O comércio de plasma humano é uma forma delicada de descrever a atividade de compra e venda de sangue humano.
Somente em um país de miseráveis e insensíveis, essa prática comercial poderia prosperar, explorando pessoas necessitadas, frágeis e pobres em detrimento de interesses comerciais dos mais sórdidos que uma sociedade é capaz de produzir.
Durante a época da ditadura militar, que ocorreu entre 1962 e durou 21 anos, essa prática era livre e autorizada, e quiosques ficavam nas principais praças das capitais coletando sangue de pessoas famintas que doavam em troca de alguns trocados. Era comum ver pessoas desmaiadas próximas a esses locais de coleta de sangue, exauridas em suas últimas forças pela necessidade.
A Constituição de 1988 acabou com essa prática, e o retorno da ideia nos tempos atuais não é mero acaso. O momento de “salve-se-quem-puder” e “vale tudo”, reavivado pelo fascismo, não poderia ignorar a prática desumana como símbolo de sua vitória contra a sociedade.
Aprovado na CCJ do Senado, na comissão que tem promovido loucuras recentemente, espero que não prospere no plenário.
Prefiro continuar lidando com vampiros simbólicos do que com reais.
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Nossos valorosos Senadores, na falta absoluta do que fazer e sem a mínima noção do que poderia ser bom, útil e melhor para a população, seus eleitores, continuam inventando pautas para provocar o STF e agradar a ala fascista entre seus pares.
Como em toda maluquice, essa também tem método. Alcolumbre aprovou na CCJ limites de decisões monocráticas da corte suprema – que poderiam e deveriam ser melhor discutidos, porque há algum mérito – em tempo recorde de 40 segundos. Se não foi ainda aquela outra ideia – essa sim bem anti democrática – de revisar decisões não unânimes, no contexto e na forma que aprovaram, mais uma afronta ao STF.
Uma outra discussão sobre a duração de mandatos de Ministros do STF estava tentando entrar na pauta – o que também não é uma ideia para descartar sem uma melhor apreciação – parece que sucumbe diante da reação dos atuais ministros do STF, que sobre as outras iniciativas nada comentaram.
O consenso na corte é que tudo isso aí é uma briga por votos entre candidatos a presidente do senado no ano que vem. Alcolumbre pediu até apoio do ex-presidente para sua candidatura, e isso explica suas iniciativas recentes. Pacheco, que pretende fazer o sucessor, além de manter seu nome em evidência visando o governo de Minas em 2025, também mostra as garras e promove pautas afrontosas ao judiciário, como a recente votação relâmpago do marco temporal.
Aquela outra iniciativa de revisar decisões do STF não vingou, como previsto, até para provocar era exagero. E todas essas outras, no fundo, têm mérito e deveriam ser melhor apreciadas, coisa rara no atual cenário legislativo, movido por rompantes ou iniciativas do executivo.
Como o executivo segue aprovando seus projetos de interesse, sobretudo as pautas econômicas, e como alguns resultados parciais positivos indicam que o rumo está correto, sobraram para os deputados e senadores as discussões menores, reacionárias, regressivas e polêmicas. A polêmica é o combustível da mediocridade para atrair a atenção e angariar votos e prestígio.
É o mundo novo, não só da política. Estamos todos, uns mais outros menos, envolvidos nessa nova rotina.
Que não é necessariamente ruim, bem aproveitada.
Vida que segue.
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Enquanto debatemos a crescente necessidade de abandonar o dólar como moeda nas transações comerciais entre países, o Brasil e a China concluíram a primeira operação entre as duas nações utilizando suas próprias moedas locais.
Apesar de ainda não ser algo de grande magnitude, trata-se apenas de uma operação de venda de celulose com a participação de um banco comercial de médio porte chinês.
Aqueles que viajam de trem pela Europa ou de ônibus percebem que podem cruzar fronteiras de diversos países com facilidade, graças a uma rede eficiente de pontes, viadutos, estradas e diversas opções de transporte terrestre, que incluem trajetos com milhares de anos de história, outros centenários, e alguns modernos ou em constante renovação.
Ao compararmos essa realidade com a da América Latina, fica evidente o quão desfavorável é a nossa situação. A integração na América Latina é tão insuficiente quanto nossas relações comerciais e culturais. Basta observar que, para chegarmos ao Paraguai, contamos apenas com uma ponte de acesso, e o mesmo se aplica à Argentina, onde temos apenas um acesso viário.
Além disso, não possuímos uma ligação direta com o Oceano Pacífico, o que poderia facilitar o escoamento de nossa produção. Parece que agora estamos caminhando em direção a essa ligação por meio do Chile, um projeto que servirá para integrar Argentina, Brasil, Paraguai e Chile. No entanto, esse projeto ainda não está concluído e é de grande importância.
É importante perceber como a soberania e o desenvolvimento de um país dependem dessas integrações e trocas comerciais. Isso começa com acordos em casa e com os vizinhos, o que gera oportunidades para o comércio internacional, fortalece as fontes financeiras e abre horizontes amplos.
A razão pela qual essas iniciativas não foram implementadas anteriormente está ligada ao passado colonial e às imposições sobre nossas economias e as de nossos vizinhos, frequentemente intermediadas por interesses que não servem aos nossos.
Isso está diretamente relacionado à troca entre o Brasil e a China, sem a necessidade da intermediação do dólar, pois representa um passo importante em direção à autonomia nas relações comerciais e à quebra de padrões que historicamente nos limitaram.
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Dois eventos destacaram o momento da vida nacional com riqueza de detalhes.
A entrevista do Presidente do Banco Central, Campos Neto, ao comparar o ex-presidente com o atual Presidente do Brasil, e a greve do metrô de São Paulo de ontem.
Na entrevista após sua reunião com Lula, Campos Neto enfatizou que o Presidente atual demonstra muita paciência e disposição para ouvir, comparando-o com o ex-presidente. Ele mencionou como se preparava para suas reuniões com o ex-presidente, sabendo que tinha apenas 3 minutos para expressar suas ideias, porque após esses poucos minutos o ex-presidente se dispersava e a conversa morria antes mesmo de começar.
Isso é notável, considerando que ele era responsável pela política de juros no Brasil, o que custa R$ 700 bilhões por ano. Esse é o preço de suas decisões, algo que o ex-mandatário não demonstrava interesse em compreender. Isso mostra, se alguém ainda precisar de um exemplo nesse ponto, o quão profundamente estávamos enterrados em uma vala inacessível.
O segundo momento esclarecedor e revelador ocorreu durante a greve do Metrô de São Paulo ontem, que durou apenas um dia e já foi encerrada. O atual governador, Tarcísio, aproveitou uma entrevista concorrida para afirmar que o Metrô estava em greve, mas as linhas privatizadas estavam funcionando perfeitamente, o que, segundo ele, demonstrava a validade da escolha de continuar com as privatizações.
No entanto, assim que o governador terminou sua entrevista, a linha 9 à qual ele se referia parou de funcionar devido a uma falha elétrica no sistema. Curiosamente, essa foi a 51ª vez no ano que essa linha específica apresentou problemas, um número cinco vezes maior do que as falhas nas outras linhas que ainda são estatais no metrô paulista. E a tal linha 9 continua com defeito nessa manhã de quarta, enquanto as que estavam em greve ontem, trabalham normalmente. O argumento agora é que pode ter havido uma sabotagem. Mas a dúvida então é se as outras 50 falhas foram sabotagem também.
A maioria dos meios de comunicação tradicionais apoiou as declarações do governador e condenou a paralisação, que ocorreu em protesto contra as futuras privatizações anunciadas. Um dos argumentos comuns entre os analistas desses meios foi que o atual governador foi eleito com um mandato conhecido e aprovado, que inclui privatizações.
No entanto, é importante ressaltar que, nas eleições para a cidade de São Paulo, o vencedor foi Haddad, com mais de 10% de vantagem, enquanto perdeu a eleição para o governo paulista devido aos votos do interior. O interior não possui metrô, e os comentaristas esqueceram de mencionar que os moradores da capital estavam pagando o preço das escolhas políticas que não afetavam diretamente o interior.
A vida segue, e o drama nacional tem muitos elementos de tragédia, mas quando observado de perto, a comédia muitas vezes se sobressai.
Não deixa de ser um consolo.
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Para começar, associar o crescimento do Brasil a um foguete não foi ideia minha; a revista The Economist fez isso primeiro durante o governo anterior de Lula.
Mas essa imagem representa a possibilidade contida por desmandos, incompetência e muita burrice, de quem não consegue aproveitar as potencialidades de um país continente como o nosso.
Estamos novamente na expectativa de crescimento do PIB em números expressivos, com previsões variando entre 3,3% e até 4% para este ano. Lembrando que partimos de previsões de 0,7% no início do ano e ainda estamos sob o jugo das maiores taxas de juros do mundo.
Esse crescimento está sendo acompanhado por um aumento da massa salarial, aumento do emprego e do investimento – aquele tipo de crescimento que beneficia a todos. Foram gerados 1,3 milhão de empregos até agora, 230 mil só em setembro e a meta do ano é 2,0 milhões. Com carteira assinada.
A demanda de Natal já provocou uma subida na inflação do produtor, compensada pela queda dos preços dos alimentos, o que manteve a média de inflação comportada.
Eu me pergunto por que os outros governos não fazem o mesmo, qual é o segredo de Lula?
Incluir os mais pobres no orçamento seria a resposta.
E se ele realmente incluir os mais ricos no imposto de renda, como prometeu, há quem esteja calculando uma arrecadação superior a R$ 300 bilhões apenas com essa iniciativa inédita de taxar as grandes fortunas, dividendos e bloquear outras manobras contábeis para evitar o pagamento de impostos devidos.
Há algumas manobras incríveis, como aquelas que usam isenções promovidas pelos Estados e depois usam esses impostos não recolhidos como crédito para abater outros recolhimentos devidos.
Está cheio desse tipo de coisa por aí, e Haddad tem falado muito sobre isso. Não precisamos necessariamente aumentar os impostos, mas sim cobrar o que é devido.
Mais tarde, vou detalhar melhor sobre o Minha Casa Minha Vida, que mal recomeçou e já está fazendo a construção civil crescer 10% no primeiro semestre. Como a base de comparação ainda é fraca, aos poucos o crescimento do setor será mais evidente. Para lembrar, o MCMV foi responsável por 80% do investimento na construção civil no governo anterior de Lula e também no governo de Dilma. Ou seja, todos aqueles projetos de construção que você via nos bairros das cidades em todo o Brasil, financiados pelo setor privado, representavam apenas 20% do total. Isso mostra a diferença que um programa como esse pode fazer.
Temos um desafio pela frente em relação ao câmbio, como expliquei em outro post. A enorme demanda por dólares dos Estados Unidos para rolar dívidas está sugando a liquidez de dólares no mundo e causando uma alta generalizada da moeda. Não há muito o que fazer, além de acelerar o máximo possível a transição do dólar como moeda de referência e permitir que cada país use sua própria moeda nas transações globais.
Esse é o futuro.
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Um dos principais objetivos do grupo político derrotado nas últimas eleições era enfraquecer o STF, elegendo uma bancada forte no Senado para influenciar decisões judiciais.
O Senado é responsável por sabatinar e aprovar as indicações dos ministros do STF feitas pelo Presidente em exercício, e, portanto, é quem pode promover o impeachment, se necessário.
Os alvos de impeachment seriam Moraes e Barroso, e com as duas nomeações do novo mandato, buscavam dominar a corte.
O plano não foi totalmente bem-sucedido, mas as piores figuras se elegeram e somados aos membros existentes, formaram um cenário que permaneceu inativo, despertando com a imposição da aprovação do Marco Temporal, cujas consequências ainda são desconhecidas.
Um dos motivos parece ter sido a arrecadação de dinheiro para campanhas nos municípios no próximo ano. Se essa versão for confirmada, as consequências podem estar relacionadas apenas ao Marco Temporal; mas, dependendo de uma decisão interna do Senado e de suas lideranças, que podem adotar uma postura semelhante à da Câmara de Lira e suas chantagens. Isso tornaria o ambiente de negociação entre os poderes mais instável, não necessariamente incontrolável, imprevisível ou ameaçador, mas certamente complicado, dispendioso e trabalhoso.
Apesar das dificuldades, ainda há espaço para negociação considerável.
Além disso, como mencionado anteriormente, as principais pautas estão sendo aprovadas.
Embora falte aprovar a Reforma Tributária no Senado sem atrasos, a fim de não dar a Lira uma ferramenta de chantagem no final do ano.
Faltou falar da tal PEC que faria uma revisão das decisões do STF, que já foi até apresentada formalmente.
Essa proposta de PEC é, na verdade, uma ideia sem sentido. Veremos se ela ganha tração nesta semana; provavelmente, na semana que vem, ninguém mais falará sobre isso. Parece ser uma tentativa de chamar a atenção, e mesmo que essa turma tivesse vencido as últimas eleições presidenciais, não seria esse o foco principal do grupo. Eles provavelmente prefeririam um ataque direto a Moraes e Barroso e tentariam obter a maioria no Pleno, como explicado anteriormente. Essa proposta serve apenas para criar alarde e não tem relevância prática.
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Nunca é demais acompanhar os fatos, sobretudo quando acontecem diante dos nossos olhos.
A Argentina está a menos de três semanas do primeiro turno das eleições presidenciais, com o candidato Milei ainda liderando as preferências.
Observe a complexidade da personalidade, foram necessários três exemplos distintos somados para tentar explicar que tipo de figura é a candidatura de Milei: Bolsonaro+Zelenski+Tiririca.
E ainda poderíamos acrescentar o nome de Trump, o verdadeiro mestre das mentiras e da política de choque da atualidade. Outros fizeram o mesmo em seu tempo, mas não com tanta facilidade de disseminação e alcance.
Ontem à noite, tivemos um debate entre os principais candidatos à presidência na Argentina, e, assim como ocorreu aqui, o candidato considerado fascista não se fez de rogado e repetiu todo o arsenal de ataques, desinformação e mentiras, dizem que lá os empresários começam a preferir seu nome, porque pensam que ele tem mais chances de vencer os Peronistas, o PT de lá.
Pensam em apoiar, mas estão com medo do programa econômico do candidato, que promete resolver todos os problemas da doença matando o paciente.
Isso me lembra o Collor, porque o mesmo tipo de dúvida surgiu por aqui durante sua candidatura, havia hesitação dos empresários em relação ao seu nome. E, quando chega a hora de decidir o voto, toda classe concorda em eleger um tresloucado e depois morre de raiva e arrependimento.
Porque não se trata de escolher, mas de negar.
A distribuição de renda, as oportunidades, o progresso compartilhado. Preferem os cemitérios onde provavelmente já estão, e para onde desejam que todos nós estejamos.
Como aqui, com os aeroportos cheios e o povo viajando e consumindo, provocou uma onda de indignação e ódio de classe, culminando no bolsonarismo que representa tudo isso.
Existe alguma esperança de que os argentinos contenham o candidato controverso e não o elejam no segundo turno, talvez, porque as pesquisas lá são historicamente problemáticas, e os três principais candidatos estão com cerca de 1/3 do eleitorado cada, de modo que ele nem passe para o segundo turno.
Mas é pouco provável esse cenário; ao menos no segundo turno, o candidato do fascismo deve chegar.
E algumas diferenças podemos notar entre sua performance e a do bolsonarismo no Brasil. Milei não tem apoio dos candidatos no legislativo; se eleito, contará com uma bancada mínima de apoio. E também não aparece ao lado de militares, faz, segundo consta, reuniões secretas com eles.
Os militares argentinos, assim como os nossos, saíram desmoralizados do governo ditatorial que impuseram ao país, com o agravante de tentar uma guerra contra a Inglaterra pela posse das ilhas Malvinas e foram derrotados vergonhosamente. Seria por parte dos argentinos uma constatação histórica que não tivemos aqui no Brasil, por sorte ou azar, difícil dizer, descobriram como os militares não serviam para governar e quando foram para uma guerra, perderam fragorosamente. Assim os vizinhos constataram que seus militares não serviam para nada.
Boa sorte aos argentinos no pleito próximo, vão precisar.
De sorte e de juízo.
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Nessa data, não faz muito tempo, os poucos neurônios do bolsonarismo começaram a praticar seu plano de desconhecer o resultado adverso das eleições e se manter à força no poder.
Foram dois meses entrincheirados no Palácio do governo, chamando os seus pares para consumar aquilo que estava subentendido ao longo de seu mandato: que as urnas foram fraudadas e ele era o único e legítimo vencedor.
Como todos sabiam que aquilo era uma encenação para consumo eleitoral sem nenhuma veracidade ou indício, cada um foi cuidar de suas vidas, enquanto o projeto mal acabado de ditador enchia os ouvidos de seus reduzidos parceiros de golpe.
Sobretudo os comandantes militares que ele havia escolhido poucos meses antes.
Hoje, apareceu mais um vazamento das delações do Mauro Cid, onde ele narra outras reuniões para discutirem minutas e mais minutas de golpe.
Parece mesmo que entre minutas e vender joias foram as únicas atividades do ex-presidente nos seus últimos dois meses.
Ou de seu mandato inteiro.
A Polícia Federal segue na busca de confirmação das delações do Cid, e daqui a pouco, com um novo PGR, a coisa vai tomar rumos seguros e o ex-presidente estará em péssimos lençóis.
A frase do título reproduz o entusiasmo de uma das procuradoras da extinta Lava Jato, enquanto tramavam com os jornalistas da Rede Globo – e seus respectivos diretores e proprietários – os próximos ataques que a empresa faria em suas mídias contra o Lula e o PT.
O fundador da Rede de televisão, Roberto Marinho, gostava de dizer que o mais importante do que escolher o que mostrar era saber o que não mostrar.
Mas os tempos são outros, e para cumprir suas tarefas de impedir o Brasil de superar a maior concentração de renda do mundo, mantendo seu povo na ignorância e na pobreza, a rotina de esconder as verdadeiras notícias foi sendo substituída por uma de fabricar as notícias.
Isso significa mentir descaradamente, com o propósito de atacar lideranças sociais e políticas populares.
Roberto Marinho se foi, sua Rede não dispõe mais do monopólio da informação de seu tempo, precisando competir com as redes sociais cada vez mais ativas e influentes.
Mas sua estrutura jornalística, que engloba todo o território nacional e todas as mídias tradicionais, ainda consegue manter parte relevante da influência.
E a usa contra todos os avanços sociais e políticos, mentindo, inventando, distorcendo e omitindo informações. A omissão ainda faz parte do cardápio.
Essa última revelação da operação “spoofing”, aquela que possui todo o arquivo hackeado dos celulares dos procuradores da Lava Jato, obtidos por Delgatti, continua a mostrar, não exatamente revelar, porque já sabíamos, mas detalhar os movimentos internos dos procuradores e a missão comum com os jornalistas conhecidos da Rede Globo, para perseguir a esquerda, o PT e Lula, ignorar as verdadeiras mazelas e os verdadeiros corruptos e tentar eleger grupos e pessoas comprometidos com as causas que mantêm o Brasil na pobreza e na ignorância.
E olha que isso vem de longe, desde os tempos da ditadura de 1964, que a Globo apoiou, promoveu e sustentou.
E enriqueceu.
O que sobra de mais essa revelação, do conluio de escândalos direcionados, é reafirmar a convicção de que esse tipo de jornalismo e essa mídia não podem ser levados a sério.
O que também não é novidade.
As democracias convivem naturalmente com mídias de classe e seus representantes dominando o cenário de comunicação, apesar da crescente influência das novas mídias.
Sim, falta ainda muito por fazer, e não se sabe aonde tudo isso vai dar.
O desafio dos anos permanece o mesmo: conhecer e divulgar a verdade, denunciar o mal e o erro, combater a direita e o fascismo.
Tarefa das gerações.
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A dívida pública atingiu um novo recorde, chegando a 74,4% do PIB bruto, sem descontar as reservas cambiais. Isso se deve ao impacto dos gastos com juros da Selic até agosto. Somente neste último mês, os gastos com pagamento de juros atingiram a marca de R$ 85 bilhões, projetando um gasto anual total de R$ 800 bilhões.
O déficit primário, que engloba todas as despesas exceto os juros, está previsto para alcançar R$ 140 bilhões durante o ano de 2023. Com esse déficit, financiamos as operações do governo brasileiro, incluindo o pagamento dos salários do funcionalismo, a saúde pública, a educação, os aposentados e pensionistas, os investimentos, entre outros.
É importante observar que o déficit de R$ 140 bilhões, que tem sido amplamente discutido por economistas de uma determinada corrente e pela maioria dos comentaristas e analistas da mídia, levando todos a pedirem cortes em diversos setores, é equivalente a apenas um mês e meio de pagamento de juros pelo Banco Central, cujo presidente é um apoiador do governo Bolsonaro, Campos Neto.
Esses defensores dos altos juros são inabaláveis em sua posição. Este é um assunto antigo, mas nunca é demais lembrar e acompanhar as contas envolvidas. Diante dessa disparidade evidente e desse viés inquestionável, onde os juros beneficiam os ricos enquanto os investimentos públicos atendem a todos, especialmente os mais necessitados, a crítica ácida dirigida a um aspecto da realidade econômica – embora importante – e a ausência total de crítica ao mal muito maior causado pelos altos juros não deixam dúvidas sobre com quem estamos lidando.
Essas são vozes ligadas ao dinheiro, ao mercado financeiro e aos parasitas do estado brasileiro, que se acostumaram a ganhar dinheiro sem riscos. O nosso futuro depende de fazer com que essas pessoas trabalhem e paguem impostos.
O resto é o luar de Paquetá.
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