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Blog do Franco

  • O Áudio.

    julho 16th, 2024

    Discordo de quem minimiza a gravidade dos diálogos trazidos na gravação, assumidamente feita pelo ex-chefe da Abin, Ramagem, com a presença de advogadas de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual e acusado de peculato (rachadinhas), o ex-presidente, General Heleno do GSI, e o autor das gravações.

    De início, percebe-se o cuidado do autor das gravações em não avançar em crimes, incluindo o GSI a pedido das advogadas em levantamentos de dados de funcionários da Receita, que elas acusavam de criminosos perseguindo o então deputado Flávio. Outro fato notável era a repetição de Bolsonaro nas falas de que, mesmo se estivessem sendo gravados, ninguém ali estaria cometendo nenhum crime.

    Pois bem.

    Apesar das falas de que não estavam cometendo nenhum crime e dos cuidados de Ramagem, que gravava tudo, os encaminhamentos na reunião foram criminosos. As sugestões de procurar este ou aquele chefe dos órgãos claramente mostravam o uso de instituições públicas e servidores em benefício próprio e para obstrução de justiça.

    Observa-se que os auditores citados pelas advogadas foram exonerados de seus cargos na sequência dos fatos da época e a investigação de peculato do deputado Flávio Bolsonaro continua paralisada até hoje.

    Agora há pouco, Ramagem publicou um vídeo na rede social afirmando que a gravação foi feita com consentimento do ex-presidente.

    Pode ter sido, provavelmente foi.

    Então, qual o propósito do STF e do ministro Moraes em prisões e liberar o áudio?

    É preciso retroceder até 2020, quando a reunião, descoberta pela imprensa na época, foi objeto de investigação. Todos os presentes foram questionados na ocasião e todas as negativas que constam nos inquéritos de cada um deles foram desmentidas agora. O que já coloca a todos na defensiva daqui em diante.

    O que mais vem por aí, não sabemos. A raiva do Bolsonaro com Ramagem, supondo que a gravação foi feita com conhecimento dele, que ele já negou, pode estar porque Ramagem não apagou a fita, mesmo, talvez, pensando que nada de grave continha.

    Segue a investigação e vamos ver se os que foram presos estão dispostos a colaborar com alguma coisa.

  • Nome aos bois.

    julho 15th, 2024

    O erro ao renomear parece ter começado com Bebiano, aquele advogado que rompeu com Bolsonaro & Cia, logo no início do desgoverno. Durante uma entrevista, ele chamou os planos da família para uso da Abin de Abin Paralela.

    E aqui cabe uma reflexão.

    Ao renomear a nossa Agência de Vigilância – porque de inteligência nunca teve nada – acrescentando o “Paralela”, o falecido Bebiano mostrou uma característica comum e necessária do grupo ao qual pertencia: desconhecimento da história.

    Quem veio e colocou a coisa no devido lugar foi o senador Renan Calheiros, explicando que não existe nada paralelo, a Abin nunca fez outra coisa na vida além de bisbilhotar adversários políticos dela – Abin – e que nem sempre coincidiu com os objetivos dos diversos governos de ocasião.

    Recuando mais alguns anos, voltamos ao SNI, de onde a Abin herdou métodos e a missão.

    Não vou me alongar, o histórico fala por si. A imprensa gosta do nome porque sugere a ruptura com a prática anterior idealizada por militares e de péssima memória, e isola os militares da Abin do bolsonarismo, o que é impossível. Um não existe sem o outro, sendo o bolsonarismo a expressão visível e política da prática corriqueira e da mentalidade dos nossos quartéis.

    Que, por sinal, quando assumem o poder, afundam em incompetência e corrupção. Como vimos recentemente e novamente.

    Então, nada de Abin Paralela, só existe e existiu a Abin. E uma ampla reforma precisa acontecer para seguir existindo. O que não me parece nem viável, e uma nova forma de agência de segurança civil, desmilitarizada, precisa, pode e deve ser criada.

    Urgente.

  • E agora? Ganhou?

    julho 14th, 2024

    Enquanto vamos recebendo as informações sobre a tentativa frustrada de assassinato do ex-presidente norte-americano Donald Trump, durante um comício, acompanhamos também as repercussões e tentamos antecipar a influência da quase tragédia nos desdobramentos da campanha presidencial em novembro próximo.

    Eleição que já estava envolta em drama ainda não resolvido sobre a senilidade do atual presidente Joe Biden e a discussão sobre sua substituição pelo partido democrata, ao qual pertence há décadas. Nossa opinião sempre foi no sentido de concordar com as limitações e a necessidade de substituição de Biden, mas sempre duvidando que aconteça, porque até onde é possível substituir um presidente em exercício em plena campanha de reeleição?

    Não bastasse isso, agora temos essa tentativa de assassinato do republicano por um atirador de 20 anos, segundo consta, também filiado ao partido republicano. Branco, norte-americano de nascença. É bom destacar isso para que a situação não recaia sobre imigrantes ou outras deduções interessadas em efeitos políticos.

    Estão lá apurando, a bala quebrou o teleprompter e o estilhaço de vidro machucou a orelha de Trump. Três pessoas foram atingidas por balas perdidas, uma morreu no local e dois feridos hospitalizados.

    O atirador foi executado no local.

    A comparação com a facada no nosso ex é inevitável, mas vejo alguns desdobramentos semelhantes e outros distintos.

    De imediato, a campanha de Biden fica em suspenso para repensar estratégias. Atacar a vítima ferida é impensável no momento. Enquanto a trégua durar, é importante, e depende da ação da campanha republicana que vai vitimizar enquanto endeusa a coragem do candidato. Como Trump já é conhecido, ganha pouco nesse aspecto, diferente da facada que consolidou o nome de Bolsonaro no Brasil. A blindagem de Bolsonaro durou até a vitória no primeiro turno, com cirurgias e recuperação prolongada impedindo a retomada dos ataques, o que o favoreceu enormemente. Dias antes da facada, Bolsonaro teve participação pífia no debate, e a facada evitou a presença em todos os demais sem cobrança.

    Trump não foi hospitalizado, mas é vítima. E a reação dos democratas agora depende de qual aspecto a campanha de Trump vai explorar: messiânico, herói, abençoado, corajoso, vítima. Ou todas.

    De qualquer modo, alguma vantagem momentânea Trump vai colher. A eleição apertada e com adversário contestado dentro de suas próprias fileiras já era boa para ele, um fato de tamanho impacto o favorece ao menos um pontinho, que pode ser suficiente para a vitória.

    Do lado democrata, a pressão por um fato novo e de impacto aumenta sobremaneira, e a questão de substituir Biden fica ainda mais delicada. Fragilizar publicamente sua candidatura nesse momento pode ser fatal; permanecer no atual estado de situação, também.

    Não existe uma resposta. Nunca existiu, na verdade.

    Mas a quase tragédia pode, sim, ter resolvido a eleição nos EUA, como aconteceu no Brasil. E aqui também o adversário dos fascistas estava fragilizado, com o presidente Lula na cadeia e Haddad assumindo a vaga na reta final de campanha.

    Então, para não ficar em cima do muro, a resposta é sim, Trump foi favorecido por mais esse impacto e sua reação destemida ao ataque, a paralisia da campanha do adversário e sua fragilidade sendo discutida no próprio partido. Uma soma poderosa que o favorece para ganhar. Ainda faltam meses e tudo, como vimos, pode acontecer. Mas o quadro hoje é de vitória, apertada, para Donald Trump e, importante, também do seu partido no Congresso.

  • Lema da cavalaria : rápido e mal feito.

    julho 13th, 2024

    Refleti muito antes de concluir este post, porque uma crítica nessa altura do campeonato e sobre um tema tão importante quanto a regulamentação da reforma tributária recém-aprovada merece cuidado antes de acontecer.

    Não vou relembrar o tamanho do feito para o eventual leitor, desde que me entendo por gente, há algumas décadas, acompanhei tentativas frustradas por diferentes governos e legislativos sobre a matéria.

    O que é então?

    A pressa, a maneira como a Câmara dos Deputados aprova as matérias nesses últimos anos, as boas e as ruins. O estilo não me agrada, na verdade me assusta, permitindo que a prática rotineira do legislativo seja atropelar sempre que assim decidem fazer.

    É o tipo lamentável das lideranças dos últimos anos, a lógica de acordos ocultos e interesses escamoteados, decidindo o futuro sem a participação transparente da sociedade.

    Não que a matéria tenha deixado de transitar em comissões, audiências públicas, que o relator tenha sonegado o debate na imprensa ou coisa parecida.

    É a pressa, e como quase tudo fica para ser sabido e refletido depois da coisa pronta.

    Agora no Senado, eles pensam em mudar muita coisa e não fazer a votação no atropelo, e vamos ver se vai ser assim mesmo. A parada de meio de ano com as férias dos congressistas vai ajudar, uma vez que o texto aprovado na Câmara circula e quem estiver interessado vai poder debater.

    Ninguém imagina a aprovação de uma lei tão importante sem a presença de lobbies e interesses comerciais em disputa. Que façam o seu trabalho. A queixa está no açodamento e um sentimento de que a sociedade incomoda quando participa ou questiona.

    Não precisa ser assim.

    E, sim, apoio a reforma e sua regulamentação. Só quero entender muito mais e melhor o que está sendo decidido.

  • Idos de maio sem serviços e o varejo salvando.

    julho 12th, 2024

    Nem só de pão vive o homem, assim também a economia de um país precisa ser diversificada para manter uma dinâmica suficiente para sustentar seu crescimento.

    Felizmente, tem sido assim.

    Os dados do setor de serviços em maio- o principal componente do PIB nas economias modernas – estagnaram e apresentaram zero crescimento em relação a abril. No ano, estamos com 0,8%, o que não é bom e precisa melhorar. Já o varejo, em seis meses de 2024, superou todo o ano de 2023 e, com a ajuda do agronegócio – que vinha de quedas – segurou a peteca até maio.

    Haddad está nesse momento em sabatinas em evento de imprensa investigativa e diz que o setor de serviços, com os últimos dados dessa semana sobre junho , se mostrou surpreendente. Destacou novamente o varejo e, então, podemos esperar melhores números no fechamento de junho. Boas notícias.

    Fica o registro e ficamos em observação.

  • Teste final para Biden.

    julho 11th, 2024

    No encerramento da reunião da OTAN – onde afirmam que todos os problemas do mundo são causados pela Rússia e pela China – Biden convocou uma raríssima entrevista coletiva sozinho, no desespero de mostrar sua capacidade cognitiva para se reeleger presidente dos EUA.

    Registre-se que o desespero não é só de Biden, mas de toda a OTAN, porque sabem, como nós sabemos, que Trump não quer saber deles.

    Este é um lado de Trump, contrário a guerras, que geralmente é negligenciado.

    Então, vamos acompanhar a entrevista e pessoalmente avaliar as condições de Biden. Até agora, é forçoso reconhecer, a situação não anda nada boa para ele. Trump abriu uma frente significativa nas pesquisas eleitorais, sobretudo nos estados que decidem as eleições por lá, e o seu partido Democrata está cada dia mais desanimado, expressando publicamente a visão de uma derrota iminente.

    A imprensa também, porque afirma que Biden está em “negação senil da realidade”.

    Como disse antes, não sei até onde é possível substituir um candidato nos EUA às vésperas de uma campanha, ainda mais de reeleição com o candidato sentado no cargo de presidente. Em todo o caso, vamos descobrir hoje porque essa iniciativa vai ser definitiva. Ou Biden convence seu partido e segue, ou, em caso de mais uma aparição mostrando fragilidade e sinais de envelhecimento impeditivos e não compatíveis com o alto cargo que ocupa, sua substituição acontecerá.

    Por quem?

  • Picanha no Prato.

    julho 11th, 2024

    Eu sempre recomendo que todos acompanhem debates e disputas nos processos de aprovação das leis no Congresso. Nada substitui o aprendizado quanto à clareza dos interesses e compromissos dos deputados e senadores ali, na hora de defender ou criticar um projeto, porque tem que ser feito a quente, às claras, na frente de todos os interessados. Que deveríamos ser todos.

    Durante os últimos dias, na reta final da aprovação da regulamentação da reforma tributária, que aconteceu ontem na Câmara – agora segue para o Senado – assistimos Lula repetir seu mantra de campanha, que era preciso garantir a picanha no churrasco de todos, sobretudo os pobres que ficaram sem nos últimos anos.

    Pois bem, após as falas do presidente, assistimos à reação mesquinha de setores escandalizados na mídia corporativa e na oposição, preocupados com a repercussão da isenção de impostos na carne – porque era do que estávamos tratando – no conjunto das alíquotas de todos os demais produtos. Sim, sabemos que, se em algum lugar uma redução de imposto acontece, alguém vai ter que aumentar em outro para compensar, mantendo assim a arrecadação equilibrada. O que desmascara as intenções dessa gente é que, na mesma discussão sobre as alíquotas de impostos de produtos que ocorria para todos os lados, a isenção de armas e munição – que a bancada da bala tentou e conseguiu assegurar impostos menores – não incomodava ninguém. O que não podia diminuir eram os impostos da carne. Exatamente porque aí estava uma das mais lembradas promessas do Lula, recolocar a picanha no churrasco do povo.

    No fim das contas, a picanha ficou sem imposto, Lula cumpriu mais uma promessa e, anote, a votação para aprovar o destaque de alíquota zero para a carne teve votação unânime, porque ninguém queria ficar de fora dessa fotografia.

    Todos os impostos da cesta básica foram zerados; contas de água, luz e gás, entre outros, serão devolvidos aos cadastrados nos programas sociais do governo e o que se espera é uma redução de uns 30% no custo de tudo isso aí: arroz, leite, manteiga, margarina, feijão, raízes e tubérculos, cocos, café, óleo de soja, farinha de mandioca, farinha de milho, farinha de trigo, açúcar, massas alimentícias e pão do tipo comum.

    Me parece que alguma coisa muito importante aconteceu.

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  • A boca do jacaré

    julho 10th, 2024

    Não é o caso de fazer uma análise pormenorizada da melhora de imagem e aprovação do presidente Lula, na pesquisa Quaest de hoje

    Mas tem alguns pontos que merecem destaque.

    Para além do crescimento da aprovação entre aqueles que ganham até 2 salários mínimos, também aumento de aprovação entre evangélico e moradores do sudeste, o que me chamou mais a atenção foram dois outros pontos específicos.

    O primeiro que a economia vai deixando de ser a maior preocupação dos brasileiros , com a segurança empatando em primeiro lugar. Se por um lado o discurso da segurança pública poderia favorecer a oposição ao atual governo, também é verdade que o próprio governo pode assumir um discurso mais contundente nessa área específica;  o que parece querer fazer a atual ministro da justiça, Lewandowski. E, quanto a percepção de melhoria na economia, aqui o governo não divide com ninguém os méritos.

    Muito ao contrário .

    Outro aspecto que chamou a atenção nessa pesquisa da quaest, foi como a presença do Lula nas rádios foi notada. 41% dos entrevistados sabem que Lula tem aparecido com frequência nas rádios. E , mais, a grande maioria concorda com aquilo que ele diz, com índices superiores a sua aprovação, sugerindo que até quem não vota no Lula concorda com o que ele anda dizendo nas rádios.

    E , finalmente, entre os temas mais conhecidos e aprovados das falas estão exatamente as críticas as altas taxas de juros praticada pelo BC. Nesse aspecto Lula consegue quase unanimidade ao criticar o Banco central, provando que os ataques que recebeu sobre as críticas vieram de onde sempre dissemos:  dos privilegiados, da mídia oligopolizada e dos aproveitadores.

    Ah, e teremos consequências positivas dos números nos resultados eleitorais. Como a boca do jacaré abriu, melhores índices podemos esperar nos próximos meses, exatamente durante o pleito municipal.

  • Reflexões sobre a subida repentina do dólar e as estratégias especulativas

    julho 10th, 2024

    Agora, com um relativo distanciamento, passados alguns dias e o comportamento equilibrado do câmbio com os acontecimentos internos e externos, dá para arriscar mais algumas reflexões sobre o episódio da subida repentina do dólar.

    E, como observei em post anterior, começa por aí: a valorização do dólar não foi tão repentina, mas uma sequência de tentativas especulativas que acabou encontrando uma brecha retórica para se impor.

    E começou não com as críticas do presidente Lula, mas com as seguidas justificativas do BC na figura do Roberto Campos Neto, que encontrou nas críticas ao equilíbrio orçamentário a repercussão várias vezes tentada anteriormente, todas no sentido de justificar as altas taxas de juros, desqualificar a condução econômica e boicotar o atual governo de quem faz oposição.

    Não é o caso de relembrar todo o discurso do bolsonarista impenitente, que vem desde o início do ano e passou por desculpas sobre núcleo de inflação elevado, depois diminuição do desemprego e aumento de renda, e desaguou no desequilíbrio orçamentário. Campos Neto tem sido, talvez, o maior ventríloquo do mercado financeiro parasita que já passou na presidência do BC que me lembre.

    Foi no bojo da reação a esses juros injustificados, e não é de agora, que o presidente Lula colocou a boca no trombone, meses e meses de reiteradas críticas. O que mudou recentemente e estamos tentando entender, foi que Lula encontrou nas entrevistas diárias que passou a dar nas manhãs, em rádios locais e relativamente modestas nacionalmente, uma repercussão que passou a pautar toda a mídia e melhorar os seus índices de aprovação.

    Foi contra isso que veio a reação, não somente do mercado financeiro, mas de seu braço siamês midiático corporativo, ressoando uma crise inexistente, muitas e muitas vezes tentada antes, mas que encontrou uma brecha na soma de incertezas do debate sobre os juros americanos, um aumento dos alimentos no Brasil por diversos fatores e, aí sim, a retórica pesada de todos os lados sobre os rumos dos juros internos, que Campos Neto encobriu atacando o equilíbrio fiscal, no que foi seguido pela mídia corporativa.

    Dessa soma de fatores, a tal crise se retroalimentou, passou a ser cada vez mais forçada e artificial, começou a incomodar todos os agentes econômicos, também o governo, e uma pausa não combinada entre os interesses de todos foi feita. Com o esvaziamento do balão especulativo, imediatamente e até o momento, assim permanece.

    Subidas e descidas do dólar, infelizmente, acontecem ao bel-prazer dos interesses dos EUA; mais da metade de todo o dinheiro que circula nas bolsas de valores do mundo passa por lá, mostrando o tamanho da encrenca que é enfrentar esse monstro. E as medidas de cortes orçamentários anunciadas e o silêncio de Lula sobre o BC, nem de longe, seriam capazes de provocar e muito menos conter ataques especulativos fundamentados em crises de pagamentos ou qualquer motivo relevante interno. Como não havia o que sustentar, o balão da crise estourou e desce lentamente, enquanto Campos Neto, agora em férias, e a mídia preparam e procuram outro assunto para explorar e pressionar o governo a tomar medidas impopulares e desnecessárias, no objetivo nunca oculto de prejudicar e tentar que outro chegue ao poder para impor os programas liberais fracassados.

    Me parece isso: um alinhamento de episódios desconexos e não relacionados que foram empurrados para o balaio da crise, devidamente esvaziado por excesso de peso.

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  • Hierarquia invertida.

    julho 9th, 2024

    Do caso do roubo das joias, diz a imprensa se tratar das mais graves acusações ao ex-presidente até agora, nivelando com a falsificação do cartão de vacina e a tentativa de golpe de estado.

    Manter parelhas uma falsificação de cartão de vacina e um golpe de estado já seria chocante.

    E o crime de falsificar cartão de vacinas é o que quando comparado a negar a pandemia e não fornecer vacinas a tempo para salvar milhares de vidas? E, por fim, a tentativa de golpe de estado alinhada na mesma prateleira desses crimes de roubar jóias e falsificar cartão ? Lembrando que sobre os crimes cometidos na pandemia não temos nenhuma notícia.

    E lembremos mais, que o ex-presidente está inelegível porque afrontou o estado de direito e a eleição, mas esses crimes nem saíram do crivo do tribunal eleitoral, mesmo com toda sorte de incitação naqueles 7 de setembros tenebrosos e um passeio de blindados fumegantes na porta dos palácios de poder em Brasília.

    Vamos ver até onde chegamos com o futuro processo de tentativa de golpe de estado, esse sim na sequencia dos indiciamentos, que não pode ficar nos bagrinhos. Além do ex-presidente, temos generais naquela articulação terrível; se agora estão escondidos nos pijamas, nada significa, e o julgamento precisa alcançar todos eles, inclusive deputados e senadores, além dos que investiram dinheiro na fracassada quartelada.

    Estamos aguardando os indiciamentos de Augusto Heleno e Braga Neto, imperiosamente. Tem outros que formavam e ainda formam o Alto Comando das Forças Armadas, que não podem passar ao largo das consequências de seus atos criminosos. As investigações certamente chegarão lá.

    Em algum momento teremos que colocar cada um dos crimes na sua real dimensão, por enquanto vamos no ritmo dos indiciamentos. Mas vamos na seguinte hierarquia. : roubo de joias, falsificação de documento oficial, tentativa de golpe de estado e crime contra a humanidade, no caso das omissões durante a pandemia.

    Somados, devem dar uns mil anos de cadeia.

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