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Blog do Franco

  • Tagarela.

    julho 24th, 2023

    Waldemar da Costa Neto, presidente do PL, partido do ex-presidente Bolsonaro, lidera com folga o concurso de pessoa mais faladora do momento. Aproveitando o recesso do Congresso em Brasília e após as votações que evidenciaram divisões internas em seu grupo, ele resolveu conceder diversas entrevistas.

    Não é preciso destacar que o veterano político pouco acrescenta com suas longas falas; ele não sinaliza muito, revela pouco e suas ideias são rasas.

    No entanto, suas entrevistas servem para ocupar espaço no noticiário, quando não há coisas melhores para reportar. Pelo menos ele tenta se aproveitar disso.

    Ele comenta sobre Bolsonaro, que já não tem mais esperanças de reverter sua inelegibilidade, sobre Michele, que a cada entrevista parece mudar de cargo pretendido, e também sobre o partido, que expulsou um Deputado que fez o L.

    Além de tentar aparecer, seu objetivo é segurar seu partido, que se mostrou dividido, especialmente na votação da reforma tributária, quando 20 de seus membros acompanharam o governo. Ele tenta alinhar o discurso racional, atrapalhado por um ex-presidente que insiste em teses derrotadas e parece que continuará assim.

    Seria interessante se Waldemar observasse a situação na Espanha, onde o partido fascista acaba de sofrer uma pesada derrota no parlamento. A derrota foi tão grande que também arrastou outro partido de direita, o PP, que comemorava sua vitória expressiva, mas, juntos, não conseguem obter o número mínimo para governar. Agora, há um impasse por lá que ainda não se sabe como será resolvido. Talvez seja necessária a realização de novas eleições.

    Os sinais de desgaste da fórmula fascista, apesar do barulho e dos riscos que representam, parecem evidentes para mim. As dificuldades enfrentadas por Trump, Bolsonaro e, depois de derrotado, o Vox na Espanha, todos com o mesmo discurso de fraude eleitoral, mostram que o eleitorado de extrema direita está se cansando.

    Aqui no Brasil, aguardamos o retorno do funcionamento das Casas Legislativas, pois muitas votações importantes aguardam o fim do recesso. Então, poderemos compreender melhor os motivos de Waldemar e se seu esforço valeu a pena. No entanto, é provável que seu partido continue dividido, talvez de forma definitiva.

  • A Fundação Dellagnol.

    julho 20th, 2023

    O ex-procurador incansável da operação Lava Jato está de volta aos holofotes. E, como das últimas vezes, mais falcatruas dele e de sua gangue de justiceiros são reveladas.

    Os diálogos vazados da operação Spoofing, mais uma das tantas que tiveram acesso ao material hackeado, mostram o ex-procurador alucinado negociando com representantes da Suíça e dos EUA o butim da Petrobrás, que todos estavam ávidos para obter.

    Os diálogos por si só já são uma sequência de ilegalidades e ações criminosas bilionárias, tramando contra uma empresa brasileira estatal, vítima de diretores desonestos.

    A motivação do ex-procurador ficou escancarada com seu alinhamento incondicional ao fascismo, revelado em suas decisões políticas na Câmara e em púlpitos frequentados pelo falso pastor.

    Totalmente exposto em mais um vazamento, mesmo que requentando fatos conhecidos, o extremista Deltan cada vez mais tem seu futuro previsível em toneladas de processos por vir.

    Para aqueles que acreditam em Karma, é um prato cheio.

    Para este pobre escritor, consequência da virada da história e da nova música que os justiceiros atuais dançam para agradar o poder de ocasião.

    Inconfiáveis, insuportáveis e inevitáveis.

    Pobre de quem cai nas malhas.

    A vez do Deltan chegou.

  • Distorções, de R$ 200 bilhões.

    julho 20th, 2023

    A Controladoria Geral da União anunciou que encontrou distorções na contabilidade de vários ministérios do regime anterior, totalizando inacreditáveis R$ 200 bilhões.

    Só no Ministério da Agricultura, o valor distorcido foi de R$ 147 bilhões, e a ex-ministra é Senadora atualmente.

    Recentemente, soubemos que também o Banco Central de Campos Neto distorceu a soma do saldo da balança externa, saindo de um saldo positivo de U$ 10 bilhões para um negativo de U$ 40 bilhões. Convertendo para moeda nacional, temos os mesmos R$ 200 bilhões distorcidos nos ministérios. Portanto, já chega a R$ 400 bilhões de distorção, até agora.

    Não surpreende.

    Em um ambiente onde existem casos de rachadinhas, Mauro Cid, esquemas obscuros envolvendo vacinas e alegações de corrupção no “Posto Ipiranga”, fica válido questionar o que foi sério no regime anterior.

    Vamos aguardar as apurações. Penso que seria o caso de começar por identificar o responsável por tais irregularidades contábeis e, em seguida, subir na hierarquia até chegar ao mandante.

    Qualquer que seja o resultado, é preocupante a fragilidade dos controles públicos sobre as falcatruas do governo passado. Também é notório o comportamento inequívoco de alguns controladores gerais e decisões judiciais, que parecem ser influenciados pelos ventos políticos.

    Perceba que situações como essas não são benéficas e já deveríamos ter aprendido com o passado, buscando evitar que isso se repita no futuro.

  • Campos Neto nem disfarça mais.

    julho 20th, 2023

    Uma vez que as expectativas da nossa economia estão alinhadas, como gostam de dizer os entendidos, falta ainda um ponto crucial: a taxa de juros praticada pelo Banco Central.

    A cada nova rodada de índices, seguidamente declinantes, o resultado prático é que aumentamos nossa taxa real de juros, que é a diferença entre a taxa aplicada e a inflação apurada.

    O resultado é a maior taxa de juros do mundo, mantida por decisão de um grupo de bolsonaristas dispostos a boicotar o crescimento do país, apoiado pelo mercado que lucra bilhões e bilhões obtidos na especulação.

    R$800 bilhões, esse é o número.

    Um valor dez vezes superior ao disponível para todo o investimento estatal no ano de 2023. Superior em muito a qualquer orçamento de ministérios. Praticamente metade da arrecadação de todos os impostos no Brasil.

    Um número que é criminoso em todos os aspectos.

    Mas há quem o defenda, embora cada vez menos. Aos poucos, a visão geral percebe o tamanho do erro, também porque começa a acreditar na melhora dos negócios.

    O que restou ao governo, depois da autonomia concedida ao Banco Central pelo regime anterior, foi nomear diretores com mandatos independentes. Uma vacina deixada para evitar que uma infecção mal curada matasse o paciente. Exatamente o que está acontecendo agora. O governo nomeou dois diretores e, um deles, Galipolo, provavelmente será o futuro substituto do bolsonarista Campos Neto no fim do seu mandato no ano próximo.

    E Galipolo pode e gosta de falar, tem autonomia garantida para isso, e o que ele anda dizendo, totalmente alinhado com as necessidades do país, é que os juros atuais praticados pelo Banco Central estão elevadíssimos. Eles precisam cair, liberando a âncora para o crescimento dos financiamentos.

    A reação dos bolsonaristas foi tentar impedir Galipolo de expressar sua discordância e censurar o opositor interno.

    Alegam a necessidade de manter as aparências, coisa que o BC perdeu há muito tempo.

    Galipolo respondeu que segue seu caminho, que sabemos em direção à presidência do Banco Central. Campos Neto é o passado, que insiste em assombrar.

    Em agosto, finalmente, aguardando as primeiras quedas dos juros astronômicos. Valores mínimos de 0,25% defendidos por Campos Neto, alguma coisa próxima de 0,50% ou mais, é o que será defendido pelos novos diretores.

    O que vier daí, para mais ou menos, mostra a força de Campos Neto na decisão.

    Mas seja qual for o resultado, ele mora no passado e será mandado para lá.

  • 20 centavos de Peso Chileno.

    julho 19th, 2023

    10 anos das jornadas de junho, aquelas que iniciaram protestando contra o aumento de 20 centavos nas tarifas dos ônibus de São Paulo. Lembrando que o Prefeito era Haddad e o Governador era Alckmin.

    Os protestos terminaram sendo dominados por grupos fascistas, promovidos pelo mercado, os grupos de mídia tradicionais, potências estrangeiras, pastores, militares e toda sorte de pilantras.

    Sem eles, talvez não chegaríamos ao bolsonarismo, e não teríamos afastado Dilma e muito menos prendido o Lula.

    Atualmente, as instituições nacionais, especialmente o judiciário e o ministério público, parecem todos inclinados a agradar o novo governo, assim como fizeram antes agradando o anterior. Vale observar esse comportamento e o enorme grau de preocupação associado, pois como podemos confiar naqueles que mudam conforme o vento?

    Mas estou tentando chegar em Boric, o jovem presidente chileno, eleito exatamente durante os protestos no país, onde foi um dos principais líderes do movimento.

    Aqui cabe outra questão provocativa: Boric e sua turma, jovens e promissores, seriam equivalentes ao nosso PSOL? Nesse caso, seria o governo chileno uma prévia do PSOL no poder? Fica a pergunta.

    O fato é que Lula acabou de responder mais uma das declarações do chileno, agora na Europa, repetindo as mesmas afirmações que proferiu nas reuniões do Mercosul, quando atacou a Venezuela e Cuba. Lá na Europa, atacou a Rússia na guerra com a Ucrânia.

    Talvez, para agradar algum de seu complicado público interno e tentar conter as seguidas derrotas políticas acumuladas e ainda sem sinal de reverter, seu grupo político mostra preocupação e o nome da ministra e aliada Camilla pode ser a saída para uma disputa nas próximas eleições. O mesmo que acontece na Argentina, com a desistência de Fernandez de se reeleger para tentar manter o grupo no poder com outro nome.

    Lula chamou o chileno, agora há pouco, de jovem e apressado. Uma maneira educada de dizer que ele não entende do que está dizendo.

    Por quais motivos forem, seria melhor para o jovem presidente chileno que ele não usasse as duras lutas dos povos para promoção pessoal. Não que ele não tenha o direito de expressar sua opinião – pode e deve fazê-lo – mas de forma equilibrada e construtiva. Se posso aconselhar, que ele procure ouvir mais o nosso presidente e promover a reconciliação, a paz e a integração latino-americana em primeiro lugar. Feito isso, que fale à vontade.

  • Trump e Bolsonaro.

    julho 18th, 2023

    Me parece pouco destacada a evidente ligação entre as principais figuras do fascismo nas Américas.

    No momento, até a dinâmica dos dissabores com investigações e decisões judiciais aproximam o destino dos dois ex-presidentes.

    Enquanto o brasileiro já está inelegível por decisão do TSE, não passa um dia sem que noticiem novas investidas contra o ex-americano.

    Dizem que o futuro dos processos nos EUA contra Trump não vai impedir a sua candidatura a presidente no próximo ano.

    E, como não entendo nada de justiça, muito menos a americana, é impossível opinar.

    Me reservo a observar as semelhanças entre eles, tanto nos métodos obscuros de condução das carreiras políticas quanto no exercício da administração na presidência.

    E que ambos chegaram longe demais e foram rapidamente afastados.

    Por aqui, o nosso ex-presidente terá um longo calvário a cumprir. A sentença de sua inelegibilidade tem o peso de uma âncora, e em algum momento seu grupo político deverá romper a amarra para seguir. Isso dependerá do sucesso do atual governo e de algum nome viável da direita para as disputas futuras. Em ambas as frentes, o prognóstico não é favorável ao fascismo.

    Aguardemos a intricada dinâmica das decisões judiciais do norte. Se não entendemos bulhufas de leis, sabemos o quanto as elites prezam por seus interesses.

    O que atrapalha, e vejo como um dos principais motivos da vitória anterior de Trump, é a guerra na Ucrânia. Trump é contra as guerras e esse seu discurso calou fundo numa sociedade cansada de tantas.

    Biden segue feroz, cambaleante, mas feroz.

    Pode estar aí a derrocada do democrata, se a justiça não segurar antes o republicano.

    Eu vejo uma espécie de retroalimentação entre as decisões nos EUA e no Brasil sobre as duas figuras. Não vejo ninguém fazer esse paralelo, mas sigo pensando assim.

    Veremos o que vai acontecer.

    Se for verdadeira a minha avaliação, Trump não chega na próxima eleição.

  • Pibinho.

    julho 18th, 2023

    A divulgação da prévia do PIB de maio, com um resultado negativo de 2%, acendeu a luz amarela na economia e provocou reações de Haddad contra os maiores juros do mundo, praticados pelo suposto terrorista bolsonarista que ocupa o Banco Central.

    Quanto menor a inflação, que atualmente está em torno de 4%, maior se torna a taxa de juros reais, agora em 10%!

    O crescimento de 3% registrado no primeiro trimestre foi quase inteiramente impulsionado pelo agronegócio exportador. Ainda temos a ajuda do dólar valorizado, em torno de R$5, que, mesmo com uma tendência de queda, continua favorecendo o setor.

    No entanto, o setor de serviços ainda precisa reagir e dependeremos do retorno do consumo, que por sua vez está atrelado a boas expectativas de negócios e ao aumento da renda geral.

    A questão dos juros é crucial aqui; qualquer um minimizando a importância de juros tão elevados e seu impacto nos investimentos ou é ignorante ou tem interesses.

    Ou é pilantra.

    No entanto, não basta apenas reduzir os juros, pois ainda convivemos com taxas exorbitantes de 200% a 400% nos créditos concedidos.

    Nesse ponto, podemos sair do patamar de maiores juros do mundo para competir em níveis cósmicos.

    Haddad expressou sua preocupação após a divulgação da queda do PIB em maio, e embora as previsões de crescimento de cerca de 2,5% para o ano sejam mantidas, ainda estamos desconfortáveis com o freio geral na economia e precisamos impulsioná-la novamente.

    O setor de serviços é fundamental nesse processo, enquanto também trabalhamos em políticas sociais e programas de renegociação de dívidas. É urgente recuperar o crédito para o investimento e cuidar da massa salarial.

    O Novo Pac está em vias de ser implementado, com R$ 70 bilhões para dinamizar o emprego, mas a melhora na renda levará mais tempo para se manifestar.

    Pesquisas recentes mostram uma crescente aprovação na imagem do Presidente Lula, e, em tempos de aparências e tendências, com informações instantâneas, é fundamental que as pessoas acreditem em um futuro promissor.

    Temos pressa, pois nem todas as lambanças serão corrigidas de pronto.

    E, quem sabe um dia, possamos viver em um país com juros de crédito civilizados. E depois de 60 anos de vida, ainda não vi isso acontecer.

  • Preço dos alimentos.

    julho 18th, 2023

    O acordo da Rússia para escoar a produção de grãos com a Ucrânia, mesmo durante a guerra, foi suspenso.

    No início do conflito, há um ano, algo semelhante aconteceu, e os preços dos alimentos sofreram aumentos pesados, somados à queda da oferta de petróleo russo, que estava boicotado naquela ocasião.

    Na época, estranhei o fato, mas como a Rússia fornecia gás para as indústrias e aquecimento residencial da Europa, parecia justificar a inflação de alimentos.

    Ontem, logo após o anúncio do fim do acordo, os preços dos grãos subiram nas bolsas mundiais.

    Pesquisei rapidamente a participação da Ucrânia no mercado mundial de grãos e obtive números que mostram que ela representa apenas 2% da produção total no mundo e contribui com 4% das exportações.

    Me parece quase insignificante.

    Algumas regiões próximas podem ser afetadas, ao menos no curto prazo, mas rapidamente o fornecimento pode ser reposto por outras fontes.

    A questão central está em outro lugar, não no mercado de grãos, mas sim no financeiro, no mercado da especulação. É nesse mercado que se escondem números relativamente modestos da influência ucraniana no mundo, enquanto especulam e blefam com uma carência que não existe.

    Infelizmente, as guerras também servem para isso.

    Por aqui, não esperem maiores consequências, pois os produtos ucranianos supostamente em falta têmos em abundância.

    O que nos afeta é a falta de informação sobre qualquer tema.

    Por exemplo, a guerra é financiada pelo consumidor europeu, que paga muito mais caro pelo gás combustível transportado de navios desde os EUA, enquanto os próprios dutos, construídos recentemente, que traziam o produto russo, estão explodindo.

    E agora, os EUA estão reabilitando a Venezuela, pois precisam substituir a compra de petróleo russo que foi boicotado.

    O conflito escala, e os poucos e precários acordos fracassando indicam que a paz fica cada vez mais distante.

  • A casa-grande e a senzala.

    julho 17th, 2023

    Vamos aos fatos: temos uma previsão de saldo comercial com o mundo estimado em US$ 80 bilhões, e o ex-presidente Lula está na União Europeia negociando um acordo entre eles e o Mercosul.

    O impasse com os europeus supostamente está em cláusulas ambientais, que, na verdade, encobrem intenções de garantir sanções. Parece que Lula está usando o mesmo argumento, porém com sinal trocado, ao esconder seu principal objetivo de assegurar compras governamentais para o nosso mercado e priorizar o desenvolvimento industrial do Mercosul e do Brasil.

    Mesmo que obtenhamos bilhões de dólares em nosso comércio com o exterior, ao incluirmos a conta de serviços e remessas de lucros para o estrangeiro, o resultado final mostra um déficit de US$ 50 bilhões.

    Nessa conta estão incluídos os fretes de navios que escoam nossa tão aclamada produção agrícola, praticamente inteiramente feito por navios estrangeiros. Para efeito de comparação, seria como se fôssemos uma grande fazenda produtora, mas sem carroças suficientes para transportar nossa produção.

    É uma situação deprimente.

    Para deixarmos a imagem da fazenda de lado, – que é cantada em prosa e verso e geralmente de mal gosto – seria necessário uma revolução em nossa produção de manufaturas, invertendo o fluxo de remessas de lucros e pagamento de juros para as matrizes das fábricas aqui instaladas.

    Brizola não cansava de denunciar as “remessas internacionais”, escandalosas em seu tempo e ainda nos tempos atuais.

    Através desse mecanismo, as grandes multinacionais remetem fortunas adquiridas nos países emergentes e pobres, exigindo pagamento do investimento e dos juros dos capitais, enquanto impedem o nascimento de produção própria. É uma velha história sempre revisada e nunca resolvida. Parece até que ninguém liga mais pra isso, as remessas estão inteiramente normalizadas no funcionamento comercial atual e ninguém fala delas.

    A intenção de tantas viagens e reuniões no exterior tem esse propósito, de reinserir o Brasil nas decisões mundiais que coordenam e regulam as trocas comerciais, o envio de lucros, dividendos e pagamento de juros. Sem acordos justos, a balança nunca encontrará equilíbrio, e seremos sempre uma fazenda produzindo riqueza para o senhor da terra, que mora na cidade distante.

    O clássico da nossa literatura pode parecer distante nos anos e no cenário de seu contexto. A maneira como a vida real ainda é vivida por aqui, todos inclusos, pouco ou quase nada mudou.

    Ainda há muito por fazer.

  • Acerto ou rendição?

    julho 17th, 2023

    Durante a semana, teremos um encontro – definitivo? – entre Lula e Lira, onde pretendem acertar a presença do Centrão no governo. O objetivo de um bloco político é conquistar o maior poder possível. O governo precisa de estabilidade para aprovar suas demandas no Congresso.

    Vale lembrar que iniciamos o ano com um Congresso potencialmente hostil, conservador e dominado pela direita. Além disso, esse Congresso estava acostumado com um orçamento bilionário e secreto, e seu Presidente Lira seria, no regime anterior, uma espécie de Primeiro Ministro. Eles imaginavam essa situação como permanente, articulando mudanças na constituição para um semi-Presidencialismo, com a Câmara detendo o poder real.

    No entanto, tudo isso mudou.

    Mas não foi óbvio que isso aconteceria. Exigiu muito trabalho, planejamento e a extraordinária inteligência de alguém que todos sabemos quem é.

    Mas a dinâmica do arranjo ainda está em discussão; é necessário estabilizar a convivência, de forma razoável e respeitando a decisão das urnas. E isso parece caminhar para acontecer.

    Meirelles foi um gênio das finanças nas mãos de Lula, depois virou a ponte para o futuro com Temer. Haddad está nas graças do Mercado; antes, quando Prefeito de São Paulo, mal conseguia aprovar a implantação de ciclovias na cidade. O sucesso de ambos teve, em comum, a liderança de alguém que todos sabemos quem é.

    Venha Centrão, venha ser parte disso, confiamos nos rumos do país e nas mudanças necessárias para alcançarmos tempos melhores.

    Juntem-se aos bons.

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