Fechar o STF -II

Foto por Nicholas Githiri em Pexels.com

Nossos valorosos Senadores, na falta absoluta do que fazer e sem a mínima noção do que poderia ser bom, útil e melhor para a população, seus eleitores, continuam inventando pautas para provocar o STF e agradar a ala fascista entre seus pares.

Como em toda maluquice, essa também tem método. Alcolumbre aprovou na CCJ limites de decisões monocráticas da corte suprema – que poderiam e deveriam ser melhor discutidos, porque há algum mérito – em tempo recorde de 40 segundos. Se não foi ainda aquela outra ideia – essa sim bem anti democrática – de revisar decisões não unânimes, no contexto e na forma que aprovaram, mais uma afronta ao STF.

Uma outra discussão sobre a duração de mandatos de Ministros do STF estava tentando entrar na pauta – o que também não é uma ideia para descartar sem uma melhor apreciação – parece que sucumbe diante da reação dos atuais ministros do STF, que sobre as outras iniciativas nada comentaram.

O consenso na corte é que tudo isso aí é uma briga por votos entre candidatos a presidente do senado no ano que vem. Alcolumbre pediu até apoio do ex-presidente para sua candidatura, e isso explica suas iniciativas recentes. Pacheco, que pretende fazer o sucessor, além de manter seu nome em evidência visando o governo de Minas em 2025, também mostra as garras e promove pautas afrontosas ao judiciário, como a recente votação relâmpago do marco temporal.

Aquela outra iniciativa de revisar decisões do STF não vingou, como previsto, até para provocar era exagero. E todas essas outras, no fundo, têm mérito e deveriam ser melhor apreciadas, coisa rara no atual cenário legislativo, movido por rompantes ou iniciativas do executivo.

Como o executivo segue aprovando seus projetos de interesse, sobretudo as pautas econômicas, e como alguns resultados parciais positivos indicam que o rumo está correto, sobraram para os deputados e senadores as discussões menores, reacionárias, regressivas e polêmicas. A polêmica é o combustível da mediocridade para atrair a atenção e angariar votos e prestígio.

É o mundo novo, não só da política. Estamos todos, uns mais outros menos, envolvidos nessa nova rotina.

Que não é necessariamente ruim, bem aproveitada.

Vida que segue.

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