Pular para o conteúdo
  • Sobre
  • Contact
  • marcelolfranco@uol.com.br

Blog do Franco

  • Malandros.

    maio 6th, 2025

    De fato, o boom continuado de commodities e a expansão da oferta de educação de mais qualidade no Brasil explicam a diminuição da pobreza, como constatado no estudo que comentei em post anterior. (https://blogdobaducom.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=8743&action=edit)

    O ponto a destacar aqui é que, diferente de um estudo estatístico, o jornalismo deveria ir além dos números e explicar as causas do progresso constatado, o que nos levaria aos programas de governos e comparações que essa gente morre e publica lixo sem constrangimento, mas não reconhece o autor das ideias que moldam um país melhor.

    E nem a desculpa das commodities é nova. Todo o sucesso dos governos Lula anteriores foi atribuído a ela, que, parece, apesar de não constatarem nas análises, só funciona quando Lula governa.

    Além desse tipo de jornalismo, somos todos os dias bombardeados com um do tipo declaratório, que passa o dia repercutindo as maiores barbaridades e mentiras deslavadas de figuras grotescas, sem nenhuma checagem ou crítica. Importa espalhar para manter certa gente em evidência e, na sequência incansável, atingir o atual governo.

    Verdade que nada disso é novo, mas tem piorado, até porque conseguiram, na sequência de ataques, ressuscitar o monstro fascista que agora sustentam com visibilidade constante.

    Parece, repito, parece, que atingimos um certo limite nas manobras. Aparentemente, se repetem e, assim, sem novidades, vão provocando cansaço e desânimo nas hostes furiosas. O fato de não conseguirem firmar uma candidatura majoritária para presidente desarticula o jogo principal, e apostar em fragmentação para evitar vitória no primeiro turno tem sido a mais viável estratégia para eles. Depois dizem — e sem acreditar — num acordo da direita para vencer no segundo turno.

    Deixo minha impressão: mesmo longe do pleito de 2026, eu vejo favoritismo na candidatura Lula, até para margem de vitória no primeiro turno apertada, ou seguramente no segundo turno com margem superior à de 2022.

    Anda em moda dizer que economia não ganha mais eleição, o que, a meu ver, é outra mentira para tentar desviar o olhar dos sucessos do atual governo nessa questão fundamental e decisiva.

    Ou seja, o PIG continua o mesmo, e quem quiser se informar que o faça nos canais progressistas disponíveis, sobretudo no Brasil247.

    OBS.. Entramos no mês de renovar domínio e aluguel do espaço no WordPress, tornando seu apoio mais necessário.

    Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • Meu malvado favorito.

    maio 5th, 2025

    Semana de Copom e não consigo evitar de voltar ao tema.

    Falamos da meta de inflação, dos parcos efeitos anti-inflacionários e até da duvidosa contração de atividades econômicas almejadas. E até condescendemos com uma ação contundente em 2025, supondo um freio de arrumação visando 2026.

    O que não dá para engolir é a falta de outras ações, que deveriam acompanhar essa queima de bilhões de recursos públicos drenados para a especulação. Onde estão o combate à manipulação dos contratos de dólar futuro? E sobre uma missão ampliada do Bacen, incluindo metas de emprego, PIB e renda? Voltamos ao exclusivismo das taxas Selic e inflação, e nada mais.

    Agora estamos às vésperas de mais 0,5% de aumento na Selic, e previsão de parada ou mais 0,5% na próxima reunião. Imprudência com o equilíbrio fiscal e trajetória insustentável da dívida pública que supostamente deveriam administrar.

    Sobre as origens, digamos, alienígenas da inflação, ainda em torno de 5,5% ao ano, nem um pio. A única menção repetida em todos os boletins divulgados fala em “incertezas”, como se nesta vida e em qualquer atividade fosse possível prever certezas.

    Entendo e defendi as medidas preventivas na virada do ano e na troca dos presidentes e diretores. A vitória de Trump anunciava tempos difíceis, e ele não decepcionou e segue aprontando — talvez mais anunciando do que realizando — e suas presepadas perdem efeitos rapidamente, e seus seguidos recuos vão consolidando um cenário de espaços de manobras reduzindo e uma administração perdida e sem rumo. Claro que isso torna tudo perigoso e “incerto”, mas nossos maiores interesses e desafios estão claramente fixados cada vez mais em nossas mãos, e decisões que não foquem em prioridades internas provocam mais prejuízos que lucros, apontando para uma reflexão apurada e ações voltadas para alinhar resultados positivos no controle dos juros e suas consequências.

    Resumindo: se é pra seguir a política monetária anterior, por obrigações com metas inflacionárias irreais, que se empenhem em promover ações para desarmar os cenários desfavoráveis e não somente reagir a problemas pontuais e repetidos. Se eles são relevantes e precisam de combate, vá lá, mas nada fazer para promover um futuro e seguir nessa de juros e mais juros… se extingua o Copom e nomeie uma IA.

    Vai dar na mesma — e economiza em dinheiro e aborrecimentos.

  • Guardado no coração sem eu saber.

    maio 4th, 2025

    Não vou dizer que esqueci, se confesso que não lembrava.

    E estranhei algumas vozes e sotaques nos rostos que reconheci.

    Depois foi seguir nos trilhos por onde tanto andei.

    Acelerando aos poucos porque eu sou assim.

    Recolhendo afagos e beijos, sorrisos e lembranças enquanto as novidades preenchiam espaços.

    Acolhimento.

    Foi muito tempo , tempo demais, tempo perdido.

    E não sei de amanhã, mas posso seguir meu caminho sabendo que não estou sozinho.

  • PSDB : RIP.

    maio 1st, 2025

    Cúpula do PSDB aprova fusão com o Podemos. O novo partido ainda não tem nome definido.

    Os partidos convocaram Convenções Nacionais para oficializar a fusão e marcar o fim do PSDB, que, para muitos, morreu em 5 de novembro de 2014.

    Ficam algumas saudades — especialmente a lembrança de Mário Covas, que, enquanto vivo, não embarcou nas presepadas de FHC, Serra e Aécio, os coveiros do partido, responsáveis por suas escolhas e ações desastrosas que levaram à sua decadência e, por fim, ao alinhamento com o fascismo bolsonarista — tudo o que o PSDB jamais poderia ter feito.

    E por que fez?
    Porque o desespero de quem perdeu o poder em sucessivas eleições, somado ao elitismo crescente, racismo e machismo, empurrou o partido para o colo dos fascistas, culminando com seu próprio fim.

    Aos poucos, o centro político vai se recompondo; a polarização perde força do lado direito, e o antipetismo vai sobrevivendo no voto centrista. Isso acaba por acomodar a esquerda, permitindo mais espaço de negociação para todos — como foi nos governos anteriores de Lula, e este parece seguir pelo mesmo rumo.

    Os extremistas conquistaram espaço inédito e não desaparecerão. Sempre achei que eles estavam por aí — imaginava que fossem cerca de 10% da população. Agora são quase 30%, mas em queda. Vamos ver até onde vão.

    O PSDB não tem mais para onde cair. Acabou, e não deixa herdeiros. Seus planos pretensiosos de poder revelaram-se vaidade e visão parcial da sociedade. Nunca esconderam que governavam apenas para o terço privilegiado da população.

    Sobre o Plano Real, já escrevi em outras ocasiões — e repito: se não fosse por ele e pela sequência do plano nos governos desenvolvimentistas do Lula, ainda estaríamos atolados no pântano da estagnação econômica, e o povo comendo calango pra sobreviver.

    OBS.. Entramos no mês de renovar domínio e aluguel do espaço no WordPress, tornando seu apoio mais necessário.

    Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • Joga pedra na Geni.

    abril 30th, 2025

    É curioso observar as repercussões da decretação da prisão do ex-presidente Collor. De fato, não vi nenhuma voz em sua defesa, especialmente na imprensa tradicional.

    E isso porque o falido e desmoralizado “caçador de marajás” jamais teria saído de sua Alagoas se não fosse parte do engodo de um personagem falso, criado do início ao fim pela imprensa brasileira — com a Globo e a revista Veja à frente.

    Durante sua campanha presidencial em 1989, ele inovou o marketing político brasileiro, importando estratégias dos Estados Unidos que, até então, eram desconhecidas por aqui. Estratégias essas que não teriam surtido efeito algum sem o engajamento da Globo e de seu Jornal Nacional, na época com 80% de audiência. Tudo foi uma construção mentirosa, do começo ao fim. Seu governo foi uma tragédia que tentaram sustentar enquanto possível — e, depois, controlar a sucessão para alguém que mantivesse no poder os interesses de minorias privilegiadas.

    Tudo isso daria material para livros de história e longas análises. Aqui, tento apenas apontar como funcionam os interesses dos analistas políticos e econômicos que hoje agem como se não tivessem nenhuma relação com esse personagem trágico, desmoralizado e agora preso.

    Sem esquecer que Collor é sócio da Rede Globo em Alagoas, de onde controla toda a informação disponível no estado.

    Me perdoem a comparação, mas se ambos compartilham agora o destino do desprezo público após servirem aos senhores do poder, é preciso dizer: entre Collor e Geni, a moça tem a nobreza que o marajá jamais teve.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • 100 dias de delírios.

    abril 28th, 2025

    O presidente Trump, dos EUA, completa 100 dias de desgoverno, com uma queda de aprovação inédita para o cargo nas últimas décadas.

    A surpresa seria se fosse diferente, pois uma coisa é propor um projeto revolucionário — outra, muito distinta, é para quem ele se destina e como se pretende implementá-lo.

    Aos solavancos, com idas e vindas, a cada dia falando uma coisa e negando no momento seguinte, jogando o ônus sobre os mais frágeis e preservando os ricos, desorganizando as cadeias produtivas sem apresentar solução para os problemas criados, e sem apontar uma saída para a crise crescente, não era difícil imaginar o resultado.

    E estamos apenas no início.

    Tivemos, no Brasil, choques econômicos radicais — todos fracassados. Aliás, o ex-presidente Collor voltou recentemente aos holofotes por motivos nada abonadores. Quem esqueceu do “tiro na inflação”, que acertou em todos, menos na inflação?

    Observe Milei, na Argentina, sobrevivendo de bilhões do FMI para não quebrar de vez o país. Mas isso apenas adia o inevitável, como infelizmente veremos. Tentam segurar o projeto para evitar derrota eleitoral, exatamente como fizeram no Brasil na reeleição de FHC durante o Plano Real, utilizando o mesmo método de lastrear os preços em dólar através de empréstimos que exigem medidas draconianas. Não se deve esperar outro resultado, senão, no máximo, crise de investimentos e estagnação econômica — exatamente o destino do Brasil na era pós-FHC, não fosse a eleição de Lula para devolver o desenvolvimento, com um inédito acréscimo de distribuição de renda. Uma medida que esses cleptocratas são incapazes de promover, e por isso fracassam repetidamente.

    Trump não tem a menor ideia do que está fazendo. Analistas do mundo inteiro afirmam abertamente o quanto é inútil buscar alguma lógica em suas decisões. Mas as consequências estão ficando cada vez mais claras, e no próximo ano os EUA terão as eleições de meio de mandato.

    E, pelo tamanho dos EUA, não há FMI que dê jeito na encrenca.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • Pauta da Anistia: Um Jogo de Poder e Mídia no Brasil

    abril 26th, 2025

    Por conta da cobertura implacável da imprensa golpista, somos informados de cada detalhe da movimentação política da oposição — o PL bolsonarista e parte do Centrão — que, desde o ano passado, não faz outra coisa além de tentar pautar um projeto de anistia aos golpistas do governo anterior e aos alucinados que destruíram a Praça dos Três Poderes no 8 de janeiro.

    Se olharmos o histórico, é possível perceber que, embora tenha ficado meses adormecida, a pauta da anistia atravessou o ano como moeda de negociação para a eleição das presidências das casas legislativas, uma vez que tanto Pacheco como Lira não colocaram o projeto para andar, apesar da tão falada correlação de forças supostamente desfavorável ao governo. O fato é que passou o pior momento no Congresso, e a pauta não vingou.

    Com as negociações para a eleição das presidências legislativas, a imprensa passou a tratar o tema como uma questão pacificada entre todos, com a oposição recebendo garantias de que a pauta seria levada adiante, e, sobretudo, com Motta assumindo o compromisso de tocar o projeto.

    Como começamos o ano com aquela ofensiva midiática falsa sobre o Pix e a suposta queda de popularidade do presidente Lula e de seu governo — somado à falta de assunto no recesso legislativo e às férias pessoais de muitos parlamentares —, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) inventou escândalos para manter a audiência interessada. Atacar o Lula sempre foi o esporte preferido da turma, ainda mais quando conseguem colar alguma coisa negativa, como tentaram com a farsa da “taxação do Pix”.

    Depois, tentaram seguir nos ataques com a pauta da anistia, insistindo por semanas que ela chegaria ao plenário da Câmara dos Deputados, sob pressão “irresistível” da oposição bolsonarista.

    Enquanto isso, a realidade mostrava outro cenário: manifestações esvaziadas, discursos sem eco, a política se acomodando com a posse dos novos presidentes das Casas Legislativas. Nenhuma evidência apontava para o sucesso da empreitada golpista — sem contar a ação demolidora do STF, que ainda tem muito poder para destruir o mito e seus acólitos nos próximos meses.

    A verdade é que a pauta da anistia só existia na cabeça dos bolsonaristas e na imprensa sempre disposta a boicotar as verdadeiras necessidades dos brasileiros. Em nenhum momento ela teve chance de vingar, como agora parece claro para todos.

    Os petistas souberam aproveitar o momento para manter a disputa acesa. A ascensão da liderança de Lindbergh Farias na Câmara tem exatamente esse objetivo: manter o enfrentamento em alta, ao contrário da estratégia anterior de diálogo, adotada por José Guimarães. Como entramos no período pré-eleitoral, a ordem agora é não levar desaforo para casa — e, de leve, manter a polarização, que favorece a posição do governo.

    Primeiro, porque o candidato deles perdeu a eleição. Segundo, porque nem candidato é mais e tampouco aponta um sucessor.

    O tempo está passando, e quem não percebe a dificuldade crescente dos extremistas — sem candidatos viáveis e os processos em andamento na Justiça —, não entende o desespero do PIG, que atira para todos os lados tentando poluir o ambiente com assuntos inexistentes, desviando o foco dos verdadeiros feitos da atual administração — que não são poucos.

    Nada de novo. Sempre a mesma ladainha, com resultados igualmente previsíveis: o Brasil segue seu caminho e Lula segue como favorito para 2026.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • “Até 70% da inflação dos alimentos no Brasil está atrelada ao dólar.”

    abril 25th, 2025

    E quem afirma isso é o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.

    O que nos leva a perguntar: por que usar a Selic para combater uma inflação causada pelo dólar?

    A resposta está no fato de que, no Brasil, a Selic serve muito mais para manipular o câmbio do que para controlar o consumo ou a inflação real. As cotações do dólar aqui têm muito mais relação com os humores do mercado internacional e com a especulação do que com os fundamentos da economia formal.

    Ou seja, a Selic virou um instrumento a serviço do rentismo — é o aríete com o qual se invade o orçamento público e se leva um terço de toda a arrecadação nacional sem produzir nada, sem investir, sem correr risco. O risco é todo nosso: os que trabalham, pagam impostos e sustentam esse modelo fracassado.

    Hoje, poucos ainda subestimam a capacidade de ataques especulativos internos — sim, internos — de afetar o câmbio e desequilibrar a economia. Por isso, todo cuidado é pouco, ao menos dentro da lógica conceitual atual, que não apresenta novidades e não sinaliza mudança à vista.

    A troca de Campos Neto por Galípolo, até agora, verdade seja dita, não trouxe efeito concreto na orientação geral do Banco Central. É verdade que Galípolo não joga contra o país, não cria instabilidade, não se aproveita de crises para inflar expectativas negativas. Pelo contrário: trabalha a favor, evita que o câmbio dispare, lida com as tensões internacionais com sobriedade… mas sobe os juros — que, na minha visão, já estão insuportáveis, pouco mudou.

    A proposta recente de congelar o salário mínimo por seis anos não surgiu do nada. Ela está inserida nesse contexto de crescimento da dívida pública, impulsionado pelos juros altíssimos. A solução, para os rentistas e banqueiros, não é reequilibrar o jogo com uma Selic mais baixa, mas sacrificar tudo e todos para manter a dívida “sustentável” — o que, na prática, significa garantir que eles continuem lucrando, enquanto nós pagamos a conta.

    Estamos em uma sinuca de bico, e ela aponta para problemas em 2027, já no próximo mandato presidencial. As projeções indicam dificuldades para sustentar o atual arcabouço fiscal. E, para evitar qualquer mudança mais profunda — ou para barrar ideias novas — a proposta é simples: pegar o dinheiro dos aposentados e dos mais pobres para garantir o butim de sempre.

    Ainda estamos longe de uma solução para a Selic. E na próxima reunião do Copom, em maio, já se fala em mais 0,5% de alta. Depois disso, aí sim, talvez pare de subir. Previsão de queda? Só em 2026, quando a vaca já estiver atolada no brejo.

    Gostaria de dizer que nem quero pensar nisso, mas a verdade é que, tirando a reeleição de Lula — que me parece bem encaminhada — a questão mais urgente e importante do Brasil nos próximos anos é baixar essa taxa de juros para níveis civilizados e conter a sangria do orçamento.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • Cipó de aroeira.

    abril 24th, 2025

    O ex-presidente, fiel ao seu estilo, armou um circo para receber a intimação da oficial de justiça. Agora começam a contar os cinco dias de prazo para a entrega de sua defesa ao STF, na ação criminal por tentativa de golpe de Estado.

    Suas queixas por ter recebido a intimação em um hospital até podem ter lá suas razões — não fosse ele quem é, e não fosse esse o carma que ainda precisa acertar.

    Não foram poucas as pessoas incomodadas em suas fragilidades e intimidade quando dezenas de aloprados invadiram hospitais em plena pandemia de COVID, atendendo ao chamado do chefe?

    O atual prefeito de Vitória, no Espírito Santo, o delegado Lorenzo Pazolini, por exemplo, não se tornou conhecido no pleito anterior justamente por isso — invadir hospitais de doentes com o vírus? E, como ele, quantos outros estão por aí, cumprindo mandatos com esse tipo de currículo?

    Se não prescrevemos a prática e preferimos respeitar o doente e sua família nesse momento delicado, também não esquecemos com quem estamos tratando. O raciocínio do STF ao encaminhar a citação foi pertinente: o ex-presidente estava à vontade em eventos e reuniões políticas e, portanto, poderia sim receber a intimação sem maiores consequências.

    Agora, é aguardar as alegações da defesa, para conhecermos o tamanho dos delírios — e se ele vai negar tudo ou, a exemplo dos demais, amenizar os delitos.

    Lembrando que a fase agora é outra: se antes, para tentar evitar a abertura do processo, a melhor estratégia era amenizar, agora o alvo é tentar se safar.

    Vai tentar botar a culpa nos demais?

    Aposto que sim.

    OBS.: Não deixe de comentar e curtir os posts, se for o caso.

    Não esqueça de divulgar, se lhe convém.

    E apoiar, se puder: PIX 30454964/0001-70

  • STF torna réus segundo grupo de golpistas.

    abril 23rd, 2025

    Por unanimidade, 1ª Turma do STF decide tornar réus integrantes do ‘núcleo 2’ da trama golpista.

    🎯 Fernando de Sousa Oliveira
    🎯 Filipe Garcia Martins
    🎯 Marcelo Costa Câmara
    🎯 Mário Fernandes
    🎯Silvinei Vasques
    🎯 Marília Ferreira de Alencar

    O Procurador-Geral da República (PGR) dividiu os principais envolvidos na tentativa de golpe orquestrada por Jair Bolsonaro e generais em diferentes núcleos. Na primeira fase do julgamento, os líderes foram tornados réus. Agora, é a vez do segundo grupo, composto pelos responsáveis por operacionalizar as ordens, incluindo ações como as da Polícia Rodoviária Federal no Nordeste, que dificultaram o acesso de eleitores de Lula às urnas no dia da eleição.​

    O julgamento não trouxe novidades significativas, dada a robustez das provas apresentadas pela PGR. As defesas, em sua maioria, adotaram a estratégia de minimizar as penas, em vez de contestar os fatos.​

    Destaca-se a “minuta do golpe”, que circulou entre os membros desse grupo até chegar a Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes lembrou que o ex-presidente admitiu publicamente ter recebido o documento, o que compromete ainda mais os envolvidos. Conversas interceptadas pela Polícia Federal corroboram a existência de um plano detalhado.​

    Entre os réus, há responsáveis por planos extremos, como o assassinato do presidente eleito, seu vice e o próprio ministro Moraes. Um general, por exemplo, alegou que estava apenas “imaginando cenários”, mas as evidências indicam o contrário.​

    Caso condenados, os envolvidos podem enfrentar penas de até 46 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada. ​

    A gravidade dos atos e a solidez das provas tornam esse julgamento um marco na defesa da democracia brasileira.​

←Página anterior
1 … 29 30 31 32 33 … 161
Próxima Página→

Blog no WordPress.com.

Carregando comentários...

    • Assinar Assinado
      • Blog do Franco
      • Junte-se a 27 outros assinantes
      • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
      • Blog do Franco
      • Assinar Assinado
      • Registre-se
      • Fazer login
      • Denunciar este conteúdo
      • Visualizar site no Leitor
      • Gerenciar assinaturas
      • Esconder esta barra