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Blog do Franco

  • A Aposta contra o Futuro.

    setembro 19th, 2024

    Seguimos refletindo sobre a decisão do Banco Central de aumentar em 25 pontos a taxa de juros Selic.

    E já apontamos a expectativa de mais 50 pontos na próxima reunião do Copom, além da preocupação com a nova administração, desta vez indicada por Lula, para a continuidade da condução da política monetária no próximo ano.

    Agora, vale a pena observar o comportamento dos agentes econômicos e dos arautos do caos econômico, que deslocam suas críticas e previsões de hecatombes apocalípticas para o equilíbrio fiscal, deixando de lado a batalha que perderam sobre o crescimento da economia.

    Sim, com emprego e renda crescentes, todas as atividades pesquisadas em expansão, resta aos derrotados buscar onde sustentar o regime contínuo de críticas destrutivas e politicamente engajadas, sempre com o objetivo de desgastar e evitar o crescimento da popularidade do atual governo.

    Os termos “surpresa”, “inesperado” e os adversativos “mas”, sempre presentes em todas as notícias econômicas positivas, em sequência interminável, forçaram a trupe a buscar refúgio no único bolsonarista ainda relevante e com poder de fogo para boicotar o governo: o presidente do BC, Campos Neto.

    Mas isso não basta. Foi necessário enquadrar o próximo presidente do BC— temo que, em parte, com sucesso — para que a atual política contracionista prossiga, obtendo sucessivos e crescentes déficits fiscais e aumento da dívida pública. Assim, alimentam o discurso de contenção de despesas, corte dos programas sociais e do investimento, e, por fim, paralisam a economia para derrotar o governo nas eleições futuras.

    O roteiro deles é claro: repetem o mantra da contenção de despesas enquanto defendem juros cada vez mais altos, que só aumentam os gastos e os déficits que dizem querer evitar.

    O jogo está posto. Resta saber se vamos entrar nessa barafunda, de onde não se sai sem deixar o escalpo.

    Hoje saiu a arrecadação de agosto, mais um recorde histórico, acumulando receitas suficientes para sustentar o arcabouço e as previsões econômicas, mas incapazes de enfrentar juros crescentes.

    Foi o que restou para a turma do contra: uma situação delicada e decisiva que precisa ser enfrentada com determinação e acreditando nos rumos de maior e sustentável crescimento.

    Essa é a crença do futuro presidente do Banco Central?

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  • Candidato derrotado reconhece derrota na Venezuela.

    setembro 19th, 2024

    O candidato da oposição derrotado na Venezuela assinou uma carta reconhecendo sua derrota antes de fugir para a Espanha, onde pediu asilo.

    Se reconheceu a derrota, apesar das inúmeras campanhas internas e mundiais afirmando fraudes na apuração, além da publicação de atas próprias que sustentavam a farsa, o que mudou ou provocou o reconhecimento?

    Primeiro, é bom notar que o opositor Edmundo não participou das carreatas da oposição nas ruas de Caracas no pós-eleitoral, quando Corina tentava sozinha levantar a população contra o resultado , que afirmava ter sido fraudado.

    Onde estava Edmundo nessa ocasião?

    A justiça eleitoral, por várias vezes, chamou Edmundo para comparecer e apresentar suas atas, que provassem suas acusações, e ele nunca compareceu a nenhuma das convocações.

    De fato, após as eleições, Edmundo desapareceu da vista do público, surgindo eventualmente em alguns vídeos, onde, sem muito entusiasmo, tentava apoiar Corina na sua contestação dos resultados eleitorais.

    Depois soubemos que esteve escondido em algumas embaixadas, e, por fim, surgiu na embaixada da Espanha, de onde saiu, com a concordância do governo Maduro, para um auto-proclamado exílio na Espanha.

    Agora, torna-se pública uma carta onde reconhece o resultado eleitoral e a vitória de Maduro.

    Ele respondeu dizendo que foi coagido a assinar, mas foi rebatido pelo governo, que afirmou ter toda a negociação para a assinatura filmada, citando também a presença do embaixador espanhol nas tratativas. Em algum momento, veremos os tais vídeos, que Edmundo não desmentiu, assim como o embaixador espanhol.

    Parece-me que Edmundo assume seu papel de fantoche de Corina e, se estava sendo ameaçado, não era somente pelo governo Maduro. Suas atitudes no pós-eleição, de viver escondido e depois deixar o país, mostram uma figura acuada, sem saber para onde correr ou como agir.

    De qualquer maneira, é o fato do dia no que diz respeito às eleições e seus resultados. A oposição perde seu trunfo e não resta mais nada a fazer além de recuar na tentativa de contestar o resultado, que, por sinal, a realidade já impunha.

    Quanto ao Brasil, mesmo que de forma envergonhada e tardia, resta agir como Edmundo e reconhecer o resultado, sem mais delongas, evitando repetir no futuro atitudes de desrespeito às decisões internas de outros países. Já basta, neste mundo, a pretensa polícia mundial dos EUA; esse tipo de postura não nos interessa e nem nos cabe.

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  • Afronta.

    setembro 18th, 2024

    A única palavra que me ocorreu para traduzir a anunciada decisão de, pela primeira vez no atual governo, aumentar a taxa Selic — sem nenhuma razão técnica para tal — é a que dá título ao texto: afronta.

    A dúvida está no montante: 25 ou 50 pontos. No final da tarde de hoje, saberemos.

    É uma afronta, bilionária, interessada, politicamente motivada. Mas uma afronta.

    Traduzida em reais, significa mais R$ 15 ou mais R$ 30 bilhões doados ao rentismo, em detrimento das reais demandas do país.

    O total da despesa pública com auxílio, como o Bolsa Família, representa cerca de 1,7% do PIB, enquanto a despesa com o serviço anual da dívida pública — que cada rodada de aumento dos juros impulsiona — representa mais de 7% do PIB do Brasil.

    Mas o problema, nos ensinam todos os dias os arautos do mercado financeiro, é o salário mínimo e os aposentados que ganham essa “exorbitância”.

    Além dos R$ 50 bilhões dos investimentos do PAC, outro absurdo, segundo aqueles que acumulam os bilhões da Selic.

    Poderíamos passar o dia ironizando o ridículo dos argumentos para justificar o assalto aos cofres públicos com o aumento da Selic nesta altura do campeonato. Mas como a disputa é permanente e amanhã é outro dia, os olhos e a expectativa estão voltados para janeiro, quando o atual governo assumirá a maioria no colegiado que define as taxas de juros do BC.

    As barbas, como dissemos e repetimos inúmeras vezes, estão de molho quanto à eficácia da nova diretoria que assume em janeiro. Mas gente mais esperta do que eu já dizia que “navegar é preciso”.

    Então…

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  • Pressão Fiscal no Câmbio.

    setembro 16th, 2024

    É preciso reconhecer a capacidade ilimitada dos agentes financeiros no Brasil de inventar motivos para justificar os mais altos juros do mundo, mesmo diante da deflação registrada em agosto e de um cenário contábil federal cada vez mais próximo dos objetivos.

    Falar em “pressão fiscal no câmbio” — uma expressão novíssima — em um contexto de cumprimento de metas orçamentárias anunciadas há mais de um ano, após intensos debates, e com um déficit irrisório de 0,25% do PIB, demonstra o empenho de certos interesses financeiros e o desprezo pela inteligência nacional. Sem mencionar que os bancos centrais das principais economias mundiais estão anunciando, para as próximas semanas, quedas expressivas em suas taxas de juros, buscando pousos suaves para a economia, sem sobressaltos, sem recessão e sem deflação. E sem pressionar o câmbio.

    A deflação que nos atingiu, embora sem histórico de definir tendências, é um sinal preocupante para a dinâmica da atividade econômica. O mínimo que se esperaria do nosso Banco Central seria prudência, e jamais mais anúncios de juros ainda mais altos na reunião desta semana.

    Dois aspectos são negativos:

    O primeiro é o nível raso do atual colegiado do Copom, dominado pelo bolsonarismo do presidente e dos diretores, que ainda estão na missão de boicotar o crescimento do Brasil e encher o bolso dos especuladores e bancos.

    O segundo é o efeito nulo da antecipação do nome de Galipolo para assumir a presidência do Banco Central em janeiro próximo. Houve pressão para confirmar seu nome com a expectativa — que nunca foi a minha — de que isso influenciaria as decisões do atual colegiado do Copom e conteria as ações criminosas do atual presidente, Campos Neto. Nada disso aconteceu, nem vai acontecer. O anúncio de um aumento de juros já é público, e ainda criam suspense entre um aumento de 0,25% ou 0,50% pontos, mostrando o descaramento com que lidam com o nosso dinheiro e o desprezo pela realidade. Devem subir, apesar da falta de vergonha, 0,25%.

    O anúncio antecipado de Galipolo foi tão inerte que até sua presença na próxima reunião está ameaçada, supostamente para evitar constrangimentos ou com alguma outra desculpa absurda.

    O fato é que a presença de Galipolo nunca constrangeu ninguém. Suas atitudes são de imensa omissão, e seu futuro mandato sugere um perigoso vácuo nas decisões necessárias que surgem no horizonte.

    Não canso de repetir, e infelizmente, a cada dia os fatos não me desmentem, muito pelo contrário. E subir ainda mais os juros é um sinal claro de que a disputa pelos bilhões desperdiçados todos os anos — enquanto economizamos com aposentadorias de um salário mínimo — exigirá um esforço enorme para reverter, ao menos um pouco, o descaminho que tomou conta das decisões do Banco Central nos últimos anos.

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  • Feitiço contra o Feiticeiro.

    setembro 16th, 2024

    A corrida pela prefeitura de São Paulo parecia estar longe de empolgar, a sem grandes acontecimentos que mereçam destaque até agora. A presença de Guilherme Boulos no segundo turno parece bastante provável, mas ganhar a eleição é outra história.

    Recentemente, a entrada do “coach da lama” chacoalhou a campanha do atual prefeito, Ricardo Nunes, um bolsonarista envergonhado, forçando-o a se reaproximar do ex-presidente Bolsonaro para tentar conter a migração de votos para o coach. Aparentemente, Nunes conseguiu frear essa sangria, mas a ação traz grandes riscos, uma vez que também atrai a rejeição de Bolsonaro, especialmente na capital paulista, onde Lula venceu em 2022.

    Enquanto o coach perderia para Boulos em um eventual segundo turno, Nunes, por outro lado, não enfrentaria o mesmo problema, mantendo uma vantagem sobre o candidato do PSOL. Mesmo assim, torcer pela presença do coach no segundo turno seria demais, e a disputa principal parece mesmo caminhar para um embate entre Nunes e Boulos.

    De um lado, a rejeição de Boulos indica derrota nas pesquisas atuais. No entanto, a reaproximação de Nunes com Bolsonaro pode acabar embaralhando o cenário, o que ainda não se concretizou. Por enquanto, não há grandes reviravoltas na corrida eleitoral.

    O que chamou a atenção foi o incidente envolvendo José Luiz Datena, que deu uma “cadeirada” no coach lamaçal durante o debate entre os candidatos na TV Cultura, ontem à noite. O coach, tentando capitalizar o ataque, correu para o hospital de ambulância, espalhou boatos sobre fraturas e até tentou lembrar o episódio da facada no ex-presidente. No entanto, logo recuou, percebendo que a estratégia não foi bem recebida.

    Quanto a Datena, que havia demonstrado hesitação e até emocionado-se em entrevistas anteriores, agora parece revitalizado, animado e afirmando que faria tudo de novo se necessário. Resta saber o quanto esse episódio irá impactar sua trajetória na disputa e em quem ele pode crescer, já que estamos vivendo tempos bastante peculiares.

    Vamos ver como esses eventos vão se desdobrar e se irão, de fato, modificar o cenário das eleições municipais de São Paulo.

  • Passada a Boiada, o Caos.

    setembro 16th, 2024

    A frase do ex-ministro do Meio Ambiente, Salles, sugerindo, em uma reunião ministerial cuja gravação vazou, que momentos de debates acirrados no Brasil deveriam ser aproveitados para aprovação de leis de liberação de desmatamentos e invasão de terras indígenas ou de diminuição de reservas federais de preservação de matas, ficou famosa na expressão ” passar a boiada”.

    E as consequências estamos vendo em formato de cinzas e desespero.

    No dia desse comício, que ilustra o Post, onde o ex-presidente anunciava publicamente sua intenção de desmantelar toda a proteção ambiental existente no Brasil, momentos antes afirmou já ter anulado 5.000 decretos ambientais no maior “liberou geral” da nossa história. Talvez o número seja exagerado, mas a decisão de fazê-lo, custasse o que custasse, estava tomada e era exigida nas decisões do executivo e de todo o seu desgoverno.

    Também nos estados e municípios, o negacionismo ambiental, associado às oportunidades econômicas de posse de terras e economia burra no trato das lavouras, propiciou um ambiente de desprezo às normas de manejo do solo consagradas, de revezamentos nas queimadas, e na análise técnica antecipada das ações. Entramos no “vale-tudo” da política ambiental, e os resultados estão aí.

    Em hipótese nenhuma podemos esquecer dos atuais prefeitos e governadores negacionistas, muitos ainda reeleitos do tempo do fascista, que continuam reproduzindo em seus domínios a omissão criminosa do ex-chefe.

    O modelo de destruição, se não for combatido e mudado imediatamente, nos levará a uma situação terrível, e o que vivenciamos hoje é apenas uma amostra.

    Ninguém pode dizer que, uma vez arrombada a porteira, não haveríamos de ter consequências, mas elas estão superando, e muito, as piores previsões, e uma resposta precisa ser dada.

    A criação da Autoridade Climática, novamente proposta pelo governo, está na mesa da urgência, porque entrega ao executivo instrumentos eficazes para combater o negacionismo de governadores e prefeitos, assumindo a autoridade necessária no enfrentamento das omissões.

    Mas ninguém se esqueça que a proposta de criação da Autoridade Climática não é nova, e já foi recusada uma vez no congresso de ruralistas. Ela volta agora em meio às cinzas e ao caos, em urgente e necessária hora, e não deve ser novamente negada ao Brasil o direito de combater crimes ambientais com a força e urgência necessárias.

    ( Desde anunciou que ia PASSAR A BOIADA, Ricardo Salles editou 721 medidas contra a preservação ambiental, sendo 76 reformas institucionais; 36 medidas de desestatização; 36 revisões de regras; 34 de flexibilização; 22 de desregulação e 20 revogações.

    E em 2020 o ex-presidente em discurso na ONU culpou indígenas e caboclos pelas queimadas de então .)

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  • Os mesmos de sempre.

    setembro 15th, 2024

    O famigerado O Globo anda dizendo que o crescimento do emprego no Brasil atual é mérito da reforma trabalhista do Temer. Que, a seu tempo, e sem a decisão firme e destemida do Lula e seu governo em investir, investir e investir, a tal reforma só provocou precarização, desemprego e miséria.

    Não é a primeira vez que ouço sandices ideológicas mentirosas do tal grupo. Quando Lula assumiu seu primeiro governo, tudo de bom no início era atribuído ao Plano Real e a FHC. Com o passar dos anos e o continuado sucesso, passaram a atribuir à sorte e à exportação de commodities durante o boom de preços internacionais.

    Repare que, na época da eleição do Lula, o Plano Real já havia falido, o Brasil estava sem um tostão de reservas em dólares, tudo consumido na paridade forçada cambial e com os juros nas alturas, paralisando totalmente a atividade econômica. Mas o sucesso posterior era atribuído a FHC, até que as commodities assumissem o mérito.

    Lembre-se de que, na época, o Brasil não tinha pré-sal, o preço das commodities, comparado com o período da pandemia, era menor, e, mesmo assim, Temer e Bolsonaro só colheram fracassos. Talvez porque não investissem no país, não criaram nada e só vendiam o que outros anteriores construíram. E pensam assim fazer um país se desenvolver.

    Agora, O Globo, percebendo o rumo definido e positivo da nossa economia, com Lula propondo e executando tudo ao contrário do que o jornal acredita e prega, quando os resultados “surpreendentes” começam a ficar impossíveis de esconder ou omitir, porque passam a ser reais nas vidas das pessoas, recomeçam a inventar mentiras e disfarçar a realidade, a única coisa em que são eficazes.

    Lembro-me de como era comum, na época da Dilma, pessoas atribuírem seu relativo sucesso econômico a iniciativas próprias — sim, claro, insubstituíveis. Mas por que todos afundaram nos períodos posteriores, sobretudo nos governos Temer e Bolsonaro, e agora retomam gradativamente seus méritos econômicos e sociais? Porque a economia é uma moeda de duas faces, e ambas — iniciativa própria e condições econômicas — são necessárias para melhor prosperar.

    Tamanha cretinice reiterada tem endereço: o debate das eleições municipais. Teses desse calibre, sem nenhum fundamento, servem de argumento diante da falta de algo para justificar a realidade do crescimento do PIB, impossível de esconder a essa altura.

    O ano de crescimento nem é 2024, porque ainda estamos crescendo sob uma base anterior comprimida, por pandemia e pela incompetência do ex-presidente e sua tropa de indigentes. Espere 2025 e os próximos anos e faça seus planos e execute, porque até 2030 eu vejo progresso; depois, só Deus sabe.

    Aproveite.

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  • Municipais decisivas.

    setembro 14th, 2024

    A presidência do Senado do senador Alcolumbre, favorito para assumir a em janeiro, subiu no telhado. A ideia de que a política é como as nuvens, em constante modificação, passa a valer para a sucessão de Pacheco, após atingir o candidato de Lira.

    De fato, Lira está mais perdido em sua própria sucessão, e parece mesmo condenado a ser atropelado pelo governo daqui em diante, embora o nome do próximo presidente da Câmara ainda seja difícil de prever.

    No Senado, o mesmo mal que afeta Lira chegou: o vírus do bolsonarismo não agrada ao governo, e os acenos de Alcolumbre às pautas dos fascistas começaram a ser combatidos, embora ainda discretamente.

    O pós-eleição municipal ganhou relevância, o que não deveria surpreender, já que a política vive de votos, e os escolhidos serão os que conduzirão o futuro até 2026, quando a porca torce o rabo.

    Em todo caso, o futuro de Bolsonaro na cadeia e sua ausência na disputa de 2026 condicionam o presente. Se confirmada a tendência de recuperação das esquerdas nas municipais, isso embaralha a disputa futura, o que costuma provocar reações mais equilibradas e menos riscos extremos no presente.

    Já observamos que pautas como a anistia para golpistas não passam de temas eleitorais, que morrem após as eleições municipais. A preocupação maior fica mesmo para 2026, quando o fascismo tentará aumentar suas bancadas no Senado, algo que ainda é imprevisível.

    Até lá, a prioridade será o crescimento econômico, salários, renda e desenvolvimento, com um novo presidente no Banco Central e uma política monetária mais realista, liberando o crescimento do país.

    A receita está definida, resta saber o que o nosso povo deseja e pretende.

    As eleições municipais ganharam relevância, pois a mesmice dos extremistas parece minguar. Se essa tendência se confirmar nas urnas em outubro, a situação poderá mudar para melhor.

  • PIB de 3,2% em 2024.

    setembro 14th, 2024

    A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda elevou sua projeção para o crescimento econômico do Brasil em 2024 para 3,2%, ante a estimativa anterior de 2,5%, prevendo também um nível mais alto de inflação nos próximos meses, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira.

    Partimos de uma previsão inicial de 1,7% e, a cada revisão, continuamos a subir. Em 2023, por exemplo, começamos com uma estimativa de 0,8% e chegamos a 2,9%, “surpreendendo”.

    Perceba que, ao alimentarem expectativas sempre na direção oposta à realidade, os agentes econômicos liberais e fascistas seguem a rotina de boicotar o crescimento econômico. O fato incontestável da queda da inflação em agosto — deflação — não foi suficiente para evitar um provável aumento dos juros na próxima semana. Vale mais a intenção de evitar o sucesso do governo. E, quando esses mesmos liberais assumem o controle, dirigem seus comentários no sentido oposto. Quem se esquece da afirmação de que “Guedes está na direção correta”? Ou da recente defesa de Milei, que, apesar de estar mais sumido ultimamente, já que o fracasso é difícil de esconder, também foi colocado nessa mesma “direção correta”?

    Em todo caso, para concluir o programa econômico do governo neste ano, falta aprovar na Câmara a regulamentação da reforma tributária, que ficou para o pós municipais. E, no próximo ano, teremos a parte mais complicada: realizar a reforma tributária sobre a renda, incluindo a promessa de isentar quem ganha até R$ 5 mil.

    Alguns rumores sobre uma nova revisão na previdência já começam a circular. Pela primeira vez, fala-se em incluir os militares e as pensões vitalícias das filhas. O envelhecimento da população é, de fato, uma questão delicada, que merece uma avaliação criteriosa e permanente.

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  • Jogando para a torcida

    setembro 13th, 2024

    No cenário atual das movimentações políticas, tanto em relação às pautas bolsonaristas quanto à dinâmica dentro do Congresso, a tentativa de impeachment de ministros do STF, como Alexandre de Moraes, e a proposta de anistia para golpistas parecem ser mais estratégias para atrair atenção e reforçar a base de apoio nas eleições municipais, especialmente em cidades menores. Essas táticas jogam com o antipetismo e tentam reconquistar um espaço perdido com a falta de liderança e direção clara no campo da extrema-direita.

    O esforço concentrado do Congresso trouxe algumas vitórias importantes para o governo, como a reoneração da folha de pagamento, uma pauta que muitos julgavam perdida. Contudo, a questão da transparência das emendas parlamentares e a regulamentação da reforma tributária acabaram adiadas, refletindo as tensões nas sucessões para a presidência das casas legislativas, principalmente na Câmara, onde o cenário ainda está incerto e acredito que um terceiro e ainda desconhecido nome vai levar a presidência.

    A fragmentação no campo bolsonarista, sem liderança definida e com pautas cada vez menos mobilizadoras, revela a perda de foco e de uma agenda concreta. A aposta no antipetismo como última bandeira de resistência pode render frutos eleitorais em algumas regiões, mas parece insuficiente para uma recuperação política mais ampla, especialmente sem um projeto de poder claro. A tendência é que esses movimentos sejam mais simbólicos e destinados a manter a relevância mínima em um cenário político em constante mudança.

    Considerando que muitos dos atuais Prefeitos foram eleitos negando vacinas, negando pandemia e invadindo hospitais para aparecer, é fato a atual entressafra de presepadas e o vazio de tais lideranças.

    Em todo o caso, em poucas semanas teremos o quadro completo.

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