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Blog do Franco

  • Primeiras impressões nas municipais.

    agosto 23rd, 2024

    O início da campanha eleitoral em São Paulo foi marcado por uma reviravolta inesperada, com a ascensão do coach picareta, que praticamente trocou de lugar com o atual prefeito Nunes, enquanto Boulos aparece ligeiramente à frente de todos, no limite da margem de erro.

    O coach está desempenhando aquele papel que antes era reservado para figuras como Datena e Russomano em pleitos anteriores: o “cavalo paraguaio” que dispara na frente, toma bordoadas de todos os lados e desaparece na reta final por falta de fôlego. Parece que esse será o destino do coach, mas vamos aguardar para confirmar.

    O que já não está mais em dúvida é o papel de Bolsonaro em seu ocaso. A percepção de que seu eleitorado nunca foi realmente dele, mas sim uma franja fascista, antipetista, de ressentidos, anti-sistema e outros, segue no seu descaminho independente da escolha do pretenso chefe fascista. Na verdade, esses grupos antecedem o aparecimento do ex-paraquedista e permanecerão no cenário após o seu desaparecimento, programado para ainda este ano.

    O cenário paulista deu uma tremida, com Boulos dando um tempo e esperando a definição do adversário. Pode ser que precise mais do que corações daqui a pouco, mas faz bem em esperar. Para ele, o coach seria um adversário melhor, porque tem a maior rejeição de todos na disputa.

    As pesquisas captam movimentos distintos, porque de fato o cenário está pantanoso por lá e sujeito a mudanças bruscas.

    É alvissareira a guerra interna na extrema-direita, algo que já era esperado e que certamente se repetirá na disputa de 2026, com o impedimento do titular.

    Não há uma aposta certa na eleição paulista; tudo pode acontecer, sim, mas a extrema-direita rachada é um fato, o crescimento da centro-esquerda é outro, e o Lulismo segue angariando apoios. Um cenário mais equilibrado deve emergir após o pleito municipal.

    A única ameaça seria esse coach do apocalipse, mesmo que Nunes, daqui para frente, se veja obrigado a abraçar o ex-presidente para fortalecer o flanco direito, forçando Boulos a uma posição proporcional no flanco oposto. Tudo isso pode ser apenas passageiro, e em algumas semanas ambos podem retornar à disputa principal.

    Veja que esse cenário nem é o melhor para Boulos; a disputa com o coach de enxofre seria melhor para ele, enquanto com Nunes ele sai em desvantagem no segundo turno. A questão que levanto é sobre a presença de um “cão raivoso” disputando um segundo turno na capital paulista.

    E, imagina, se ganha?

    No Rio, Paes. Em BH, embolado, mas vai ter segundo turno. Em Vitória, Coser luta por segundo turno com o atual bolsonarista envergonhado.

  • Lá vamos nós…de novo!

    agosto 21st, 2024

    “RECORDE: Número de imóveis vendidos no 2º trimestre deste ano é o maior da história, resultado impulsionado pela disparada nas vendas do Minha Casa, Minha Vida.

    As vendas do Minha Casa, Minha Vida aumentaram 46% no período, alavancando o setor de habitação, que cresceu 17,9%.

    Os lançamentos do Minha Casa, Minha Vida cresceram 87% no período.

    42% dos imóveis vendidos 2º trimestre deste ano são do Minha Casa, Minha Vida.”


    Puxei algumas notas da imprensa sobre o efeito do relançamento do Minha Casa Minha Vida no mercado imobiliário.

    Durante o primeiro governo Lula/Dilma, houve um boom de vendas de imóveis. Em todas as cidades do Brasil, era possível ver incontáveis edifícios residenciais sendo construídos, de todos os níveis. A parcela correspondente aos imóveis do programa representava 80% daquele mercado em alta velocidade. Ou seja, no auge, o programa chegou a significar a maior parte do total de edificações.

    Os números atuais são modestos em comparação com o passado recente e ainda são contidos por juros e custos de construção altos.

    O prognóstico para o futuro pode significar uma repetição do que já foi visto, mas a parcela de 20% correspondente ao mercado, longe dos números de 2012, vai depender inteiramente da queda dos juros. No nível atual, isso não vai acontecer, o que só destaca ainda mais a iniciativa do governo em enfrentar essa limitação e fazer, mais uma vez, sua parte insubstituível.

    Vamos ver como será no próximo ano. O Minha Casa Minha Vida arrancou e vai seguir de um jeito ou de outro. Os lançamentos privados, por sua vez, ficam na espera de juros mais baixos.

    Em todas as matérias sobre o tema, faltou incluir o “de novo”, porque o filme é repetido.

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  • O lobo fingindo de cordeiro.

    agosto 20th, 2024

    Vocês sabem que um dos meus assuntos preferidos sempre foi a política de juros criminosa praticada no Brasil, totalmente desvinculada da realidade econômica e dos atuais projetos vencedores na última eleição. Essa política estava 100% alinhada com o comando do Ministério de Guedes.

    Agora estamos na reta final desse crápula, cujo legado deverá ser desfeito no próximo período, assim como Haddad está desmantelando tudo o que Guedes idealizou para nossa economia. Haddad está recolocando o Brasil no caminho de um crescimento sustentável e com inclusão social, tudo o que o banqueiro do fascismo era incapaz de sequer imaginar como fazer.

    Mas tivemos que aguentar dois anos de um Banco Central boicotando nossa economia, apesar dos apelos e críticas veementes de todo o atual governo, especialmente de Lula e Gleisi, que jamais se conformaram ou aceitaram os maiores juros do mundo e o pagamento de R$ 800 bilhões anuais para rolar a dívida interna. Sem nenhuma razão para isso, como exaustivamente tentamos mostrar durante meses.

    Diante de seu fim, o lobo da corte agora se sente, digamos, injustiçado, incapaz de responder por sua incapacidade, incompetência e imperícia. E quanto à sua honestidade, vamos aguardar as apurações sobre seus fundos em dólares no exterior. O lobo se mostra sentimental, até triste, alegando estar magoado por questões menores.

    Como se votar no último dia com a camisa do Brasil não significasse muito na ocasião, ele finge ignorar. E como se participar de grupos de compartilhamento pré-eleitoral – o grupo interno do governo anterior responsável por avaliar pesquisas e chances de reeleição, no qual ele, Campos Neto, era o responsável por agregar os resultados e apresentar uma média para os demais – fosse algo trivial. A isso ele chama de isenção e condução profissional de sua atuação. Fora as dezenas de reuniões com o ex-presidente e nenhuma com o atual.

    Fica o registro do boboca, de sua tentativa de mostrar seus sentimentos e fragilidade na saída. Diante da falta de resultados, a vitimização era esperada, mas é inútil neste caso.

    Que volte para a tesouraria do Santander, de onde nunca deveria ter saído.

    E que os novos responsáveis pelo Banco Central mudem radicalmente a orientação do banco, de forma responsável e segura, e deixem o Brasil crescer além dos atuais medíocres 3% ao ano.

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  • Municipais.

    agosto 19th, 2024

    À primeira impressão, talvez pela divisão atual da sociedade – que pode ser bem antiga, mas cuja visibilidade foi ampliada pelas redes sociais – somos levados a pensar nas eleições municipais sob o domínio de pautas nacionais.

    Não há dúvidas de que o impulso inicial para as municipais vem do embate nacional, até porque não se vê e nem se fala em outra coisa. E os arranjos visando as próximas eleições nacionais prevalecem e impõem a lógica.

    Mas, ao meu ver, isso ocorre apenas superficialmente, sob a ótica e interesses daqueles que manipulam partidos e verbas. A realidade municipal pode ser bem diferente.

    Existe, sim, a expectativa de que, desta vez, como nunca antes, a pauta nacional se imponha nas eleições municipais, o que veremos. Ou não.

    Pessoalmente, mais uma vez, percebo uma disposição local nessas eleições, com nomes e propostas locais dominando as escolhas na maioria das cidades. Mesmo quando um candidato majoritário se apresenta com um discurso nacional ou repete questões nacionais, se ele não conseguir alinhar seu discurso às expectativas locais, não terá sucesso. As pesquisas até agora mostram isso, mas só saberemos com certeza no dia da eleição.

    Quanto aos candidatos, o PT e o PL dominam as indicações, o MDB ressuscita em candidaturas, enquanto PP, PSDB e PDT definham; Novo e PSOL tentam ganhar mais visibilidade.

    Sem dúvida, espero um crescimento do PT, e sem dúvida o PL está se enraizando no Brasil.

    Nas próximas semanas, ninguém da classe política fará outra coisa além de política. E assim todos os assuntos precisam ser entendidos. Inclusive a questão da disputa do orçamento secreto, que visa moralizar e equilibrar a próxima eleição dos presidentes das casas legislativas, até agora totalmente dominadas por quem comanda e consegue enfrentar o governo, impondo sua vontade no controle do orçamento público. Sem os bilhões das emendas disponíveis, o próximo presidente das casas precisa ser alguém mais alinhado com o governo e suas lideranças, e não um adversário antagonista e furioso, como têm sido os últimos. As municipais entram na história por dois motivos: mantêm a influência dos bilhões na disputa municipal e seguram numericamente as bancadas que serão avaliadas no pós-eleitoral, estabelecendo estratégias para 2026, quando a situação se renova, ou não.

    E, faltam poucos dias para todos mergulharem de vez na eleição e campanhas.

  • Eu vivo sempre no mundo da lua.

    agosto 18th, 2024

    Tenho essa impressão desde que comecei a ler a imprensa do nosso Brasil e fui salvo por uma promoção da Revista Senhor, quando foi lançada por Mino Carta em 1978. Precisando de circulação inicial, a revista aceitava assinatura de graça. Ali comecei e nunca mais parei, mas sempre selecionando as fontes e tendo Mino e suas futuras publicações como norte.

    O jornalista Roberto Marinho ensinou e obrigou sua televisão, jornais, revistas e rádios a seguir o lema “tão importante quanto noticiar é não noticiar”, e os problemas do Brasil iam sendo jogados para baixo dos tapetes enquanto uma visão mentirosa e distorcida ganhava manchetes e destaques.

    Sempre foi assim. Nos dias de hoje, a impressão de que mentem e inventam notícias e calúnias absurdas é somente isso mesmo: uma impressão. Evidentemente, a disseminação é extraordinária atualmente, residindo aí o diferencial. Mentiras sempre tivemos, aos montes.

    Lembrei-me disso hoje porque a tentativa bisonha de Glenn e da Folha de S.Paulo de atacar a reputação do ministro Moraes, fabricando um escândalo, foi tão falsa e ridícula que caiu no esquecimento em horas. Mas serviu para aquele famoso “apito de cachorro”, que somente alguns ouvidos escutam, promovendo um enxame de cretinos nas redes sociais, também no exterior, em realidades paralelas e falsas conclusões, com objetivos políticos a serem atingidos, sobretudo na véspera de eleições municipais onde a extrema-direita estava encurralada e perdendo força. E nos EUA ocorre a mesma coisa, por razões distintas, como o impacto de um novo oponente contra um decadente Trump.

    Pois bem, ontem tanto oposição quanto situação fizeram suas passeatas em Bogotá, com a oposição na expectativa de promover passeatas mundiais. A coisa foi tão fraca por lá que nem o Edmundo, supostamente o líder da oposição e candidato eleito, apareceu. Ficou tudo com a Corina, que faz caras e bocas, mas afundou de vez. O apoio a Maduro nas ruas foi infinitamente superior. E não estou entrando no mérito do resultado eleitoral, mas anotando que o fato está consumado e o que teremos será, no máximo, um Guaidó 2.0. E olhe que, depois da farsa, costuma vir a tragédia.

    Mas a divulgação do Estadão, por exemplo, diz exatamente o oposto dos fatos, atribuindo aos números dos protestos da oposição uma quantidade inexistente e completamente inventada.

    Vida que segue. Desde minhas leituras da Revista Senhor, anos e anos passados, percebi o quanto essas pessoas vivem enganadas, numa realidade inexistente e incapazes de entender a realidade e os fatos. Percebi que preferem assim, reafirmar seus preconceitos e visão rasa e inculta da realidade, seguramente complexa demais para caber em apenas preto ou branco para explicar qualquer coisa.

    Esse cometa não presta.

  • Choro e Ranger de Dentes.

    agosto 17th, 2024

    A reação previsível da Câmara e seu líder, Arthur Lira, tem duas frentes distintas.

    A primeira é a criação de um mecanismo, que considero boa, para evitar que decisões monocráticas incorretas ou politicamente motivadas influenciem a vida nacional antes de serem apreciadas pelo plenário do STF, seja à direita ou à esquerda. Vale notar que isso já vem acontecendo na prática há tempos, com o STF levando sempre e rapidamente ao plenário as decisões impactantes.

    A segunda iniciativa, que busca votar uma PEC atribuindo poderes ao Congresso para anular decisões do STF, é uma ideia golpista, antidemocrática, medieval e absolutamente inconstitucional. E não deve prosperar.

    A repercussão dessas iniciativas foi negativa, obrigando Lira e seus aliados a divulgarem que a decisão de encaminhamento de ambas foi tomada antes da decisão do Ministro Dino. O fato de tentarem esconder a clara retaliação foi um sinal de que erraram na estratégia, e a votação unânime do STF a favor da decisão de Dino, que acabou com as emendas secretas, mostrou que o tribunal está unido nessa questão tão importante.

    As emendas secretas, uma prática crescente e ilegal de 10 anos, permitiam que deputados não prestassem contas de bilhões do orçamento sem origem ou destino, tornando esses recursos irrastreáveis. Isso envia uma mensagem extremamente negativa sobre o funcionamento institucional e perpetua uma atitude que se estende às assembleias legislativas estaduais e câmaras municipais, consolidando um legislativo superdimensionado, contrário ao planejamento e ao executivo. O Legislativo não dispõe dos instrumentos para executar grandes orçamentos de forma eficaz, nem de critérios de aplicação e controle, muito menos de cobranças quanto aos resultados. Isso criou um maná de bilhões disponíveis para todo tipo de desvio e corrupção.

    Por isso, essa prática floresceu durante o período de escuridão, inaugurado com o golpe contra Dilma, firmando-se nas mãos de figuras como o ex-presidente, mas agora encontra seu ocaso no cenário de reconstrução que estamos vivendo.

    Essa reconstrução não é pacífica, linear ou garantida, e depende de iniciativas dessa magnitude para ocorrer e se consolidar.

    Alguma negociação está em andamento. Do jeito que estava, não fica mais, e por isso a revolta dos deputados e senadores. Vamos aguardar o que virá.

    Quanto ao futuro, os planos dos fascistas incluem ocupar o Senado a partir de 2026 e obter maioria para enfrentar abertamente o STF. Acho improvável, mas é um assunto para depois.

  • Fim das Emendas PIX e as Ameaças de Sempre.

    agosto 16th, 2024

    Depois da decisão monocrática do ministro Flávio Dino, após meses de tentativas de conciliação e de ouvir todas as instâncias institucionais, de interromper o uso de emendas de bancada para fins secretos, sem origem, sem destino e sem prestação de contas, e após ouvir dos presidentes das casas ser impossível rastrear as informações requeridas, nada mais restava ao ministro fazer senão acabar com a farra de bilhões e o achaque legislativo ao orçamento.

    Lembrando que, no caso dos deputados e senadores, não existe cobrança de resultados, de garantia de origem para os recursos, nem orçamento, nem limites e, acredite, nem prestação de contas.

    A origem dessa anomalia vem do desgoverno anterior, quando se abriu mão de tudo para comprar o pior legislativo que o dinheiro consegue atrair, e cuja prática avançou no governo Lula, ainda sem maioria parlamentar para fazer frente ao achaque.

    Mas nunca foi uma condição confortável, não pelas emendas em si, que sempre são uma moeda de troca, desde que dentro das regras fiscais, orçamentárias e contábeis que todos devem cumprir.

    Os presidentes das casas prometem mil retaliações, o que parece ser uma praxe para satisfazer os furiosos deputados e senadores órfãos de bilhões em ano eleitoral, na véspera da eleição. O STF ainda hoje vai votar de forma unânime e manter a decisão do ministro Dino, sepultando a prática criminosa e abrindo um canal de negociação entre os poderes, para que todos cumpram as leis do país, sobretudo quando lidam com nosso dinheiro.

    O governo Lula não se fez de rogado e concorda com a decisão — enquanto afirma não ter tido influência — e está disposto a negociar uma nova relação e critérios sobre emendas e afins, mas diferente do que vingou até agora.

    O momento em que ocorreu foi ruim e bom. Ruim porque é ano eleitoral e havia muitos compromissos e promessas que não vão ser cumpridos com esse dinheiro. E bom porque tem muita atividade eleitoral no cardápio e agendas, e aí as exigências devem amenizar na confusão por falta de tempo.

    Vamos acompanhar. Me parece página virada e todos vão precisar definir as novas regras de convivência.

    Espero por melhoras.

    E os atuais presidentes têm prazo de validade vencendo no fim do ano.

    Lembrando que o ministro Dino, para justificar sua decisão — entre tantos motivos — fez referência a inúmeros e crescentes inquéritos da PGR, da PF, do TCU acumulando na Justiça, todos tratando das emendas sem dono e sem destino. E isso apavora políticos.

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  • 72 horas.

    agosto 14th, 2024

    Apesar do anúncio de 6 gigas de arquivos e da promessa de reportagens seguidas sobre o tema, a verdade é que o escândalo pretendido não aconteceu. Fica sempre a ressalva de que novas reportagens podem trazer algo mais relevante, o que, até aqui, não ocorreu.

    As reportagens de Glenn Greenwald e da Folha erram por vários motivos, desde a sua motivação de anistia para os fascistas presos ou a caminho, até a avaliação superficial das leis, especialmente no que diz respeito ao TSE e suas peculiaridades.

    Talvez Glenn tenha avaliado mal o material que lhe chegou às mãos, partindo de sua condição de estrangeiro, de um advogado formado em um país diferente do nosso, que nem sequer dispõe de legislação eleitoral. Talvez a arrogância tenha lhe cegado para as nossas circunstâncias, enxergando apenas a si mesmo e sua cultura como a medida de todas as outras. E ainda há sua proximidade, nada disfarçada, com um certo Trumpismo e a pregação de liberdade de expressão sem restrições, livre para o uso irrestrito de mentiras e alucinações criminosas.

    O certo é que a empreitada fracassou. A Folha, na sua capa de hoje, ensaia uma retirada do assunto e mostra o outro lado da questão, que até agora não queria mostrar. E ficará isolada se mantiver o mesmo padrão em futuras publicações. Se houver crimes, que apareçam.

    O rescaldo é que a demora nas providências quanto aos mandantes e chefes dos ataques fascistas, ainda pendentes, excessivamente demorados e cercados de cautelas exageradas, cobra seu preço. Ficar nessa de condenar apenas os “peixes pequenos” não dá mais, como todos estamos vendo. Ou se parte para a decisão e se encarcera a tropa toda, ou ficamos sujeitos a outras e crescentes tentativas de desestabilização. Não precisamos de nada disso. A hora é agora.

    Chega de impunidade para golpistas.

  • Fábrica de mentiras.

    agosto 14th, 2024

    Aquele Glenn, o mesmo da Vaza Jato, que de lá para cá está cada vez mais próximo do trumpismo nos EUA, publicou uma reportagem na Folha de São Paulo — que dispensa apresentações — com diálogos, vídeos e áudios de assessores do ministro Alexandre de Moraes durante as investigações dos ataques e fake news às eleições, o TSE e o próprio ministro.

    O que a reportagem mostrou até agora — porque promete muito mais — foram conversas entre assessores do ministro respondendo a demandas de seu superior e responsável legal pelos inquéritos tanto no STF quanto no TSE à época.

    O canal usado pode não ter sido o ideal, aparentemente WhatsApp, mas as relações institucionais entre os envolvidos até agora são perfeitas, e os pedidos e as respostas não configuram nenhum crime.

    Muito diferente de juiz e promotor — um responsável por julgar o processo que o outro produz — combinarem entre si as ações na medida em que a investigação avança, ambos comprometidos com a acusação e produção de provas.

    Outra diferença está na natureza dos conteúdos das solicitações e providências. Tudo agora era material público, retirado das redes e da internet, onde os acusados agiam para fomentar descrédito e golpes contra a credibilidade das urnas eleitorais e do TSE, além das teses golpistas do chefe.

    A grita é geral entre os atingidos pelas investigações, mas não repercutiu como escândalo e espanto entre a maioria das pessoas e opinião pública, diferente da Lava Jato, que todos os dias aparecia com bombas e ataques pesados que desorientavam a todos, sobretudo os atingidos pelos torpedos.

    A Vaza Jato também foi uma sensação, porque revelou os métodos ilegais, avanço sobre a opinião pública, inclusive com benefícios financeiros para promotores, criação de ONGs bilionárias, agentes no exterior, delegados e juízes, todos em conluio com objetivos políticos.

    Nada disso no que foi apresentado até o momento, e a promessa de muito mais deve seguir no mesmo diapasão.

    O golpe está na rua — de novo — e cai quem quer.

    O bolsonarismo, em desespero, vai com tudo, talvez pela última vez.

    E a demora das prisões de mandantes, militares e o próprio chefe da quadrilha acaba por permitir esse tipo de tentativa, que não deixa de fazer estragos e favorece os fascistas.

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  • Disputa da Pauta.

    agosto 12th, 2024

    O retorno efetivo dos trabalhos no Congresso Nacional acontece nesta terça-feira, após o recesso parlamentar, uma esticadinha e na véspera das eleições municipais.

    A proximidade das municipais — prometidas como as mais acirradas e nacionalizadas dos últimos tempos — provoca um comichão nos deputados e senadores. As bases precisam ser formadas, pois delas virão os votos para as reeleições de cada um, e o cenário nacionalizado deixa algumas dúvidas sobre quem será quem, dúvidas ausentes nas últimas eleições, onde os conservadores nadaram praticamente livres.

    Minha expectativa é crescente. Cada pesquisa divulgada em várias capitais e importantes cidades pelo Brasil afora parece mostrar um crescimento consistente do campo progressista, seja em alianças ou mesmo em disputas diretas. O resultado é sempre uma incógnita, nada garantido, é claro, mas certamente um crescimento importante no número de bancadas nas câmaras municipais é praticamente certo, e até vitórias para o executivo municipal podem ser esperadas com algum otimismo. Esperemos para ver.

    Mas o post é para notar o pulo que o governo e suas lideranças estão tentando dar na pauta das duas casas legislativas. Sabem que, em breve, a necessidade de fazer propaganda e aparecer para públicos distintos e respectivos de partidos e personalidades vai impor seu preço, e voltam aqueles lixos a que estamos nos acostumando a ver, sobre aborto, drogas e segurança pública. Tentando adiantar seu lado nas pautas de seu interesse, sobretudo econômicas e sociais — reforma tributária e programas de apoio e investimento — o governo acelera o que pode nesta volta e deve colher seus resultados.

    Depois é aquele “Deus nos acuda” e a baixaria da direita por tudo quanto é lado, sem falar na sucessão das presidências das casas, que ferve por baixo dos panos e deve explodir depois das eleições.

    Até porque, de certo modo, o termômetro do resultado das municipais vai influir nas escolhas e nos arranjos das duas sucessões, de Câmara e Senado.

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