Bateu, levou.

A mudança na orientação das atitudes do governo em relação às críticas e às mentiras contrárias está tomando corpo de forma inédita neste episódio envolvendo o Moska.

Até a reação do STF, embora mais contida, não deixou sem resposta a sequência de impropérios do bilionário maluquinho.

Havia uma posição antiga de deixar sem resposta os ataques dos adversários durante os períodos entre as eleições. Responder a acusações ou tentativas de polemizar era encarado como uma oportunidade para os críticos se destacarem, mas ao responder, o governo colocava-os na defensiva, uma posição indesejada e rechaçada.

Isso mudou.

E é interessante notar que quem levantou essa bandeira foi o então presidente Collor, enxovalhado e atacado por tudo e todos. Ele lançou a máxima do “bateu, levou” no trato dos debates públicos.

Talvez porque o resultado tenha sido o fim do governo Collor, deixando a impressão de que essa tática não era lá muito recomendável.

O que não está acontecendo agora.

Com as fábricas de ataques a mil por segundo, atraindo até mesmo interesses de bilionários desocupados, a situação tomou outro rumo e os governos atacados resolveram responder no mesmo tom e no mesmo momento.

Tempora, mores.


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