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Blog do Franco

  • Ratos, canalhas e traidores.

    agosto 18th, 2025

    O recado de Carluxo e o fracasso da liderança bolsonarista

    O ataque do filho 03 contra os governadores de direita que disputam o eleitorado do pai – hoje inelegível – expôs o óbvio: divisão e falta de acordos futuros. Mas o episódio vai além. Revela o fracasso da liderança bolsonarista, a ausência de uma estrutura partidária – que tentaram construir e não conseguiram – e, principalmente, a falta de um ideal orgânico para além das mentiras e do conservadorismo tosco que sustentou tantas candidaturas nos últimos anos.

    Daí vem a necessidade de virar a página. Não por acaso, vemos editoriais desesperados na velha mídia e nos seus canais de TV. A cada eleição tentam inventar um nome para influenciar o resultado, sem sucesso. Conseguiram apenas uma vez, com Collor, e todos sabemos como terminou.

    Ao explodir contra os governadores, Carlos Bolsonaro deixou claro: não haverá composição de chapa no próximo ano. Cada um da família vai tentar preservar o sobrenome custe o que custar. E ninguém deve esperar algo diferente disso.

    A mensagem foi entendida. As consequências, certamente, não demoram a aparecer. O primeiro passo pode ser o cancelamento da reunião prometida pelo líder do União Brasil, Rueda, marcada para amanhã em sua casa, em Brasília. Ele havia convidado os presidenciáveis da direita para um encontro festivo, mas é difícil acreditar que a agenda se mantenha depois do recado.

    A explosão do filho 03 mostra o desespero diante da proximidade do julgamento e antecipa a postura que a família adotará. Ninguém se iluda: o bolsonarismo não deixa herança política. Prefere a terra arrasada.

    Ao tachar os pretendentes a herdeiros de “traidores”, Carluxo carimba todos com a pior das ofensas e envia um recado inafastável: não há espaço para sucessores. O que lhes cabe é apenas assistir à família Bolsonaro defender o que resta de sua influência, custe o que custar.

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  • 02 de setembro começa o julgamento.

    agosto 15th, 2025

    STF prepara julgamento do núcleo 1 do golpismo: reta final e cenário político em ebulição

    O ministro Zann reservou as datas do plenário da Turma para o julgamento do núcleo 1 do golpismo, que reúne os principais responsáveis pela tentativa de golpe de Estado no Brasil, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
    As sessões foram marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

    Como funciona o julgamento no STF

    1. Liberação para julgamento – Com o processo já instruído pelo relator, ele é incluído na pauta.
    2. Sustentação oral (se houver) – O presidente do colegiado concede a palavra aos advogados de defesa, se solicitada, e ao Procurador-Geral da República, quando aplicável.
    3. Votação – Segue a ordem crescente de antiguidade dos ministros.
    4. Resultado e publicação – O resultado aparece no andamento processual e o acórdão é publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJe).

    Tradicionalmente, o STF leva cerca de três sessões para encerrar um caso desse porte. Sem pedidos de vista ou surpresas — improváveis —, o julgamento deve terminar em setembro, com prisão para todos os condenados a partir de outubro.

    Pressa para virar a página

    O clima em Brasília é de urgência para encerrar essa etapa. Aos poucos, consolida-se a percepção de que não há meio termo na relação com os EUA de Trump. A pressão internacional vai continuar, mas também existe um jogo interno: certos grupos políticos — dos quais o próprio STF não está imune — querem se livrar de Bolsonaro e testar uma versão “gourmet” do bolsonarismo.

    Movimentos no tabuleiro político

    Tarcísio, nome forte da direita, elevou o tom contra Lula e o governo, buscando espaço e atenção. Pode ser estratégia para sair da defensiva, agradar a base ou disputar espaço no campo bolsonarista. Outros políticos seguem a mesma linha — todos com um ponto em comum: perdem para Lula nas urnas.

    Enquanto isso, o presidente ganha força, inclusive nas redes, com a disputa aberta contra Trump e suas narrativas fantasiosas.

    Economia: cenário de resiliência

    No Brasil, a moeda segue resistente, o crescimento é moderado e os juros permanecem altos. A inflação, porém, mantém trajetória de queda em direção à meta no médio prazo. Em 2026, ano decisivo, pode haver alinhamento raro de fatores — câmbio, inflação, fiscal, emprego e renda — que sustentariam o sucesso de um governo.

    E, sinceramente, não sei vocês… mas eu acho isso o máximo

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  • Winter is coming.

    agosto 14th, 2025

    Tarifas, empregos e a tempestade que se aproxima

    Pode ser cedo para cravar, mas os sinais são preocupantes: as tarifas impostas por Trump mal começaram a surtir efeito e já pressionam o custo de vida nos Estados Unidos.  Um salto nos preços ao produtor dos Estados Unidos em julho parece ter apagado a possibilidade de o Federal Reserve realizar um corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros em setembro, embora as expectativas de uma redução de 0,25 ponto no próximo mês, seguida por outra em outubro, permaneçam intactas.

    Os preços ao produtor dos EUA subiram mais do que o esperado, a 0,9%, em julho, em meio a um aumento nos custos de bens, mas também de serviços, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

    O cenário no mercado de trabalho também preocupa. Há três meses seguidos, a oferta de empregos vem caindo, reflexo direto do clima de medo e da perseguição a imigrantes. A repressão tem afastado trabalhadores essenciais, especialmente os responsáveis pelas colheitas. Muitos se escondem, outros foram deportados, e há ainda quem tenha sido impedido de entrar no país — no caso dos vizinhos mexicanos, a situação é ainda mais dramática.

    ( ah, e na Argentina, a gestão de Javier Milei segue acumulando sinais de crise. Desde o início de seu mandato, alertamos para o “desastre ferroviário” no horizonte. As condições econômicas e sociais pioram dia após dia, enquanto o programa de austeridade afunda, acumulando dívidas e corroendo o bem-estar da população.)

    Nos EUA, o último relatório de empregos foi o pior em 15 anos — um golpe duro para a economia. Ainda assim, Trump insiste em pintar um cenário cor-de-rosa, sustentando a imagem de um “reino mágico” e afirmando que as estatísticas foram “manipuladas” — sem apresentar qualquer justificativa plausível.

    A ex-procuradora Sally Yates apontou uma série de medidas adotadas por Trump que, segundo ela, vêm ameaçando a economia:

    • Tarifas que encarecem produtos e insumos;
    • Afrouxamento das leis para empresas e indivíduos;
    • Interferência política em agências federais estratégicas, como o IRS;
    • Clima hostil a visitantes, derrubando o turismo e as viagens de negócios;
    • Conflitos com universidades, reduzindo o número de estudantes estrangeiros;
    • Corte no financiamento público de pesquisas acadêmicas;
    • Prejuízos à segurança da aviação e aos sistemas de alerta e resposta a desastres.

    Apesar de todo o estrago, é improvável que as tarifas atinjam os objetivos desejados pelo ex-presidente. E, por mais que ele tente se manter em sua narrativa, a realidade não perdoa. Para usar uma metáfora conhecida: o inverno está chegando.

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  • Super Quarta.

    agosto 13th, 2025

    13 de agosto: prazos decisivos, expectativas e boatos no ar

    O mês começa movimentado. O dia 13 de agosto não decepciona — mesmo sem cair numa sexta-feira — e já traz uma agenda carregada de decisões e expectativas.

    No Brasil, encerra-se hoje o prazo para a apresentação das defesas do chamado núcleo 1 do golpe, onde estão reunidos os principais nomes envolvidos, incluindo generais e o próprio ex-presidente. A partir daqui, entramos na reta final do julgamento, com grande expectativa pela condenação de todos os envolvidos.

    Enquanto isso, na Itália, a deputada Carla Zambelli tem seu pedido de extradição finalmente apreciado. Foram 22 tentativas frustradas de deixar a prisão, todas barradas por recursos negados. Agora, resta acompanhar de perto qual será a decisão das autoridades italianas.

    No cenário econômico, o presidente Lula anunciou um pacote robusto de R$ 30 bilhões para enfrentar a crise das tarifas, com medidas voltadas à contenção de danos, preservação de empregos e ampliação de mercados no exterior. As negociações para isentar produtos como café, carnes e frutas brasileiras seguem, embora ainda sem garantias concretas. O prazo final é em outubro, ligado à data de compra anterior ao anúncio das tarifas até a entrega efetiva nos Estados Unidos.

    Informações vindas de lá indicam que os estoques, normalmente suficientes para 60 dias, já começaram a ser usados, e os preços subiram. Um sinal de que o impacto pode acelerar as conversas.

    Entre fatos e rumores, três boatos ganham força: que o ministro Luís Roberto Barroso deixaria o STF após o julgamento de Bolsonaro, possivelmente para assumir uma embaixada; que o ministro Luiz Fux pediria vista no processo, atrasando a decisão; e que a prisão domiciliar poderia ser revogada por cumprimento das exigências legais. Nada confirmado, mas cada dia esses rumores circulam com mais intensidade.

    Agora, resta acompanhar de perto os fatos certos e manter atenção redobrada sobre os boatos — porque agosto começou e já promete muito.

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  • Inflação em queda e um segredo.

    agosto 12th, 2025

    Tarifaço de Trump e safra recorde ajudam a segurar preços no Brasil

    “Produtos com exportações afetadas pelo tarifaço de Donald Trump — como café, carnes, pescados e frutas — mostraram queda de preços para o consumidor brasileiro em julho, antes mesmo da sobretaxa de 50% entrar em vigor em 6 de agosto.

    O dado faz parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta terça-feira (12) pelo IBGE. Apesar da coincidência temporal, o órgão evitou associar a queda diretamente à medida dos Estados Unidos.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em audiência no Congresso que espera continuidade da deflação dos alimentos nos próximos meses, impulsionada pelo forte desempenho da safra agrícola brasileira deste ano.

    Em julho, a inflação brasileira ficou abaixo do esperado: o IPCA subiu 0,26%, contra previsão de 0,35% do consenso de mercado. Houve pressões inflacionárias menos disseminadas e comportamento benigno nos preços de alimentos e bens industrializados, beneficiados também pela valorização do câmbio.

    Medidas de núcleo — que excluem itens mais voláteis — aumentaram pouco. O destaque negativo ficou por conta dos serviços, que aceleraram em relação a junho.

    Nos últimos 12 meses, a alta acumulada passou de 5,35% em junho para 5,23% em julho. Embora ainda acima da meta de 3% e do teto da banda de tolerância (4,5%), o quadro inflacionário mostra sinais mais favoráveis.

    O índice de difusão, que indica o percentual de itens com aumento no mês, caiu para 49,6%, contra 53,58% em junho. O resultado é um pouco superior aos 46,95% de julho do ano passado, segundo a MCM Consultores Associados”.”

    Os textos acima foram extraídos de jornais ao longo do dia. A imagem que ilustra o post fala dos efeitos do câmbio na inflação, que não observamos nas declarações de autoridades.

    O que pega é que para reconhecer os efeitos positivos seria necessário elogiar a taxa de juros…então a mágica fica oculta.

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  • Quinta-colunismo e a falsa dicotomia.

    agosto 12th, 2025

    Quinta coluna em ação: traição explícita aos interesses do Brasil

    “Uma quinta coluna é um grupo de pessoas que sabota um grupo ou nação maior internamente, geralmente em favor de um grupo inimigo ou de outra nação. As atividades de uma quinta coluna podem ser abertas ou clandestinas.”

    Hoje, vemos claramente esse papel sendo desempenhado por um certo deputado federal nos EUA, conspirando contra os interesses do Brasil. Suas ações cravam raízes profundas na história e se encaixam com perfeição no quadro da infâmia.


    Contexto internacional e o jogo sujo

    É verdade: se os EUA não estivessem nas mãos de um certo tipo de pessoa, mergulhada em delírios alucinados de grandeza, a presença desse deputado por lá não faria diferença alguma.
    Mas no cenário atual, em plena guerra comercial contra a China, ele fornece munição para que o Brasil seja alvejado.

    O objetivo é claro: atingir politicamente o governo, chantagear e impedir as alianças que estão mudando a geopolítica mundial e deslocando a riqueza para o Sul Global.


    O núcleo 1 golpista e o fim das aventuras antidemocráticas

    Na próxima quarta-feira, encerra-se o prazo para apresentação das defesas do chamado núcleo 1 golpista. As alegações finais permitirão antever o fim próximo de suas aventuras antidemocráticas e criminosas.

    Não há dúvidas: as relações entre EUA e Brasil degringolarão de vez. E, mais cedo do que tarde, o próprio quinta coluna deverá pagar por sua traição — com condenação à vista.


    O futuro da extrema-direita no Brasil

    Com metade da família na cadeia e o nome irremediavelmente manchado, é provável que ainda vejamos o sobrenome Bolsonaro na disputa política.
    O mais cotado para assumir o lugar de líder da extrema-direita é Flávio Bolsonaro — apesar da falta de carisma e do rabo comprido.
    Mesmo derrotado, pode comandar o que restar do butim eleitoral, que não deve ser desprezível no médio prazo.


    Polarização e o desafio de escolher um lado

    A polarização no Brasil segue intensa: cerca de 80% da população permanece engajada na disputa, com ligeira vantagem para o PT de Lula.
    Os 20% restantes rejeitam ambos os lados — e essa posição, embora legítima, levanta dúvidas.
    Se esse grupo não consegue distinguir entre duas propostas de mundo tão distintas, isso é grave, pueril e injusto.


    Enquanto uns hesitam, outros resistem

    Seguimos firmes, porque enquanto há quem não tenha lado e permita que o fascismo avance, nós temos lado — e não deixamos.


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  • Haddad : reunião com EUA cancelada e sem nova data.

    agosto 11th, 2025

    Tarifa dos EUA: Brasil volta à estaca zero nas negociações

    A quarta-feira prometia ser movimentada. Estava marcada a reunião do ministro Fernando Haddad com o secretário de Estado dos Estados Unidos para tratar das tarifas.
    Mas, logo pela manhã, Haddad informou que o encontro foi cancelado — por influência de extremistas de direita ligados ao entorno de Donald Trump. Nenhuma nova data foi agendada.

    Desde maio, o Brasil aguarda uma sinalização de disposição para negociar. Foram enviadas inúmeras cartas a Washington, todas sem resposta.
    Essa reunião poderia indicar o rumo das tratativas. Sem ela, voltamos à estaca zero — e as tarifas continuam em vigor.


    Impactos econômicos imediatos

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta manhã, citando economistas de diferentes correntes, que a sobra de produtos que iriam para os EUA pode levar a uma queda de preços no Brasil.
    Somando-se a isso a provável redução dos juros norte-americanos, a projeção é de que a inflação siga em trajetória de queda em 2025, apesar das incertezas.

    Por enquanto, o país parece resistir bem ao início da vigência das tarifas: bolsa e dólar permanecem estáveis e a inflação recua.
    A indústria, no entanto, deve sentir o impacto, principalmente nos produtos manufaturados. Como sua participação no PIB brasileiro é pequena e as exportações para os EUA representam pouco mais de 5% do total, não se esperam choques graves.
    Ainda assim, haverá reflexos: algum desemprego, queda nos investimentos e menor superávit comercial. Tudo, porém, dentro de margens que podem ser absorvidas e compensadas, a médio prazo, com a abertura de novos mercados.


    E no campo político…

    No front político, há expectativa de novas sanções — incluindo ataques contra outros ministros do STF e até mesmo à esposa do ministro Alexandre de Moraes.
    Pessoalmente, eu preferiria que a pressão se voltasse para os presidentes das Casas Legislativas. Assim, a “batata” que já está assando poderia passar do ponto… e queimar de vez.

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  • Dia 13 é o prazo final para o núcleo 1 do golpismo.

    agosto 11th, 2025

    STF, oposição e a corrida contra o tempo

    No próximo dia 13 de agosto vence o prazo para a entrega das defesas do chamado núcleo 1 — onde estão os principais e mais importantes personagens da tentativa de golpe no Brasil. Entre eles, os generais Heleno e Braga Netto, e o próprio Jair Bolsonaro.

    Encerrada essa fase, o ministro relator Alexandre de Moraes deverá concluir sua decisão. A definição da data do julgamento pela primeira turma do STF ficará a cargo de seu presidente, o ministro Cristiano Zanin.

    A expectativa geral é que o julgamento ocorra em setembro. No entanto, já circula nos bastidores a hipótese de um pedido de vista do ministro Luiz Fux, o que empurraria a decisão para o início de 2026 — fevereiro ou março.

    Sinceramente? Acho improvável.

    E digo isso porque, mesmo entre os setores do STF mais empenhados em enfrentar o golpismo, existe interesse no surgimento de um candidato de oposição a Lula. É difícil imaginar uma ala da Corte distante da visão de mundo da elite econômica, que sempre viu o PT e seu líder como adversários de classe.

    Sim, a parceria entre STF e governo Lula tem sido fundamental para sustentar as instituições e a democracia, enfrentando de forma corajosa o fascismo e, agora, as pressões externas. Mas isso não apaga as diferenças políticas e econômicas. E, dentro dessa lógica, ter um opositor viável com tempo para se apresentar parece fazer parte da estratégia dominante no tribunal.

    Por isso, um pedido de vista de Fux que atrase o julgamento só prejudicaria o surgimento de um nome competitivo. E todos sabem que Bolsonaro, preso, indicaria um substituto com seu sobrenome — algo que boa parte do sistema político e econômico rejeita. Hoje, restaria apenas Flávio Bolsonaro, já que Michelle prepara sua candidatura segura ao Senado pelo DF, para onde até transferiu seu domicílio eleitoral.

    A tendência é que Fux não prolongue essa novela, permitindo que a oposição se organize. A imprensa tradicional, inclusive, reforça essa aposta na “terceira via” e no maior número possível de candidaturas para tentar impedir Lula de vencer no primeiro turno.

    Essa busca por um nome viável — que já foi Tarcísio e agora mira em Ratinho — serve, no mínimo, para conter o crescimento da bancada governista. Depois, virá o discurso da “falta de base” e outras narrativas já conhecidas.

    O cenário político não deve mudar muito nesse aspecto até 2026. Mas, em outros pontos, voltaremos à análise no momento certo.

    Por ora, resta aguardar os prazos e acompanhar o julgamento em setembro. Se as previsões se confirmarem, todos os golpistas do núcleo central irão para a cadeia. E, claro, não podemos ignorar as pressões vindas dos EUA, que devem aumentar — desta vez mirando diretamente nos ministros do STF — enquanto se negociam ajustes para reduzir o impacto das tarifas.

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  • Na volta a gente compra.

    agosto 9th, 2025

    O filho 02 na Casa Branca e o teatro político que não acaba

    O filho 02, que está nos EUA, tem agenda na Casa Branca na próxima semana.
    Apesar de Trump estar no Alasca com Putin, negociando as terras da Ucrânia, não faltarão ouvidos para as loucuras bolsonaristas.

    O que parece mais uma ameaça não passa de encenação: uma suposta “invasão” do plenário da Câmara, com senadores acorrentados, crianças servindo de escudo e juras de vida ou morte até a votação da anistia aos golpistas.

    Votação? Não tem.
    E, se algum dia esteve no horizonte, agora está cada vez mais distante.


    Primeira condenação entre financiadores do 08/01

    O primeiro empresário a bancar as caravanas do 08/01 foi condenado ontem a 17 anos de prisão.
    Esse é apenas o início de uma temporada que promete durar meses e espalhar desespero nas hostes golpistas.

    Enquanto isso, os deputados amotinados já recuaram.
    De mentiras sobre acordos inexistentes para justificar a covardia que não durou nem 72 horas, agora 14 deles estão denunciados ao Conselho de Ética — passando antes pelo corregedor.
    Se isso vai resultar na prometida punição de seis meses de afastamento, já é outra história.

    No Senado, Alcolumbre, mesmo diante dos acorrentados, não anunciou nenhuma medida.


    Lula, BRICS e tarifas

    O presidente Lula busca aproximação com os BRICS para uma resposta conjunta contra as tarifas impostas pelos EUA.
    Quem parece ter atendido ao chamado foi a Índia, com Modi sentindo-se traído após semanas de negociações e reuniões, inclusive pessoais, com o presidente norte-americano.
    Há até quem fale em uma reunião entre Lula e Trump, para quê?

    No Brasil, governadores eleitos na onda extremista seguem surfando na narrativa e tentando culpar Lula pelo fracasso das negociações.
    É fácil imaginar o alvo dessa manipulação visando as fileiras bolsonaristas, estimadas hoje em 36% dos eleitores.
    Do outro lado, o petismo alcança cerca de 40% e mantém Lula como favorito para 2026.

    O centro virou pó.


    O novo partido de Eduardo Bolsonaro?

    Entre os bolsonaristas, o filho 02 anda insatisfeito com o PL e fala em fundar um novo partido.
    Improvável.
    Já tentaram antes e fracassaram.
    Além disso, a forma gulosa como a família lida com recursos públicos — de olho em bilhões dos fundos eleitorais — afasta aliados, que preferem manter distância segura.

    O caso de Tarcísio de Freitas é emblemático: parceiro de todas as horas, mas fiel ao PSD.
    A ameaça de Eduardo soa mais como retórica para animar a tropa do que como um movimento real.


    Sanções, comércio e a temporada de sobressaltos

    Os EUA devem continuar e aumentar as sanções contra ministros do STF.
    O Brasil, aos poucos, substitui parcerias comerciais perdidas e se afasta das ameaças de Trump — que dificilmente pararão.
    A dúvida é: quanto tempo essas restrições resistem sem café, carne e frutas brasileiras?

    Inauguramos a temporada de sobressaltos e tragédias anunciadas — e não cumpridas — do período eleitoral antecipado.
    Não caia em ameaças fabricadas, crises midiáticas ou nas mentiras de Trump.

    Vida que segue.
    Até 2030

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  • Quase Nada de novo na Câmara.

    agosto 8th, 2025

    Tudo como dantes no castelo…

    Quase nada mudou. Há, sim, uma novidade: o PL está isolado. E o centrão — aquela parte da direita que se vale do bolsonarismo para se eleger — está mais dividido. A crise do motim e da tomada da mesa pelo PL raiz deixou isso evidente.

    A sequência dos fatos

    Depois da prisão, o PL raiz partiu para o tudo ou nada na Câmara. Exigiu a votação da anistia, invadiu o plenário e assumiu o controle da mesa, avisando que só sairia após a votação.

    Foram dois dias de impasse. Então, surgiu o centrão junto com o governo. Após muita relutância, cederam o lugar, alegando que tinham costurado um acordo para votar pautas que lhes interessavam. Mentiram — mas isso, para eles, pouco importa.

    O acerto, articulado por Lira e Motta (sim, Motta estava dentro), incluía a votação do fim do foro especial — para tentar escapar do alcance do ministro Dino e das investigações sobre as emendas — e a continuidade da discussão do projeto de anistia. Essa discussão, na prática, nunca foi interrompida.

    A mudança de postura

    O PL, que inicialmente não aceitou o acordo, mudou de posição. Para reabrir o diálogo com Motta, teve de se desmentir e pedir perdão sobre o anúncio anterior que garantia a pauta da anistia no plenário. No fim, se somou ao grupo para votar o fim do foro (provavelmente na próxima semana) e manter o tema da anistia no colégio de líderes — de onde ele nunca saiu.

    O que está por trás

    A PGR já havia consultado há dias o STF sobre o destino das ações de foro que estão na Suprema Corte. A resposta provável: elas vão continuar lá. A votação do fim do foro especial já estava acertada para acontecer após o recesso e estavam todos combinados.

    Enquanto isso, a discussão sobre a anistia permanece no mesmo lugar — nem entra nem sai da pauta. Ou seja, com o foro em votação e tudo alinhado entre STF, governo e centrão, chegamos à velha conclusão: tudo como dantes no castelo.

    Quem saiu menor

    O PL foi quem mais se desesperou e saiu mais isolado, tentando fazer cena para “americano ver”. No fundo, nada mudou. Motta não perdeu poder e nem foi escanteado.

    Por que querem passar essa impressão? Vale a reflexão.

    A ver.

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