No mundo, a tentativa de impor uma solução final em conflitos não é algo novo e geralmente não é possível. É uma forma de usar a força e causar destruição máxima.
Recentemente, o atual Ministro de Israel declarou que a tentativa de genocídio contra os judeus na Alemanha de Hitler foi, na verdade, inspirada por muçulmanos. Mesmo em uma época estranha como a nossa, em que autoridades podem dizer os maiores absurdos impunemente, essa declaração do líder israelense é surpreendente.
Era surpreendente, mas pode ser agora melhor compreendido à luz da atual tentativa de eliminar a Faixa de Gaza e seus 2,5 milhões de habitantes. É uma espécie de ‘Solução Final’, que, no entanto, está fadada ao fracasso, pois para alcançá-la seria necessária uma bomba atômica que destruiria parte de Israel ou uma guerra que duraria meses, incluindo uma invasão por terra e inúmeras mortes. Não é algo viável, não obstante o desejo do líder israelense.
Vamos aguardar para ver se o conflito escala para os países vizinhos , embora eu ache improvável, ou se Israel tenta uma invasão por terra, o que também considero improvável. Quanto mais tempo o conflito perdurar, menor será o apoio a Israel no cenário internacional, e o sofrimento do povo palestino, que já é insuportável, apenas aumentará.
É importante ressaltar que o Hamas não representa toda a Palestina, e o sofrimento precisa ter fim.
PS.: Apoie e divulgue o BLOGdoBADU.com e promova a paz.
“Governo Lula ACABA de anunciar a instalação de INTERNET GRATUITA em todas as 138 mil escolas públicas do país e energia elétrica em 4,6 mil escolas de locais isolados até 2026!!!”
“Analfabetismo infantil dobrou no Brasil entre 2019 e 2022, diz Unicef.”
Copiei dois pequenos trechos que achei em destaque no Tweeter, e mais o Ministério da Educação anunciou a revisão das matérias obrigatórias do ensino médio, retornando com aquelas básicas , e que foram retiradas, indispensáveis para a formação do indivíduo autônomo.
Ontem foi anunciada uma espécie de caderneta de poupança, com um valor divulgado de R$150,00 mensais, que será acumulado e entregue a cada aluno pobre que completar integralmente o ensino médio, ao final desse período. Essa é uma forma radical de incentivo para tentar combater a enorme evasão escolar.
Após inúmeros esforços para reverter a tendência de desmantelamento e fragmentação dos serviços destinados aos empobrecidos e excluídos, que ocorreram durante o governo do presidente Temer, sustentado pelo desejo de prejudicar a Educação e privatizar o pré-sal, além de aniquilar a previdência social, os planos para manter o povo na ignorância e na miséria evoluíram para a violência e o autoritarismo com o governo do presidente Bolsonaro.
Aparentemente, o objetivo dessas pessoas é criar uma grande nação de pobres e ignorantes, enfurecidos e impotentes, enquanto apenas um pequeno grupo desfruta das riquezas.
Não é difícil compreender a diferença entre esses dois projetos, nem por que os números de crescimento da economia são tão distintos. A inclusão dos mais pobres no Orçamento é a chave decisiva nessa questão. Aqueles que se opõem a isso não o fazem porque não entendem, mas sim porque reconhecem e compreendem os resultados alcançados e, portanto, combatem ferrenhamente. Continuam a atacar aqueles que trabalham em prol desses ideais e objetivos.
O povo entende isso, e não se deixa enganar. Não é por acaso que o ex-presidente Lula continua a obter vitórias eleitorais, apesar da oposição, da elite econômica, da grande parte da imprensa e, agora, até de algumas igrejas. Essas são as pessoas que se beneficiam da exploração da pobreza e da ignorância, e são elas que precisamos derrotar, hoje, amanhã e no futuro.
PS.: Apoie e divulgue o BLOGdoBADU.com, aqui combatemos quem promove a ignorância.
O Brasil recentemente assumiu a Presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, e poucos dias depois, o conflito entre Israel e Palestina eclodiu. Tenho dificuldade em classificar esse conflito como uma guerra, já que geralmente a guerra envolve estados armados e exércitos, enquanto na Palestina não temos nada disso.
Uma primeira e urgente reunião do Conselho foi convocada pelo Brasil, mas, previsivelmente, não conseguiram chegar a um acordo, e nem mesmo redigir uma declaração conjunta.
Outras reuniões serão convocadas, e a intenção dos países que apoiam Israel – independentemente das circunstâncias – é prorrogar qualquer decisão para dar a Israel tempo para retaliar pelo ataque inicial do Hamas.
Não sei até que ponto a sede de vingança prevalecerá, mesmo que tentem usar o ataque como oportunidade para uma solução definitiva na Palestina. Não é viável alcançar tal feito, considerando que 2,5 milhões de pessoas vivem na Faixa de Gaza.
A posição do Brasil tem sido firme na condenação dos ataques do Hamas, ao mesmo tempo em que mantém um compromisso firme com a busca de uma solução pacífica e a criação de dois estados na região.
Tudo isso está muito distante dos fatos e pode até escambar, dependendo da reação dos países muçulmanos vizinhos.
O sofrimento dos palestinos não é algo recente e infelizmente não há expectativa de que termine algum dia.
PS.: Apoie e divulgue o BLOGdoBADU.com, nossa guerra é contra a desinformação.
Falta ainda confirmar; estamos na fase dos vazamentos.
No entanto, a nova informação é que Mauro Cid delatou a participação decisiva do General Braga Neto nas tratativas golpistas, sendo ele o principal elo entre grupos distintos e um dos principais articuladores.
No caso do General Braga Neto, seria surpreendente a sua ausência nessa trama. Além de ser candidato a vice-presidente, era o militar graduado garantidor do ex-presidente, substituindo o doente Villas Boas.
Além disso, juntamente com o General Heleno, nomeado interventor no Haiti – onde cometeu abusos – o outro General que fez alguma coisa nas últimas décadas, mesmo que de conteúdo duvidoso, foi o General Braga Neto, interventor no Estado do Rio de Janeiro naquela manobra com Temer.
Esses dois exemplos, ambos saindo da casinha por breves períodos e designados para missões pra lá de equivocadas, provam que quando os militares brasileiros mostram suas asas, um desastre de imensas proporções está a caminho.
Seria melhor que eles permanecessem nos quartéis fazendo sabe-se lá o quê. Sempre.
No entanto, este post não é apenas para criticar os militares, mas também para informar que a situação do General Braga Neto é ruim, porque Mauro Cid, encurralado, optou por entregar os principais envolvidos na tentativa de golpe, entre os militares da reserva, claramente poupando os militares da ativa.
Eles estão todos no Comando Central e, aparentemente, na Marinha principalmente.
Aguardamos as providências da justiça; quanto aos inquéritos militares, podemos esquecê-los.
Já que os bagrinhos depredadores estão encaminhados para muitos anos de cadeia, faltam os tubarões.
PS.: Apoie e divulgue o BLOGdoBADU.com, aqui fascista não se cria.
Uma possível consequência do conflito entre Israel e Palestina pode ser o abandono da Ucrânia pelo Ocidente, ou seja, pelos EUA e pela UE.
O ônus de manter o conflito com a Rússia estava sob ameaça devido à impaciência dos Republicanos no Congresso norte-americano com os gastos bilionários. A substituição do presidente da Câmara na semana passada por um possível substituto contrário aos gastos com a guerra na Ucrânia deixou Biden e sua decisão de manter o conflito financeiramente em uma posição difícil.
Agora, com o surgimento da guerra entre o aliado Israel e os Palestinos, certamente a opção de apoio à Ucrânia, sob todos os aspectos, fica comprometida.
Com a atenção voltada para Israel e a dificuldade doméstica de manter o apoio, a administração Biden pode ter uma saída para a crescente oposição que enfrenta e pode usar este grave conflito adicional para sair sem maiores consequências políticas internas.
Nessa hipótese, a Ucrânia fica sem suporte e terá que negociar a paz em uma enorme desvantagem.
O sofrimento dos Palestinos pode encurtar o sofrimento dos Ucranianos e dos Russos.
Vamos ver a posição de Biden, que estava cada vez mais isolado nessa decisão de manter a guerra na Ucrânia.
O conflito em Israel é muito mais fácil de receber apoio da política tradicional americana, bem como da opinião pública, incluindo os Republicanos, e pode ser uma oportunidade para Biden sair do conflito na Ucrânia sem maiores consequências políticas.
PS.: Não deixe de divulgar e apoiar o BLOGdoBADU.com
O governo aposta em Kássio, com “K”, para evitar uma catástrofe no mercado de financiamento imobiliário e saneamento.
Vou explicar.
O atual presidente do STF, Barroso, agendou para o próximo dia 18 a retomada do julgamento onde, porque já votou assim, pretende reajustar o saldo da poupança no FGTS indexados à taxa de reajuste geral de poupança . Essa tese de reajustar pelo índice geral de poupança é antiga e consolidada nos tribunais, pois na prática não significa um acréscimo no valor depositado, uma vez que apenas mantém o seu valor quando ajustado pela inflação oficial.
No entanto, o FGTS, criado em 1966, tem uma função específica de financiar imóveis a um custo mais baixo e obras de saneamento de prefeituras e estados, com a mesma finalidade de reduzir custos.
De fato, os saldos do FGTS são reajustados com valores inferiores aos da poupança, sendo 3% do FGTS contra 6% da poupança, aproximadamente.
Pode parecer injusto, mas não é.
O montante bilionário acumulado, quando bem utilizado, e os milhões de financiamentos imobiliários ao longo das décadas e incontáveis obras de saneamento em todo o Brasil, provam que foi bem empregado.
Agora, décadas depois, Barroso imagina trazer justiça ao Brasil, sem considerar as consequências de uma decisão que pode custar estimados R$ 250 bilhões no curto prazo e desencadear inúmeros processos na justiça de revisão de contratos.
Tudo isso parece ser característico do comportamento inconsequente que Barroso demonstra continuamente.
O revisor da matéria a ser votada é Kássio, com “K”, e existem informações de que ele pode discordar do voto inicial de Barroso e abrir a divergência para evitar a catástrofe.
Isso parece ser mais uma ironia do destino e nos mostra que a diversidade de opinião, muito mais do que atrapalhar, é fundamental.
PS.: Apoie e divulgue o BLOGdoBADU.com, para continuarmos observando os fatos inusitados. Se preferir, PIX 49071890600
A história precisa voltar aos tempos bíblicos, quando ocorreu a destruição do Templo de Herodes, chamado de Terceiro Templo, e a destruição da cidade de Jerusalém pelos Romanos, no ano 135 da nossa era. E aqui começa a primeira falácia sobre o povo judeu que vivia na então Judéia, não apenas em Jerusalém. Várias outras cidades da região conhecidas da antiguidade mencionadas na Bíblia não foram alvo da fúria dos Romanos, que se concentrou principalmente no Templo de Herodes e na cidade de Jerusalém. Não houve nenhuma deportação maciça; não aconteceu uma expulsão em massa, os Romanos não transportaram os judeus em carroças e espalharam pelo mundo, como descreve a narrativa da diáspora após a guerra. Na sua maioria, eles permaneceram nas cidades não destruídas, e a vida na Judeia continuou.
Para os Romanos, aquela região não se chamava Judeia, mas Palestina. E assim permaneceu desde então.
Saltando 2 mil anos de história, que obviamente não podem ser simplesmente ignorados, os palestinos e seus descendentes continuaram a viver em suas terras, assim como os judeus que permaneceram na região nos séculos abordados aqui. A região passou majoritariamente para o domínio muçulmano durante os séculos de conquistas e reconquistas, até chegarmos ao final da Segunda Guerra Mundial.
Havia um precedente imaginário proveniente da política britânica no final do século XIX e início do século XX, quando um Lorde Inglês, Balfour, escreveu uma carta em 1917 sugerindo aos judeus indesejáveis que queriam morar na Inglaterra que fossem para a Palestina, que era vista, segundo os ensinamentos bíblicos, como a sua casa. Essa ideia não ganhou força até o final da Segunda Guerra Mundial, quando apenas alguns judeus concordaram com a ideia de Lord Balfour. Alguns judeus pobres e miseráveis aceitaram a oferta, em parte porque incluía doação de terras e apoio para a mudança. Essas terras eram compradas dos legítimos donos, que eram os palestinos.
No final da Segunda Guerra Mundial, os impérios, incluindo o britânico, enfraquecidos pela guerra, não tinham mais a força para manter suas colônias pelo mundo. Não por acaso, a Índia conquistou a independência da Inglaterra nessa época. Na Palestina, os colonos judeus se revoltaram contra o colonizador britânico, que controlava a região na época. Antes disso, a Palestina fazia parte do Império Otomano, que foi destruído na Primeira Guerra Mundial.
Além da oportunidade de independência, milhares, senão milhões, de judeus pobres e perseguidos pelo nazismo vagavam pela Europa sem um lugar para chamar de lar, com suas propriedades e famílias destruídas pelo horror nazista. Daí surgiu a ideia de realocar esse grande contingente de pessoas para algum lugar. A Europa de então, assim como a de hoje, tinha aversão a refugiados e migrações.
Resumindo, grupos de refugiados judeus da Alemanha e também da Rússia, onde viviam muitos judeus, foram deslocados para a Palestina e foram recebidos com resistência pelos moradores locais, que não tinham escolha senão aceitar a chegada, embora sempre resistissem a ela.
Desde então, com a ajuda do Ocidente, que estabeleceu um estado nacional no Oriente Médio, principalmente os únicos produtores de petróleo naquela época, os israelenses expandiram seu território na terra palestina, que foi ignorada e desprezada pelo Ocidente.
O componente religioso desempenhou um papel fundamental na criação do Estado de Israel, apesar dos interesses geopolíticos. Não é possível discutir essa questão atualmente sem considerar esse componente. Apesar de o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, do Partido Sionista Likud, ser secular, ele recorre frequentemente ao direito divino para justificar a posse da terra e sua expansão. Além disso, ocidentais, especialmente cristãos religiosos, apoiam essa ideia. Não podemos esquecer que Jerusalém é uma região central para o cristianismo, além de ser um local importante para os judeus, pois ambos esperam a vinda do messias, que decidirá o destino do mundo.
Isso é algo a se considerar.
Quem sofre com o abandono e a destruição são os palestinos, exatamente os moradores da região há séculos, e agora seus descendentes são forçados a acreditar que a terra nunca foi deles.
Seria mais ou menos como os Celtas retomando o domínio da Inglaterra, os Guarani do Brasil ou os Apaches dos EUA. Uma tese absurda, mas é isso.
Não estou justificando a violência, as mortes ou as guerras. Elas precisam parar em todos os lugares.
Mas elas acontecem por algum motivo, e no caso sério da Palestina, a mistura de apocalipse, messias, petróleo e política, deu nisso.
E, meus caros e caras, a racionalidade está longe, e a manipulação religiosa está entre as mais poderosas do mundo e tomou conta de tudo.
Pobre povo palestino, preso em uma guerra sem exército, sem país e sem esperança.
PS.: Apoie e divulgue o BLOGdoBADU.com, se preferir PIX 49071890600
Não param as andanças do Presidente Pacheco do Senado para promover mudanças no STF.
Não que não sejam necessárias, não que a pauta anunciada pelo atual presidente da corte, o ministro Barroso, não suscite reflexão.
O que é bem-vindo, digo eu.
Barroso é um pavão perigoso; ainda neste mês vai votar o reajuste das contas do FGTS e, prevalecendo sua posição de reajustar os saldos pelo valor da poupança, desmonta uma das principais, senão a principal, fonte barata de financiamento imobiliário e de obras de saneamento ambiental no Brasil.
Coisas assim estão na mira do Juiz supremo, que interferem na vida do país sem a menor cerimônia e sem passar por uma discussão eleitoral e aprovação prévia.
Não que os nossos políticos façam lá muito diferente; eles, ao menos, podemos supostamente não reeleger.
Mas a questão do Senado e sua atual disposição, como já afirmei, passa por projetos pessoais do Pachecão, e na falta do que fazer com as pautas esvaziadas.
O governo adiantou bem a sua vida no legislativo e agora espera colher frutos para um retorno em outras aprovações, mas que devem ficar para o ano que vem, se não ficarem para 2025 mesmo.
Os projetos que avançam no Senado não são ruins, a princípio, de limitar decisões monocráticas de repercussão geral, de fato a ideia procede e pode ser discutida. A outra que avança é dar um mandato de 15 anos para os próximos ministros escolhidos e idade mínima de 50 anos para o ingresso.
Tudo razoável.
Parece que Pacheco avança mesmo com a pauta e promete votação para o mês, o que está começando a surgir como barreira para as pretensões dos senadores é uma má vontade da Câmara em apoiar as iniciativas.
Há quem diga que não apoia para devolver o desinteresse do Senado em aprovar a minirreforma eleitoral aprovada na Câmara. Pode ser, mas pode ser também porque Pacheco só faz mesmo jogo de cena, e Lira e seus deputados não querem participar do teatro.
Em todo caso, dificilmente os projetos, que têm sim mérito e relevância, e mereceriam tratamento adequado, não andam pelos motivos mais torpes.
A cara do nosso legislativo.
PS.: Apoie e divulgue o BLOGdoBADU, se preferir PIX49071890600
A sequência de governos progressistas e nacionalistas, que ocorreu de 1950 até 1964, durante um período de grandes mudanças no Brasil, incluindo industrialização e urbanização, transformou o país em uma potência que parecia destinada a prosperar nos anos seguintes.
Assim como aconteceu com o governo de Dilma Rousseff, em um período de grande crescimento e prosperidade, um golpe foi dado, e o poder foi assumido por aqueles que buscavam direcionar o desenvolvimento de acordo com seus próprios interesses.
De fato, por um tempo, o Brasil continuou a crescer, embalado nos anos anteriores, mas, assim como vimos recentemente, a direção desse crescimento começou a favorecer apenas algumas classes sociais, resultando em uma concentração de renda cada vez mais intensa, em todos os aspectos. O chamado “milagre brasileiro” era uma festa dos ricos e para os ricos, com a classe média aproveitando as sobras.
O mapa do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) acima mostra claramente do que estamos falando: como um Brasil rico e próspero foi incapaz de melhorar a qualidade de vida de toda a sua população e como os militares têm um histórico de fracasso na administração do governo. Quando assumem o poder, tudo ao seu redor piora. Tudo! Quando afastados, tudo melhora. Tudo!
O grande desafio que enfrentamos atualmente é manter o crescimento econômico de forma equitativa, melhorando a vida de todos os brasileiros.
Oportunistas buscam o poder não por meio de eleições, como vimos no fenômeno pós Bolsonaro. Isso pode ser recente e possivelmente efêmero, mas é impulsionado por circunstâncias especiais de manipulação desenfreada. Embora as condições para isso permaneçam as mesmas, talvez estejamos começando a entender algo para enfrentar desafios futuros.
Não é apenas no Brasil; o mundo está lidando com o ressurgimento do fascismo, explorando os males e medos da sociedade para ganhar poder.
Estamos novamente em um ciclo de maior proteção à vida e de aproveitamento de oportunidades, no Brasil. Vamos ver se saberemos realmente aproveitar essas oportunidades.
O leão do fascismo ruge à porta, e é melhor mantê-lo trancado e trabalhar muito para afastar o perigo de seu retorno.
Para isso, é urgente melhorar e consolidar as conquistas sociais e a qualidade de vida para o maior número possível de pessoas.
Mãos à obra.
PS.: Não deixe de divulgar e apoiar o BLOGdoBADU, aqui fascista não se cria.
Alegando a necessidade de mecanismos que permitam maiores garantias para os empréstimos bancários, para que os juros operem com números civilizados e abandonem a agiotagem histórica, aprovaram no Congresso um mecanismo de dupla hipoteca perigosíssimo.
Isso significa que você pode dar seu imóvel em garantia para mais de um credor, o que foi o mecanismo usado nos EUA para alimentar a bolha imobiliária que durou por lá duas décadas e provocou a crise mundial de 2008 quando estourou.
Aqui no Brasil, evitamos consequências maiores em 2008 exatamente porque não era permitida a dupla hipoteca em imóveis, o que limita substancialmente o mercado de crédito e não permite alimentar o circuito de valorização artificial mediante especulação com créditos.
Primeiro, porque em algum momento o empréstimo terá que ser pago, segundo que nesse ambiente de especulação carregado, volátil por natureza e de reações defensivas instantâneas, um soluço provoca quedas de valor imediatas e deixa o mutuário sem condição de quitar dívidas muito superiores ao bem dado em garantia.
Naturalmente, o credor afunda junto, sendo esse o motivo da crise americana de 2008, que se espalhou para o mundo.
A consequência aqui no Brasil nos próximos anos virá com uma inicial valorização dos imóveis e aumento dos negócios. Os juros das operações devem, de fato, cair num primeiro momento. E entramos num ciclo de novos empréstimos e novas hipotecas, até que a bolha imobiliária nacional exploda daqui a alguns anos.
Há quem diga que tudo na economia, no fundo, é uma bolha. Algumas duram mais e outras menos, e todas um dia se acabam de um jeito ou de outro. É uma forma crua e cínica de entender os ciclos econômicos sem pesar consequências.
Fica o aviso: muito cuidado com o mecanismo e saiba que estamos para entrar num momento de valorização de imóveis atípico, muito perigoso e de duração incerta.
PS.: Não deixe de divulgar e apoiar o BLOGdoBADU, aqui eu te aviso primeiro dos perigos.