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Blog do Franco

  • É nosso.

    novembro 22nd, 2023

    A reunião de ontem com o Presidente da Petrobras, Prates, Lula, Haddad e o Ministro da Indústria, pouco destacada, me pareceu de vital importância.

    Foram avaliados quatro pontos: preço brasileiro dos combustíveis, investimentos prioritários em petróleo e gás, conteúdo nacional nas compras e distribuição de dividendos dentro das práticas comuns do setor.

    “Preço brasileiro” significa que a Petrobras ainda está cobrando caro pelos nossos combustíveis e não tem acompanhado a queda do preço do barril no mercado mundial, nem a queda da cotação do dólar. Aqui o cuidado é fundamental; quanto mais baixo for o preço do nosso combustível, mais a inflação vai ceder e o Banco Central, com a política do Bolsonarismo, vai baixar os maiores juros do mundo. Remover a trava dos juros é fundamental para o crescimento do Brasil.

    Rever a política de investimentos está relacionado à urgência do país em realizar grandes negócios. A Petrobras é a principal empresa brasileira, e seus investimentos fazem muita diferença nos rumos gerais da economia. Quanto mais e melhor investir, mais o Brasil cresce.

    A compra de conteúdos nacionais é a tentativa de retomar estaleiros e serviços específicos da cadeia de petróleo e gás, que estão parados desde o golpe em Dilma. Não é possível ficarmos gastando com empresas estrangeiras e deixarmos as nossas paradas. Além disso, é uma promessa de campanha que funciona e emprega muita gente na indústria.

    Por fim, a política de continuar distribuindo R$ 20 bilhões em dividendos e perdendo capacidade de investimentos com essa maluquice. As maiores empresas de petróleo do mundo não distribuem mais de R$ 8 a R$ 10 bilhões, e a Petrobras não tem motivo para continuar favorecendo acionistas minoritários e deixando de lado seus investimentos.

    Foi uma reunião muito importante e tratou de temas muito sérios que precisam de resposta imediata. Para o atual presidente da Petrobras, Prates, foi uma espécie de aviso. Ele entendeu tanto que volta na semana que vem com todo o plano de negócios para discutirem juntos no Planalto.

  • Milei : mais pra Collor do que pra Bolsonaro?

    novembro 22nd, 2023

    Eu percebo no atual presidente da Argentina mais semelhanças com Collor do que com Bolsonaro. Ele não possui histórico partidário, não tem apoio das forças armadas, não conta com o respaldo de igrejas evangélicas, e veio da TV, onde era analista de economia. Não é um ignorante e tem práticas de ocultismo em seu currículo. Tudo semelhante a Collor.

    Seu autoritarismo é diferente do Bolsonaro; não tem proximidade com milícias ou crime organizado, e não enfrenta acusações de corrupção, rachadinhas ou posse de patrimônio incompatível com sua renda.

    Assim como Collor tinha seu PC Farias como homem da mala e chefe de seu esquema, Milei ainda não assumiu, então falta surgir esse tipo de parceiro para ele. Talvez seja a irmã; vamos aguardar.

    Milei propõe um tratamento de choque na economia, e alguma espécie de confisco ou quebra de contratos é provável. Ele diz que não, mas anunciou a paralisação de todas as obras no país e o fim dos repasses obrigatórios para as províncias, que são os estados por lá. Isso me parece uma quebra de contrato bastante séria.

    Ele aparenta ter apenas um plano para seu governo: a dolarização. E ele fala em seu próprio nome quando se refere a temas econômicos, dispensando o “Posto Ipiranga” típico de nosso ex-presidente.

    Collor falava em bala de prata quando se referia ao seu plano econômico e promoveu uma abertura econômica destrambelhada, iniciando o ciclo de destruição industrial que só foi parcialmente revertido no primeiro governo de Lula.

    O que de Milei percebo em seu início pode valer também para o que prevejo em seu fim. Dificilmente ele terminará seu mandato.

    Nosso ex-presidente, apesar da preguiça e incompetência, se agarrou ao cargo, entregou tudo para o centrão e foi vender jóias e andar de moto. Chegou ao fim de seu mandato mantendo seu eleitorado, que quase o reelegeu.

    Vamos ver o que acontece.

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  • Drible da vaca.

    novembro 21st, 2023

    A ilação é complicada, mas irresistível.

    O governo teve o ano inteiro para concluir o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, afirmou que ia fazê-lo, mas não foi adiante e acabou por não ser realizado.

    O prazo final é 10 de dezembro, quando o novo governo argentino assume, e aí nenhum tratado será assinado. Assinará, o novo presidente Argentino, apenas com os EUA, caso Trump retorne; somente com o Brasil em 2034, se Bolsonaro voltar; com Bibi de Israel, aí sim, estará liberado desde já.

    Não é para lamentar o fato do acordo entre Mercosul e UE não ter sucesso, pois já falamos algumas vezes sobre o tratado e nunca me convenci de que seria um bom negócio. Eles vendem computadores e máquinas, enquanto nós exportamos banana, soja, um pouco de carne e talvez frango. Isso não é vantajoso.

    Devido a uma série de obstáculos e imposições por parte dos europeus, especialmente em relação às metas ambientais, o Brasil rejeitou a proposta. Lula reclamou publicamente da iniciativa, chamando-a de pouco amigável, e a assinatura foi sendo adiada, atrasada, reiniciada, e agora, na véspera do novo governo argentino assumir, há essa correria, mas parece que nada vai acontecer.

    Lula ligou para a Europa, agendou reuniões, e diz que tem pressa. Alguma coisa me diz que há um dedo oculto, uma intenção escondida, de nunca assinar esse acordo nas condições atuais. Talvez, um acordo futuro, com condições melhores, ainda possa ser avaliado.

    Agora acabou, e me fica a impressão de que nosso Lulinha, enquanto acelera o BRICS a mil, estava freando esse outro acordo com os europeus.

  • A volta dos que não foram.

    novembro 21st, 2023
    Foto por Miguel u00c1. Padriu00f1u00e1n em Pexels.com

    O PIG está de volta, o Partido da Imprensa Golpista, criação do saudoso Paulo Henrique Amorim, está de volta, sem nunca ter ido.

    A cobertura do genocídio na Palestina dá o tom geral da índole da nossa imprensa parcial e desumana.

    E concordo com a expressão que descreve o jornalismo do PIG como de implicância, que depois escala para os ataques e segue com mentiras e apoio a golpes.

    Em resumo, não aceitam, não querem e preferem derrubar tudo, mesmo que afundemos todos.

    Por exemplo, é o que acontece agora na Argentina, que chamam de libertário, liberal ou de direita, um sujeito e um futuro governo claramente extremista e fascista.

    Observo mais uma vez que isso nos dará a oportunidade de conhecer os efeitos nefastos de políticas liberais radicais, sustentadas a baionetas e violência. Alguém espera que as medidas que serão tomadas por lá sejam impostas na conversa?

    E não é só isso. Uma inspiração pela Escola Austríaca de economia, totalmente alucinada, será implementada e aviso que fracassará. Depois, vão dizer que não foi bem feito, não foi bem implementada, faltou isso ou aquilo. Preferem ficar com a teoria, impossível de ser executada, mesmo à força, do que com os resultados desastrosos que ela apresenta.

    Enfim, sobre os países desenvolvidos, ricos e saciados nos seus dias, eu sempre que tenho oportunidade relembro que só têm o que têm, vivem na riqueza e na fartura porque são colonizadores e ladrões das riquezas alheias. Atualmente, disfarçam e formam alianças militares de armas, exatamente como sempre fizeram. Um país viver de trabalho e desenvolvimento, como a China faz atualmente, sem invadir e saquear, me parece um feito inédito na história do mundo.

    Vamos em frente, defendemos o nosso governo com convicção e serenidade; as propostas da oposição são inferiores e os resultados, idem. A imprensa defende o rentismo, os altos juros, as tarifas altas de serviços essenciais como água e luz, ao mesmo tempo que sonega e protege quem não paga imposto de renda e investe no exterior.

    Estão em cima de Dino, inventando escândalos; quando eles não existem, eles inventam. E agora estão dizendo que o PT e o Lula perderam as eleições na Argentina. Alucinados de ódio e preconceito. A saudação de Lula pela vitória e que não citou o nome do Milei, esta sendo criticada dia e noite. E fingem não perceber que Biden, até agora, não mandou nenhuma mensagem para o novo Presidente Argentino.

    Quando a bomba Argentina explodir, porque garanto que vai, fazem que não é com eles.

    Só que a gente não esquece.

    Enfim, eles têm um lado e inventam. Nós também temos e espalhamos a verdade.

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  • Divide et impera.

    novembro 20th, 2023

    Na semana que se inicia com a expectativa da provável indicação de Paulo Gonet como o novo Procurador-Geral da República (PGR), apoiado por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, e de trajetória conservadora conhecida, é notável a quantidade de pessoas reclamando, principalmente nas hostes progressistas.

    Embora seja comum que qualquer nomeação para qualquer posição provoque críticas, uma nomeação tão importante como a de PGR provoca muito mais.

    Os exemplos de surpresas em nomeações e alianças políticas são tão numerosos que suspeito que achar e citar exemplos de fidelidade e coerência perca fortemente de goleada.

    É disso que tratamos: de conveniência, de acordos, de alianças, de política aplicada na veia. A garantia nesses casos, permitam-me dizer, é relativa, para não dizer quase nula.

    Ao observar a atual composição do STF, lembrando quem nomeou quem, uma rápida reflexão sobre os julgamentos da última década e suas consequências , é reveladora.

    Lembremos que Gilmar Mendes e Alexandre Moraes foram nomeados por FHC e Temer, respectivamente, para citar apenas dois exemplos. Ah, Toffoli foi nomeado pelo Lula. Fux pela Dilma, etc

    Claro que todo o cuidado deve ser tomado, sem ilusões, na escolha de cargos tão importantes, e é isso que todos tentam fazer na medida do possível.

    No caso de Gonet, outra característica do Lula sobressai, e aqui ele não inova, apesar de não vermos a aplicação dessa prática com a devida inteligência, por essas bandas: divida e impere!

    Essa recomendação vem de longa data e, acreditem, funciona.

    Isso também se aplica, sem entrar no mérito da questão, do orçamento cada vez mais robusto nas mãos do Congresso. Com Dilma na presidência, o orçamento dos congressistas era de 8 bilhões, com Temer foi para 13 bilhões, com Bolsonaro para 30 bilhões e agora querem chegar a 40 bilhões. É uma quantia significativa que pode se transformar em fonte de corrupção, chafariz e outras práticas questionáveis. No entanto, observe bem, se essa gente está à venda, vamos comprar e fazer as reformas que o Brasil precisa.

    É uma crua, nua e dura realidade. E só mudará se o conjunto da sociedade alterar os critérios de escolha dos congressistas, ponto. Se é que tem algum. Outro ponto.

    A vitória do fascismo na Argentina mostra os perigos que rondam nossos países, considerando sempre a diversidade e distintas orientações e interesses políticos que a cada eleição parecem pender para o lado mais conservador, ao menos por hora, a única maneira de manter o comando das ações é sair na frente, antecipar tendências, somar e dividir na hora e na necessidade certa. Exige uma disposição e arte disponível para poucas pessoas, e temos essa pessoa no nosso governo.

    As opções disponíveis são limitadas, mas existem, com um pouco de atenção podemos notar as novas e promissoras lideranças surgindo. Na Argentina também, o recém eleito governador da província de Buenos Aires é jovem e tem futuro, ainda mais diante do previsível desastre contratado.

    Gonet está recebendo uma chuva de críticas quanto a sua indicação, vamos ver a decisão do Lula e se uma outra opção aparece. De qualquer maneira, o sucesso de um governo depende de do somar. Repare, como os liberais e direitistas não fazem e por isso fracassam, preferem governar para os seus e aí não progridem, porque ficam limitados e travados. Travando o crescimento e limitando o progresso.

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  • Eleição do TikTok.

    novembro 20th, 2023

    Antes é importante observar que a eleição foi na Argentina, não vamos internalizar a derrota. Os hermanos entraram pelo cano.

    Depois é bom refletir nas consequencias para nós, que me parecem pequenas. Os hermanos precisam mais de nós que nós deles .

    Terceiro que a experiência do caos parece irresistível para determinadas mentes, sobretudo as vazias, e como são muitas, acabam vencendo por um breve período que não conseguem renovar.

    O maluco venceu, e não tem a mínima condição de governar. Seu discurso de vitória foi um zigue zag de frases de campanha. Verdade que reafirmou a disposição de cumprir suas promessas, ao mesmo tempo que convidou a todos para participar. Apareceu sozinho no palco, está sozinho e vai tentar usar Bullrich e Macri como suporte . Os de centro direita acreditam em contenção das loucuras, mesmo erro que o PSDB cometeu aqui no Brasil. Devem colher resultado semelhante por lá, e serem engolidos.

    Mercosul deve ficar de molho, e a gente lembra que o acordo estava assim com o nosso ex e Lula quem tentava ressuscitar . Estávamos negociando um tratado com a União Europeia, meia boca, pra não dizer ruim, e se afundar de vez confesso que não vou lamentar.

    O Mercosul eu lamento, mas temos os Brics indo de vento em popa e quem perde são os que não embarcam. Aliás, a Argentina foi convidada para entrar e vamos ver a decisão do maluco quanto a isso.

    Como ele assume já no próximo dia 10, breve saberemos a realidade das promessas, e eu espero o pior. Como aconteceu conosco , essa gente não sabe e não quer governar, propõem o nao-governo, meio na preguiça e meio na ideologia barata e rasa. Cortina para o saque, o ócio, a corrupção e o abandono do país.

    Vai ser um desastre.

  • 100% Jesus.

    novembro 19th, 2023

    É ruim utilizar o mesmo tipo de preconceito com cristãos como critério de avaliação de resultados, uma vez que isso é o que eles fazem com atletas de outras religiões, principalmente aquelas de matriz africana, como é o caso do jogador da seleção e do Galo Mineiro, Paulinho.

    A recente convocação de Paulinho para as eliminatórias da próxima Copa do Mundo desencadeou uma avalanche de ataques, atribuindo a derrota com virada no placar contra a Colômbia logo após a entrada do jogador.

    Alguém lembrou de qual atleta umbandista (ou do candomblé) estava escalado no 7×1, o maior vexame do nosso futebol? Ou, entre os atletas 100% Jesus, como Robinho e Daniel Alves, um condenado e o outro preso por estupro?

    Sem mencionar Neymar, cujo caráter em decomposição assusta aqueles que sempre torceram pelo seu futebol, como foi o meu caso.

    Paulinho é um bom atleta, dedicado, pacífico, de grande personalidade e um crente, assim como tantos outros. E não podemos dizer que sua crença é algo inédito, pois futebol e religiões de matriz africana, Macumba, por exemplo, são inseparáveis em nossa vitoriosa história no futebol.

    A verdade é que os tempos são estranhos, mas uma cena recente do futebol nacional, com o time do Botafogo, pode ajudar. Seu técnico, que acabou de ser demitido por absoluta incompetência, Flávio alguma coisa, apoiava e estimulava seus atletas com gritos do tipo: “vai, abençoado!”. E não durou um mês.

    Alguns xingam, outros dão chiliques, a maioria grita desesperada; de vez em quando, até funciona.

    Convenhamos que gritar “vai, abençoado” é de lascar.

    Vida que segue, e seguimos torcendo pelo Paulinho.

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  • Monopartidarismo competitivo.

    novembro 18th, 2023

    Amanhã a Argentina escolhe seu novo presidente, com um candidato do atual governo disputando , apesar da crise econômica, contra um maluco de extrema direita que não faz a menor ideia de como chegou lá.

    Nessa hora decisiva, um partido orgânico como o Peronismo, pode fazer a diferença e eleger seu candidato, apesar do fracasso do atual governo onde o candidato da situação é o ministro da economia. Sim, foi nomeado poucos meses atrás e, digamos assim, não é o responsável pelos atuais problemas. Mesmo assim, impressiona a resistência do Peronismo numa condição tão adversa.

    Mas o Post não é sobre a Argentina, pensei nos EUA e sua política monolítica, imutável, onde dois partidos idênticos se revezam no poder sem ameaça de uma alternativa. E dessa vez, digo no próximo ano, vão para eleição com candidatos que ninguém quer. Trump foi recentemente derrotado e tenta retornar, Biden faz um governo de terror mundial e ninguém aguenta mais.

    Losurdo foi quem definiu a disputa nos EUA entre iguais, foi de onde copiei o título do post. A representação politica naquele confuso sistema eleitoral, onde alguém pode vencer mesmo recebendo menos votos, é sempre feita sob rígido controle do 1% mais rico e para eles e com eles governar .

    Amanhã a gente torce por Massa, ano que vem não torce por ninguém. Tá certo que Trump é a extrema direita etc e tal, mas cá entre nós, se Biden é a guerra e a morte, faz alguma diferença?

  • Ni Macri Ni Videla Ni Thatcher

    novembro 17th, 2023

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com

    O próximo domingo é um daqueles dias que valem anos, e não apenas para os argentinos. De uns tempos para cá, a influência de decisões e desastres, sejam eles humanos ou naturais, pode ser sentida globalmente.

    Portanto, todos estamos torcendo pela derrota do fascista portenho, o maluco Milei, e de seu cão clonado.

    Ninguém arrisca um palpite, todas as pesquisas mostram um empate técnico e qualquer resultado é possível.

    No entanto, há um ponto que não pode ser negligenciado na reta final: a rejeição. E aqui, Milei ganha com um número fora da margem. Em uma disputa tão acirrada e com dois candidatos na disputa, a rejeição costuma decidir mais do que a escolha preferencial.

    Depois do apoio de Macri, o candidato fascista tentou amenizar seu discurso, e lá repetem o mesmo equívoco que tentaram impor aqui, da possibilidade de controle e diálogo com esse tipo de pessoa eleita. A imprensa e o mercado no Brasil fizeram essa tentativa, com os resultados que todos nós conhecemos.

    Chegamos, então, à reta final; a campanha lá terminou ontem e a expectativa agora é esperar o domingo para ver o que acontece.

    Desejo sorte aos nossos hermanos e juízo. Muito.

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  • A meta.

    novembro 16th, 2023

    O martelo foi batido, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) está concluída para a votação, e o déficit primário proposto é zero.

    Haddad venceu a queda de braço interna. Dentro do PT, havia a preocupação de que uma meta tão restrita poderia obrigar o governo a cortar investimentos em 2024. Por vários motivos, isso não é conveniente, pois nossa economia ainda patina e a arrecadação dá sinais de queda.

    Nesse contexto, como Haddad convenceu seus pares, incluindo Lula, de que a meta de déficit zero é factível?

    Na verdade, não os convenceu. Acredito que Haddad tenha mostrado a todos que, como estão todos envolvidos em negociações duríssimas no Congresso, inclusive com a votação da Reforma Fiscal na Câmara, além de vários projetos para fechar as brechas de perda de arrecadação, e o ano está chegando ao fim. O que Haddad destacou foi que se o governo abrir mão de enfrentar o desafio de arrecadar, praticamente obrigando o Congresso a trabalhar a toque de caixa e engolindo uma série de decisões que desagradariam aqueles acostumados a fugir de impostos, uma sinalização nesse momento de que não cumprirá a meta combinada seria o fim das esperanças de aprovar qualquer outra coisa neste ano.

    Esse argumento convenceu pelo bom senso e pela realidade. Será que o Congresso fará a sua parte e aprovará as medidas para aumentar a arrecadação?

    Parece que sim. A questão da meta é sensível no argumento geral dos acordos que envolvem a política e o mercado. A sua manutenção é um recado eficaz.

    Qualquer revisão, se houver, ficará para o início do segundo trimestre de 2024, quando a evolução, ou não, da arrecadação e das despesas deixará um quadro mais definido para uma análise apurada.

    Lembrando sempre que toda discussão é sobre o déficit primário, aquele que exclui o pagamento dos juros da dívida pública. O outro déficit, total, que inclui o pagamento dos juros, continua nas calendas, nas alturas, nos píncaros, mas ninguém liga. Isso é para os ricos e investidores, e aí não há discussão.

    Por enquanto. Mas chegaremos lá.

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