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Blog do Franco

  • De Lira.

    abril 11th, 2024

    O presidente da Câmara perdeu as estribeiras e começou a ofender e atacar publicamente o ministro Padilha, que é o articulador político do governo no Congresso.

    O motivo de tanta ira de Lira é a derrota da votação de ontem na Câmara, quando a maioria dos parlamentares optou por manter a prisão do miliciano acusado de mandar matar Marielle.

    Lira fez de tudo, juntamente com seu grupo, os bolsonaristas incluídos, para libertar o miliciano, em vão.

    A conta da derrota foi toda para Lira, que atingiu até seu candidato à própria sucessão, algo mais que relevante considerando que o próprio Lira anda tomando café frio ultimamente.

    A reação furiosa ainda não repercutiu, mas acontecerá em breve. O presidente Lula elogiou publicamente seu articulador agora à tarde também, garantindo que Padilha tem uma missão difícil, mas a cumpre muito bem e continuará.

    Eu penso que fica nisso, uma briga meio na base pessoal, algo que Lira fez questão de assinalar e deixa assim uma porta para isolar o conflito.

    Padilha é o futuro, Lira vai ficando para o passado.

    Dizem que a disputa em Alagoas, reduto eleitoral de Lira, também não anda boa, com seu rival Renan Calheiros – e o filho, ministro, Renan Júnior – vão fazer 60% das prefeituras do estado. A turma de Lira não chega a 30%.

    É esperar para ver.

    Tem mais, com relação à sucessão da presidência da Câmara, o candidato de Lira perde força junto com seu padrinho e o pastor do Republicanos cresce nas apostas. Nem Lira nem os bolsonaristas querem o pastor na liderança da Câmara.

    Ou seja, motivos para tamanha fúria não faltam, o que parece faltar é força para mudar o quadro de decadência.

  • Sem máscaras.

    abril 11th, 2024

    Ontem foi uma oportunidade para observar os rigores dos justiceiros encastelados na Câmara dos Deputados. Próximos dos dias de votação sobre a proibição de qualquer quantidade de posse de maconha como crime, eles votam pela soltura do suspeito de assassinar a vereadora Marielle.

    Na comissão, ainda foi possível ouvir alguns argumentos inacreditáveis, sugerindo que assassinos não pegos em flagrante têm direito a responder em liberdade. Mesmo quando se trata de um crime de tamanha gravidade, cometido por alguém com poderes enormes tanto para fugir quanto para intimidar e obstruir os inquéritos, como, aliás, fez durante anos seguidos.

    Até o filho 02 do presidente precisou gravar um vídeo defendendo a soltura do criminoso, ausente do plenário em mais uma daquelas viagens internacionais obscuras, precisou romper o silêncio para dar satisfação às suas bases, todas esperando o apito do cachorro sobre como proceder.

    Não sai barato essa defesa aberta de um criminoso tão perigoso e audacioso. O caso é de conhecimento amplo e impacto, os deputados e seu líder, Arthur Lira, promoveram mudanças regimentais de última hora para evitar exposição demais, como a diminuição do tempo de debate e de falas, inclusive dos líderes do plenário. A coisa precisava ficar na moita, mas nem assim conseguiram. Mais uma vez o governo, que enfrentou a questão e escalou seus principais articuladores, quis manter Brazão na prisão. Até porque o bolsonarismo queria mandar recados ao STF e ninguém aguenta mais recados dessa gente.

    Quem anda perdendo o rebolado é Arthur Lira. Apesar de seguir manobrando sem critério e limites, vai perdendo no voto e suas teses estão ficando pelo caminho. Só lhe resta o extremismo de direita; em seu estado, o adversário são os Calheiros, pai senador e filho ministro, que ocupam o centro e centro-direita, até flertando com a centro-esquerda. Lira já vê o fim do seu túnel, com as eleições municipais no segundo semestre e a paralisia quase total do parlamento, faltam apenas algumas poucas semanas para seu poder acabar. Parece que já começaram a servir o café mais frio para ele.

    O bolsonarismo deve enfrentar mais um ponto de fragilidade agora. Brazão deve pegar uns 100 anos de cadeia e só vai restar a delação e acordos. Cobras e lagartos são esperados. Isso se coisa ainda pior não sair da boca imunda do miliciano assassino. A votação de ontem que manteve a prisão do bolsonarista Brazão foi mesmo um recado, para os Bolsonaros e Liras, que o tempo não corre mais a favor deles, muito pelo contrário.

  • Bateu, levou.

    abril 9th, 2024

    A mudança na orientação das atitudes do governo em relação às críticas e às mentiras contrárias está tomando corpo de forma inédita neste episódio envolvendo o Moska.

    Até a reação do STF, embora mais contida, não deixou sem resposta a sequência de impropérios do bilionário maluquinho.

    Havia uma posição antiga de deixar sem resposta os ataques dos adversários durante os períodos entre as eleições. Responder a acusações ou tentativas de polemizar era encarado como uma oportunidade para os críticos se destacarem, mas ao responder, o governo colocava-os na defensiva, uma posição indesejada e rechaçada.

    Isso mudou.

    E é interessante notar que quem levantou essa bandeira foi o então presidente Collor, enxovalhado e atacado por tudo e todos. Ele lançou a máxima do “bateu, levou” no trato dos debates públicos.

    Talvez porque o resultado tenha sido o fim do governo Collor, deixando a impressão de que essa tática não era lá muito recomendável.

    O que não está acontecendo agora.

    Com as fábricas de ataques a mil por segundo, atraindo até mesmo interesses de bilionários desocupados, a situação tomou outro rumo e os governos atacados resolveram responder no mesmo tom e no mesmo momento.

    Tempora, mores.

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  • O PL 2630 pousou no Moska.

    abril 9th, 2024

    O atual levante fascista contra o governo brasileiro e seu poder judiciário continua, enquanto o cerco vai se fechando inexoravelmente contra os golpistas. Era esperada uma reação, mas não era esperado que ela viesse de fora, do bilionário fascista dono do X, que aproveita seu alcance descomunal para fazer seus movimentos.

    O objetivo não está claro; há quem ache que são interesses econômicos frustrados, outros que ele está atacando a China através do Brasil, alguns acham que ele está querendo atingir Biden. E há quem pense que ele quer proteger seu aliado periférico do bolsonarismo agonizante exatamente pelas mãos da justiça.

    Como o maluco começou falando do ministro Moraes e agora incluiu o presidente Lula nos ataques, pode ser mesmo um apito geral do fascismo mundial e uma manifestação de uma personalidade irresponsável que adora uma polêmica para se distrair nos dias entediantes.

    Seja qual for o motivo, ou a soma deles, a nossa turma interna amoitada no PIG aproveita para tentar ressuscitar o PL 2630, aquele das fake news que anda esquecido porque incluiu um monte de coisa que não deveria, que discutimos aqui, e acabou na gaveta por excesso de esperteza.

    Não por acaso, tentam emplacar, usando os interesses inconfessáveis do Musk como biombo para seus próprios interesses igualmente inconfessáveis.

    Não vejo por parte do Congresso nenhum entusiasmo; o ano é curto em prazo por conta das eleições municipais, e o governo apressou a regulamentação da reforma tributária aprovada no ano passado, que é uma prioridade. A matéria chega na Câmara semana que vem e deve monopolizar a atenção.

    O Pachecão não perde a oportunidade e diz que algum dia faremos esse controle das redes sociais. De fato, o mundo todo discute o melhor caminho. E certamente ele não passa por incluir na nova regulamentação um monte de interesses para facilitar a tramitação e aprovação da lei. No caso brasileiro, o resultado foi o oposto, e para ressuscitar o PL 2630 no futuro, penso que só será possível se desdobrar o projeto em uns 3 ou 4, cada qual tratando de um assunto específico.

    O Moska continua atacando; efetivamente, nenhuma ameaça foi cumprida. É sim um momento de reagir não só a ele, mas ao conjunto fascista que tem mais uma micareta convocada para dia 21 no Rio de Janeiro.

    Falta concluir o trabalho e mandar o chefe para a cadeia. E, sobre isso, até agora, falta saber a conclusão do despacho do MP sobre a estadia do ex-presidente na embaixada da Hungria. Ao menos uma torna eletrônica precisa ser adotada. Depois que ele fugir, não adianta.

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  • O rio corre para o mar.

    abril 8th, 2024

    A virada para 2024 e a convicção de que mais uma vez Lula e seu governo estão atendendo às verdadeiras necessidades do povo reacenderam as chamas dos conservadores, agora aliados aos fascistas.

    O conservador é aquele que está satisfeito, tem sua vida resolvida ou encaminhada e prefere mantê-la assim; qualquer sombra de mudança é vista como uma ameaça e ele a rejeita.

    O fascista abrange diversos tipos, incluindo o conservador, mas é mais promovido por oportunistas que veem a chance de ascensão que normalmente não teriam. Eles desequilibram o jogo para cavar crises, e se não conseguem, ninguém ganha, o que para eles é um consolo.

    Um governo como o de Lula é inclusivo, proporciona oportunidades, e a ascensão ocorre quando essas oportunidades são aproveitadas. O que a maioria das pessoas precisa e não tem é uma oportunidade.

    Outra crença do conservador é em bloquear oportunidades, vistas como uma grande ameaça.

    Quando um governo como o atual se estabelece, é justo que a pessoa pense que melhorou de vida por mérito próprio, pois é exatamente isso. Ninguém é capaz de resolver todos os problemas; um bom governo é aquele que não fornece todas as soluções, mas sim abre caminhos para que cada um trace o seu próprio percurso.

    Por isso, o governo de Lula sempre tem êxito e os outros não. Abrir caminhos é crucial, pois a quantidade de potencial acumulado nas vidas é inesgotável. Uma avalanche se forma e transforma a contribuição individual em progresso coletivo.

    Posteriormente, parece mágica, brotando sem que se saiba de onde, porque na verdade não vem de um lugar específico, mas de todos.

    Esse segredo é conhecido, inclusivo e eficaz, mas ninguém o implementava antes, e aí reside a razão dos acertos anteriores e atuais.

    Funciona porque a vida quer dar certo, a juventude quer viver e conquistar; quando de alguma forma é possível enxergar o horizonte, caminhar até ele torna-se um instinto.

    Estamos novamente no caminho certo, as comportas da nossa criatividade, disposição e possibilidades estão mais uma vez se abrindo, embora ainda não completamente, o que depende mais do esforço coletivo em aproveitar o momento do que de uma decisão adicional do governo.

    Em seguida, certa ingratidão é normal, pois o mérito é próprio, uma vez que alguém tenha ajudado no começo. Mas deixemos isso para outra discussão; por enquanto, aproveitemos e sigamos o nosso próprio caminho, trabalhando e permitindo que todos façam o mesmo.

    Não há nada a conservar do modelo anterior, nenhum benefício na ação destrutiva do fascismo. O que funciona é viver e deixar viver, permitindo e proporcionando vida.

    Essa é uma fórmula infalível para progredir; testada, aprovada e reincidente.

  • A Moska.

    abril 8th, 2024

    O bilionário australiano não defende a liberdade de ninguém, exceto a sua própria e a do seu grupo, quando se trata de manipular, transgredir, desrespeitar limites e impor uma falsa realidade que os favoreça.

    Eles mentem tanto quanto necessário para sustentar suas falsas teses e interpretações dos fatos. Promovem o ódio, o racismo, e são os plutocratas de um mundo idealizado onde eles ditam as regras e nós obedecemos, consumindo seus produtos.

    Buscam alinhar um discurso fascista global enquanto afirmam defender a liberdade. Agredir e confrontar qualquer pessoa, instituição ou país que se oponha às suas perversidades é o mínimo que fazem.

    Enquanto no Brasil avançamos na economia e refazemos os processos e projetos necessários para o nosso desenvolvimento soberano, o fascismo se ocupa em tumultuar, tentando perturbar a paz e o equilíbrio necessários nos debates onde as decisões são tomadas. O que eles pretendem é desgastar, remover o elemento racional da base onde as transformações pacíficas e consensuais são construídas. Preferem sempre a disputa baseada no ódio e no rancor, pois é assim que conseguem disseminar suas ideias nocivas.

    É isso que estamos testemunhando, e isso não é algo novo. O Brasil vem enfrentando esse tipo de guerra desde pelo menos 2008, com o escândalo do mensalão, passando por 2013 e o movimento “não vai ter copa”, até a Operação Lava Jato. Conseguimos reagir quando começamos a entender melhor os mecanismos dessa guerra híbrida, também porque algumas instituições anteriormente cooptadas passaram a encarar com desconfiança e agora estão em combate aberto. Além disso, passaram a sofrer ameaças do monstro que ajudaram a criar.

    O “Moska” do Twitter, agora “X”, é um agente de destruição de reputações, um general do caos, aliado a todos os extremistas de direita no mundo. Age apenas de maneira deletéria, engajada, parcial, excludente e elitista. Um plutocrata engajado, abertamente contra um mundo mais justo e multipolar. Um verdadeiro lixo.

    Quando o Brasil entra no radar e nos interesses desse grupo, temos a oportunidade de entender melhor as práticas desses liberais, e o resultado é sempre um choque de interesses. Eles querem tudo, enquanto nós só queremos cuidar bem do que é nosso, sem interferências.

    O bolsonarismo é nosso lixo, de certa forma precisamos continuar limpando, pois o líder está inelegível e a caminho da prisão. A pressão contra os criminosos deve continuar, impedindo que eles destruam nossa convivência e nossa prática democrática inclusiva.

    Eles não nos permitem paz, não aceitam a tranquilidade. Que a espada da lei imponha limites a essa fúria destruidora.

    Defender a justiça, a democracia, e continuar impondo a derrota e a lei ao lixo fascista.

    Não é um passeio, mas estamos progredindo.

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  • Como o velho marinheiro.

    abril 6th, 2024

    Todos os dias alguma notícia tenta levantar polêmicas, intriga ou desdenhar da condução geral do atual governo e suas decisões.

    O que eles tem em comum é o vazio, não duram nem as 72 horas normais de sustentar notícias e  acabam  no mesmo dia.

    E no dia seguinte, uma nova leva de críticas infundadas ou escândalos fabricados saem da fábrica de vento da grande mídia nativa.

    Perceba, não se trata de juízo das críticas, mas a falta de conteúdo.

    Vá lá que precisam agradar patrões e justificar salários, e notícia de ontem não enche barriga, uma nova precisa preencher o noticiário.

    E o governo não ajuda, o trabalho é constante e sério, equilibrado, se faltava uma comunicação mais direta e menos reservada, menos tímida, não falta mais, a turma de ministros não sai mais das redes e publica um sem número de reuniões, declarações, inaugurações e foge das polêmicas com trabalho.

    Polêmica sempre há, não me entenda mal, os anjos habitam  os céus – dizem – e nos ministérios não tem nenhum;  a coisa pega, porque tem que pegar mesmo quando lidamos com os interesses múltiplos em uma nação-continente .

    A da semana foi sobre o presidente da Petrobras, uma meio na base de fofocas de conteúdo quase infantil, porque vaidade também é parte da vida dessa gente. Tirando isso e alguns desencontros normais de grandes empresas, o atual presidente parece seguir, alguma acomodação pode surgir, mas que inclua a permanência de sua presidência na estatal maior do Brasil .

    A arrecadação segura as pontas, os juros estratosféricos ainda cortam nosso orçamento e comprometem a saúde contábil, mas segue administrável; PIB cresce, a balança externa explode em bons números e o déficit primário cresceu  em função de pagamentos atrasados de precatórios, que mais pareceu uma desculpa do governo para injetar bilhões na economia e fora dos controles normais .

    O congresso dorme, inteiramente dominado pelas pautas governistas;  aqui e ali algumas presepadas sem arranhar o principal. Eleições seguem no radar de reeleger bancadas municipais mais progressistas sem exatamente disputar o cargo executivo principal. O objetivo é comer pelas bordas e, quem sabe, lançar novos nomes enquanto usam a velha guarda de apoio.

    Lula navega em mares nunca dantes navegados e conduz seu barco devagar.

  • Números, sempre.

    abril 5th, 2024

    O front externo continua acelerado, os preços das commodities seguem estáveis mas exportações de petróleo e derivados estão em alta, de forma inédita.

    Enquanto a safra vai sendo colhida com previsões constantemente declinantes, há quem preveja uma queda de 7% do PIB agrícola em 2024. No entanto, o pré-sal tem mantido a economia estável e a balança comercial tem registrado sucessivos recordes. E internamente o setor de serviços vai acordando e impulsiona o PIB.

    Além disso, as primeiras estimativas de arrecadação federal de março são as mais altas da série histórica para o mês, repetindo o feito do primeiro bimestre. Isso nos leva a um trimestre excelente. A discussão gira em torno se os números extraordinários serão suficientes para cumprir a meta de déficit zero no ano, mas a discussão não está apenas no âmbito do executivo, já que no congresso o compromisso com o déficit zero parece permanecer apenas na retórica, enquanto as ações vão em direção contrária. Em todo o caso, vamos adiando a revisão do déficit primário no ano, tinha gente prevendo a necessidade em janeiro, depois fevereiro e agora falam segundo semestre.

    Haddad convocou uma reunião, até agora eles têm demonstrado relutância, mas para o grupo parlamentar dominante é difícil se desvincular de seus patrocinadores no mercado, que são os principais defensores de baixo déficit . Assim, o governo conta com o apoio do mercado e pressiona o congresso, que busca soluções sem poder ignorar a pressão.

    Acredito que algum meio-termo será alcançado. Estamos falando da medida provisória que visa reonerar os municípios em suas obrigações com a previdência, medida que Pachecão retirou sem avaliar as consequências. Caso seja judicializado, é provável que o governo ganhe facilmente no STF, pois a matéria previdenciária é assegurada pela constituição e não pode ter sua arrecadação alterada. No entanto, Lula parece estar disposto a negociar, o que é promissor.

    O saldo de serviços com o exterior continua negativo, já que gastamos muito com compras de manufaturados e enviamos grande parte do dinheiro para as matrizes. Embora o resultado comercial compense, essa ainda é nossa fragilidade, que precisa ser abordada com a retomada da indústria, que já está em andamento.

    A inflação está controlada, a tomada de empréstimos bancários aumentou 18% no bimestre, apesar dos juros de 45% ao ano, o que é uma loucura em um país com inflação anual de apenas 4%.

    Para este ano, ainda temos a frente equatorial para explorar petróleo e consolidar nossa posição como exportadores de óleo e derivados. As reservas provadas e prováveis atuais estão em 50 bilhões de barris, e a cada avaliação elas crescem. Embora os números da frente equatorial sejam desconhecidos, a intensificação da atividade na região mostra que é promissora.

    Portanto, estamos no caminho certo, conforme esperado.

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  • Guinada ao centro?

    abril 4th, 2024

    As críticas do governo brasileiro ao processo eleitoral na Venezuela levantaram questões que precisamos enfrentar, no que diz respeito à atual percepção que temos sobre os fundamentos que guiam o atual mandato do presidente Lula.

    Quanto aos processos eleitorais em si, um ponto de controvérsias obscuras que atinge todos os países, ou quase todos. Vamos lembrar que na Bolívia, o ex-presidente Morales está afastado das disputas por motivos desconhecidos, Lula estava recentemente preso e impedido por uma justiça parcial e corrupta, nos EUA o candidato independente Kennedy não consegue a inscrição em vários estados e não se sabe exatamente o motivo.

    Ou seja, as circunstâncias que regem as disputas eleitorais nem sempre são claras. Eventos estranhos, regras volúveis e juízes desonestos influenciam na disputa e nem sempre é possível perceber e relacionar os fatos adequadamente para compreender. Sobretudo quando ocorrem em outros países. Se internamente já é difícil de acompanhar…

    Pois bem, o que deveria prevalecer nesse momento de avaliação de pleitos estrangeiros seria uma moderação respeitosa, cuidado e cautela, evitando julgar precipitadamente os processos eleitorais sem que se tenha completa clareza e convicção do que estamos tratando. O que muitas vezes é difícil ou impossível, como tentei explicar.

    Mas talvez algo mais esteja de fato ocorrendo no seio do governo Lula atual. Como precisam avançar em suas propostas internas e sem maioria parlamentar para impor ritmo ou mesmo aprovação de suas pautas, a negociação e a condução da política passam por pragmatismos sutis, mas que sacrificam condutas e princípios relevantes da visão que a esquerda tem ou deveria ter. No caso da Venezuela, o autodeterminação dos povos e suas decisões soberanas.

    Percebo um congresso bem perdido, as futuras novas presidências das casas e a disputa interna, além da eleição municipal próxima e tudo somado à inelegibilidade do único opositor que tem votos, paralisou o congresso e deixou apenas projetos irrelevantes nas pautas.

    O governo Lula quietou nas polêmicas e faz um movimento de deixar a economia em franca ascensão impor a realidade para os próximos meses e anos. Nesse aspecto essencial, a coisa caminha bem, as críticas ficam arranhando aqui e ali, mas o mais importante para todos segue em bom caminho e pavimenta o futuro.

    Enquanto isso, uma postura mais de centro e equidistante dos maiores polemicas parece ser a orientação geral. Prefiro pensar que estamos na encruzilhada política, aguardando os resultados e acumulando energia para avançar. As eleições vão dar nessa orientação para a segunda metade do mandato, a economia vai segurar as pontas e o front externo segue na pauta, temos G20 em novembro e as guerras estão todas aí, sem que o governo do Brasil tenha mudado suas posições que corretamente assumiu desde o início dos conflitos.

    Lula disse e repetiu que não voltou para fazer igual, mas fazer mais. Eu acredito nisso e espero um 2025 muito mais agressivo em termos de realizações, aí sim com decisões mais ousadas. Se é verdade que no Brasil investir em educação e saúde é uma grande ousadia, eu percebo essas realizações naquilo que “Lula já fez”, então aguardo para ver o “que ele ainda não fez e fará”.

    O atual momento é passagem.

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  • Galipolo na marca do pênalti .

    abril 4th, 2024

    Finalmente, a omissão vergonhosa do atual diretor do Banco Central, indicado por Lula, Galipolo, começou a chamar a atenção exatamente por sua inação. Ou faz, assinando sem contestar todos os disparates do atual presidente do Banco Central dos maiores juros do mundo, sem justificativa.

    O dano causado por essa política de juros suicidas chega a trilhões, somando os juros pagos em 2022, 800 bilhões, em 2023, 600 bilhões, e mais uns 500 em 2024. É um montante tão absurdo de dinheiro doado aos ricos pelos pobres que a única justificativa que encontro é que a turma do dinheiro só aceita a democracia como regime de governo se pagarmos o pedágio bilionário para eles. Um resgate continuado.

    Mas o barco da nomeação do Galipolo à presidência parece que estancou; setores do PT estão incomodados com as seguidas omissões do diretor e veem sua futura nomeação para comandar o BC sob suspeitas. Finalmente.

    Mas mesmo essas notícias vazadas na imprensa podem fazer o jogo para alavancar a nomeação do zumbizinho. Ao apontar a ala mais radical do PT como insatisfeita com Galipolo, no fundo faz o jogo casado com o atual presidente Campos Neto, que do nada apareceu dizendo que seria bom antecipar o debate de sua sucessão, que só acontece no fim do ano. Para quê? E Haddad, patrocinador da indicação, o que pensa?

    Em todo o caso, sendo mal intencionados e a favor de Galipolo ou não, os vazamentos mostram que um mal-estar com o seu nome na presidência do BC tomou corpo.

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