
As críticas do governo brasileiro ao processo eleitoral na Venezuela levantaram questões que precisamos enfrentar, no que diz respeito à atual percepção que temos sobre os fundamentos que guiam o atual mandato do presidente Lula.
Quanto aos processos eleitorais em si, um ponto de controvérsias obscuras que atinge todos os países, ou quase todos. Vamos lembrar que na Bolívia, o ex-presidente Morales está afastado das disputas por motivos desconhecidos, Lula estava recentemente preso e impedido por uma justiça parcial e corrupta, nos EUA o candidato independente Kennedy não consegue a inscrição em vários estados e não se sabe exatamente o motivo.
Ou seja, as circunstâncias que regem as disputas eleitorais nem sempre são claras. Eventos estranhos, regras volúveis e juízes desonestos influenciam na disputa e nem sempre é possível perceber e relacionar os fatos adequadamente para compreender. Sobretudo quando ocorrem em outros países. Se internamente já é difícil de acompanhar…
Pois bem, o que deveria prevalecer nesse momento de avaliação de pleitos estrangeiros seria uma moderação respeitosa, cuidado e cautela, evitando julgar precipitadamente os processos eleitorais sem que se tenha completa clareza e convicção do que estamos tratando. O que muitas vezes é difícil ou impossível, como tentei explicar.
Mas talvez algo mais esteja de fato ocorrendo no seio do governo Lula atual. Como precisam avançar em suas propostas internas e sem maioria parlamentar para impor ritmo ou mesmo aprovação de suas pautas, a negociação e a condução da política passam por pragmatismos sutis, mas que sacrificam condutas e princípios relevantes da visão que a esquerda tem ou deveria ter. No caso da Venezuela, o autodeterminação dos povos e suas decisões soberanas.
Percebo um congresso bem perdido, as futuras novas presidências das casas e a disputa interna, além da eleição municipal próxima e tudo somado à inelegibilidade do único opositor que tem votos, paralisou o congresso e deixou apenas projetos irrelevantes nas pautas.
O governo Lula quietou nas polêmicas e faz um movimento de deixar a economia em franca ascensão impor a realidade para os próximos meses e anos. Nesse aspecto essencial, a coisa caminha bem, as críticas ficam arranhando aqui e ali, mas o mais importante para todos segue em bom caminho e pavimenta o futuro.
Enquanto isso, uma postura mais de centro e equidistante dos maiores polemicas parece ser a orientação geral. Prefiro pensar que estamos na encruzilhada política, aguardando os resultados e acumulando energia para avançar. As eleições vão dar nessa orientação para a segunda metade do mandato, a economia vai segurar as pontas e o front externo segue na pauta, temos G20 em novembro e as guerras estão todas aí, sem que o governo do Brasil tenha mudado suas posições que corretamente assumiu desde o início dos conflitos.
Lula disse e repetiu que não voltou para fazer igual, mas fazer mais. Eu acredito nisso e espero um 2025 muito mais agressivo em termos de realizações, aí sim com decisões mais ousadas. Se é verdade que no Brasil investir em educação e saúde é uma grande ousadia, eu percebo essas realizações naquilo que “Lula já fez”, então aguardo para ver o “que ele ainda não fez e fará”.
O atual momento é passagem.
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