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Blog do Franco

  • “Don’t cry for me, USA.”

    julho 13th, 2025

    Evidente que um certo tipo de expressão patriótica que andava por aí — tipo a Câmara de vereadores de Uberlândia cantar o hino dos EUA em uma sessão, anexar a bandeira dos EUA no perfil, ir para manifestações abraçado à bandeira dos EUA, defender Trump e suas políticas comerciais alucinadas e, finalmente, reproduzir aqui seu desprezo pelas instituições democráticas, inclusive depredar prédios de poderes constitucionais — está abolido e morto aqui no Brasil.

    Fica a ressalva de que a bandeira de Israel ainda parece sobreviver, mas por motivos distintos, e ainda não temos certeza, porque fazia dupla com a dos EUA e triunfavam pelas mesmas mãos, agora cambaleantes.

    A decisão de Trump em taxar o Brasil em 50% sobre seus produtos exportados para o mercado norte-americano — e estamos falando de aço, petróleo, carne, café e suco de laranja — atinge em cheio o setor do agronegócio, formador da base de apoio e sustento do fascismo brasileiro. Que fica sem chão e defesa da familícia e de seus projetos obscuros que empesteavam o cenário político nacional.

    Os extremistas já estavam à deriva sem a presença do chefe da gangue em 2026, com a familícia persistindo na tese da anistia para sustentar o discurso e evitar ainda mais dispersão da base, visando a eleição de bancada onde sonhavam reverter as condenações e mandar no Executivo.

    O que parecia um sonho de verão, porque enfrentavam um governo competente e capaz, que recuperava gradativamente seus índices de aprovação — antes desse ataque que sofreu de Trump —, e que liderava as sondagens para 2026. Veja, nunca se imaginou uma vitória arrasadora; em todo o mundo acontecem disputas acirradas nas eleições, e aqui não se previa nada distinto.

    Mas agora a coisa pode ter mudado, e uma vitória no primeiro turno não pode ser descartada. O que só saberemos na apuração.

    Até lá, é preciso perceber e acompanhar até onde vai a derrocada dos extremistas e quem ainda terá coragem de assumir as teses fascistas, claramente em declínio de apoio. Um certo constrangimento — a caminho de ser vergonha, com consequente abandono — me parece o mais provável.

    E, encerrando, a tese de que Biden e seu governo foram os maiores responsáveis por evitar a quartelada em 2022 me parece infundada. Em nenhum dos testemunhos e das tratativas do grupo golpista aparece entre eles sequer uma citação a favor ou contra a posição dos EUA. Nem uma única menção ou apreciação, consideração, observação, nota, referência, temor, preocupação — absolutamente nada sobre os EUA apareceu nos áudios, conversas, tratativas, reuniões, diálogos, conspirações etc. Nada. Então, para mim, está claro que não teve nenhuma influência no fracasso do golpe.

    Quanto à nossa bandeira e nossos símbolos, estão trocando de mãos. E o patriotismo volta a ter seu significado verdadeiro.

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  • Sorte e presentes?

    julho 12th, 2025

    Observe o card do Governo recolhido das redes sociais. Um resumo de muitas batalhas, algumas de décadas.

    Outras mais recentes, como o copo de café e a laranja, referências das taxações dos EUA de Trump.

    O publicitário Sidônio está recebendo todas as loas e méritos pela virada da imagem do governo — ainda não sabemos os números —, mas basta observar no card que estamos tratando de coisas mais profundas.

    A camisa amarela, as urnas, os programas sociais e o cão caramelo.

    A própria razão de ser de um governo voltado para o crescimento com distribuição de renda, saúde, moradia e educação, de maneira inédita na nossa história. Reconhecido pela maioria, que sempre recoloca o Lula e seu sonho no lugar onde ele pode e faz a diferença.

    E de sorte, de presentes dados por inimigos — como falam do IOF do Congresso e das tarifas de Trump —, não tem nada.

    Trabalho, dedicação, persistência em suas crenças fundamentais.

    Uma, em si mesmo e na visão de mundo que carrega e impõe.

    E a outra, no povo que sabe reconhecer e valorizar.

    O resto é falta de capacidade de enxergar o óbvio, má-fé dos adversários ou ingenuidade.

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  • O Brasil no seu lugar.

    julho 11th, 2025

    “78% das menções nas redes são contra tarifa de Trump e atuação da família Bolsonaro

    Levantamento mostra que maioria das menções à crise expressam repúdio à taxação dos produtos brasileiros e à atuação da família Bolsonaro, especialmente à do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).”

    Estamos no início de uma caminhada cheia de novidades e percalços, e tudo indica chegarmos a uma boa resposta para anos de assédio extremista, violento e ignorante.

    Se estávamos no processo de ver o extremismo murchando, como muito foi aqui observado, não restam dúvidas e está visível a derrocada dessa gente.

    E é bom anotar que partiu deles a iniciativa de tudo ou nada, foram para o suicídio porque não lhes restava outra opção diante do desespero do líder a caminho das cadeias, de onde nunca mais vai sair.

    Ele, seus generais e civis, alucinados por grandeza, poder e roubo.

    Tudo inédito e novo, assim como a reação do aliado laranja do norte, inspirador e promotor de toda essa direita mundial.

    O que podemos esperar é problema para todos os lados, não somente porque atacam nossa economia, mas porque fazem em todos os lugares do mundo, inclusive dentro do próprio EUA.

    Mas também estamos observando a curva descendente da aprovação do maluco do norte e o crescimento e reconhecimento do povo norte-americano das injustiças contra os imigrantes e o reconhecimento da importância deles no funcionamento do país. Sim, alguém precisa limpar as casas e colher o fruto, trabalhar nas fábricas e cuidar dos idosos. Sem contar com milhares de universitários expulsos, cientistas, professores etc. E não tem ninguém para fazer o trabalho.

    O que indica o tamanho da encrenca contratada por lá, sem solução à vista.

    Por aqui a reação da população tem sido imediata e na direção certa. Até o nacionalismo e patriotismo, bandeira da direita, estão trocando de mãos, até porque todos eles exibiam orgulhosos bonés com as cores e símbolos dos EUA e agora correm para esconder por vergonha.

    Vamos ver as pesquisas indicarem o novo cenário brevemente, podem esperar importantes mudanças a favor de maior aprovação do presidente e seu governo, e queda dos golpistas e traidores da pátria.

    Se o que faziam já era criminoso e desleal, a partir do momento que preferiram apoiar uma potência estrangeira contra os brasileiros e seus interesses, abusaram da cretinice e viraram o fio da decadência.

    Custou, mas o dia chegou.

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  • A gente somos inútil.

    julho 10th, 2025

    O silêncio da dupla de presidentes do nosso Congresso Nacional, Alcolumbre do Senado e Motta da Câmara, deixa evidente a dimensão minúscula dos dois e reforça a principal utilidade que é atribuída e esperada de ambos no cenário político nacional: sindicalistas da política.

    Sobre qualquer assunto que não seja de interesses próprios, comezinhos, imediatos ou caros aos deputados e senadores, a dupla nada tem a dizer, considerar ou opinar.

    Dois postes.

    Que fique claro a todos com o que e com quem estamos tratando.

    Porque, se nem um ataque direto e infundado à soberania e às instituições nacionais provoca por parte desses senhores consideração, o que o faria?

  • O alvo não é só o Brasil.

    julho 10th, 2025

    Os EUA, através do seu presidente, desferiram ontem seu maior ataque contra o Brasil da história. Em 1964, o apoio inicial ao regime foi escondido, apesar de decisivo. Agora, Trump, alegando déficit comercial inexistente, perseguição política a criminosos, entre outras mentiras, taxa produtos nacionais exportados em 50%, o que passa a ser a maior taxação prevista no mundo.

    Não vou perder tempo atribuindo a Bolsonaro a questão; as consequências da decisão passam, sim, por seu nome, mas não os motivos. Que estão na reunião dos Brics promovida no Brasil e no fato de os EUA visarem o elo disponível do grupo para promover ameaças. Há quem diga que não vai cumprir, como fez tantas vezes, mas a afronta em si não pode mais ser esquecida.

    Quanto às implicações internas, o grupo Globo, se tenta culpar o governo Lula do ataque, não deixou de incluir Bolsonaro. O mesmo faz o Estadão em editorial, porque viram uma oportunidade para o centro e a terceira via despacharem o bolsonarismo e assumirem o protagonismo político do espaço ocupado pelo ex-presidente.

    A carta de Eduardo Bolsonaro, onde propõe a anistia do pai em troca do fim das taxas, é um exemplo único da maior cretinice política da nossa história. Traidor assumido, propondo barganha pela soberania nacional em troca de rasgar a Constituição, é algo inédito. Por inaceitável e impraticável, o PIG acertadamente enxergou a solução: despachar o miliciano e que alguém assuma seu posto.

    Até aqui, os principais interessados na vaga preferiram se esconder. Tarcísio de Freitas, sobretudo, pode ser incluído na derrocada do bolsonarismo contratada nessa trama, e sua primeira posição, tentando responsabilizar Lula, mostra o dilema que enfrenta para se posicionar, trair definitivamente seu chefe e assumir a virada da direita brasileira.

    Verdade que a direita atual tem enormes dificuldades de assumir um confronto com os EUA, diferentemente até dos generais de 64, que o fizeram em algumas ocasiões.

    Que o bolsonarismo suicida com essa tentativa de emparedar a soberania nacional, nenhuma dúvida. Ao tentar solapar a soberania, mostra sua versão mais deletéria e insuportável, até para muitos dos seus pares.

    Esperar para ver no que vai dar. As tarifas são, na verdade, o fim das relações comerciais com os EUA, e uma decisão de reciprocidade por parte do Brasil vai escalar o conflito, como Trump avisou na carta.

    Se ele vai recuar, veremos. Mas não nos resta nenhuma alternativa senão rechaçar a afronta e buscar internamente responsabilizar e afastar os causadores desse ataque, como lesas-pátrias e traidores.

    Quanto aos Brics, uma oportunidade de negócios está escancarada, mas com o Brasil em posição de fragilidade.

    O câmbio, que vinha declinando, disparou e pode comprometer o penoso ciclo de queda dos últimos meses, provocando subida da inflação. Os produtos atingidos podem tentar buscar mercado interno, com eventuais quedas de preços, mas nunca é bom nessas circunstâncias, pela insegurança e queda dos negócios.

    Entramos em uma nova etapa, talvez inédita.

  • E a inflação?

    julho 9th, 2025

    Não vou aqui empilhar números, prefiro salientar o fato de quanto a discussão sobre inflação sumiu dos noticiários, o que geralmente significa algo positivo.

    Tanto é que os editores preferem esconder, porque interessa promover aspectos negativos — quando não inventar algum.

    Mas procure alguns números recentes: por ora, a pressão permanece no setor de serviços, enquanto o preço dos alimentos segue em queda, acompanhando o câmbio e sua influência nas commodities.

    Amanhã saberemos melhor, quando sair o IPCA de junho — na pior hipótese, mantendo a sequência de queda observada nos últimos meses. Sem dúvidas o sacrifício por manter altos juros é enorme, que não seja em vão e acomode a inflação em valores próximos às metas. E, depois, não vá dizer que foi sorte.

    Mas o post foi para salientar esse aspecto da cobertura midiática centrada no escandaloso ou negativo — a depender do governo, bem entendido —, quando aí invertem a edição e buscam destacar boas notícias e esconder as ruins. Como fazem atualmente com a Argentina, cada dia afundando mais.

    Bom dia e olho no lance.

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  • Tarcisio fora. CQD.

    julho 8th, 2025

    Cronologia dos fatos recentes.

    Ida ao comício fracassado do Bolsonaro na Avenida Paulista com camisa azul, e não amarela, além do discurso mixuruca, segundo o gado presente, porque não atacou o STF. No dia seguinte, Bolsonaro anuncia cancelamento da agenda de julho e repouso para recuperar a saúde. O Centrão se assanha e pipocam nomes e articulações — Temer incluído — para indicar um nome para concorrer na vaga do futuro presidiário, Tarcísio como a melhor opção. Participações do governador de SP em encontros de empresários, onde expõe programa de governo liberal, seguido de viagem para Lisboa, onde participou como presidenciável em encontros e palestras, na companhia de ministros do STF, Moraes e, com o convite de Gilmar Mendes. E aí começa o revide do Bolsonaro.

    Primeiro, vazam uma chapa Caiado–Eduardo Bolsonaro, e o vice-prefeito de São Paulo grava vídeo detonando as articulações de chapas no campo da direita sem ouvir o chefe recolhido, por pessoas que participam até de conchavos com ministros do STF, diz. Que o candidato da direita tem nome, e é Bolsonaro. E mais não disse — e nem foi mandado.

    Mais tarde, Tarcísio vaza que, se Lula estiver bem no dia da eleição, ele não vai ser candidato. Como quem avisa que pulou fora — e vocês que se entendam.

    Mais ou menos exatamente o que fez Bolsonaro ao se recolher, indicando não estar participando e, muito menos, avalizando os acordos que andam vazando nas suas costas.

    O ocaso segue firme na nau sem rumo do bolsonarismo, e acredito cada vez mais que Tarcísio não vai tentar sua sorte. Primeiro, porque nem consegue o apoio do chefe; e depois, enfrentar Lula não é refresco para ninguém — e, sem a base bolsonarista, cada vez mais distante, seria impossível.

    Então a direita segue sem candidato, e cada vez mais perdida e desmobilizada.

    A ver.

    Atualização :

    BOLSONARISTAS DE SÃO PAULO AMEAÇAM< ROMPER COM TARCÍSIO E FAZEM CORPO MOLE NA ALESP

    Deputados estaduais aliados de Jair Bolsonaro (PL) estão em rota de colisão com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.

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  • Brics.

    julho 7th, 2025

    Além dos cinco países originais e fundadores do bloco, Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia foram incluídos, e entre os chamados parceiros estão Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

    Dispensa comentários a diversidade e o alcance da iniciativa.

    Mas não querem se apresentar como contraponto aos EUA de Trump, enquanto tentam emplacar políticas públicas, acordos e compromissos opostos.

    Então, fica difícil não serem observados com desconfiança — para falar o mínimo — por parte da atual liderança do Norte. Tanto que nem terminou o encontro que estão realizando no Rio de Janeiro e já sofrem ameaças de 10% adicionais nas tarifas previstas anteriormente no comércio com os EUA de Trump.

    A carta do encontro saiu, com ênfase no multilateralismo, defesa da integridade dos povos, da paz e da natureza. Importante frisar que não são só a favor da paz — que, em certa medida, todos somos — mas contra a guerra, que parece o mesmo, mas é muito mais.

    E criticam a inoperância dos atuais arranjos multilaterais, ONU sobretudo, paralisada pelos vetos e incapaz de mediar os conflitos mundiais atuais.

    Não tem sido fácil conseguir avançar em negociações políticas inclusivas no atual cenário mundial; incertezas econômicas afligem e agitam.

    E, enquanto digladiam interesses comerciais das grandes potências, o BRICS tenta construir pontes — onde nosso Lula é figura ímpar e relevante diante das disputas — porque consegue reunir interesses e legitimá-los, enquanto negociam formas de convivência pacífica e proveitosa através deles e por eles.

    E assim vamos tentando arranjar um mundo em mudanças constantes, permitindo formas de progredir sem fazer do vizinho um inimigo.

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  • Presidencialismo de coalizão.

    julho 7th, 2025

    É cheio de defeitos, anda contaminado pelo golpe de 2013 na Dilma, turbinado por um desgoverno miliciano incompetente, obrigado a ceder o orçamento para sobreviver e agora enfrentando um líder capaz e com disposição e programa por cumprir. E que tem lado, e não é dessa turma aí não.

    O atual governo Lula assumiu nessas condições: sem orçamento por cumprir, sem maioria legislativa e, apesar do pragmatismo do presidente Lira da época em aceitar negociar um orçamento bem elaborado e com folga suficiente por se cumprir, depois veio a sequência de ameaças de todos os tipos, inclusive a implantação de semipresidencialismo para o Congresso assumir de vez – em mais um golpe – o comando nacional.

    Esse semi aí é que é o problema, porque se, por um lado, o Congresso elege nesse modelo a direção do governo com um primeiro-ministro, por outro, não permite ao presidente eleito a dissolução do Congresso, como acontece em todos os regimes parlamentaristas, convocando novas eleições para deputados e senadores nos momentos de perda de maioria. Mas como não acredito que estamos nesse caminho por enquanto – é um desejo antigo do PSDB e da imprensa golpista e agora de parte do centrão (a extrema-direita acho que não topa) – então deixemos a discussão para quando e se chegarmos lá.

    O interesse é observar que, enquanto dizem que o tipo de coalizão de governo atual acabou – e já ouvi isso dezenas de vezes em várias outras ocasiões –, expressam não a realidade, mas um desejo difuso e que atinge todos os matizes políticos, de um extremo ao outro. Podemos ver declarações nesse sentido toda hora; evidente que nas horas de crise aumentam, como se estivessem trazendo algo novo ou alguma solução.

    E aí está o nó: não tem outro modelo além desse, no horizonte.

    Em um país enorme e fragmentado em dezenas de partidos, associados em interesses paroquiais na sua maioria, poucos com visão nacional, se por um lado torna penoso suscitar e manter acordos nacionais, por outro os permite, porque mesmo dentro de uma pretensa facção partidária convivem frentes totalmente distintas, porque são fiéis a seus interesses municipais e do estado onde operam líderes regionais, e não seguem líderes nacionais nem acordos nacionais, se por algum motivo colidem com os paroquiais. E assim convivem bem, e temos vários exemplos de ministros de partidos que votam contra o governo, ou votam divididos, e a vida assim segue.

    É o ideal? Não é, claro que não. Mas essa característica peculiar da vida nacional permite ao governo de plantão a flexibilidade necessária para conciliar interesses e obter eventuais maiorias.

    O que está acontecendo agora é que o centrão estava tentando emplacar candidatura própria. Na impossibilidade de Bolsonaro e com a fragmentação do campo – que já era grande, com risco de aumentar – buscaram a saída de sonhar com um candidato de centro próprio. Precisavam de uma bandeira e, enquanto namoravam com as bandeiras do extremismo, onde muitos deles foram eleitos, passaram a buscar uma e encontraram no corte de gastos e na proibição de novos impostos uma potencialmente forte.

    Isso até o governo emplacar a sua, que já havia tentado antes, durante a discussão das desonerações no ano passado, e que agora tomou rumo com a defesa de isenção para menor renda, compensadas por cobrança dos mais ricos. E isso não veio de agora: ainda na campanha para se eleger em 2022, Lula insistia que colocaria o rico no imposto de renda e o pobre no orçamento. O pobre já está no orçamento e falta incluir o rico no IR.

    E vai ser a bandeira de 2026.

    E, encerrando, permite sonhar com um Congresso mais equilibrado, rompendo a maldição de Ulisses, que previa, a cada eleição futura, um Congresso pior.

    Quem sabe?

    Quanto a coalizões, seguem com qualquer um no poder, até que se consiga um arranjo melhor. Que, no fundo, é uma coalizão com esse nome ou um ainda por inventar.

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  • Nem Lula empata.

    julho 5th, 2025

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