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Blog do Franco

  • Fiapo de verdade e um novelo de mentiras.

    julho 20th, 2025

    Estamos ainda sem saber até onde vão os desafios econômicos e políticos a serem enfrentados nos próximos meses, provocados por esse ataque sem precedentes — até por ser aberto e público — dos EUA contra o Brasil.

    Se em um primeiro momento o governo Lula capitaliza simpatias e apoios internos e o bolsonarismo afunda na arrogância e antipatriótica missão que assumiram em prol da autoanistia, todo o cuidado deve ser tomado para que essa disputa não escale para uma guerra e os prejuízos inevitáveis caiam, no momento seguinte, na conta do governo.

    Explico.

    As ações de resposta devem ser avaliadas dentro do nosso interesse maior. Por exemplo, de que nos adianta devolver tarifas lineares de 50%, sem critério e desleixo, como fazem conosco? Afinal, não seriam os consumidores de cada país quem vai pagar essa tarifa? No sentido do aumento de custos e inflação. A Embraer, nossa principal empresa de exportação, usa em seus aviões 45% de produtos da indústria norte-americana. E, nesse caso — e em tantos outros —, que sentido há em taxar nossos próprios interesses comerciais? O que tento dizer é que, no final, na ponta, quem vai pagar a tarifa é o consumidor, e selecionar a quem tarifar é um exercício impossível por privilegiar alguns e não outros.

    Nada fazer, nada retaliar?

    Sinceramente, não sei. Esperar o dia 1º de agosto é a única coisa que consigo enxergar, porque não somente o Brasil, mas todos os países do mundo enfrentam suas respectivas tarifas, e os problemas espalhados e acumulados no mundo inteiro certamente propiciarão oportunidades e interesses novos e urgentes, que podem e deverão ser aproveitados.

    O problema é que qualquer saída ou solução demanda tempo. Nosso caso é diferente dos demais países porque o componente político fala mais alto e bloqueia o diálogo. E os EUA não mostram o menor interesse, até aqui, em negociar.

    Por tudo isso, e porque estamos lidando com chacais que estão destruindo seus interesses mesmo dentro de seu próprio país — e fazer pior, e muito mais, com os de fora não faz diferença para eles —, não convém escalar e aumentar os problemas. Um esclarecimento sobre isso pode ser dado à nossa população, para todos entenderem que o custo de adquirir nossos produtos quem paga é o povo dos EUA. Não repetir o erro internamente, aumentando os nossos; buscar e insistir na negociação; ir aos tribunais internacionais; acionar a Justiça contra os promotores desse ataque, inclusive ajuizar ações cíveis de indenização por prejuízos econômicos, além dos processos penais; promover e incluir outros países atingidos e forçar negociações multilaterais — a estratégia dos EUA é cindir os blocos e negociar individualmente, onde sua força maior prevalece.

    Então, percebe-se que temos muitos caminhos a descobrir, se a porta da negociação se fechar. E é importante frisar que precisamos de um interlocutor interessado do lado oposto para negociar. Se no caso não temos com quem conversar, o assunto está resolvido, custe o que custar, e seguimos com a vida.

    Por fim, uma observação: a impunidade dos crimes do regime militar de 64 abriu o caminho para a tentativa do bolsonarismo. Que estejamos fechando essa porta, custe o que custar.

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  • O bolsonarismo acabou, voltam os conservadores.

    julho 17th, 2025

    Sim, como movimento político com força para disputar e vencer eleição para presidente no Brasil, acabou. Mas a direita, até reacesa depois do bolsonarismo, trumpismo e coisas do tipo, permanece. E estão em busca de novos rostos para se apresentarem em 2026. A presença antes certa de um sobrenome Bolsonaro, como titular ou vice na chapa, me parece descartada. Mesmo Tarcísio, que sempre desconfiei de sua disposição de deixar uma reeleição encaminhada em SP— mas a essa altura também ameaçada — por uma aventura improvável contra Lula, me parece definitivamente fora da disputa, e os extremistas estão sem um nome para apresentar. O que significa que a cabeça da chapa vai se deslocar para o centro, com a extrema-direita apoiando um nome tipo Ratinho, Caiado ou até Leite. Não penso em Zema, no máximo vice de alguém.

    O momento político segue animado, com o governo cada vez mais disposto a colocar as cartas na mesa, vetando o aumento do número de deputados que havia sido aprovado a toque de caixa, como fizeram ontem de madrugada ao aprovar o PL da devastação, que ainda recebeu vários jabutis e que será provavelmente vetado no futuro próximo.

    Além do veto ao aumento de deputados, o governo obteve do STF o retorno da incidência de novas tarifas do IOF, conforme previsto. Tudo não passava de iniciativas eleitoreiras do centrão, levantando a bandeira da contenção de gastos e contra o aumento do que eles chamam de impostos. Preferem cortar no salário mínimo, na saúde e na aposentadoria. Mas não têm como fazer isso a um ano das eleições e tentaram emplacar um discurso. Foram contra-atacados pela reação do programa social e de desenvolvimento e perderam o rumo, com a aprovação do governo crescendo e as bandeiras eleitorais conhecidas e vitoriosas a caminho de mais uma reafirmação nas urnas. Quero ver alguém defender corte de gastos na campanha ano que vem.

    Se não bastassem as disputas internas, agora enfrentamos o tarifaço dos EUA, e sem nenhuma dúvida o ambiente em constante rearranjo vai ser fundamental para superar esse enorme desafio. Seguramente, como em 2008 na crise dos bancos dos EUA, o presidente Lula é o homem certo na hora certa para enfrentar mais esse tsunami.

    Não temos por parte dos EUA nenhuma sinalização para acordo ou flexibilização da decisão a partir de 1º de agosto, apesar da mobilização do empresariado e do governo no sentido de buscar solução. Se preparar para o pior é o mais sensato, apesar da fama de Trump de correr da raia na última hora. Não devemos contar com isso. O alvo é grande, e a aposta para os EUA é relativamente pequena ao nos atacar visando os BRICS.

    Certamente, a ferida de morte do bolsonarismo permite vislumbrar uma disputa mais equilibrada também no Congresso, com a chance de eleger quadros políticos mais qualificados e afastar o PL bolsonarista das maiorias. Continua cedo para saber, mas a movimentação das candidaturas segue firme, e a disposição das forças progressistas de recuperar protagonismo com números — e não somente com gogó — parece começar a fazer sentido. A popularidade do governo é fundamental nesse jogo e todos, todos sabem disso.

    Agora é verificar se o Congresso, depois do veto do Lula e da decisão do STF, vai tentar alguma coisa além de aprovar ontem o PL da devastação. Acho que ficam nisso e seguem para as férias, para avaliar e lamber feridas.

    E depois veremos.

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  • Pressão total. Para quê?

    julho 16th, 2025

    Ontem tivemos mais duas notícias vindas dos EUA contra nós, brasileiros. Uma do chefe da OTAN, repetindo as falas do presidente Trump sobre a Rússia e o prazo de 50 dias para fim da guerra com a Ucrânia. Ironizou a ameaça, sugerindo ao Brasil ligar para Putin pedindo o fim da guerra, senão nosso país teria sérias consequências. Ameaçou os BRICS abertamente.

    A outra péssima notícia veio na esteira daquela carta desadoforada do próprio Trump, sobre uma investigação relacionada a seção 301, que de fato foi aberta ontem, quando farão uma devassa em vários aspectos da nossa relação comercial. E isso porque somos deficitários em bilhões — imagine se não fôssemos.

    Em todo o caso, a questão Bolsonaro está completamente ultrapassada por esses novos anúncios. Sobre ele, Trump até lembrou, em entrevista, que ele é apenas um conhecido, e não um amigo. E recolocou a situação nos termos de interesse real de todo esse imbróglio: atacar os BRICS.

    E por que o Brasil?

    Porque, dos principais participantes do grupo, o Brasil é o mais frágil, não tem bombas atômicas e interage menos, com menores riscos comerciais para os EUA.

    De nossa parte, é importante seguir os roteiros de reação traçados, fazer os comitês se pronunciarem e comunicarem suas considerações, usar a diplomacia e esgotar todos os recursos para amenizar os danos da decisão de tarifas de 50% sobre os produtos exportados para os EUA.

    Feito isso, é vida que segue — e pagar o preço.

    E, se os BRICS são o alvo do nosso drama, que sejam parte da nossa solução. Vejo na Índia, com quem temos pouco comércio, a saída. Não exatamente nos produtos que os EUA compram, mas sim em muitos outros, recompondo a balança comercial nos números atuais.

    Tudo leva um tempo, e muitos problemas estão contratados, se vingar a tarifa.

    Com Trump, tudo pode acontecer: voltar atrás ou dar mais prazo para negociar.

    Mas o mal está feito. A exemplo de demais países, devemos encarar os EUA como parceiro não confiável e apostar cada vez menos fichas na relação com eles — em todos os aspectos.

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  • Culpado.

    julho 15th, 2025

    Como previsto, e usando os últimos minutos do dia para liberar, tomamos conhecimento das acusações da PGR a Bolsonaro e sua gangue.

    As previsões de condenações abaixo de 20 anos estão afastadas. Os crimes somados podem chegar a 43 anos de cadeia para o ex-presidente.

    Prazo para mais uma manifestação da defesa será aberto, e depois veremos a decisão final de Moraes, seguida de recurso à turma e o final para os próximos meses.

    Tudo sem surpresa, sem traumas ou reações internas. O maior temor seria mais uma loucura de militares em defesa de seus pares, mas nem sombra disso no horizonte.

    Ao contrário. O Superior Tribunal Militar manifestou apoio ao STF publicamente, quando o ministro Barroso respondeu aos ataques dos EUA de Trump ao tribunal e ao processo contra Bolsonaro.

    Mauro Cid está incluído na peça acusatória apenas com redução de 1/3 da pena. Na verdade, seu maior acordo visava preservar a família — o pai e a esposa — porque ambos estavam envolvidos na trama das vendas de joias nos EUA e não aparecem em nenhum processo.

    O bolsonarismo, em seu ocaso, tenta levar junto parte dos empregos e do mercado brasileiro, mantendo sua fúria destruidora.

    Há quem observe que, durante a pandemia, a recusa de vacinar e cumprir regras de quarentena era justificada pelo bolsonarismo como necessidade de preservar os mercados e os negócios. Mas, para salvarem a si mesmos, eles aceitam destruir tudo — sobretudo os mercados e os negócios. Quem ainda ouve esses cretinos?

    Mais: criminosos.

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  • O Parecer Final da PGR.

    julho 14th, 2025

    Contando até com o último dia do prazo legal, este dia 14 de julho, o PGR Gonet apresenta hoje o Parecer Final sobre os crimes cometidos e as penas correspondentes para o chamado núcleo 1 da trama golpista fracassada.

    As penas pedidas ainda serão conhecidas. Vi estimativas entre 20 e 30 anos, e confesso que achei 20 pouco, se comparado com as penas de 17 anos dos abobados que invadiram e depredaram os prédios na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no fatídico 08/01.

    Afinal, ali estavam só os bobos. Quem patrocinou, preparou, financiou, instigou e tramou tudo naquele dia estava bem longe.

    O dia que, além de enquadrar golpistas civis, inclui militares das mais altas patentes, em movimento inédito da nossa história, tão açoitada e violentada pelas Forças Armadas.

    E, acrescentando ao cenário por si dramático e relevante, temos agora que reafirmar nossa independência e soberania diante de tiranos igualmente alucinados que tentam, de fora, influenciar, ameaçando a decisão que a PGR encaminha hoje — e cuja sequência, nas próximas semanas, sela o destino de toda a trupe golpista.

    Não estou entre aqueles que aceitam a tese do golpe fracassado por falta de apoio dos EUA. Mesmo agora, mesmo num momento distinto, o apoio dos EUA atual não moveu uma só peça no cenário — nem civil, nem militar. Ao contrário, uniu o país, a exemplo de outros, quando se veem ameaçados por uma potência perigosa, porém decadente.

    As próximas semanas são importantes no sentido do fortalecimento da posição do governo e do enfraquecimento do bolsonarismo golpista, inclusive como força política.

    Quanto aos EUA, se prepara para hoje mais uma manifestação contrária — dessa vez incluindo o Brasil, China e Índia como apoiadores da Rússia —, e outras medidas comerciais restritivas devem ser anunciadas. O alvo sempre foram os BRICS, não se enganem. Bolsonaro é um boneco vazio para ser manipulado, e nada mais. E nem para isso servirá em breve.

    Não teremos tempos fáceis à frente, mas serão tempos importantes para definir as próximas décadas. Assim como em 2008, na crise bancária que arrasou o mundo — e não a nós —, temos a sorte de ter Lula no comando do leme.

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  • “Don’t cry for me, USA.”

    julho 13th, 2025

    Evidente que um certo tipo de expressão patriótica que andava por aí — tipo a Câmara de vereadores de Uberlândia cantar o hino dos EUA em uma sessão, anexar a bandeira dos EUA no perfil, ir para manifestações abraçado à bandeira dos EUA, defender Trump e suas políticas comerciais alucinadas e, finalmente, reproduzir aqui seu desprezo pelas instituições democráticas, inclusive depredar prédios de poderes constitucionais — está abolido e morto aqui no Brasil.

    Fica a ressalva de que a bandeira de Israel ainda parece sobreviver, mas por motivos distintos, e ainda não temos certeza, porque fazia dupla com a dos EUA e triunfavam pelas mesmas mãos, agora cambaleantes.

    A decisão de Trump em taxar o Brasil em 50% sobre seus produtos exportados para o mercado norte-americano — e estamos falando de aço, petróleo, carne, café e suco de laranja — atinge em cheio o setor do agronegócio, formador da base de apoio e sustento do fascismo brasileiro. Que fica sem chão e defesa da familícia e de seus projetos obscuros que empesteavam o cenário político nacional.

    Os extremistas já estavam à deriva sem a presença do chefe da gangue em 2026, com a familícia persistindo na tese da anistia para sustentar o discurso e evitar ainda mais dispersão da base, visando a eleição de bancada onde sonhavam reverter as condenações e mandar no Executivo.

    O que parecia um sonho de verão, porque enfrentavam um governo competente e capaz, que recuperava gradativamente seus índices de aprovação — antes desse ataque que sofreu de Trump —, e que liderava as sondagens para 2026. Veja, nunca se imaginou uma vitória arrasadora; em todo o mundo acontecem disputas acirradas nas eleições, e aqui não se previa nada distinto.

    Mas agora a coisa pode ter mudado, e uma vitória no primeiro turno não pode ser descartada. O que só saberemos na apuração.

    Até lá, é preciso perceber e acompanhar até onde vai a derrocada dos extremistas e quem ainda terá coragem de assumir as teses fascistas, claramente em declínio de apoio. Um certo constrangimento — a caminho de ser vergonha, com consequente abandono — me parece o mais provável.

    E, encerrando, a tese de que Biden e seu governo foram os maiores responsáveis por evitar a quartelada em 2022 me parece infundada. Em nenhum dos testemunhos e das tratativas do grupo golpista aparece entre eles sequer uma citação a favor ou contra a posição dos EUA. Nem uma única menção ou apreciação, consideração, observação, nota, referência, temor, preocupação — absolutamente nada sobre os EUA apareceu nos áudios, conversas, tratativas, reuniões, diálogos, conspirações etc. Nada. Então, para mim, está claro que não teve nenhuma influência no fracasso do golpe.

    Quanto à nossa bandeira e nossos símbolos, estão trocando de mãos. E o patriotismo volta a ter seu significado verdadeiro.

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  • Sorte e presentes?

    julho 12th, 2025

    Observe o card do Governo recolhido das redes sociais. Um resumo de muitas batalhas, algumas de décadas.

    Outras mais recentes, como o copo de café e a laranja, referências das taxações dos EUA de Trump.

    O publicitário Sidônio está recebendo todas as loas e méritos pela virada da imagem do governo — ainda não sabemos os números —, mas basta observar no card que estamos tratando de coisas mais profundas.

    A camisa amarela, as urnas, os programas sociais e o cão caramelo.

    A própria razão de ser de um governo voltado para o crescimento com distribuição de renda, saúde, moradia e educação, de maneira inédita na nossa história. Reconhecido pela maioria, que sempre recoloca o Lula e seu sonho no lugar onde ele pode e faz a diferença.

    E de sorte, de presentes dados por inimigos — como falam do IOF do Congresso e das tarifas de Trump —, não tem nada.

    Trabalho, dedicação, persistência em suas crenças fundamentais.

    Uma, em si mesmo e na visão de mundo que carrega e impõe.

    E a outra, no povo que sabe reconhecer e valorizar.

    O resto é falta de capacidade de enxergar o óbvio, má-fé dos adversários ou ingenuidade.

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  • O Brasil no seu lugar.

    julho 11th, 2025

    “78% das menções nas redes são contra tarifa de Trump e atuação da família Bolsonaro

    Levantamento mostra que maioria das menções à crise expressam repúdio à taxação dos produtos brasileiros e à atuação da família Bolsonaro, especialmente à do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).”

    Estamos no início de uma caminhada cheia de novidades e percalços, e tudo indica chegarmos a uma boa resposta para anos de assédio extremista, violento e ignorante.

    Se estávamos no processo de ver o extremismo murchando, como muito foi aqui observado, não restam dúvidas e está visível a derrocada dessa gente.

    E é bom anotar que partiu deles a iniciativa de tudo ou nada, foram para o suicídio porque não lhes restava outra opção diante do desespero do líder a caminho das cadeias, de onde nunca mais vai sair.

    Ele, seus generais e civis, alucinados por grandeza, poder e roubo.

    Tudo inédito e novo, assim como a reação do aliado laranja do norte, inspirador e promotor de toda essa direita mundial.

    O que podemos esperar é problema para todos os lados, não somente porque atacam nossa economia, mas porque fazem em todos os lugares do mundo, inclusive dentro do próprio EUA.

    Mas também estamos observando a curva descendente da aprovação do maluco do norte e o crescimento e reconhecimento do povo norte-americano das injustiças contra os imigrantes e o reconhecimento da importância deles no funcionamento do país. Sim, alguém precisa limpar as casas e colher o fruto, trabalhar nas fábricas e cuidar dos idosos. Sem contar com milhares de universitários expulsos, cientistas, professores etc. E não tem ninguém para fazer o trabalho.

    O que indica o tamanho da encrenca contratada por lá, sem solução à vista.

    Por aqui a reação da população tem sido imediata e na direção certa. Até o nacionalismo e patriotismo, bandeira da direita, estão trocando de mãos, até porque todos eles exibiam orgulhosos bonés com as cores e símbolos dos EUA e agora correm para esconder por vergonha.

    Vamos ver as pesquisas indicarem o novo cenário brevemente, podem esperar importantes mudanças a favor de maior aprovação do presidente e seu governo, e queda dos golpistas e traidores da pátria.

    Se o que faziam já era criminoso e desleal, a partir do momento que preferiram apoiar uma potência estrangeira contra os brasileiros e seus interesses, abusaram da cretinice e viraram o fio da decadência.

    Custou, mas o dia chegou.

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  • A gente somos inútil.

    julho 10th, 2025

    O silêncio da dupla de presidentes do nosso Congresso Nacional, Alcolumbre do Senado e Motta da Câmara, deixa evidente a dimensão minúscula dos dois e reforça a principal utilidade que é atribuída e esperada de ambos no cenário político nacional: sindicalistas da política.

    Sobre qualquer assunto que não seja de interesses próprios, comezinhos, imediatos ou caros aos deputados e senadores, a dupla nada tem a dizer, considerar ou opinar.

    Dois postes.

    Que fique claro a todos com o que e com quem estamos tratando.

    Porque, se nem um ataque direto e infundado à soberania e às instituições nacionais provoca por parte desses senhores consideração, o que o faria?

  • O alvo não é só o Brasil.

    julho 10th, 2025

    Os EUA, através do seu presidente, desferiram ontem seu maior ataque contra o Brasil da história. Em 1964, o apoio inicial ao regime foi escondido, apesar de decisivo. Agora, Trump, alegando déficit comercial inexistente, perseguição política a criminosos, entre outras mentiras, taxa produtos nacionais exportados em 50%, o que passa a ser a maior taxação prevista no mundo.

    Não vou perder tempo atribuindo a Bolsonaro a questão; as consequências da decisão passam, sim, por seu nome, mas não os motivos. Que estão na reunião dos Brics promovida no Brasil e no fato de os EUA visarem o elo disponível do grupo para promover ameaças. Há quem diga que não vai cumprir, como fez tantas vezes, mas a afronta em si não pode mais ser esquecida.

    Quanto às implicações internas, o grupo Globo, se tenta culpar o governo Lula do ataque, não deixou de incluir Bolsonaro. O mesmo faz o Estadão em editorial, porque viram uma oportunidade para o centro e a terceira via despacharem o bolsonarismo e assumirem o protagonismo político do espaço ocupado pelo ex-presidente.

    A carta de Eduardo Bolsonaro, onde propõe a anistia do pai em troca do fim das taxas, é um exemplo único da maior cretinice política da nossa história. Traidor assumido, propondo barganha pela soberania nacional em troca de rasgar a Constituição, é algo inédito. Por inaceitável e impraticável, o PIG acertadamente enxergou a solução: despachar o miliciano e que alguém assuma seu posto.

    Até aqui, os principais interessados na vaga preferiram se esconder. Tarcísio de Freitas, sobretudo, pode ser incluído na derrocada do bolsonarismo contratada nessa trama, e sua primeira posição, tentando responsabilizar Lula, mostra o dilema que enfrenta para se posicionar, trair definitivamente seu chefe e assumir a virada da direita brasileira.

    Verdade que a direita atual tem enormes dificuldades de assumir um confronto com os EUA, diferentemente até dos generais de 64, que o fizeram em algumas ocasiões.

    Que o bolsonarismo suicida com essa tentativa de emparedar a soberania nacional, nenhuma dúvida. Ao tentar solapar a soberania, mostra sua versão mais deletéria e insuportável, até para muitos dos seus pares.

    Esperar para ver no que vai dar. As tarifas são, na verdade, o fim das relações comerciais com os EUA, e uma decisão de reciprocidade por parte do Brasil vai escalar o conflito, como Trump avisou na carta.

    Se ele vai recuar, veremos. Mas não nos resta nenhuma alternativa senão rechaçar a afronta e buscar internamente responsabilizar e afastar os causadores desse ataque, como lesas-pátrias e traidores.

    Quanto aos Brics, uma oportunidade de negócios está escancarada, mas com o Brasil em posição de fragilidade.

    O câmbio, que vinha declinando, disparou e pode comprometer o penoso ciclo de queda dos últimos meses, provocando subida da inflação. Os produtos atingidos podem tentar buscar mercado interno, com eventuais quedas de preços, mas nunca é bom nessas circunstâncias, pela insegurança e queda dos negócios.

    Entramos em uma nova etapa, talvez inédita.

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