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Blog do Franco

  • PIB em crescimento moderado, inflação sob controle e câmbio maluco: e ai?

    abril 11th, 2025

    Fevereiro mostrou sinais positivos com a recuperação nos índices de crescimento dos setores de serviços e varejo. O primeiro vinha de três quedas mensais seguidas, e o segundo de quatro. A retomada de ambos foi importante — e, para variar, inesperada.

    A previsão do governo para o crescimento do PIB em 2025 segue em 2,4%, acima de todas as demais previsões que acompanhei. E isso, mais uma vez, cumprindo a meta fiscal do ano.

    Mas uma questão importante vem me incomodando: com o país crescendo num ritmo razoável — dentro dos níveis ideais apontados pelos modelos mais conservadores, para não pressionar a inflação — a discussão sobre os juros altos volta à pauta. O argumento atual é que eles servem para conter a inflação vinda do câmbio, não da demanda interna.

    Só que o mercado cambial está completamente alucinado, oscilando de maneira extrema, sem nenhum critério previsível. A política monetária anterior parece ter perdido o efeito. Até mesmo o princípio de prevenção já não faz tanto sentido — estamos diante de um novo tipo de problema, que exige novas respostas.

    O aumento dos juros no fim de dezembro até agora teve o claro objetivo de conter o câmbio — o que, por sua vez, provocou aumento no déficit e na dívida pública, que já se aproxima de 80% do PIB. E pior: continua crescendo acima da nossa capacidade de absorção no médio prazo. Ou seja, a trajetória da dívida pública, com os atuais níveis de Selic, é um problema sério e crescente.

    A necessidade de juros altos surgiu no contexto de uma inflação cambial. E agora, mais do que nunca, precisamos avaliar se a Selic está surtindo o efeito desejado — e, no momento, certamente não está. Talvez nem venha a surtir. Se for assim, o peso do crescimento da dívida pública passa a ser, na minha opinião, um fator mais relevante que o próprio câmbio.

    Está cada vez mais difícil pensar em cenários consistentes quando tudo muda da manhã para a tarde. Se o caos constante virou o novo normal, qual é a saída?

    Claro, quem conduz a política monetária precisa agir com cautela e responsabilidade. Mas insistir em velhas fórmulas, sem dialogar com as novas demandas, pode não ser suficiente para assegurar resultados. O câmbio voltou a ficar descontrolado, mesmo com uma Selic altíssima. A dívida pública segue uma trajetória insustentável. O resultado: uma política de combate à inflação ineficaz — a um custo insuportável.

    Se não estamos diante de um novo mundo, no mínimo enfrentamos uma crise longa, de duração incerta. E as respostas não podem continuar sendo sempre as mesmas.

    É urgente abrir o debate. Pensar. Discutir. Gerar ideias. Não necessariamente para aplicá-las imediatamente, mas para preparar saídas para um momento que pode se prolongar e comprometer todo o esforço feito até agora.

    (Sem contar que ninguém parece considerar nos cálculos a indexação ainda presente em muitos contratos, taxas e impostos — uma herança que o Brasil ainda carrega e que precisa ser enfrentada para nos livrarmos, de fato, da inflação.)

    Mãos à obra

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  • Roda mundo.

    abril 10th, 2025

    Quem acompanha as idas e vindas do comando econômico atual dos EUA já não tem mais nenhuma dúvida: eles não sabem o que estão fazendo.

    Não por outro motivo, num dia anunciam tarifas astronômicas contra o mundo inteiro — e no outro, adiam. Com o mesmo critério de sempre: nenhum.

    Até aqui, supúnhamos a China como o alvo principal. Mas ontem, Trump começou a elogiar o presidente chinês e sinalizar para um possível acordo. Isso sugere que nunca houve planos de médio ou longo prazo — apenas uma tentativa imediatista e duvidosa de aliviar o desequilíbrio comercial entre os dois países. Talvez, se a China não tivesse reagido imediatamente às tarifas, a escalada nem tivesse ocorrido. Mas fez bem a China — e os demais países, como o Brasil, que praticamente não foram atingidos, esperaram (e ainda esperam) para ver no que vai dar essa bagunça.

    A consequência mais grave, até aqui, atingiu o próprio coração da economia americana: os títulos do Tesouro, tradicionalmente considerados o refúgio seguro do dinheiro global, começaram a sofrer perdas expressivas. Para conter a fuga, o governo foi obrigado a aumentar a taxa de juros — mas o movimento surtiu o efeito oposto: em vez de atrair, aumentou a desconfiança, acelerando ainda mais as vendas e forçando o recuo das medidas tresloucadas.

    Agora, a pergunta inevitável: quem ainda confia nos EUA?

    Se até aliados históricos são tratados com desprezo e violência econômica, o que esperar? É natural que todos comecem a revisar seus planos de longo prazo.

    E ainda vêm aí as eleições de meio de mandato, que podem mudar a composição das casas legislativas e tirar a tênue maioria que hoje protege Trump — com ameaça real de um novo processo de impeachment.

    As pesquisas, com apenas três meses de governo, não deixam dúvidas: a popularidade do presidente norte- americano está em queda livre. E continuar conduzindo o país nessa irresponsabilidade absoluta está se tornando caro demais — até para os próprios aliados, que começam a se arrepender em número crescente.

    O problema é que, uma vez instalados no poder e sem nada a apresentar ou promover, essa gente desgovernada só conhece um caminho: o caos. É a única coisa que sabem fazer.

    E a cada rodada de decisões, agravam a própria situação.

    Só alguns adiamentos podem amenizar o estrago contratado. Incólumes, eles não passam mais. E o desgoverno começa a se esvair antes mesmo de decolar. O que, convenhamos, nem é uma má notícia.

    O problema será se voltarem suas frustrações para o exterior, na clássica manobra de desviar o foco interno através de guerras de legitimação. Essa, sim, é uma especialidade consagrada dos EUA — e quase sempre infalível para manter apoio doméstico.

    Ah, e é bom deixar registrado: antes de adiar por 90 dias a validade das tarifas, Trump tuitou dizendo que era “hora de comprar ações” — justamente enquanto as bolsas despencavam. A virada repentina posterior foi impressionante. Ou… criminosa?

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  • Resumindo.

    abril 9th, 2025
  • Deputado quer Lula morto.

    abril 9th, 2025

    Enquanto discutiam a matéria inconstitucional na Comissão de Segurança Pública da Câmara – completamente dominada pelo bolsonarismo – relativa a absurda proposta de desarmar a segurança do Presidente da república e seus ministros, alegando que eles fazem o mesmo com a população que deseja se armar, o deputado do Espírito Santo Gilvan da federal, que vive enrolado na bandeira do Brasil, declarou seguidas vezes que o propósito da aprovação é que assim Lula possa ser morto. E assim ele

    providencia com a aprovação da matéria, que foi o relator.

    Imagine aprovar uma matéria em Comissão na Câmara dos Deputados, onde o objetivo declarado é a morte do Presidente da República e seus ministros?

    Não demorou nem uma hora depois e sua criminosa pregação – ele que se diz também evangélico praticante – estava protocolada pela advocacia geral no STF onde vai responder por incitação à morte do presidente, e espera-se que na Câmara por quebra de decoro.

    Não vimos nenhuma reação do presidente Hugo Motta sobre o caso, mas ele vai precisar agir e conter os furibundos deputados e senadores bolsonaristas, cada vez mais desesperados e descontrolados diante do futuro amargo que espera o chefe . Então é preciso ler tamanha fúria assim : tratam de reagir à sua maneira das decisões da justiça enquanto preparam suas campanhas para 2026.

    O tal deputado, por exemplo, é o candidato do PL ao senado do Espírito Santo, e nem precisa dizer que vai dar trabalho, por mais incrível e vergonhoso isso pareça.

    Talvez tenha se estrepado com suas falas, ao desejar a morte do Lula pode ter conseguir a própria, política. Mas no STF, porque na câmara e no voto dos eleitores acho que seguiria aprontando e cometendo crimes.

    O que nos mostra que ainda temos um longo caminho a percorrer, mas estamos caminhando.

  • Fogo no parque.

    abril 8th, 2025

    As razões por trás das medidas tresloucadas do temerário e irresponsável comandante da economia do gigante do norte são conhecidas: a perda da hegemonia global e os déficits fiscais astronômicos, agravados por um desequilíbrio comercial crescente — especialmente com a China.

    A escolha de aumentar tarifas comerciais não é nova, tampouco inédita. Dependendo das escolhas e dos métodos, pode até ser eficaz. Trata-se de uma prática comum entre países que desejam proteger setores estratégicos de sua economia, mesmo que isso se dê em detrimento de uma concorrência aberta.

    O problema está na forma como essas tarifas são aplicadas. Não se deve adotá-las de maneira linear, generalizada, sem análise de impactos, e muito menos como gatilho para uma guerra comercial contra o mundo inteiro.

    Para ilustrar, vale lembrar o acordo entre Ucrânia e Rússia que, mesmo em meio à guerra, mantém a produção de grãos ucranianos fluindo pelos portos — essencial para preservar a economia ucraniana. Atacam-se infraestruturas, sim, mas a base econômica é, em parte, mantida. Porque estão em guerra.

    Sempre procuro comparar Trump com o ex-presidente argentino Mauricio Macri — não pelo alcance dos estragos, mas pela visão de mundo. Trump, no entanto, se aproxima ainda mais de Javier Milei em termos de impulsividade e desprezo por fundamentos. Em sua gestão, distribuiu cargos entre bilionários autocratas que nada compreendem do funcionamento da economia global, mas que carregam a arrogância e a pressa olímpica de quem busca “resultados rápidos” — custe o que custar.

    Os resultados, contudo, ainda estão longe. Mas os estragos já começam a aparecer.

    Se o alvo é a China — e é —, o ataque generalizado ao mundo inteiro denuncia uma megalomania típica de um ego mal resolvido. As motivações de suas ações se revelam nos delírios que o consomem. E deixar o planeta inteiro em suspense, esperando o próximo movimento, é a culminação dessa obsessão descontrolada.

    Mas… e depois?

    Talvez ele nem tenha pensado nisso. Parece claro que o improviso é a única constante no que vem a seguir. Por isso, ninguém sabe exatamente como reagir: negocia-se? Retalia-se? Espera-se? Enquanto isso, as ameaças se acumulam, revelando a disposição de seguir na aventura a qualquer custo.

    O que vem a seguir para os EUA é inflação e estagnação econômica. Depois, talvez, uma lenta substituição das importações, o que parece ser a intenção por trás da loucura. Mas há um problema de tempo: foram décadas de globalização e integração produtiva mundial. Não é possível substituir isso com um estalar de dedos. Levará tempo — e talvez a sociedade americana não esteja disposta a esperar. Aí, sim, a coisa pode desandar de vez.

    Outro exemplo do voluntarismo tresloucado está na Argentina. Enquanto a imprensa tece loas ao “ajuste”, a população passa fome. E os sinais de que o rumo está cada vez mais desequilibrado se multiplicam. Esse modelo — apressado, cruel, sacrificial com os pobres e indulgente com os ricos — não funciona. Não dura. E termina, invariavelmente, em lágrimas e desespero.

    Os Estados Unidos que se preparem.

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  • Alguém viu?

    abril 6th, 2025
  • Fim da avalanche de pesquisas?

    abril 5th, 2025

    Depois de alguns meses de queda na popularidade — que, aliás, não tirou de Lula a liderança na corrida presidencial de 2026 —, a recuperação começou a aparecer. A queda havia sido provocada, principalmente, pela alta mundial no preço dos alimentos e por uma campanha fake sobre a “taxação do PIX”, iniciada em dezembro.

    Algumas pesquisas mais recentes já vinham mostrando estabilidade na aprovação. A divulgada hoje pelo Datafolha mostra crescimento nos números. Lula recupera justamente onde mais havia perdido: no Nordeste, entre as mulheres e a população de meia idade. Mas o maior crescimento, segundo o Datafolha, veio entre os mais escolarizados e melhor informados— o que sugere o peso da campanha de desinformação sobre os grupos com menos acesso à informação e, como observou Marcos Coimbra, menos interessados por política fora dos períodos eleitorais.

    A avaliação parece bastante correta, especialmente vinda de um mestre em pesquisas. E, sendo assim, é de se esperar uma recuperação mais ampla da popularidade do governo e de Lula, à medida que a informação começa a se espalhar do centro mais atento para a base mais ampla da população.

    Não se trata de criar expectativas irreais: os números tendem a refletir, de novo, a divisão do país, marcada por uma polarização persistente. A diferença é que agora a extrema direita está sem candidato, batendo cabeça para tentar segurar o patrimônio eleitoral que herdou de Bolsonaro.

    Na minha opinião, esse patrimônio vai encolher. O novo candidato — ainda desconhecido — não vai sustentar o estilo bolsonarista, porque sabe que isso faz perder votos. Mas, ao mesmo tempo, não conseguirá atrair o centro. Resultado: pode acabar perdendo também uma parte do eleitorado mais extremista.

    Mas isso é para logo ali. Nem está tão distante assim. Ontem, por exemplo, o deputado aloprado de Minas, que foi um dos grandes propagadores da fake news do PIX, tentou ressuscitar o assunto. Não teve um milímetro do sucesso anterior. Mas o movimento mostra que eles perceberam a retomada de popularidade do governo e já se preparam para recomeçar a campanha de mentiras para tentar conter a nova tendência.

    Vida que segue.

    Ah — e sobre a avalanche de pesquisas divulgadas nas últimas semanas: ela chegou ao fim. Afinal, mostrar a recuperação gradual da popularidade de Lula não é — e nunca foi — o objetivo dessa sequência inusitada. Perdeu a serventia. E, por isso, vai parar.

  • Sobre as pesquisas.

    abril 3rd, 2025

    Quando gastamos alguns minutos para analisar melhor o conteúdo das pesquisas que vêm sendo divulgadas — uma presencial e outra espontânea na internet — encontramos algumas pérolas, como a afirmação de que a política ambiental de Bolsonaro é melhor que a de Lula.

    O que dispensa comentários.

    Na verdade, praticamente todas as respostas seguem um padrão de má vontade evidente. E não por ignorância, mas por desinteresse. O brasileiro não se preocupa com política dois anos antes da eleição. Ponto.

    Quem responde pesquisas espontaneamente na internet já é, de alguma forma, uma pessoa engajada politicamente, o que distorce completamente qualquer projeção eleitoral.

    Resumindo: pesquisas feitas a dois anos do pleito não valem de nada.

    Basta lembrar que, nessa mesma época, no meio do mandato de Bolsonaro, ele tinha 30% das intenções de voto, enquanto Lula aparecia com 60%. No dia da eleição, a diferença entre os dois foi de apenas 1,5 ponto percentual.

    Hoje saiu uma nova pesquisa de intenções de voto. A que mencionei anteriormente era sobre a aprovação do governo e a avaliação pessoal de Lula, com resultados ruins. Já a de hoje, sem nenhuma surpresa, mostra Lula vitorioso em todos os cenários e sem um adversário definido.

    Isso porque a direita ainda não tem candidato. O maior adversário de Lula é a sua rejeição, mas, mesmo assim, ela ainda não é suficiente para derrotá-lo — e isso em um momento em que o governo não desfruta de uma aprovação majoritária.

    Ontem também foi divulgada a gravação de uma palestra do ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira, que, entre uma série de baboseiras, revelou a única estratégia da direita para 2026: chamar Lula de velho.

    E, assim sendo, vão perder novamente.

    Por fim, vale notar a ordem em que divulgam as pesquisas: primeiro, a ruim, para causar impacto; depois, aquela que recoloca as coisas no devido lugar.

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  • A Rússia ficou de fora das tarifas mundiais do Trump?

    abril 3rd, 2025

    A lista completa contém 150 países, a maioria taxada em 10% na importação de seus produtos para os EUA.

    O critério para a elaboração dessa lista parece ter sido simplesmente dividir por dois o percentual de déficit comercial de cada país. Além disso, a apresentação sugere que tudo foi feito às pressas, sem um estudo aprofundado: as ilhas Heard e Mcdonald, que não têm habitantes e estão povoadas por pinguins, estão entre os territórios com taxação anunciada pelo presidente Donald Trump na tarde de ontem…

    A taxação não foi uniforme para todos, mas, em todos os casos, aplicou-se uma alíquota linear sobre os produtos.

    A aparente falta de critérios reforça a impressão de que houve preguiça na análise e no planejamento — inclusive no que diz respeito aos próprios interesses dos EUA. As únicas exceções foram petróleo, derivados e… a Rússia.

    Sim, porque o nome da Rússia não aparece em nenhuma das listas divulgadas.

    O que não deixa de ser inusitado, considerando o histórico conturbado entre russos e norte-americanos.

    Especula-se que essa deferência tenha o objetivo de afastar a Rússia da China — uma tese que poderia se aplicar até mesmo aos países sul-americanos, taxados no percentual mínimo de 10%. Em todo o caso o governo brasileiro comemorou a relativa baixa tributação e ficar no mesmo patamar da Argentina.

    O mais provável é que os EUA simplesmente precisem de petróleo, gás e terras raras russas — exatamente as exceções anunciadas até agora, sem que tenham sido indicados os países de origem.

    As bolsas despencam em todo o mundo, a inflação nos EUA deve subir num primeiro momento e, depois, veremos. A ameaça de estagnação econômica cresce, e talvez estejamos diante da temida estagflação (estagnação + inflação), um fenômeno que os brasileiros mais velhos conhecem bem.

    Trump fez seu movimento e já ameaça retaliar qualquer país que responder às medidas adotadas. Dificilmente essa escalada deixará de acontecer, mas imagino que será silenciosa. O laranjão reage a declarações públicas, mas costuma ignorar ações estratégicas discretas.

    Um idiota sentado sobre bombas atômicas e no comando de uma economia que perdeu a hegemonia e agora age de forma perigosa.

    Nada bom.

    E deve piorar.

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  • O rei da mentira.

    abril 1st, 2025

    Segundo levantamentos que circulam por aí na imprensa , o ex-presidente Bolsonaro mentiu 6657 vezes durante seus quatro anos de mandato.

    Esqueceram de medir seus 24 anos anteriores na câmara dos deputados e os dois últimos anos, que passou no ostracismo e negociando joias da união.

    Não sei quantas palavras o distinto pronunciou nesse período todo aí , mas imagino que em vista dos números a única coisa certa a afirmar é que ele nunca fala a verdade.

    Nesse dia da mentira, fica a minha homenagem para um dos maiores mentirosos do mundo, quiçá do universo.

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