    Olhando o retrospecto das nomeações do Presidente Lula, é fácil observar que ele não tem tido nenhuma pressa em nomear seus indicados a cargos relevantes. Temos os casos do STF, com Zanin e depois Dino, e o PGR, todos nomeados quando a conveniência do governo imperou, jamais os interesses em volta.

    É mais certo pensar em uma repetição do padrão no caso da escolha do novo presidente do BC do que apontar um nome meses antes da nomeação, oferecendo aos interesses um prazo para atacar o escolhido sem que ele disponha dos poderes do cargo para sua defesa.

    Uma vez
    Mensal
    Anualmente

    Apoie e divulgue o BlogdoFranco.blog
    Se preferir, PIX 49071890600

    Faça uma doação mensal

    Faça uma doação anual

    Escolha um valor

    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00
    R$5,00
    R$15,00
    R$100,00

    Ou insira uma quantia personalizada

    R$

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Agradecemos sua contribuição.

    Doar
    Doar mensalmente
    Doar anualmente
  • O tripé falido e a necessidade de congelar o câmbio no Brasil

    julho 24th, 2024

    Os 30 anos do Plano Real serviram para todos relembrarem os fundamentos do combate à hiperinflação nos países latino-americanos e sua dependência do dólar, numa época sem pré-sal e preços de importação astronômicos e sem contrapartida de exportação, sobretudo dos derivados do petróleo.

    Várias tentativas fracassadas até conseguiram amarrar a moeda brasileira ao dólar, que era um dos fundamentos do plano, entre o ajuste fiscal, juros exorbitantes, fim das nossas indústrias e um futuro sem aumento de preços e sem crescimento econômico. FHC sabia e dizia governar para um terço da população, o resto que explodisse em fome e miséria. O que de fato ocorreu.

    A reeleição do presidente Lula mudou, mais uma vez, esse cenário desolador. A sorte do Plano Real foi o primeiro governo Lula, que tirou o Brasil do pântano dos juros altos, do crescimento medíocre e da mentalidade neoliberal. Essa mentalidade tenta continuar se impondo, mesmo após mais fracassos da ponte para o futuro do golpe parlamentar e do desgoverno fascista. Um misto de preguiça e incompetência assola o país desde sempre, interrompidos esses períodos de mediocridade pela dinâmica do presidente petista e seu esforço por distribuição de renda e melhoria geral de vida das pessoas.

    Mas o horizonte para o dólar não é mais promissor, de reserva de valor incontestável no mundo e única opção referencial entre trocas comerciais das nações. Cada vez mais, aqui e ali, a disposição para enfrentar esse privilégio cresce, desafiando as décadas do domínio da moeda dos EUA no mundo. Vou dispensar as diversas iniciativas em andamento, dos BRICs, da Arábia Saudita abandonando o petrodólar, até a dívida interna americana e seu desespero de refinanciamento de uma dívida impagável a essa altura, que concorrem para o encerramento dessa moeda única e onipresente.

    O Brasil enfrenta, nas últimas semanas, um ataque contra sua moeda, apesar dos juros altíssimos, que têm sido a ferramenta para conter esse tipo de especulação. Mas pode ser que o dólar esteja mesmo descontrolado, espremido por dúvidas na condução futura do país norte-americano e eleições próximas. Uma maneira de contermos essa especulação sem sentido, uma vez que todos os quesitos econômicos estão em ordem internamente, seria fixar o valor do câmbio e amenizar essas flutuações descabidas. E nisso, até a vizinha Argentina quebrada consegue fazer.

    Acho que está na hora de aproveitar a comemoração dos 30 anos do Plano Real e acabarmos de vez com o tripé econômico de inspiração da época do Plano Real : câmbio flutuante, meta de inflação e objetivo fiscal , que inventaram. Se serviu para ancorar as expectativas, como gostam de afirmar, agora faz o oposto e azucrina nossa economia e estressa, sem nenhuma razão, as nossas empresas importadoras através de variações bruscas do câmbio, além de provocar inflação de importados de preços indexados em dólar.

    Chega disso, é hora de câmbio fixo. Melhor, administrado a nosso favor e não contra.

    Meta de inflação factível e fiscal administrada, permanecem, e tratamos disso depois.

    Quanto a imagem que ilustra o Post, com as diferenças  entre câmbio oficial e paralelo da Argentina, não é o exemplo adequado a ser seguido. Mas mostra o quanto o problema aqui no Brasil é superestimado.

←Página anterior
1 … 56 57 58 59 60 … 161
Próxima Página→

Blog no WordPress.com.

Carregando comentários...

    • Assinar Assinado
      • Blog do Franco
      • Junte-se a 27 outros assinantes
      • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
      • Blog do Franco
      • Assinar Assinado
      • Registre-se
      • Fazer login
      • Denunciar este conteúdo
      • Visualizar site no Leitor
      • Gerenciar assinaturas
      • Esconder esta barra