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Blog do Franco

  • Dos 5, só 1.

    setembro 19th, 2023
    Foto por Pixabay em Pexels.com

    Hoje, temos a abertura da reunião anual da ONU, com o discurso inaugural do Presidente Brasileiro, independente de quem ele seja – uma tradição. Graças a Deus, elegemos alguém que sabe o que vai dizer, diferente do desastre dos anos anteriores. Desastre e vexame.

    O que demonstra a crescente dificuldade do momento mundial, com o rearranjo dos grupos de poder em andamento e grandes e históricas mudanças, são alguns pontos:

    • Dos cinco países do grupo exclusivo com poder de veto (EUA, Rússia, Inglaterra, França e China), apenas o Presidente dos EUA está presente.
    • A ausência se deve a motivos e interesses distintos. A Rússia enfrenta a guerra, a China esvazia reuniões do ocidente, e Inglaterra e França demonstram a pouca relevância do encontro na atual conjuntura.

    Este é o ponto central. Com as mudanças ocorrendo no mundo e as disputas acirradas entre as superpotências, além do surgimento do Sul Global, as instâncias de diálogo entre as nações precisam acompanhar essa evolução e se atualizar, ou correm o risco de perder relevância de forma definitiva.

    Parece que o recado está começando a ser ouvido por quem manda, com os EUA defendendo o ingresso da Índia, Japão e Alemanha no grupo restrito dos 5 com poder de veto. A Rússia apoia o Brasil, enquanto a China não apoia ninguém. Cada um tem seus motivos, mas a soma geral representa um reforço na diversidade e pode salvar a ONU da irrelevância.

    Vamos acompanhar para ver quem realmente defende quem.

    Apesar de tudo e de todos defenderem a si próprios, o aumento da representatividade do Conselho de Segurança da ONU pode ser o único caminho de salvação.

    Fora isso, pelo menos no prazo médio, a irrelevância e o fim da influência são prováveis.

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  • História complicada.

    setembro 19th, 2023
    Foto por Pouria Teymouri em Pexels.com

    Com respeito a meu último post, surgiu uma dúvida quanto a duração do mandato do Sarney, seriam 4, 5 ou 6?

    Meu amigo levantou a questão, sendo contemporâneo, viveu a mesma confusão da época. Sua dúvida acabou virando a minha e ambos precisamos consultar na internet para relembrar.

    O que situa a vida do brasileiro nessas idas e vindas da politica como coisa corriqueira, e não deveria ser.

    Quanto a duração do mandato de Sarney, apurei que Tancredo foi eleito na base de negociação para o fim do regime militar, a base do que foi negociado foi comunicado ao pais no documento da aliança, o Compromisso com a Nação, como foi chamado. Ali constava a previsão de 4 anos de mandato.

    Morto Tancredo e iniciada a constituinte, a discussão sobre a duração do mandato tomou outro rumo e passaram a prever 6 anos para Sarney, que concordou com a prorrogação. Mas como seu governo foi de mal para pior e a Constituição ainda estava sendo escrita, uma nova negociação foi aberta e o prazo de 5 anos acordado para o atual e 4 para os próximos presidentes. Sem direito a reeleição, o que só entrou na regra depois de comprada pelo FHC, para desfrute próprio.

    É isso, as mudanças de regras eleitorais dizem muito de nossa precária democracia, suas mudanças são episódicas e a mercê da vontade do poderoso de plantão. Mas, ela sempre tem um alvo certo e vou falar sobre isso no futuro.

    Enquanto isso, nova mudança nas regras eleitorais estão saindo do forno, mantendo a tradição de nunca repetir a legislação eleitoral entre pleitos.

    Isso precisa acabar.

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  • Apesar de vocês.

    setembro 19th, 2023
    Foto por Engin Akyurt em Pexels.com

    Em nenhuma hipótese devemos imaginar um impeachment da dupla de Ministros no STF deixados de herança pelo fascismo, apesar de todos os pesares.

    Lembro-me do auge da discussão quanto ao impeachment de Fernando Collor, quando Leonel Brizola posicionou-se contra e até procurou o ex-presidente para oferecer apoio, em troca da construção de escolas de tempo integral em todo o Brasil. Collor concordou, mas era tarde demais para ele, e logo em seguida foi derrubado.

    Na época, o argumento de Brizola era que a Presidência recém conquistada deveria ser protegida a todo custo, e seria melhor exigir a correção de rumos e trabalhar para a conclusão do mandato e realização de eleições no prazo constitucional. Os crimes, existentes ou não, seriam apurados normalmente pela justiça posteriormente.

    Era uma tese difícil de aceitar na época, e de fato, ninguém a aceitou.

    O Brasil acabara de sair de uma ditadura de 21 anos, e uma difícil transição havia sido negociada. Uma anistia geral e irrestrita foi imposta pelos militares temerosos de uma revanche. A constituinte seria convocada e uma nova constituição seria escrita, deixando para trás a constituição da ditadura. Tudo estava pronto, mas no dia da posse, o Presidente da transição morreu e o vice, que ninguém queria, assumiu.

    Fez um governo desastroso, mas a nova Constituição foi escrita, conduzida por Ulisses Guimarães, que foi um dos avalistas da transição junto com o Presidente Tancredo.

    Lembro-me das mãos de Sarney tremendo sem parar e do rosto lívido no dia de sua posse. Sabia que era indesejado e dificilmente conseguiria realizar um bom governo. Foi, de fato, um desastre e ainda promoveu uma mudança na duração de seu mandato de 4 para 5 anos, comprando votos no Congresso. Acredito que tenha se arrependido, porque seu último ano acrescentado foi o pior de todos e deixou o Brasil ainda mais quebrado. É importante lembrar que o país já estava em dificuldades, por isso os militares saíram pela porta dos fundos, com o último ditador recusando-se a fazer a passagem da faixa e deixando o Palácio pelos fundos.

    Foi então que Collor ganhou, numa disputa apertada com Lula, e iniciou seu governo de choque, com um plano fracassado atrás do outro e comissões cobradas pelo capanga PC Farias. Foi denunciado pelo próprio irmão.

    E seu governo chegou ao fim.

    O que estou tentando dizer é que a estabilidade e a previsibilidade são necessárias para a convivência democrática. A democracia precisa de paz e da capacidade de prever o que acontecerá no dia seguinte. Mesmo com suas deficiências, ela precisa ser preservada. É claro que não estou defendendo ladrões e corruptos, mas a verdade histórica é que Collor não foi mais ladrão que Temer e não era mais corrupto do que Bolsonaro. Ele foi engolido pela nossa inexperiência e afobação, algo que Brizola tentou explicar. Ele sabia e dizia que a banalização de um ataque contra a presidência cobraria um preço caro mais adiante. E a história mostrou o quanto ele estava certo.

    Isso é apenas uma proposta para reflexão.

    E agora, quanto aos dois Ministros nomeados pelo fascista no STF, não foram eles nomeados por um presidente eleito? Não cumpriram as exigências curriculares, não foram sabatinados e aprovados pelo Senado?

    Então, eles permanecem. Até mesmo como uma lembrança negativa da terrível escolha feita pelos brasileiros.

    E, por último, mais uma observação. O Ministro Alexandre de Moraes foi nomeado por Temer e antes disso era Secretário de Justiça em São Paulo, tornando-se notório por liderar diligências com a polícia – de foice nas mãos – para erradicar plantações de maconha.

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  • 374×102.

    setembro 18th, 2023

    No início do ano, a aposta era exatamente na direção oposta: a base de sustentação do governo na Câmara seria de 130, no máximo.

    Com esse número, não aprovaria nenhum projeto e o governo ficaria encurralado e imobilizado pela oposição e pelo centrão fisiológico. Fora o ameaça de impedimento.

    O discurso de Lira era que um presidencialismo do tipo Rainha da Inglaterra deveria ser imediatamente implementado, com ele próprio assumindo a cadeira de primeiro-ministro.

    Primeiro-Sinistro, no caso.

    O PIB de 2023 previsto seria de 0,7%, o déficit público altíssimo e a inflação só baixaria mantidos os maiores juros do ano.

    Nunca é demais repetir, porque enquanto atualmente a paternidade do atual momento econômico é disputada, a expectativa do ano a ano mostra exatamente para onde estaríamos se outra escolha fosse feita no último pleito nacional.

    No Senado, outro local onde as previsões eram as piores possíveis, e que foi alvo principal das candidaturas bolsonaristas, o quadro é semelhante ao da Câmara. O governo dispõe de maioria absoluta e com a vantagem adicional de Pacheco na presidência, que até serviu de bloqueio ao apetite inicial de Lira.

    A acomodação das frentes no Congresso, apesar dos números favoráveis, sempre é relativa, porque todo projeto mexe com algum tipo de interesse e as aprovações vão variar ao sabor dos acontecimentos e a cada rodada. Mas existe uma folga até para enfrentar as resistências ocasionais, e os projetos, mantendo os bons resultados até agora, facilitam a adesão que a todos beneficia.

    A pauta de sacrifício parece mesmo pender para a moral, os conservadores precisam aderir sem perder seu eleitorado e passam a usar o discurso moralista para isso. Pacheco está até inventando uma lei ainda mais dura contra a posse de drogas, serve para o Senado marcar posição contra a decisão do STF, que permitiu algumas gramas de maconha. Pacheco mira o eleitorado conservador de Minas e sua provável candidatura ao governo. Imaginem o que vem por aí assim que o STF analisar e com tendência de também relaxar a criminalização do aborto.

    Infelizmente, ao aderirem às pautas econômicas e sociais do governo, os conservadores lançam mão do moralismo para equilibrar a balança da aprovação do eleitor.

    Fazem isso porque funciona.

    Quanto ao governo, vai implementando seu programa econômico de forma prioritária, enquanto enfrenta críticas duras de setores progressistas e as justas pautas modernas, inclusivas e compensatórias.

    Cada um no seu quadrado e a vida segue.

    Ah, e estamos lá na ONU hoje, fazendo uma reunião com empresários brasileiros, americanos e de muitos outros países. A repercussão geral é que estão impressionados com a capacidade do governo brasileiro de agregar. Aqui nos EUA, dizem, Biden não conseguiu fazer o mesmo.

    ( A imagem que ilustra o Post foi elaborado pelo Professor Dawisson Belém Lopes @dbelemlopes )

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  • Seguimos.

    setembro 18th, 2023

    No auge da pressão que o governo precisou fazer para remover o BC e seu presidente bolsonarista, Campos Neto, de persistir na loucura de juros astronômicos, Haddad chegou a sugerir 10 quedas sucessivas de 0,5%. A sugestão pareceu agradar e deram início ao processo de redução. Agora, passados alguns meses e os cenários consolidados de inflação e nova âncora fiscal, reforma tributária e demais previsões econômicas acolhidas, inclusive base no Congresso para aprovar as muitas outras medidas e reformas, podemos imaginar cortes maiores, de 0,75% e até 1,0% na taxa Selic.

    Mais ou menos percebemos a mesma discussão anterior, muito mais comportada porque o governo sente que venceu o debate, mas o ritmo precisa acelerar porque o crescimento do país não pode patinar. A arrecadação andou caindo na margem, mostrando a necessidade de seguir na redução e no investimento público indutor e que antecipa o investimento privado.

    O PIB do ano não está ruim, mesmo que sustentado pelo agronegócio exportador e tímida reação dos serviços, mas pode, deve e vai melhorar, na medida que as taxas caírem para números civilizados. E, quanto antes, melhor.

    A importância de quedas sucessivas e de permanência nessa direção, move o planejamento dos investidores, sabendo que a farra tem prazo para acabar, tiram os projetos das gavetas e começam a mudar as fontes de receita financeira para o mundo real, onde vivem as pessoas que precisam trabalhar.

    O ganho de tesouraria é um câncer brasileiro, de origem nos liberais e nos conservadores, e agora também dos fascistas. Concentram a renda, desempregam, e mantêm o dinheiro retido nos cofres rendendo lucros para a sociedade pagar sem nenhum benefício a receber.

    Todos os heróis liberais têm essa marca, levam os juros na lua e ficam ricos e famosos, viram oráculos do óbvio, ascendem socialmente porque não fazem nada, além de remunerar o ócio do poder.

    Em homenagem ao Domenico de Massi, falecido na semana, autor da tese do ócio criativo, para o homem moderno aproveitar o tempo disponível proporcionado pela modernidade de forma melhor. Nossos liberais inventaram o ócio remunerado, quando toda a sociedade aceita pagar juros astronômicos sem nada receber em troca. Ou seja, por aqui a criatividade liberal antecipou a teoria de Domenico, pervertendo seu objetivo e sentido, como é sobretudo a forma com que eles tratam a história e o povo, mantendo privilégios.

    Quem sabe o BC nos surpreende e reduz os 0,75% ao menos?

    Para a próxima reunião de dezembro, a queda de 0,75% parece certa. Mas seria bom agora. Em dezembro, 1%. E o Brasil melhora ainda mais.

    ( Atualização : Boletim Focus com previsão de inflação em queda e PIB em alta, acabou de sair. Mas as apostas de corte permanecem de 50 pontos.)

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  • Dupla de dois.

    setembro 17th, 2023

    A dupla de ministros nomeada pelo governo anterior não decepcionou durante os votos dos três primeiros réus da depredação dos prédios na Praça dos Três Poderes em Brasília, no dia 08/01. Eles decidiram praticamente inocentar os terroristas. Segundo a dupla, os manifestantes apenas exageraram na destruição, sem nenhuma preparação prévia e sem nenhum objetivo.

    A tese defendida por eles foi chamada pelos demais ministros ” de um passeio no parque”.

    O foco da dupla não está no julgamento atual, que está escandalosamente lotado de provas fornecidas pelos próprios invasores. Eles tiraram selfies, compartilharam nas redes sociais e até fizeram login no Wi-Fi gratuito dos palácios usando seus próprios CPFs. A verdadeira preocupação da dupla está no futuro, nos próximos julgamentos, porque as condenações já determinadas pelos outros ministros confirmaram a tese do crime em grupo, organizado, motivado, com um objetivo claro e com liderança.

    O grupo seguia o líder, que ainda não respondeu por seus crimes. A dupla de ministros entendeu a escalada dos processos e a tese que seria discutida e aceita, então tentou criar uma trincheira própria onde pretendem proteger o chefe e autor da invasão, aquele que seria o único e maior beneficiário dos crimes cometidos.

    No entanto, parece que a trincheira aberta mais parece um túmulo, onde eles enterraram as próprias reputações e que vai enterrar o futuro político do chefe.

    É impressionante a lealdade da dupla, mesmo diante dos maiores horrores e crimes, inclusive quando praticados contra as próprias instituições que eles deveriam defender. Isso aponta para uma herança maldita deixada pelo fascismo no Supremo Tribunal Federal.

    Mesmo assim, não é recomendável promover o impeachment da dupla, como vou tentar defender em outro post.

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  • A Fundação Lava Jato.

    setembro 16th, 2023

    O Conselho Nacional de Justiça divulgou um espelho de suas investigações (que chamam de Inspeção) nos últimos 60 dias da 13ª Vara Federal do Paraná, a famosa vara do ex-juiz Moro e sede da República da Lava Jato.

    O CNJ atua sobre juízes, não incluindo em seu relatório a atuação dos Procuradores, mencionando apenas Moro e Gabriela Hardt, além dos Desembargadores do Tribunal de Recursos, TRF-4.

    O que apuraram é tudo aquilo que já sabíamos e que mereceu por parte do CNJ os adjetivos “conluio” e “caótico”.

    Vou me ater ao dinheiro, aquelas fortunas obtidas nos acordos de leniência e nos acordos judiciais com os EUA e Suíça, respectivamente Petrobras e Odebrecht como vítimas.

    Sim, vítimas, porque o objetivo não era sanear punindo os ladrões e corruptos nas empresas, mas sim as próprias empresas.

    Nesses acordos, segundo o CNJ (e todos já sabiam), os juízes Moro e Gabriela homologavam acordos com países estrangeiros, forneciam provas contra as empresas brasileiras, usavam leis que não constam do nosso código, mas de outros países, para cálculo das penas, e criaram um esquema triangular de movimentação de recursos das multas: o dinheiro retido das empresas era liberado para pagamento de multas no exterior, e parte significativa retornava para as Fundações privadas administradas pelos próprios procuradores.

    Vale uma conta. Dos 6 bilhões que a Lava Jato tanto se vangloria de ter recuperado da corrupção, metade, 3 bilhões, foram depositados nas contas das próprias Fundações que eles inventaram para atividades políticas, de promoção pessoal e sabe-se lá mais o quê. Essas Fundações, depois da farra das diárias, das palestras e das viagens de férias, foram o auge do desatino lavajatista e selaram revelando a natureza definitiva de todos eles.

    É importante observar que, pela primeira vez, que eu saiba, os 3 Desembargadores do TRF4 de Porto Alegre, que julgavam os recursos da 13ª Vara de Curitiba, igualmente famosa pela parcialidade de seus membros, entraram na Inspeção do CNJ, com as mesmas e graves condutas citadas no relatório.

    Vale lembrar que o juiz substituto de Moro, Apio, foi quem desencadeou essa Inspeção de dentro do sistema de justiça, porque impedido de investigar os demandos (crimes?) do ex-juiz e perseguido pelo Tribunal dos Desembargadores lavajatistas do TRF4, provocou o CNJ, e agora as consequências da atividade ilícita de todo o grupo estão expostas nos termos e na formalidade necessária para as punições inevitáveis a caminho.

    Quanto aos Procuradores, ainda gozam de proteção nos Conselhos do MP e seguem escondidos do atual tiroteio. Com a mudança da PGR a caminho, apesar da atuação contra a Lava Jato do atual Procurador, mas aí para proteger os políticos enquanto ignorava os desmandos internos. Minha expectativa é que também os procuradores sejam inspecionados, e, nesse caso, também as graves denúncias atinjam devidamente todo o grupo.

    O CNJ usa o termo “conluio” quando se refere à atuação dos magistrados e procuradores. É uma forma educada de dizer quadrilha.

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  • Queda de popularidade.

    setembro 15th, 2023
    Foto por SpaceX em Pexels.com

    Depois da blitz da imprensa opositora, também setores da sociedade resolveram atacar o governo.

    A novidade, além das análises costumeiras de notícias negativas e pessimistas – que os fatos posteriores costumam desmentir – foi a declaração de Lula de que não prenderia Putin e a pressão pela nomeação de uma mulher no STF no lugar de Rosa Weber, que está próxima da aposentadoria.

    Considerando o corte social nas pesquisas, com setores populares mantendo uma boa avaliação do governo, a queda ocorreu entre os setores médios e altos, e os números, apesar da dificuldade maior de avaliação de segmentos em pesquisas, mostram uma queda grande, de até 8 a 10 pontos.

    Alguns atribuem isso mais à campanha de notícias falsas, que está visivelmente crescendo devido às investigações da quadrilha que saqueou o governo derrotado, e ao julgamento dos indivíduos alucinados que depredaram a Praça dos Três Poderes e estão recebendo penas duríssimas.

    Não é possível subestimar a força desses movimentos, pois continuam a influenciar a opinião pública nos estratos sociais superiores, e dificilmente o quadro muda sem que ocorra uma campanha de disseminação igual ou superior.

    Temos a experiência de que apenas bons resultados não bastam e, para enfrentar a mentira, não basta negá-la; é preciso que a verdade seja dita e conhecida. E, mesmo assim, não resolve completamente, mas sufoca as críticas desde o início e prepara o terreno para as próximas batalhas.

    Não sou especialista na questão, sofro com o resultado e me dedico à prática de tentar comunicar os fatos da melhor maneira possível. E assim vamos restabelecendo a verdade.

    Parecia que estávamos alcançando algum resultado, pois os bons resultados da administração atual começam a aparecer e o trabalho passa a fazer sentido para muitos. Mas não é suficiente, é preciso entender que o alvo das notícias falsas são os temores, as fragilidades, os preconceitos e as frustrações, o medo, medo e mais medo. É por isso que elas funcionam poderosamente.

    Em todos os países, as sociedades estão muito divididas, as pesquisas de popularidade mostram números sempre próximos de bom e ruim, os resultados das eleições seguem o mesmo padrão e os vencedores têm margens mínimas. A presença de radicais extremistas de direita, cada vez mais alucinados, encontra espaço. Vamos ver na Argentina se eles realmente vão se atirar do penhasco com Milei, seguindo o caminho do fracasso e agravando a crise interminável.

    Torço muito por eles.

    Por aqui não tem segredo : continuar remando.

    E, sim, ainda é cedo na falta de sequência de pesquisas confirmando a tendência. E a referência aqui foi o último Datafolha, mas os números da Quaest e Ipec mostram aprovação superiores.

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  • A delação do fim do mundo.

    setembro 14th, 2023

    Segundo a mídia corporativa, em relação à Lava Jato, estamos fazendo uma revisão histórica e modificando os fatos, ignorando as confissões e os bilhões devolvidos.

    Quanto aos bilhões devolvidos pelas empreiteiras, discutir a desonestidade das empreiteiras não é tarefa fácil, pois essa questão está enraizada no imaginário nacional desde os tempos de Cabral. Os recursos devolvidos representam uma mistura de culpa e compra de liberdade, o que aconteceu de fato. Já as delações são um caso à parte, pois muitas delas foram combinadas e tinham objetivos políticos traçados de antemão. Bem, tudo isso é conhecido e está em processo de desconstrução, especialmente a partir da operação Spoofing, que legalizou o acesso ao material hackeado dos celulares e computadores da equipe da Lava Jato.

    Uma das delações emblemáticas da operação Lava Jato, a mais utilizada nos momentos estratégicos, especialmente entre as eleições, e sempre causando estragos enormes, foi a de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e uma figura importante no PT da época.

    Palocci sucumbiu à lógica da Lava Jato, e sua delação foi uma espécie de montagem de fatos e situações relacionados aos crimes das empreiteiras, principalmente em palestras do ex-presidente Lula e nas doações para as campanhas eleitorais da época. Nada do que ele disse se mostrou válido, e posteriormente, tudo foi desmentido e negado por ele próprio.

    Tudo isso nos leva ao delator de hoje, Mauro Cid, conhecido como “amarra cachorro de fascistas”.

    Quem me acompanha sabe que apostei na delação de Cid e, pelo que parece, ele soltou a voz em duas longas declarações, cada uma com 10 horas de duração. Isso deve ser um recorde.

    Aqui e ali, vazam ou se supõe o conteúdo dessas declarações, e imagino que, mesmo que não acertem completamente, estão na direção certa. Ainda está sob sigilo, algo raro nos dias de hoje.

    Ele falou sobre joias, tratativas de golpe, cartão de vacina, financiamento das fake news, relação suspeita com jornalistas e empresas jornalísticas, depósitos de Michele, os filhos do ex-presidente, presentes desaparecidos, etc.

    E é importante destacar que tudo isso já é conhecido e comprovado por outras evidências e grande parte disso é de conhecimento público, especialmente o apoio de empresas jornalísticas ao fascismo, que, aliás, continua.

    Vamos aguardar o conteúdo completo da delação de Cid. Ele tenta absolver seu pai e sua esposa, e acredito que fará o mesmo com os outros militares envolvidos nas tramas. Talvez ele reserve algo para aqueles que estão na reserva, como Braga Neto, Heleno e Ramos, entre outros que trabalharam no governo derrotado. No entanto, não deve ir além disso em relação aos militares, e dizem que o governo não tem interesse em desestabilizar completamente as Forças Armadas, optando por medidas futuras, como aquelas relacionadas à restrição de candidaturas militares e ao Artigo 142 da Constituição. Hoje saiu a noticia que a defesa de Ramos e Heleno estão combinado de dizer que estavam afastados do bolsnarismo no fim do governo porque foram trocados pelo Centrão e, se não colar, vão colocar tudo na conta do Braga Neto. O que mostra o temor da dupla, e de todos os envolvidos, com as acusações de tentativa de golpe de estado.

    Cid vai detonar o bolsonarismo, que em breve ressurgirá com outra roupagem.

  • A disputa do orçamento de 2024.

    setembro 14th, 2023
    Foto por Pixabay em Pexels.com

    A disputa pelo orçamento de 2024 está em pleno andamento, aquele que Haddad prometeu com déficit primário zero. Na verdade, pode ir até 0,5% do PIB, mas a retórica gira em torno do zero e não de sua margem, o que muda significativamente o teor das discussões.

    Vamos nos ater ao ideal: déficit zero.

    De acordo com o que está previsto na nova âncora fiscal, o orçamento não propõe mais ajustes segurando despesas, mas inova ao focar na arrecadação. E aí o desafio se apresenta, porque de quem e onde será arrecadado?

    As cartas estão na mesa e dispensam comentários. A arrecadação será direcionada àqueles que não pagam, mas deveriam estar pagando. Ponto.

    Mesmo os críticos não se opõem frontalmente à ideia de incluir quem não paga e deveria pagar, agindo de maneira dissimulada, afirmando que a previsão de Haddad é otimista demais, pois não conseguirá arrecadar os valores pretendidos. Isso é uma maneira de dizer que aqueles que não pagam devem continuar não pagando.

    Outra consequência do pessimismo, talvez a mais prejudicial, é que essas previsões afetam o planejamento de muitas pessoas, empresas e empresários, gerando dúvidas legítimas ou infundadas no processo de análise de cenários futuros.

    Isso não acontece por acaso.

    Enquanto a expectativa de uma lenta queda nas taxas de juros astronômicas do Banco Central fascista permitiria uma previsão mais precisa, esses agentes do caos promovem dúvidas na direção oposta, perturbando o cenário mais otimista para atrapalhar os investimentos e prejudicar a economia.

    Reforço que isso não acontece por acaso.

    Outra modificação crucial, que todos parecem ignorar – e sabem muito bem das consequências – será a troca do comando do Banco Central no próximo ano, quando terminar o mandato do atual presidente indicado pelo fascismo e iniciar uma nova e decisiva etapa com um indicado pelo atual governo.

    Portanto, o orçamento do próximo ano tem todas as condições para ser executado conforme previsto, com margem de segurança suficiente para permitir um planejamento seguro dos cenários, incluindo PIB, câmbio e inflação. O resto é mais do mesmo. Esqueçam e concentrem-se nos resultados.

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