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Blog do Franco

  • Responsabilidade fiscal, mas só pra você.

    abril 28th, 2024


    O empenho furioso do Legislativo no que eles chamam de “mais participação” só vale para gastar, inventar despesas, agraciar e ameaçar o governo. Compromisso com as metas fiscais que são aprovadas na marra e cumpridas com enorme esforço, não querem.

    Até pouco tempo, dispunham de bilhões que podiam mandar para onde quisessem, sem prestar contas e sem ao menos dizer quem indicou. É evidente que tamanho descalabro não seguiu no atual governo, mas deixou o parlamento chateado.

    O Pacheco entrou numa de eleger seu sucessor, para isso precisa agradar os bolsonaristas, coisa que o Lira não precisa, sendo quem é e reconhecido pelos pares. Por conta da disputa, o Pachecão perdeu a mão e anda tomando invertidas que aparentemente não quer engolir. E aumenta a retórica, e parece que fica nisso, para manter seu jogo.

    O governo resolveu agir, talvez porque estamos exatamente no período de disputas internas no congresso com as chapas sendo construídas agora. E aproveitou para negociar de maneira muito mais dura com o congresso e suas pautas bombinhas. Pacheco parece que perdeu na desoneração para o STF e para o quinquênio bilionário do judiciário para a câmara.

    Lira, por sua vez, depois de perder a disputa pela prisão do Brasão, não emplacou mais nada, e agora achou um brinquedo poderoso para jogar, na regulamentação da reforma tributária onde todos os interesses estão na mesa, e valem fortunas.

    Penso, e tenho afirmado e reafirmado, na posição vitoriosa do governo no congresso, sim, na base do toma lá dá cá, que os últimos anos levaram a níveis inimagináveis. E, no curto prazo, inevitável.

    A sucessão das casas legislativas é uma oportunidade para amenizar a relação, colocando cada um no seu quadrado. Haddad está hoje falando sobre o quanto a pauta equivocada do Legislativo afeta o Executivo, sem afetar os deputados e senadores. A crise vem da casa que não sabe seus limites e avança  nos limites do Brasil e está lutando para não perder poder, o que ao menos na questão das despesas e do compromisso com o fiscal, é urgente mudar. E além de cobrar a parte do legislativo no esforço fiscal, lembrou da reforma da previdência que fizeram, prometendo economizar R$1 trilhão, além de outro trilhão em privatizações. Tudo cascata. E não esqueceu o Bc : “extremamente complexo conviver com um BC que a gente não escolheu”!

    Com a troca das presidências das casas legislativas e da presidência do banco central, temos uma oportunidade de aprofundar nas transformações que o Brasil precisa. Entenda, não é preciso forçar nada nem destruir, ao contrário, somar os esforços no objetivo comum de crescer o PIB e distribuir a renda. Na fórmula de pobre no orçamento e rico no imposto de renda, chegamos lá. De novo.

  • Uma voz dissidente no Banco Central?

    abril 26th, 2024

    A voz do diretor Galipolo, talvez o indicado para suceder o bolsonarista Campos Neto, finalmente se fez ouvir.

    Galipolo divergiu, à sua maneira – cheia de dedos e voltas – , da orientação do atual presidente do BC, o bolsonarista Campos Neto – futuro investidor em fintechs na Flórida – quando observou que não compete ao BC e sua política de juros reagir a movimentos bruscos do mercado sem considerar objetivos maiores e sem aguardar confirmação de cenários.

    Ou seja, o que eles estão disputando – e agora publicamente – é a sequência de queda dos juros mais altos do mundo ou não.

    Campos Neto, que a cada rodada de reunião do Copom inventava uma história para justificar o adiamento do anúncio do movimento de queda, agora quer interromper, alegando questões fiscais que não competem ao BC opinar e muito menos considerar.

    O que interessa é a trajetória da inflação. A discussão sobre incluir no mandato do BC mais questões relevantes como desemprego e renda não vingou, e a tentativa do atual presidente bolsonarista de incluir por vontade própria seu escopo só serve para confundir o meio de campo e ele continuar com suas teses que atrasam o desenvolvimento do país.

    Relatórios sobre investimentos e pagamento de juros das empresas brasileiras em 2023 mostram que paga-se mais juros do que se faz investimentos, por mais incrível que pareça. E o cenário de 2024 aponta para o mesmo descalabro, impedindo o crescimento.

    O investimento privado não começou ainda efetivamente, e para o ciclo de crescimento não é possível esperar que o governo faça sozinho o trabalho que a todos compete.

    Menos ao atual presidente do BC, que boicota de maneira indecorosa o investimento nacional, parou de falar da inflação que segue em queda e inclui nas suas preocupações variáveis de momento, que vão sendo superadas exatamente porque a trajetória de queda das taxas de juros é uma das principais entraves para a melhora dos cenários.

    Tanto o presidente Lula quanto a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, andaram mandando recados na direção do ex-tesoureiro do Santander e futuro investidor de fintechs na Flórida, e ele ainda não conseguiu sair das cordas para responder. O que se espera é uma reunião mais animada no próximo Copom em maio, quando a voz do Galipolo deve, finalmente, se fazer ouvir.

    Não tanto sobre a queda de 0,5% na Selic de maio, nessa sequência pinga-pinga que se conseguiu fazer, mas nas quedas futuras que estavam encaminhadas e Campos Neto tenta atrapalhar.

    Vamos ver o que vai dar. Se Galipolo mantiver a posição, apesar da demora em assumi-la, quem sabe tenhamos nele o nome para assumir o BC quando Campos Neto for para a Flórida?

    E, se permanecer em silêncio e concordando com o descalabro de Campos Neto, quem sabe mude para a Flórida também?

  • A Câmara e o Senado também foram depredados.

    abril 26th, 2024

    Pode parecer agora que não, mas tanto o edifício da Câmara quanto do Senado, além do STF, foram alvos dos alucinados no dia 08/01. Há quem diga que o STF nem era alvo, e arrependeram-se de entrar lá por conta das consequências. E damos razão a quem faz tal avaliação, porque se contássemos com a reação ao golpe por parte da Câmara e do Senado, era arriscado que a culpa da depredação caísse no atual governo, como falsamente tentaram afirmar durante meses e recentemente desistiram.

    Desistiram porque a avalanche de processos mudou o foco. Agora importa desqualificar a investigação e as punições; o alvo é tentar derrotar a justiça, acusando-a de ditadura de toga e outras sandices. O que querem é a impunidade e a oportunidade de fazer novamente o mais rápido possível.

    A preocupação dos ministros do STF não é apenas com o momento atual, quando um rebanho mundial dos extremistas de direita – fascistas – tenta alavancar a candidatura de Trump, mais viável pelos erros de Biden no front externo do que pelos acertos na condução de sua política econômica com bons resultados internos.

    Ressurge o discurso fascista que estava nas cordas; as ameaças estão voltando aos poucos e, embora o líder esteja impedido de concorrer e assim permanecerá, seus herdeiros disputam o butim freneticamente.

    O que vai decidir a parada da década será 2026, com a reeleição do atual governo, que assim mantém as forças do atraso por 8 anos no limbo, abrindo portas para o futuro, para pessoas e ideias arejadas, longe do extremismo fascista. Esse não desaparece, mas submerge no poço da ignorância, racismo e ressentimento onde sempre existiu.

    A mídia volta ao ataque porque perde com o sucesso econômico seu discurso. Erra tudo e todos, e se insiste no erro é porque tem alguém pagando. Mas perdem, sempre perderam, porque falam para os privilegiados, que são sempre minoria.

    O Senado e a Câmara são conduzidos pela dubiedade e omissão; seus presidentes são medíocres e enxergam o curto prazo, incapazes de avançar um palmo na agenda inclusiva, que é inteiramente do governo. O que sobrou para eles são esses projetos horrorosos de caráter punitivista, ineficazes e atrasados, a cara dessa gente. No fundo, apesar do enorme mal que promovem, não dependemos deles para seguirmos melhorando o país. Muitas vezes falo sobre isso: se estão à venda, continuamos comprando e impondo as reformas urgentes. Infelizmente, é assim que parte da sociedade entende suas lideranças, as escolhe e elege. É o que temos e com o que temos que fazer e acontecer. Se roubam o dinheiro das emendas, é assunto para os promotores e a polícia. No mais, vida que segue

  • A quem interessa um governo fraco?

    abril 25th, 2024

    A virada de ano marcou o reinício – ou o normal – do comportamento da mídia tradicional no Brasil: se tem governo do PT, sou contra!

    No ano passado, praticaram o conhecido jornalismo declaratório, aquele que promove as teses mais falsas possíveis, embora saindo da boca dos políticos de oposição, e que são reproduzidas nas manchetes sem nenhum contexto ou avaliação. Assim foi até perceberem que o bolsonarismo repetia teses demais e começava a perder a força.

    E retomam a trajetória de assumirem a oposição, como tem sido sempre nos governos populares de centro-esquerda.

    Mas por que o fazem?

    Vamos, por exemplo, observar a tramitação da regulamentação da Reforma Tributária que acabou de entrar no Congresso. Na nova regra, a maioria dos produtos e serviços vai trabalhar com alíquotas semelhantes, porque a ideia é simplificar a administração tributária. Mas tem produtos que receberão tratamento distinto, aqueles que poluem, os de luxo e os que fazem mal à saúde como açúcares, embutidos e ultraprocessados.

    Só que um governo fraco não tem como enfrentar lobbies da indústria poderosa, que entrega esses produtos ao consumidor e pretende continuar entregando pagando o menor imposto possível. E onde a disputa começa e se um lado não consegue segurar a pressão, a vontade de fazer uma tributação moderna vai para o ralo.

    Em tudo podemos seguir o mesmo raciocínio.

    Não que o governo tenha que impor sua vontade contra os interesses, sem considerar as consequências de seus feitos. Mas igualmente o oposto não serve, deixar o interesse privado, incluindo os de saúde e meio ambiente, livremente nas mãos e no bolso do capital. Há que se fazer os acordos e encontrar o meio termo.

    Quanto a imprensa oligopólio e financeira, interessa um governo de joelhos para que anunciantes e banqueiros vivam felizes.

  • Nós, os eleitores.

    abril 24th, 2024

    O Instituto de Pesquisa IPEC publicou uma interessante pesquisa sobre a autodeclaração ideológica dos eleitores do Lula e do ex-presidente, resumida na imagem que ilustra nosso post.

    Dois aspectos se destacam, a meu ver: a distribuição homogênea de matizes ideológicas entre os eleitores do Lula e a concentração de direitistas radicais entre os eleitores do “coiso”, o que promove consequências claras na atual quadra nacional.

    Com relação ao governo, fica evidente a necessária dosagem na aplicação de políticas. Assim como seus eleitores, também do governo se exige pluralidade e abrangência, o que podemos dizer que acontece. A aliança que sustenta o governo aconteceu antes nas urnas, por escolha do eleitor. O governo nada mais faz do que acompanhar a escolha e conduzir suas alianças para atender ao manifestado. E, a meu ver, acerta mais do que erra.

    O lado de lá é uma base ideológica mais concentrada que, se permite ao bolsonarismo identidade e força, ao mesmo tempo isola o grupo do quadro geral nacional e mantém seu alcance limitado e, pior, de certa forma encurralado. E, a considerar os votos válidos do Bolsonaro de 2022 em 30%, o grupo dos extremistas não passa de 13% do total de eleitores, número muito próximo dos estimados 10% que sempre foram invocados quando tratamos dos fascistas no Brasil.

    O quadro mostra uma rigidez de um lado e uma flexibilidade de outro que podem resolver eleições, a favor do lulismo. Dependendo, evidentemente, de que as variadas demandas tenham alguma resposta. O jogo da direita fica explicado: sem propostas e alcance, resta desqualificar e apontar erros para colher na insatisfação.

    Alguns mais espertos da extrema direita tentam romper o cerco e superar a polarização, que, observe, não é mais uma verdade. O que existe é um presidente capaz de dialogar com o centro e empurrar o adversário para o extremo. Quem faz apologia de polarização, como a mídia, pretende empurrar o Lula para o extremo oposto, liberando o centro para o crescimento de algum candidato.

    O que não surge efeito, porque o governo de centro já está no poder, e sua permanência não depende de ninguém, senão de seus próprios acertos.

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  • O trabalho que dá para fazer um pais.

    abril 23rd, 2024

    Está difícil acompanhar o ritmo de anúncios de novas políticas públicas, quase toda semana uma nova é lançada.

    E parece que não só conosco o ritmo tem pesado, o presidente Lula pediu atenção dos ministros para apressar o empenho, sobretudo no diálogo com o congresso, onde tudo precisa de aprovação.

    Que, por sinal, ocorre, apesar das artimanhas de líderes ultrapassados e ainda no ritmo anterior, quando nada faziam além de administrar recursos de emendas secretas bilionárias destinadas para obras e serviços de impacto duvidoso.

    Ainda neste ano estão previstos R$ 50 bilhões para emendas dos congressistas, mas não são secretas e muitas delas seguem para compor o orçamento dos ministérios, sobretudo saúde e educação. E, sim, muitas continuam com rumo obscuro e em valores exorbitantes.

    Embora nada se compare ao pedágio trilionário que a sociedade paga aos rentistas da Selic, as emendas não deixam de ser também uma espécie de pedágio que pagamos para acomodar interesses de representantes do povo que representam a si mesmos, sua classe e um pequeno grupo de poder. Escolhas que ainda não são feitas com o devido cuidado, que seguem ocorrendo sem nenhuma expectativa de parar.

    Com esse material de quinta categoria, que não forma a maioria, mas a maioria não se forma sem eles, vamos aos trancos e barrancos aprovando as reformas e projetos que, somados, pavimentam cada pontinho do PIB e da inclusão necessária para transformar para melhor nosso país.

    Me lembro de FHC dizer como era fácil governar o Brasil, ele que acordava tarde, nadava na piscina, almoçava e depois aparecia na TV e eventualmente trabalhava. O último que morou lá no palácio antes do Lula fazia coisa semelhante, passava o tempo conspirando, fazendo maracutaias e intrigas, trabalhar mesmo só no que lhe interessava pessoalmente. Não por acaso, ambos plantaram e colheram miséria. FHC tinha consciência e falava na Belíndia, que seria o Brasil para ele, uma mistura de Bélgica e Índia. E olha que hoje a Índia é uma potência mundial crescente, enquanto a Bélgica continua na mesma inércia. E essa visão de mundo do FHC condicionava seu governo a pensar nos privilegiados e deixar o povo comendo calangos. O último aí que passou nada fez e ainda desfez o que existia de bom, e levou o povo para a fila do osso, do pé de galinha e da fome.

    São águas passadas, porque quem está cobrando empenho enquanto entrega serviços exuberantes é alguém que sabe e pode cobrar. E aos poucos vamos mudando o cenário nacional, enquanto o mercado e a mídia fingem que se ocupam de resultado fiscal para promover guerra política de intriga, para ver e colher alguma coisa lá na frente.

    O Brasil dá trabalho, exige muita conversa e acomodação, o ritmo é frenético, os interesses são enormes e as soluções demoram tempo para mostrar resultados. Nada disso é desconhecido, os resultados já estão acontecendo, o trabalho segue firme e não resta dúvida de que mais gente vai perceber a melhora. A luta política atual gira em torno do nada, com esse tipo de oposição que não tem o que propor, além da pauta moralista de eficácia zero. Parece uma confusão, mas com inimigos assim não fica mais difícil governar, perceba, fazem muito barulho por nada e a caravana passa. Então, não depende deles.

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  • 21 de abril despedaçado.

    abril 22nd, 2024

    A lembrança do feriado de Tiradentes passou quase despercebida, apesar das pautas vazias que dominaram o fim de semana. Uma delas, que gerava grande expectativa, não se confirmou: a micareta fascista de terceira idade, convocada pelo pastor maluquinho, tentou carona no bilionário e na falsa pregação de liberdade de manifestação, mas foi um fracasso em todos os sentidos.

    Apesar deles ficarem conformados, mesmo mal e porcamente mantendo o povo extremista mobilizado, na altura não se sabe exatamente para qual propósito. Temos eleições chegando, aqueles que esperam herdar votos do impedido, os desocupados e oportunistas, os que fazem planos pessoais, e a soma de tudo isso não aponta para um futuro muito promissor. Permanecem, isso é certo, mas em um funil.

    Também é verdade que dependemos do acerto das decisões econômicas para seguir adiante. O atual levante midiático com a falsa bandeira da austeridade fiscal está tão equivocado que tudo exige e aponta erros, exceto no real motivo da nossa necessidade: a taxa de juros Selic. Precisamos de austeridade aqui, na contenção da sangria dos títulos sobrecarregados por taxas exorbitantes e desnecessárias, criminosas, as quais temos insistido em apontar o equivoco..

    Mas aí ninguém mexe; nosso Brasil segue como o país de maior concentração de renda do mundo, superando a Índia e sua sociedade de castas. É a realidade, de castas também entendemos, verdade seja dita.

    Para superar esse modelo excludente e concentrador, só através do crescimento da economia e políticas sociais efetivas, que estamos reconstruindo agora após 10 anos de abandono e destruição. Isso passa pela redução dos juros, crescimento da economia e distribuição de renda.

    A micareta fascista serve para isso, afinal, nos mostra o que estamos enfrentando e nos dá ânimo para continuar superando. Direito de gritar eles têm, mas de tentar golpes, não. E, cá entre nós, desde que nossa agenda continue forte e os resultados continuados, o espantalho do bolsonarismo não é totalmente inútil; eles juntam o gado deles, e nós seguimos governando com a maioria.

  • Ninguém sabe, ninguém viu.

    abril 21st, 2024

    O desaparecimento da jornalista Daniela Lima de suas participações na GloboNews desde quarta-feira chamou atenção, especialmente após a repercussão nas redes sociais. Embora eu nunca tenha assistido à GloboNews e, consequentemente, não tenha sentido sua falta, o motivo por trás desse desaparecimento parece estar relacionado a um embate entre ela e dois dos jornalistas mais antigos da casa, sobre aspectos da Lava Jato e a prisão de Lula.

    Daniela citou o nome de Lula, mencionou sua prisão e quem a promoveu, e continuou insistindo em sua posição mesmo depois de alertada pela dupla antiga na casa. Quanto à própria Daniela, parece ser inteligente o suficiente para avaliar sua posição e tomar o rumo que lhe convém, embora não tenha ideia de qual será.

    O que surpreende é o espanto em relação ao ocorrido. Alguém imaginava que aquele grupo todo sobreviveria tantos anos no jornalismo da casa falando o que pensa? Se alguma vez pensaram alguma coisa, foi antes de aceitar o trabalho que desempenham. Talvez Daniela esteja em uma fase de adaptação ou tenha realmente decidido fazer seu jornalismo no lugar errado.

    Ali não parece ser o lugar para jornalismo; nunca foi e provavelmente jamais será.

  • O avesso do avesso.

    abril 20th, 2024

    Quando a mídia golpista solta sua conhecida matilha, ela tem objetivos claros de tentar conter a onda positiva que percebe estar em formação.

    Os principais projetos do governo são conhecidos, e os resultados começam a aparecer nas estatísticas. É importante observar que uma melhora de 3% pode parecer pouco significativa, mas quando somada ao longo do tempo, esses pequenos avanços começam a fazer diferença. É quando, para não perder o rumo e as teses, a oligarquia percebe a urgência de atacar, pois sabe que sua riqueza vem do rentismo dos juros mais altos do mundo, do arrocho salarial dos pobres e da manutenção da ignorância. São 500 anos de práticas e hábitos arraigados.

    E o que fazem agora escandalosamente, fazem na direção oposta quando convém. Na época dos governos FHC e do plano Real, quando a água começava a bater no nariz às vésperas da reeleição, nenhuma notícia negativa era divulgada. Vivíamos no paraíso tucano enquanto o povo comia calangos, e o FMI financiava a paridade do dólar à força. Claro que, passada a eleição e a vitória de FHC, todo o castelo ruiu; o segundo mandato foi um horror, e o Brasil só se levantou no governo de Lula, talvez por sorte, como era dito e afirmado pela imprensa na época. Assim ficou por anos, até que não fosse mais possível atribuir o progresso a meros golpes de sorte.

    Quando ocorreu a explosão da crise do subprime nos EUA, o Brasil e Lula foram talvez os únicos a inverter a lógica da contenção e optaram por uma política de crédito mais farto e consumo, com os resultados extraordinários que colhemos. Na imprensa, seus analistas e economistas tentavam desqualificar a política, e talvez nunca tenham reconhecido a decisão que tirou o país da crise mundial. Quando a Petrobrás descobriu o Pré-Sal, foi outro clássico de ataques sem nenhum fundamento, além de tentativas de desqualificar a descoberta que nos rende frutos e aboliu nossa dependência de importação de petróleo. Ao contrário, exportamos e já supera o agronegócio nos números da balança comercial.

    Agora que o Brasil comemora, mais uma vez, números positivos contra a miséria, fome, desemprego e tudo isso com inflação em queda, PIB que é revisado para cima a cada avaliação e reformas fiscal e tributária que se provarão ao longo do tempo, pois são equilibradas e honestas, a mídia venal prefere tocar no rumo oposto. Mais uma vez, quando vê que em breve os aeroportos estariam lotados, os restaurantes cheios, os churrascos de fim de semana disseminados e o filho de pedreiro virando engenheiro.

    Não é sorte e nem milagre, é uma descompressão de um povo carente que vive com muito pouco em sua imensa maioria. Quando o Estado se volta para eles, abandonando a concentração de recursos e aplicando políticas públicas inclusivas, o resultado não pode ser outro, senão o que já estamos observando. A questão não é por que dá certo, mas por que outros grupos políticos não adotam a mesma política inclusiva. E a resposta não é simples, pois parece envolver preconceitos e ressentimentos de classe insuperáveis.

    É hora de assimilar os golpes, que não fazem nenhum sentido, superar o momento do criminoso encastelado na presidência do Banco Central boicotando o crescimento do país, permitindo, nessa altura, que os juros futuros continuem subindo, postergando investimentos privados, ameaçando o gotejamento da queda da Selic e esquecendo até mesmo de mencionar a inflação em queda, preferindo aderir ao falso coro do ajuste fiscal que eles mesmos nunca foram capazes de fazer.

    Já deu certo, minha gente, agora é segurar o boi pelos chifres e seguir em frente

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  • Façam as suas apostas.

    abril 18th, 2024
    Foto por Isabella Mendes em Pexels.com

    Como diz o ministro Haddad, 80% do atual patamar do preço do dólar no Brasil se deve à política interna dos EUA. E aumentar a taxa Selic, diminuir seu ritmo de queda ou qualquer coisa semelhante, não ajuda e não resolve absolutamente nada.

    Nosso país tem um fluxo suficiente e constante de moeda estrangeira para a promoção das trocas comerciais internacionais, não possui nenhuma dívida em moeda estrangeira e tampouco necessidade de tê-la. Então, por que o estresse?

    Muitos dos solavancos da economia mundial e do fluxo internacional do dólar, que agora os EUA sugam para financiar sua dívida interna, que parece impagável para muitos, é a razão dessa movimentação brusca.

    Seja verdade ou não, a subida do dólar poderia nem acontecer se outra política de câmbio fosse adotada, e não esse flutuante que temos desde o plano Real. Funcionou até aqui, mas pode ser que no futuro precise de um ajuste para evitar situações como a atual, que duram alguns dias, talvez semanas, e depois se acomodam.

    A Argentina, por exemplo, não possui câmbio flutuante, e a moeda está fixa em relação ao dólar desde que o atual presidente assumiu. E não para de receber elogios do nosso mercado e até do FMI.

    Toda a falação atual tem a ver com os acertos e não os erros da equipe econômica, que vai na direção contrária do entreguismo e do rentismo preguiçoso, que gosta de ganhar muito sem precisar investir em nada produtivo. Nos últimos 12 meses, o serviço da dívida pública nos custou R$750 bilhões, e você não vê um único analista ou uma única reportagem na imprensa destacando esse ponto. A tal trajetória da dívida depende muito mais da baixa na taxa Selic do que qualquer economia que o governo possa fazer no orçamento.

    A Petrobrás, outro exemplo, também não entra nessa onda de mudar todo dia o preço dos combustíveis. O barril bateu em U$90 e está caindo, ainda aos poucos, porque a confusão no Oriente Médio envolve o Irã, que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. A explicação para aguardar e ver no que vai dar é simples: 90% da gasolina consumida no nosso país é de produção interna, em Reais, não havendo motivos para flutuar preços acompanhando o exterior. E, mesmo assim, a previsão para o ano é de R$100 bilhões de lucro da Petrobrás, de novo, sem contar a Faixa Equatorial, que já vem por aí.

    O que precisa acontecer é a queda dos juros internos e a vergonha na cara do Bolsonaro do Banco Central, que o governo discretamente sugeriu uma substituição a longo prazo, sem explicar o que seria. Torço por uma transição que comece ontem e termine agora.

    Em todo o caso, a maior, mais duradoura, mais eficaz e mais importante reforma fiscal para o Brasil neste momento é a redução das taxas de juros Selic.

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