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Blog do Franco

  • Relembrar é Viver.

    agosto 4th, 2024

    Talvez nos falte memória, contexto ou disposição de aço para superar a barreira de informações distorcidas para avaliar o cenário eleitoral na Venezuela.

    Enquanto pedimos a Ata — que o governo Maduro nunca negou entregar, no prazo legal — vários países latino-americanos e o grande do norte reconheceram a presidência do opositor ao atual, sem nenhuma evidência legal disponível.

    Lembrando que, antes da eleição, já ameaçavam não aceitar o resultado e recusaram compromissos nesse sentido.

    Não existe no direito internacional o acesso a Atas eleitorais de países. Essa ideia soa ridícula, impraticável e contém uma disposição contrária insuperável.

    Ou você reconhece o presidente eleito de um outro país ou não reconhece. Ou você aceita as condições internas eleitorais, apuração e resultados divulgados por instituições próprias disponíveis em cada país, ou não aceita. Ou você trata todos os países com um mesmo critério ou assume sua posição ridícula de juiz mundial.

    Nem a ONU consegue um critério único para ingresso, exatamente porque ele não existe, nunca existiu, e é difícil imaginar que algum dia existirá. Então todos os países participam da ONU, sendo esse o objetivo.

    Quantas ditaduras, reinos, eleições estranhas e critérios tendenciosos existem?

    A verdade é que o difícil é dizer onde existe um que todos aceitem.

    E, de uns anos para cá, regras eleitorais têm sido descumpridas sem nenhum controle e consequências, e desconhecer resultado de eleição está ficando cada vez mais comum.

    Aqui mesmo no Brasil, se me lembro, Aécio inaugurou a onda, nunca reconheceu a vitória de Dilma, tentou recursos legais, pediu recontagem de votos, e foi na tribuna discursar que não deixariam Dilma governar. E deu no que deu: Temer. E na sequência Bolsonaro.

    Bolsonaro foi eleito afirmando ter vencido no primeiro turno, não no segundo como decidiu o TSE. Passou 4 anos afirmando que nossas urnas e eleições eram fraudulentas, perdeu, nunca aceitou ou reconheceu a derrota, tentou um golpe. E está por aí até hoje.

    Seguiu o roteiro que aprendeu de Trump, que, com o mesmo discurso antidemocrático, autoritário e fascista, tenta voltar. Pelas urnas que diz fraudulentas.

    Não é contradição. É um programa da extrema direita, um roteiro de destruir a representação e a vontade popular. É um projeto autoritário.

    Quantos anos fazem que a Venezuela conviveu com um presidente Guaido reconhecido no exterior, distinto daquele que governava de fato o país?

    Guiado, reconhecido pelos EUA, Brasil de Bolsonaro e União Europeia, avalizou o roubo das reservas monetárias e em ouro físico do país. Bilhões de dólares confiscados. A empresa CITGO, de postos de gasolina, distribuição de combustíveis e refinarias, de propriedade venezuelana, de décadas, que atuava no mercado dos EUA, que vale U$ 30 bilhões de dólares, foi confiscada e vai a leilão nos EUA nos próximos dias. Roubo.

    Ouro depositado na Inglaterra. Roubado.

    Até um avião que pousou na Argentina os EUA roubaram.

    As reservas de petróleo na Venezuela valem R$ 30 trilhões de dólares. Os EUA querem fazer da Venezuela aquilo que ela sempre fora, uma reserva para seus negócios futuros e, penso, atuais, para fazer frente a uma dívida de seus títulos públicos na casa dos U$ 33 trilhões e a essa altura impagáveis.

    Quem tem direito e obrigação de pedir atas é a oposição na Venezuela. Quem tem obrigação de fornecer e dar a transparência aos processos é o governo da Venezuela. Mas, findado esse processo legal de apuração e auditoria, alguém acha que a oposição vai mudar? Alguém acha que os EUA vão reconhecer o resultado?

    Não. E já nomearam presidente o opositor. E não voltam atrás.

    Então não compete a nenhum país nomear presidentes em outros países. Ou você leva o pacote inteiro para casa ou o rejeita. E o faz segundo critérios definidos em leis próprias, que no Brasil é nossa Constituição, e ela diz para respeitarmos a autodeterminação dos povos. Ponto.

    Então fechamos os olhos para o que acontece no mundo?

    De jeito nenhum, e por isso mesmo o melhor é não se meter em assuntos internos de país nenhum, conviver com o máximo possível. Defender valores internos de soberania, transparência, inclusão e justiça. E que esses sejam comuns e válidos para todos. Que seja o nosso exemplo, a nossa força e nossa prática. E, lembrem, mal saímos de uma derrubada de uma presidenta honesta, uma prisão de ex-presidente sem crime e uma tentativa de golpe de estado. Tudo isso nos últimos 10 anos.

    Praticamente metade da nossa população ainda hoje afirma que nossas eleições que elegeram o atual presidente foram fraudadas. Minto? Exagero? Quem mantém a legalidade e a normalidade institucional no Brasil? A política, o Congresso, as ruas? Se dependêssemos desses, estaríamos na mesma confusão que ocorre na Venezuela. Nosso TSE, a outra metade da população que votou no Lula e o STF são os que garantem a sequência da nossa vida relativamente em paz aqui no Brasil.

    E com esse currículo que vamos negar aos venezuelanos o direito de seguirem seu caminho?

  • Muito além de atas.

    agosto 3rd, 2024

    A posição do Brasil, Colômbia e México, que divide opiniões, sendo a minha que cometeram grave erro ao não reconhecer o resultado da eleição na Venezuela –  uma vez proclamado pelo órgão eleitoral do país – está sendo rapidamente superada pelos fatos.

    Que nos remetem ao ponto central dos acontecimentos.

    Ora, vários países latinos, Argentina, Uruguay e Paraguai, não por acaso governados pela direita, reconheceram Guaidó 2.0 sem nenhuma base legal. Somente consideraram uma contagem paralela com atas tiradas Deus sabe da onde para fundamentar tão grave decisão.

    Mais, os EUA, apesar de repetidos anúncios do presidente Biden, afirmando acompanhar a posição do trio Brasil,México e Colômbia de aguardar a liberação das atas de votação para então tomar uma decisão sobre o reconhecimento de quem ganhou a eleição na Venezuela, abandonou a posição repentinamente e declarou  vitorioso o opositor de Maduro.

    A evolução dos acontecimentos nesse sentido, deixa claro que nunca estivemos tratando com atas ou coisa semelhante, uma vez que o único responsável por sua conferência – a partir de coleta, classificação, transporte, soma, apresentação de resultados e guarda – compete ao órgão eleitoral da Venezuela que já se pronunciou.

    O que competia aos países seria reconhecer ou não o resultado, jamais solicitar atas para uma conferência.

    Uma vez cumprido os prazos legais, no caso da Venezuela são 30 dias, os partidos de oposição, a população venezuelana e qualquer interessado, deverá por lei ter acesso as atas de votação. O que nunca foi negado pelo governo.

    Existe uma alegação de ataque hacker no conselho eleitoral, atrasando a apresentação do resultado. Mas não quanto a apresentação das atas, que ainda carecem de cumprir o prazo legal.

    O que vemos é que ninguém parece muito interessado em saber sobre datas e apurações. Passamos do resultado, que já era contestado ha meses, para acusação de fraude e reconhecimento de alguns países da vitória oposicionista.

    E as atas, a essa altura, depois da oposição apresentar as suas e proclamar a própria vitória, entramos agora numa guerra de atas sem o menor sentido. Uma prova sem encaminhamento de custódia adequada, de nada vale. E isso não é pouca coisa, porque documentos podem ser facilmente manipulados eletronicamente.

    A decisão de alguns países e o início de guerras de versões, não inteiramente deflagrada porque ainda falta conhecer as atas em posse do órgão eleitoral ainda pendente de divulgação, lançou todos os envolvidos na etapa seguinte, que no fundo, como tentei afirmar, é o grande problema inicial : compete a algum país nomear presidente em outro?

    Uma vez conhecidas as atas, que agora estão de posse da justiça onde uma auditoria foi requerida e está em andamento, a posição de alguns, Brasil incluído, pode se definir. Mas a solução geral quanto a legitimidade e resultado, que a meu ver nunca esteve em questão, continuará. E penso que mesmo depois da apresentação da auditoria na justiça, não fará nenhuma diferença para aqueles que reconheceram o Guaido 2.0 sem nenhuma base legal. Coisa que o Brasil de Bolsonaro fez, reconhecendo o Guaido original antes e também sem nenhuma base legal .

    Quem defende a posição de cautela do Brasil vai perceber que nunca esteve em debate atas ou coisas semelhantes. A presença de um novo Guaidó , repetindo a experiência anterior de um presidente inventado de foraz está fadado a se repetir, com o mesmo resultado anterior. Mas não sem antes tensionar, oprimir, desacreditar o governo Maduro .

    Para isso servem iniciativas aparentemente irracionais, sem base na lei ou nos fatos .

    O Brasil segue na sua toada, na companhia de México e Colômbia, enfrentando a imprensa de seus países e parte da opinião pública que imagina resolver uma disputa como essa na Venezuela com a apresentação de papéis.

    Em todo o caso e para apaziguar consciências, eles vão aparecer. E, amigos e amigas, não vai fazer a menor diferença do quadro em que estamos.Talvez somente permita ao Trio Latino decidir por uma posição, que mantém a crise no mesmo lugar, com as mesmas demais posições de prós e contras e os mesmos desafios .

    O que tento dizer é que estamos além de atas, e sempre estivemos .

    Duas observações : 1 – O protesto chamado pela oposição para as ruas fracassou no sábado. O Chavismo colocou muito mais gente na rua.

    2. o valor das reservas de petróleo na Venezuela é estimado em U$ 30 trilhões!

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  • Nosso Banco Central se descolando?

    agosto 3rd, 2024

    O que esses gráficos estão dizendo é que os Bancos Centrais dos maiores países do mundo estão reduzindo suas taxas de juros conjuntamente.

    O pós-pandemia atingiu os interesses dos mais ricos de forma equivalente, uma vez que todos precisaram aumentar o gasto público para enfrentar os males da propagação do vírus, necessitando, no período seguinte, refinanciar suas dívidas, aumentando os juros e atraindo divisas. Além disso, tivemos uma desorganização das cadeias produtivas mundiais, que provocou inflação de oferta e o aumento de preço dos produtos básicos, ou seja, uma inflação.

    O nosso Banco Central tem sido muito elogiado pelos banqueiros em todo o mundo porque, antes de todos eles, começou a subida dos juros no Brasil. O que esses banqueiros não alcançam, não entendem, é que o nosso Banco Central o fez por motivos totalmente domésticos, completamente diferentes daqueles que expliquei acima e que motivaram o movimento de subida nos países desenvolvidos.

    Vou recordar rapidamente, porque tratei do assunto várias vezes.

    A política do desgoverno anterior era valorizar o dólar até o máximo possível, barateando nossos produtos, mão de obra, e pretendendo atrair investimento externo para o Brasil, inclusive nas privatizações. Mas nada disso aconteceu, porque ninguém é louco para investir em um lunático como aquele que aqui estava. A política do Guedes fracassou, mesmo contando com o apoio destemido do Banco Central e de Campos Neto, que baixou a taxa de juros sem nenhum motivo além de induzir a valorização do dólar. Ora, por aqui, com o tal tripé da economia pós-Real, a taxa de juros é para manter o câmbio, sobretudo.

    Com o fracasso da política de Guedes, sobreveio a inflação e aí Guedes e Campos Neto reverteram a taxa de juros para conter o estrago que estava atrapalhando os planos de reeleição do chefe. Observe como Campos Neto se movimentava alinhado ao governo fascista; consta que reuniu-se 54 vezes com Bolsonaro e apenas uma vez com Lula. Esse movimento de subida de juros aqui no Brasil aconteceu antes dos países desenvolvidos começarem a subir os seus, e foi depois compreendido como uma antevisão do nosso Banco Central e de Campos Neto das necessidades futuras. O que nem de longe é verdade, como tentei explicar.

    Ok. Só que agora os Bancos Centrais dos principais países do mundo iniciaram um movimento na direção contrária, porque seguem orientação voltada para seus programas econômicos. O que colocou nosso BC e seu presidente numa sinuca.

    Vai continuar segurando os juros no Brasil, os maiores do mundo, sem nenhuma razão técnica para tal?

    Vai colocar sua reputação (!!??) em risco, diante dos maiores banqueiros do mundo?

    Vai seguir boicotando nossa economia, a partir de agora, diante dos olhos do mundo?

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  • Emendas PIX e o fim da farra do Congresso com o orçamento.

    agosto 2nd, 2024

    É ainda uma decisão monocrática, aguardando a decisão final do colegiado. Mas o Ministro Flávio Dino decidiu acabar com as emendas parlamentares secretas, que não têm autoria, nem destino, muito menos prestação de contas. Nem precisa dizer no que isso se transforma. E estamos falando de bilhões.

    O legado do desgoverno anterior vai se dissipando. O poder sobre o orçamento pelo Congresso é um dos sobreviventes – além do atual presidente do Banco Central – de que aos poucos vamos nos livrando.

    Esse poder sobre o orçamento é o que mantém a base reacionária nas mãos – ou no bolso – de tipos como Arthur Lira e também um Pachecão que finge de morto. A concessão desse alcance ao orçamento reside na abdicação de governar do energúmeno que ocupou a cadeira do Planalto, entregando o orçamento para o Congresso, permitindo que ele tivesse tempo livre para desmoralizar a república com as atividades que a polícia a cada dia nos revela.

    Superar a prática criminosa de emendas secretas estava além da base insuficiente do governo no Congresso. Mesmo o STF tem tentado e agora a decisão de Dino – que precisa de confirmação – é tão importante.

    Estamos nas vésperas da renovação dos líderes da Câmara e do Senado para os dois últimos e decisivos anos do atual governo Lula. Se somarmos a isso a troca de comando do Bacen, e se todos os cargos forem preenchidos com sucesso, poderemos garantir equilíbrio e boas decisões para cumprir com sucesso o mandato e preparar a reeleição.

    Os bons ventos da economia continuam soprando. Tenho dito que 2025 é o ano para um crescimento maior e sustentável, abrindo caminho para os próximos anos de sucesso.

    Além de proibir as próximas liberações de emendas PIX, o ministro pediu uma auditoria das liberações anteriores, que prometem emoções.

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  • O prazo acabou? E as Atas?

    agosto 2nd, 2024

    Primeiro, é importante destacar a situação pantanosa em que nosso governo escolheu entrar. Lembrando de algumas declarações do Brasil – e do Lula – nas semanas que antecederam o 28 de julho e a eleição na Venezuela, percebe-se um tom cada vez mais incisivo, culminando com a condição da apresentação das atas para reconhecer o resultado do pleito.

    Muito mais veemente e agressivas foram as declarações da oposição a Maduro antes da eleição, incluindo a recusa de assinar compromisso reconhecendo resultado – fosse qual fosse – e acusando fraude ainda antes da eleição ocorrer.

    Nós, por aqui, tivemos a mesma experiência, com anos de 7 de setembro comemorados na base de acusações de fraude nas urnas eletrônicas, reunião com embaixadores de vários países para acusar nosso sistema eleitoral de fraudulento e blindados fumegantes na porta de palácios supostamente ameaçadores, indicando a quem quisesse ver a disposição para um confronto. Sem falar em Trump, que fez de tudo para não aceitar o resultado adverso, com os mesmos argumentos de fraude.

    Então, em princípio, gritar fraude e sair acusando – sem provas – não significa nada. Ao contrário, situa o reclamante no rol de antidemocratas, fascistas, e parte de um movimento mundial que pretende solapar as democracias e não fortalecê-las.

    E lembrei do Aécio, pedindo recontagem de votos na disputa que perdeu com Dilma, e nunca reconheceu a derrota naquela eleição.

    Trata-se de um movimento mundial, onde as piores figuras usam desse artifício criminoso para manter apoios e unir tropas desanimadas por derrotas. E assim pressionar governos recém-eleitos e preparar novos golpes futuros.

    Há quem caia nisso, quem acredite, quem se deixe levar.

    Mas temos quem fique em alerta, sabendo que não se trata nem de atas, nem de democracia, nem de nada que se pareça com justiça e vontade dos povos. É um ataque a tudo isso, por quem sempre teve lado nessa disputa, e o lado dos algozes, dos golpistas, dos assassinos e dos ditadores.

    E a questão, aparentemente complexa, na verdade é simples: quem vai decidir o resultado da eleição vai ser a Venezuela, suas instituições e seu povo.

    E, se me permite, já decidiu.

    Os EUA decidiram reconhecer o adversário de Maduro, sem nenhuma base para tal. E aí estamos falando de mais um Guaidó – um tipo 2.0 – lembram? Não é a primeira vez que os EUA – e o Brasil de Bolsonaro – nomeiam um presidente paralelo na Venezuela, por mais ridículo e absurdo que seja. E nomearam dessa vez não somente um palhaço, meio abobado, como Guaidó, mas uma figura com histórico de assassino, perseguidor de religiosos em El Salvador, onde participou de perseguições e assassinatos de adversários políticos vindos da esquerda. E temos a Corina, a mão que abana o assassino, outra personagem que passa anos e anos clamando por intervenção estrangeira em seu próprio país.

    Essas são as pessoas e os fatos.

    A história recente da Venezuela está aí disponível para quem quiser conhecer, sobretudo a partir de Chávez, que refundou a república venezuelana com base no exército reformado, mobilização popular, mudanças de perfil de integrantes nas instituições e estatização do petróleo. Por sinal, as maiores reservas de petróleo do mundo, e por isso todo mundo quer intervir na Venezuela.

    E as atas?

    Me responda você.

    Mas antes, quero saber da nomeação do primeiro-ministro na França, que Macron, mesmo depois de perder a eleição, se recusa a nomear. Antes, quero entender as eleições nos EUA, onde a maioria de votos não significa vitória, e cada estado faz sua apuração e ninguém entende o que eles fazem e fica por isso mesmo.

    E quero as atas de todas as eleições no mundo, aliás, uma resolução na ONU obrigando todos os países a apresentarem as atas para, talvez, uma conferência por Elon Musk no X, validando os resultados.

    E quero ver quem vai lá em Caracas dizer para o povo de Chávez que não vão aceitar e pensar que isso vai fazer alguma diferença.

    Se clama por democracia, faça primeiro em sua casa e a mantenha.

    Os lobos estão à sua volta e querem tudo para eles e nada para você.

    O Brasil tem dois princípio importantes nas relações internacionais, previsto na Constituição de 88: – não-intervenção; – autodeterminação dos povos.

  • Diplomacia de estadista.

    agosto 1st, 2024

    A foto acima é da entrada da embaixada da Argentina em Caracas, Venezuela, que teve todo seu pessoal expulso do país por ordem do governo. Foram acusados de ingerência indevida nas eleições.

    Além da ingerência – pública, notória e agressiva – dentro da embaixada, os argentinos estavam protegendo delinquentes e vândalos que lá correram para escapar das garras da polícia.

    Com a expulsão, esses bandidos ficaram desprotegidos da segurança diplomática.

    O jeito foi pedir ajuda ao Brasil, que assumisse a segurança da embaixada. Mas, para isso, seria necessário formalizar a entrega da embaixada e de todos os seus negócios e interesses ao Brasil. A bandeira hasteada simboliza esse acordo, com o Brasil garantindo a integridade do local.

    Há muito a considerar nesse gesto. Primeiro, devemos lembrar que Milei e seu desgoverno todos os dias ofendem o presidente Lula pessoalmente, e criticam todo o seu governo de forma arrogante, desleal e mentirosa. A bem da verdade, exatamente o que Bolsonaro fazia com o presidente argentino anterior, Fernández. O que nos mostra que tipo de gente ocupava o nosso governo e o que está lá na Argentina por agora.

    Mas o Brasil passou por cima da cretinice reinante na bacia do Prata e aceitou o pedido de ajuda.

    E aqui vem a outra questão, porque quem está lá amoitado são os criminosos que a Argentina apoia, o Brasil não. E, mesmo assim, não entrou no mérito da questão, apesar de ser sério e delicado, concordando em acolher os bandidos considerando ser essa uma decisão da Argentina.

    O Brasil poderia aproveitar a ocasião e ver se tem algum brasileiro escondido lá, aqueles terroristas do 08/01 que fugiram para a Argentina. Vai que.

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  • Cada um no seu quadrado.

    agosto 1st, 2024

    Enquanto o Maduro vai lutando sua batalha, é bom fazermos o mesmo.

    E fiz uma coleta de frases soltas nas redes sociais enquanto a Venezuela ocupava as manchetes, para um panorama .

    .Fazem 4 meses que o Campos Neto  deu aquela guinada travando a queda dos juros. De lá para cá o juro longo só abriu, o dólar só subiu e a expectativa de inflação só aumentou. Quase todos os dias, em todos os Focus, de forma monotonica, enquanto a inflação manteve-se baixa.

    .A dívida nacional dos EUA disparou nos últimos anos sob a liderança do presidente Joe Biden e seu antecessor, o presidente Trump, que havia prometido repetidamente reduzi-la durante sua campanha de 2016.

    Quando Trump deixou o cargo, a dívida tinha crescido em US$ 8,4 trilhões (R$ 47,3 trilhões) para US$ 27,7 trilhões (156,3 trilhões), com mais da metade dos empréstimos referidos às medidas relacionadas à COVID-19. A tendência continuou sob Biden, com o presidente em exercício agora superando a marca de US$ 35 trilhões.

    .As altas taxas de juros determinadas pelo Banco Central brasileiro são um aspirador de dinheiro público do Estado pelo mercado. No acumulado de 12 meses até junho de 2024, o setor público pagou R$ 835,7 bilhões (7,48% do PIB) de juros da dívida pública. O valor supera os R$ 638,1 bilhões (6,06% do PIB) pagos nos 12 meses até junho de 2023. Os juros da dívida custaram R$ 94,9 bilhões em junho de 2024 ante R$ 40,7 bilhões no mesmo mês em 2023.

    Como podemos ver, a questão da dupla,  juros e dívida pública, poderia ser estendida a quase todos os países. Existe um problema central nos EUA e um no Brasil. O deles a necessidade de financiar a rolagem da dívida , a meu ver impagável, sugando a liquidez do dólar no mercado mundial. A nossa por um BC boicotando o crescimento econômico do país, que apesar disso segue firme.

    O FED – o BC dos EUA – depois de muitas voltas parece rumar para quedas na taxa de juros a partir de setembro. Seriam 5 quedas sucessivas programadas. Confirmada a tendência, será um alívio mundial. Mas…Trump ameaçou o atual presidente do FED para ele não mexer nas taxas até às eleições de novembro, sob pena de demiti-lo. Lá, eles tem mandato fixo no FED como nós agora – que copiamos – mas o aviso do Trump inclui a decisão de não respeitar o mandato. Eles podem.

    O que mudou recentemente nos EUA foi a probabilidade de vitória dos Republicanos. A novidade democrata Kamala assumiu o favoritismo,  isso pode ter estimulado o FED a seguir com seus planos.

    Por aqui a agonia segue até dezembro, ontem o nosso BC confirmou a manutenção das maiores taxas de juros do mundo; e o pagamento de valores indecentes para especulação. Além dos juros, decidiu abandonar o equilíbrio cambial, deixando a flutuação ao livre arbítrio da especulação, provocando a maior desvalorização de uma moeda no mundo sem nenhuma razão econômica interna ou externa para isso.

    Eu costumo entender o pagamento desses bilhões aos ricos como um pedágio que o povo paga para ter paz, quando no início de um governo do PT. Até o momento em que o Lula consegue fazer a nossa economia funcionar de tal maneira a todos ganharem, é quando a taxa de juros pode cair sem causar um terremoto.

    O ano é 2025, sem o terrorista bolsonarista no comando do BC e com a nossa economia nos trilhos .

    Boa sorte, Venezuela, fica firme aí Maduro, e boa sorte para nós, com a mudança estratégica no comando do BC em dezembro.

    Quanto aos EUA, se der Kamala, ficamos na mesma atual. Trump é imprevisível.

  • Refletir sobre o resultado na Venezuela.

    julho 30th, 2024

    Na década de 60 do século passado, em toda a América Latina, a ameaça era o comunismo e a cura eram as ditaduras militares. O Brasil ficou nessa por 21 anos.

    Cada um dos países atingidos pela praga militar foi se virando como pôde para dela se livrar, alguns mais e outros menos. Mas a praga, para ser uma praga, ameaça sempre voltar. O Brasil foi exemplo recente e a Argentina está em processo de maturação, apesar do aparente domínio civil do aloprado Milei, os militares vem chegando pelas mãos da vice Villaruel.

    A Colômbia e a Venezuela, para ficarmos só nesses dois exemplos, passaram por processos de superação da presença militar de forma distinta da nossa. Com as guerrilhas revolucionárias na Colômbia e milícias de traficantes, a passagem para uma democracia só ocorreu  mais recentemente, mas longe de estável. O processo venezuelano passa por Hugo Chávez, um militar que, de dentro, transformou as forças armadas venezuelanas em seu contrário, mas sem nunca perder seu caráter autoritário.

    Não vou contar a história da Venezuela, o maior poço de petróleo do mundo e por isso tão cobiçada. Desde Chávez e agora com Maduro, a sobrevivência do país e do seu povo sempre esteve ameaçada por golpes de todos os lados, todos querendo a riqueza do ouro negro para si, como tinha sido sempre.

    Chávez estatizou o petróleo e assim segue até hoje, convivendo com bloqueios, boicotes e ameaças, sobretudo dos EUA. A Venezuela vem tentando melhorar a vida de seu povo com enorme dificuldade e tem conseguido progressos notáveis recentemente.

    A atual eleição me parece isso, não uma eleição no nosso modo de ver, mas um teste coletivo de que tipo de apoio a política chavista ainda consegue manter no país. Não é uma eleição para ganhar, no sentido que nós entendemos, um voto a mais e pronto, resolvido. É um teste para ver se podem nos vencer e em que condições.

    É difícil explicar um processo histórico de poder, que não veio de acordos do alto nem de concessões aos ricos. Um tipo de mudança completa de orientação aconteceu na Venezuela, que custou muito ao povo promover e não vai ser jogado fora por uma disputa eleitoral empatada ou incapaz de afastar os atuais mandatários.

    Tá bom, então defendo uma ditadura?

    Vamos tentar seguir.

    Vamos lembrar da eleição de 2020 no Brasil contra o bolsonarismo. As blitz no nordeste impedindo eleitores de chegarem no local de votação, R$ 300 bilhões em auxílios caminhoneiros, Uber, isenção de impostos de combustíveis, Bolsa Família com data para acabar em dezembro após a eleição. Espionagem, porta de quartéis, ameaças, bombas, invasão e depredação. Sim, todos nós lembramos e agora lentamente vamos apurando os responsáveis. A questão é: e se eles ganhassem? Seria uma vitória democrática?

    Nos EUA, Trump tentou a mesmíssima coisa, com os mesmos argumentos e as mesmas táticas copiadas aqui. Felizmente com o mesmo resultado e derrotados. E agora tenta voltar e explica que, se ganhar, ninguém mais vai precisar se preocupar em votar daqui a 4 anos. Sim, ele diz isso nos comícios.

    E vai disputar eleição assim mesmo?

    Então democracia e eleição também servem para impedir a democracia no futuro?

    Trump promove um plebiscito e pergunta quem quer acabar com a democracia nos EUA? É isso?

    Porque pode ter sido o que aconteceu na Venezuela. Desafiados pela oposição, pela Argentina, pelos EUA, por um monte de gente, eles colocaram à prova a força de cada um e dizem que venceram.

    ( “Se eu tivesse sido eleito teríamos tomado o país (Venezuela) e pegaríamos todo aquele petróleo. Teria sido ótimo”. Donald Trump, 2023.)

    O Brasil quer ver as atas, que eles prometem mostrar.

    Mas o Brasil vai pedir as atas dos EUA? Do futuro presidente dos EUA o Brasil só reconhece depois de ver as atas? E assim vai fazer daqui pra frente com todas as eleições mundo afora?

    Ou só ignora o processo soberano interno dos venezuelanos, seja ele perfeito ou com falhas?

    Rússia e China reconheceram a vitória de Maduro, a posição do Brasil me parece enfraquecer os BRICS. Ou vamos pedir as atas do Putin? Do Xi?

    Espero ter sido compreendido.

    Quem quer tomar o poder na Venezuela, na China, na Rússia, em Cuba, na Turquia, na Arábia Saudita, na Coreia do Norte, etc, etc, etc, tem que fazer mais e melhor do que estão no poder, exatamente como esses que eu citei em algum momento precisaram fazer para chegarem onde chegaram.

    Isso nos serve?

    Penso que não, ao menos até aqui não. Mas estivemos quase lá recentemente, e se Bolsonaro vencesse onde estaríamos hoje e para onde estaríamos caminhando? Para uma democracia? E a tutela militar atualmente em baixa, quem garante que ela não tenta alguma coisa daqui a alguns anos?

    Ou seja, por isso as relações internacionais devem se guiar pela autodeterminação dos povos, cada um segundo as suas lutas e história. E que ninguém se meta. Ou Israel não faz o que quer? Ou Rússia e Ucrânia não estão lá disputando quem leva o quê? Alguém se mete? Alguém tem força para isso?

    Talvez tenhamos que admitir que os venezuelanos decidiram fechar o seu regime a entrega-lo a vendilhões e traidores. Essa crise da transparência na eleição vai definir.

  • 51 x 44 e a democracia na Venezuela segue contestada.

    julho 29th, 2024

    Parece que nenhum resultado eleitoral serve nas Américas; no fim, a contestação de fraude é quem parece sempre triunfar. Mas costuma ter vida curta, apesar do efeito devastador que causa no funcionamento interno de um país e suas instituições.

    Se houve fraude na eleição na Venezuela, alguém deve provar. O pleito transcorreu em paz, com centenas de observadores estrangeiros presentes, inclusive nosso Celso Amorim.

    Que, por sinal, ainda não se pronunciou e orientou o presidente Lula e o Brasil a aguardarem a divulgação total das atas de comprovação, que estão prometidas para as próximas horas.

    A oposição não reconhecer o resultado me parece o padrão internacional nas Américas, inclusive nos EUA de Trump, no Brasil de Bolsonaro, e na Argentina de Milei. E nem escondem; Trump acabou de afirmar em discurso ontem para seus eleitores comparecerem em novembro porque, depois, não vão precisar voltar a votar nos próximos anos. E a mensagem me parece definitiva quanto ao tipo de democracia e eleição que ele e sua turma desejam e planejam. Enquanto isso, não reconhecem o resultado na Venezuela e nem no seu próprio país.

    Boric e Paul Lacalle, do Chile e do Uruguai, dizem não acreditar no resultado divulgado na Venezuela. Rússia e China deram seu reconhecimento, Lula e Brasil aguardam.

    O que certamente acontecerá é que todos esses que já se pronunciaram de uma forma ou de outra permanecerão em suas posições, não importa que tipo de prova ou liberação de atas revele.

    Nós aguardamos a posição do Brasil, mesmo sabendo que o jogo foi jogado e agora seguem todos no mesmo lugar onde estavam. Talvez só fique mesmo o Brasil como fiador honesto do resultado, quando ele acontecer, porque todos os demais queimaram a largada e perderam a credibilidade para julgar.

    Na imagem que ilustra o post, um resumo das notícias da manhã, mas o jornal está tão desorientado com o anúncio da vitória de Maduro que trocou a autoria da contestação de Milei da Argentina pelo presidente Gustavo Petro da Colômbia, que não se pronunciou.

  • Sobre os Vices.

    julho 28th, 2024

    Como tudo na vida, a escolha do vice candidato para compartilhar a chapa majoritária pode servir para atender estratégias de curto ou médio plano. Longo prazo em politica é coisa exclusiva dos mestres .

    Vamos até o Rio de Janeiro, ou Recife, onde tanto Paes quanto Campos Neto não abrem mão da escolha, mesmo desgastando as alianças , porque pretendem depois a candidatura ao governo do estado e precisam, ou preferem, deixar um aliado no lugar. Sobre essa pretensão de deixar um aliado ou um herdeiro na política cabe um livro, de mágoas e traições, mas vá lá, deixemos os dois na sua estratégia.

    O caso da Dilma escolher Temer,  que deve ter sido a maior trairagem da história do Brasil, se remete antes a escolha de própria Dilma, que sempre foi leal e parceira, no contexto do mensalão e da necessidade de enfrentar as acusações do mensalão e da ofensiva jurídico-midiática , além da guerra híbrida contra o Brasil. Lula disse que poderia ter sido ele o candidato de 2016, caso Dilma não exercesse seu direito de tentar a reeleição. Que de fato aconteceu, e acionou o golpe porque a oposição sabia que em seguida viria o próprio Lula e o sonho da presidência praticamente desapareceria para uma geração de oportunistas.

    E estamos na expectativa de quem Kamala vai escolher para seu vice. Certamente um homem branco, o que mais tem no mercado da política ocidental. Observemos que Trump fez a sua escolha antes da desistência de Biden e num certo sentido amarrou a sua chapa numa única direção, escolhendo um clone mal ajambrado de parceiro. Chapa que impede o avanço no eleitor indeciso, que pouco ou nada acrescenta sendo já contestada no novo cenário pós Biden.

    O que Kamala vai fazer é adiar ao máximo o nome do indicado, para lançar a carta na hora mais importante, tendo assim a oportunidade de mexer no cenário mais uma vez a seu favor.

    Trump pode até retrucar, mudar seu parceiro para também trazer impactos ,mas, veja, nesse caso seria mais uma operação defensiva que exatamente um ataque. Claro que pode funcionar, numa disputa por si parelha e imprevisível.  Mas não deixará de mostrar fragilidades .

    Hoje tem Venezuela e já teve células terroristas tentando aquela de derrubar torres e provocar caos. Por aqui fizeram, lembram? E não sabemos até hoje quem foi . Mas as notícias por lá é que a eleição transcorre em paz, muito vigiada e aparentemente com grande participação .

    E o vice do seu candidato a Prefeito?

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