Quase Nada de novo na Câmara.

Tudo como dantes no castelo…

Quase nada mudou. Há, sim, uma novidade: o PL está isolado. E o centrão — aquela parte da direita que se vale do bolsonarismo para se eleger — está mais dividido. A crise do motim e da tomada da mesa pelo PL raiz deixou isso evidente.

A sequência dos fatos

Depois da prisão, o PL raiz partiu para o tudo ou nada na Câmara. Exigiu a votação da anistia, invadiu o plenário e assumiu o controle da mesa, avisando que só sairia após a votação.

Foram dois dias de impasse. Então, surgiu o centrão junto com o governo. Após muita relutância, cederam o lugar, alegando que tinham costurado um acordo para votar pautas que lhes interessavam. Mentiram — mas isso, para eles, pouco importa.

O acerto, articulado por Lira e Motta (sim, Motta estava dentro), incluía a votação do fim do foro especial — para tentar escapar do alcance do ministro Dino e das investigações sobre as emendas — e a continuidade da discussão do projeto de anistia. Essa discussão, na prática, nunca foi interrompida.

A mudança de postura

O PL, que inicialmente não aceitou o acordo, mudou de posição. Para reabrir o diálogo com Motta, teve de se desmentir e pedir perdão sobre o anúncio anterior que garantia a pauta da anistia no plenário. No fim, se somou ao grupo para votar o fim do foro (provavelmente na próxima semana) e manter o tema da anistia no colégio de líderes — de onde ele nunca saiu.

O que está por trás

A PGR já havia consultado há dias o STF sobre o destino das ações de foro que estão na Suprema Corte. A resposta provável: elas vão continuar lá. A votação do fim do foro especial já estava acertada para acontecer após o recesso e estavam todos combinados.

Enquanto isso, a discussão sobre a anistia permanece no mesmo lugar — nem entra nem sai da pauta. Ou seja, com o foro em votação e tudo alinhado entre STF, governo e centrão, chegamos à velha conclusão: tudo como dantes no castelo.

Quem saiu menor

O PL foi quem mais se desesperou e saiu mais isolado, tentando fazer cena para “americano ver”. No fundo, nada mudou. Motta não perdeu poder e nem foi escanteado.

Por que querem passar essa impressão? Vale a reflexão.

A ver.

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