
Na reunião de ontem e em sequência da exposição da proposta do Brasil, de taxar bilionários no mundo e usar os recursos no combate a fome, houve uma aceitação geral da ideia, que agora depende de se viabilizar para sua implantação.
E aí, me parece, que morrem todas as boas iniciativas : quem e como pagar?
A proposta do Brasil não vem do vazio, apresenta o problema e sua solução: taxar as grandes fortunas em 2% e arrecadar U$ 200 bilhões anualmente .
E a Alemanha já disse que não aceita implementar a taxa proposta .
Vamos ver como segue a reunião do G20 no Rio de Janeiro, com a presença dos ministros das finanças dos países do grupo, se alguma outra proposta para financiar o combate a fome vai surgir ou se ficamos na concordância de combater o mal sem no entanto promover os meios.
O que não seria exatamente uma surpresa, lembrando de tantos compromissos com preservação do meio ambiente acordado nesse fórum e em outros, todos solenemente ignorados depois. Devemos ter ao menos uma tributação progressiva e mais rigor contra evasão fiscal e maior cooperação contra lavagem internacional de dinheiro.
A presidência de turno é do Brasil, nossa experiência e sucesso no combate a fome é conhecido e reconhecido mundialmente, o que permite alimentar uma dose de esperança de que alguma solução intermediária possa surgir.
Ficamos na louvação da proposta e encaminhamento para a reunião do G20 de novembro, também aqui no Brasil. Só que com a presença dos presidentes, onde, talvez, o combate à fome no mundo se torne não somente a marca nacional do nosso Lula, mas uma conquista mundial.
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