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Blog do Franco

  • Galípolo no Espírito Santo.

    novembro 11th, 2023

    O Diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, esteve em Vitória, onde moro, para uma palestra em um evento do Instituto Líderes do Amanhã.

    Antes de Galípolo, assistimos a uma excelente apresentação do governador Casagrande, onde ele destacou seu trabalho bem-sucedido no estado do Espírito Santo e enfatizou seu constante apelo ao diálogo e união na política, combatendo os extremistas.

    Até aqui, tudo bem, mas gostaria de falar sobre Galípolo.

    Pessoalmente, ele me pareceu mais jovem do que realmente é, com seus 40 anos, e possui um currículo acadêmico respeitável. Demonstrou conhecimento em sua fala, simpatia, erudição e sinceridade. Não buscou justificar posições ou cenários no atual trabalho no Banco Central; ao contrário, deixou claro que uma certa perplexidade acompanha as atuais decisões dos gestores dos Bancos Centrais em todo o mundo.

    O atual momento econômico mundial, pós-pandemia, desarranjo de cadeias de produção e agora guerras, sobretudo a política monetária agressiva dos EUA, desalinharam as referências centrais das políticas monetárias no mundo. Câmbio, inflação e taxa de emprego, que seriam as principais variáveis de referência, estão se comportando de maneira distinta dos manuais anteriores, e as expectativas futuras estão sem referência por causa disso.

    Já discutimos bastante aqui no Blog sobre as decisões dos bancos centrais, o nosso aqui, que acompanho de perto, tem sido alvo de inúmeras críticas por manter, sem motivo aparente, as maiores taxas de juros do mundo.

    Galípolo confirma minhas análises, modestamente, e diz que a previsão de duas novas quedas futuras de 0,5% nas duas próximas reuniões foi um risco que resolveram correr.

    Risco, porque não têm nenhuma ideia do que vai acontecer no futuro, como se soubessem em algum momento.

    Ora, estava evidente, desde sempre, que nosso Banco Central navega segundo a vontade política do momento. Antes, quando Guedes imaginou um cenário de juros baixos para forçar um dólar alto, e isso ele dizia abertamente, para que uma avalanche de investimentos externos inundasse o Brasil – o que nunca aconteceu no desgoverno que ele servia – o BC de Campos Neto baixou as taxas para pisos inéditos, provocando exatamente os resultados no câmbio desejados.

    Quando a inflação ameaçou explodir os planos de reeleição do grupo mafioso que serviam, desesperadamente levaram as taxas de juros para a lua, sem nenhuma explicação para isso, além do desejo imediato de tentar reeleger seu grupo político.

    Em tudo fracassaram. Após a vitória de Lula, Campos Neto insistia nas taxas estratosféricas, também sem razão técnica, sempre política. Agora, como intenção inversa, de ferir e atrapalhar o crescimento do PIB no governo que ele faz oposição. E, segundo palavras ouvidas ontem, a inflação surpreendeu e caiu muito acima das expectativas, e o dólar se comporta bem e, o maior susto, o nível de emprego e renda continuam bons e crescentes.

    O que nunca foi sequer imaginado por nenhum deles no Banco Central, que agora colhem os louros de um monte de decisões aleatórias que foram tomadas.

    Pois bem, o resultado de toda essa conversa é que, sem aquela briga toda no início do ano, quando Haddad, Gleisi e também o presidente Lula gritavam para que as taxas caíssem, e o BC, enquanto podia, não quis ouvir, só cedendo após as mudanças nas duas diretorias já sob indicação de Lula, o atual momento de economia ainda andando de lado estaria em situação ainda pior e, no próximo ano, aí sim, quando todas as análises convergem para um novo crescimento de 2,5% do PIB e retomada de consumo por conta de taxas de juros menores, jamais estaria acontecendo.

    Quanto a Galípolo, de quem imagino como o próximo presidente do BC a ser indicado no próximo ano, substituindo o atual bolsonarista Campos Neto, confesso que fiquei com boa impressão dele, mas percebi um quadro ainda em formação, amadurecendo suas ideias e que, na minha opinião, ainda não está pronto para assumir o BC no próximo ano. Mais à frente, sim, tem toda a condição pessoal e conhecimento para qualquer função pública, mas, como disse, ainda falta amadurecer na compreensão de que o que ele representa está muito acima de algumas decisões falsamente técnicas, que deveriam tornam reais a vontade política de crescimento econômico e diminuição das desigualdades, que uma taxa de juros elevada, sem motivo nenhum, não promove quando concentra renda e empobrece o país. Falta a ele, aparentemente, uma necessária clareza de seu papel, porque se não for assim, onde estaria a diferença de uma administração do PT e uma outra qualquer?

    Nesse mesmo evento, na parte da manhã, o ex-ministro bolsonarista Paulo Guedes também fez previsões otimistas para a economia brasileira nos próximos anos.

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  • Ocaso interrompido.

    novembro 10th, 2023

    A foto que ilustra o post ainda não é dos brasileiros saindo da zona infernal de Gaza, mas sim anterior, de brasileiros que estavam em Israel e foram trazidos por aviões da FAB, na impossibilidade de voos comerciais na região.

    Aqueles que estão em Gaza aguardam no portão da fronteira com o Egito a liberação final para a travessia, que deve acontecer nas próximas horas.

    A demora é um fato a ser esclarecido no futuro; o momento é de alívio e de reflexão, olhando para o futuro e o passado.

    Enquanto a administração fracassada e derrotada tenta aproveitar a proximidade com o atual regime fascista de Israel, insinuando influência na repatriação dos prisioneiros brasileiros de Gaza, a verdade é que nunca cuidaram de nada e nem de ninguém – exceto de si mesmos – quando tinham os meios e o poder, além da obrigação, de fazê-lo.

    O avião presidencial aguarda há semanas a oportunidade de cumprir a missão de resgate, que finalmente acontece agora.

    Dessa forma, concluímos com sucesso o resgate dos brasileiros apanhados no pior lugar do mundo nos dias que correm.

    E que ainda não teve um fim, muito longe disso, porque após bombas e invasões, temos tudo para imaginar um território ainda mais invadido e um povo ainda mais oprimido, apenas porque alguém resolveu invadir a terra deles. A causa Palestina pouco ou nada comovia o mundo, oprimidos pela cabeça de ponte ocidental no mundo muçulmano, dono dos petróleos. Pouco ou nada vai mudar daqui para frente quanto a isso.

    O mais provável é o esquecimento, tão logo cessem as bombas.

    Vou encerrar o post por aqui. Comecei a imaginar os cenários futuros na região e o destino dos palestinos e resolvi parar para não tornar meu texto um vale de desespero. Tentei comemorar o retorno dos nossos compatriotas e, de certa maneira, fica impossível imaginar alegria diante do que estamos assistindo. Mas fica o registro do sucesso da missão do governo atual e alívio para as famílias.

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  • 53×24, aprovada a Reforma Tributária.

    novembro 9th, 2023
    Foto por Dave Ang em Pexels.com

    Seriam necessários 49 votos, e a Reforma Tributária, a primeira etapa dela, foi aprovada no Senado com algumas modificações da que veio da Câmara, por isso volta e algumas novas rodadas de negociação são esperadas.

    Mas não muda a essência da boa notícia, desde a redemocratização inúmeras tentativas de simplificação e melhora qualitativa e distributiva da tributação são tentadas, sem sucesso. Até ontem.

    A espinha dorsal da Reforma Tributária, IVA Dual, não cumulatividade, desoneração de investimento, desoneração de exportação, cesta básica desonerada e alimentos mais baratos, passou.

    A expectativa de plena aprovação na Câmara, talvez com algum pedaço fatiado ali e aqui, e promulgação até o fim do ano, permanecem.

    Num certo sentido e no tipo de mundo de imagens e sinais em que vivemos, é possível dizer que parte importante da batalha foi vencida. Daqui para frente é trabalho burocrático de anos, estudos e mais estudos para calibrar as alíquotas e ajustes periódicos para aprimorar. Tudo previsto no prazo longuíssimo de anos e anos para a plena implementação das novas regras de tributação.

    O resultado foi relativamente apertado, a semana foi excepcionalmente tumultuada pelo ex-presidente, seus apoiadores no Senado, reuniões com embaixador de Israel, ataques quanto aos limites fiscais na LDO em discussão. Me parece que agora, com a aprovação, a agenda fica mais leve, embora um importante ralo de dinheiro precise ser fechado com a aprovação de uma lei sobre incentivos fiscais de ICMS, ainda por ser apreciado a toque de caixa na Câmara para valer no início do próximo ano. Estimam em arrecadar R$ 35 bilhões com essa nova medida, importante reforço para o caixa do próximo ano.

    Continua o debate do déficit fiscal para o próximo ano, se zero ou 0,5% do PIB. De certa maneira, o governo entrou na questão de limites, enquanto falava mais de aumento de arrecadação. A oposição e a imprensa conseguiram reintroduzir a questão do déficit como prioridade, e o governo, num certo sentido, capitulou, com alguns ministros falando coisas distintas. Até o presidente Lula entrou na discussão, se bem à sua maneira, relativizando o déficit e destacando a necessidade de manter o investimento previsto para o próximo ano.

    A segunda etapa da reforma tributária, que tratará da renda, continua sem data, mas acredito que virá.

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  • O Hezbollah é aqui .

    novembro 9th, 2023

    O serviço secreto de Israel, incapaz de antecipar ataques terroristas a poucos metros de suas fronteiras, apontou a presença de terroristas perigosos no Brasil, prontos para iniciarem escalada de ataques a judeus residentes no nosso país.

    Dois descendentes de libaneses estão presos, mas, segundo a nota oficial da Polícia Federal, foram acusados de aliciamento e nada de ataques, e o Hezbollah não foi citado.

    O governo israelense divulga nota distinta, e foi a escolhida para a nossa imprensa espalhar, aí sim, falando em ataques a judeus no Brasil e Hezbollah.

    Não bastasse a insinuação ainda por se provar, o embaixador de Israel no Brasil acompanhou o ex-presidente ao congresso para reunião com a bancada de oposição ao governo, onde disse que o Hezbollah vem aqui no nosso país porque encontra quem o ajude.

    Enquanto isso, nossos conterrâneos continuam presos na ratoeira de Gaza, esperando liberação para saírem. O mesmo embaixador afirma que a lista de pessoas liberadas é decidida pelo Hamas, o que implicaria na libertação de alemães, ingleses, franceses e norte-americanos, todos países que apoiam Israel no conflito, antes dos brasileiros, que apoiam a paz e o cessar-fogo humanitário. Tanta mentira que faz do emissário israelense uma companhia adequada para bolsonaristas, jamais para o Brasil de agora.

    As notícias que hoje ou até amanhã, na sexta, os brasileiros sairão de Gaza, mas agências internacionais dão conta de que a saída foi novamente fechada. Fechada para todos, vamos ver até quando porque nada lá é previsível.

    O resgate dos brasileiros virou uma disputa política, com a impressão de que Israel procura retaliar a posição brasileira pela paz, impedindo a saída. Não seria inacreditável, dado o nível das atrocidades cometidas na guerra e o padrão da diplomacia praticada pelo atual embaixador israelita, claramente um fascista, alinhado ao bolsonarismo mais rasteiro.

    Resolvida a questão da repatriação, voltaremos ao nosso nível de relacionamento com Israel, quase nada, até difícil de considerar romper, dada a nulidade. E seria improdutivo.

    Claro que isso depende de uma solução dos nossos que ainda estão presos em Gaza. Qualquer dano à integridade deles tornaria a nossa posição de indiferença insuportável e medidas drásticas serão tomadas.

    Quanto aos terroristas do Hezbollah presos para investigação, o mais provável é que estivessem fazendo algum tipo de recrutamento no Brasil, como acontece mundo afora com essas agências de espionagem. Isso, no máximo; o mais provável é que seja uma dupla de bodes expiatórios para embolar o noticiário e criar fatos de distração. A nossa mídia adora e embarca em todas, geralmente sem outra finalidade e consequências, além de embromar.

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  • Árvore eterna.

    novembro 8th, 2023

    No Antigo Testamento, era proibido arrancar árvores frutíferas. No Novo Testamento, Jesus se despediu do mundo no Monte das Oliveiras. Até hoje, em Jerusalém, os fiéis são enganados ao visitar locais apontados como aqueles onde ocorreram as narrativas descritas nos evangelhos, incluindo um monte de oliveiras milenares. Portanto, a preferência de Jesus em citar as Oliveiras é compreensível, uma vez que elas praticamente vivem para sempre.

    A relação das comunidades que vivem em regiões áridas com suas árvores é algo sério, como o Velho Testamento ensina, mas ainda mais séria para os moradores da Palestina com suas oliveiras. Dali eles extraem seu azeite, seu óleo, seu sustento, e suas árvores e frutos passam de geração em geração.

    Guardando o sinal da perenidade, da passagem dos séculos e da herança familiar de gerações, as oliveiras são o alvo preferido dos usurpadores, que precisam apagar todos os rastros da existência anterior, simulando uma nova e autêntica propriedade. Eles arrancam, arrancam tudo, todas as árvores, todas as oliveiras, apagando memórias e destruindo pessoas.

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  • 7×1, pra nóis.

    novembro 7th, 2023

    A primeira etapa da aprovação da primeira parte da Reforma Tributária deverá dar mais um passo durante a semana, com a votação no Senado até a próxima quinta-feira. Em seguida, voltará à Câmara para avaliar as modificações no Senado, mas as previsões de aprovação total até o fim do ano estão mantidas.

    O Ministro Haddad, que é professor, quantificou, de forma definitiva, com o que estamos tratando: “é uma reforma nota 7, mas a atual é 1!”.

    A nova proposta simplifica a legislação, atualiza alíquotas e tenta equilibrar entre os setores tributados.

    Considerando a atual composição legislativa, a aprovação é praticamente um milagre que estamos a assistir.

    Talvez o santo seja mesmo o labirinto em que anos e anos de remendas e acréscimos, exceções e políticas tributárias erráticas produziram um autêntico Frankenstein que ameaçava o criador.

    Talvez os atuais legisladores sejam aqueles que resolvem enfrentar o monstro, sem saber exatamente o que estão enfrentando.

    Seja como for, a nova regra está quase nas ruas, com a vantagem de mecanismos de correção e ajustes previstos, uma lenta transição até sua inteira aplicação e, inicialmente, simplificação na sua cobrança e consequente fiscalização.

    Minha maior expectativa seria quanto à sua natureza distributiva, promovendo uma cobrança maior de quem pode pagar mais, aliviando as camadas mais sofridas da nossa população. Vamos ver como tudo vai funcionar na prática.

    Outro ponto de observação será quanto à influência na máquina de fiscalização nos estados e na advocacia tributária. Tenho a impressão de que a simplificação, se vitoriosa, pode provocar mudanças importantes nos dois setores, um de natureza privada e outro na burocracia estatal.

    Depois do Senado e mais uma rodada na Câmara, voltaremos ao tema, para discutir o que for definido.

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  • De Acre a Asquelon.

    novembro 6th, 2023
    Foto por Haley Black em Pexels.com

    Não é fácil constatar, entre o ocidente, mas para o Judaísmo, os limites incontestáveis das terras de Davi seriam as cidades de Acre, ao norte, e Asquelon, ao sul, fazendo fronteira, respectivamente, com os Fenícios e Filisteus.

    O Reino de Davi foi dividido em dois após a morte de seu herdeiro Salomão, resultando em dois reinos distintos: ao norte, o Reino de Israel, e ao sul, o Reino de Judá.

    O Reino do Norte, chamado Israel, foi invadido e destruído pelas invasões Assírias no ano 722 a.C., passando a ser chamado Samaria. Seus moradores nunca mais foram reconhecidos como parte do mesmo povo pelos habitantes do sul, em Judá.

    A passagem de Jesus e a samaritana ilustra que, mesmo séculos depois da invasão assíria, os samaritanos não eram bem aceitos nas comunidades judaicas, incluindo Jerusalém.

    Jerusalém, por sinal, nunca fez parte do Reino do Norte, Israel, o que evidencia o equívoco do apelo evangélico no Brasil quanto à restauração de Israel. Como tentei explicar, restaurar Israel deixaria de fora praticamente todos os lugares sagrados ao sul de Jerusalém, que sempre fizeram parte do Reino de Judá.

    Mais precisos são os judeus, que aguardam a volta do Messias para restaurar o antigo Reino de Davi, não se limitando à parte norte de Israel, mas a Israel e Judá, nos limites da Bíblia, de Acre a Asquelon. Isso deixa os habitantes de Gaza, ontem e hoje, fora desses limites, uma vez que Gaza ainda se localiza ao sul da cidade de fronteira Asquelon.

    O nome Filistina foi romanizado, pelo invasor Romano e a Região passou a ser chamada de Palestina, onde hoje se localiza a nova Israel, praticamente fundada em 1948, com a chegada dos judeus convertidos que habitavam a Alemanha e a Rússia, ex-moradores daquelas regiões destruídos na segunda guerra mundial.

    Poderíamos continuar a estudar o tema se isso tiver alguma serventia. O Likud, partido de Bibi Netanyahu, é laico e usa o texto bíblico distorcido como justificativa para sua posse.

    A foto que ilustra o post é da Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém, situada no monte onde Salomão, Esdras-Neemias e depois Herodes edificaram os três templos mencionados na Bíblia. No interior da mesquita, ainda hoje, bem ao centro, com as galerias cercando o lugar, existe uma ponta de rochedo preservado, local onde os sacrifícios do Templo de Esdras e Neemias, e talvez até nos tempos de Salomão, foram realizados. Os famosos sacrifícios expiatórios para o perdão dos pecados.

    A invasão do Hamas em 08/01 levou o nome da Mesquita Al-Aqsa, uma tentativa de envolver todo o mundo muçulmano no conflito, sabendo que estavam iniciando. A Mesquita é um lugar sagrado dos muçulmanos e alvo dos judeus, que pretendem reconstruir o templo de Salomão no mesmo lugar. Para isso, precisam derrubar antes a Mesquita. A retomada da terra, mesmo com os atuais limites alargados, somado a reconstrução do Templo de Salomão, anunciaria o tempo do Messias Judeu. Que diferente do Messias cristão, anuncia redenção em vida, não no além.

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  • Conflito distributivo e a Reforma Fiscal.

    novembro 6th, 2023

    O fim do governo Dilma se deu na hora do acerto do pagamento da crise iniciada em 2008. Enquanto todos os países estavam reduzindo investimentos e financiamentos – tudo arruinado devido aos excessos – nossa urgência era oposta, no sentido de permitir investimentos que não foram feitos nos anos anteriores.

    Lula assumiu o governo com a economia abalada pelo Plano Real. Que, de fato, controlou a inflação alucinada dos anos anteriores, mas elevou os juros a números insuportáveis, e o orçamento federal servia principalmente para o pagamento de dívidas e garantir aos investidores que seriam pagos. A solução para um novo governo seria a falência, que chamamos de calote no pagamento do serviço da dívida do tesouro – algo que ocorreu no governo Sarney, com resultados ruins – ou fazer o Brasil crescer. Embora possa parecer simples, as decisões nos anos anteriores sempre levaram a uma recessão mais profunda, ao aumento dos juros e à concentração de renda. Ninguém estava apostando no crescimento do PIB, que era e continua sendo a solução para um país pobre como o nosso.

    E foi isso o que aconteceu depois; todo o esforço de Lula no primeiro mandato foi no sentido do crescimento, do investimento e da distribuição de renda. E os resultados estão na história para quem quiser saber.

    O primeiro mandato de Dilma foi um grande sucesso, mas muita gente ignora isso, lembrando apenas do segundo mandato, quando a crise distributiva estava instalada e os ajustes no modelo herdado de Lula eram necessários. Foi exatamente o que Dilma começou a fazer, mas a crise legislativa e o golpismo já estavam instalados no Brasil.

    Percebe-se que não havia uma crise econômica, mas sim uma crise política. Setores derrotados pelo PT pela terceira vez seguida imaginavam a volta de Lula, sucedendo Dilma e estabelecendo 24 anos consecutivos de governos petistas. Isso era insuportável para eles.

    Promoveram o caos e tiveram sucesso porque, exatamente no momento em que o Brasil estava prestes a rediscutir a distribuição da conta de 2008, algumas perdas inevitáveis teriam que ocorrer, preparando o país para um novo ciclo econômico mais saudável e equilibrado.

    Enquanto isso, nos países desenvolvidos, eles transferiram os custos de seus gastos de 2008 para os países mais pobres, através de manipulação cambial e manipulação nos preços das commodities. Na época, o petróleo chegou a custar 20 dólares, e a crise na Petrobras internamente foi atribuída à administração de Dilma e Mantega, sufocando a balança comercial brasileira e provocando uma fuga de divisas para os ricos, evitando o risco de mais investimentos nos países pobres.

    Internamente, a mesma coisa aconteceu, o ajuste precisava ser feito e as perdas precisavam ser equacionadas, mas com o PT no governo, o mínimo que se esperava era uma distribuição mais equitativa dos custos.

    O que não foi permitido fazer, e Michel Temer com seus asseclas assumiu o poder e transferiu o ajuste para as camadas mais pobres. Até hoje, perceba que o modelo de acumulação de capital e concentração de renda está funcionando. São 7 a 8 anos de um ataque ao capital dos empobrecidos. Reverter esse quadro levará tempo, mesmo com todo o esforço. Imagino que no início de 2025 começaremos a sentir as mudanças.

    Até lá, é preciso ter força e foco. Observe que a reforma tributária ainda não entrou na discussão fundamental sobre imposto de renda, ficando principalmente na simplificação da cobrança e na discussão de alíquotas. A parte em que todas as outras reformas falharam ainda não tem nem data para começar.

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  • Crônica de uma morte anunciada.

    novembro 5th, 2023

    A rotina do dia consistia em buscar alimento, água e pão. Sempre alguém da família ficava na fila da padaria, os vizinhos todos revezavam para manter um lugar que lentamente avançava. Todos ali sabiam que padarias eram alvo, mas a essa altura, tudo é.

    Penso sempre que vivemos uma espécie de roleta russa, quando revezamos o lugar da fila é como se mais uma volta no cilindro das balas da arma tivesse sido feita. Mas a casa, nossa casa, também estava em risco e ameaçada, até aqui bombardeiam prédios mais habitados, mas bombas estão por todos os lados e tudo pode acontecer.

    Os vizinhos trocam filhos entre si, pensam que alguém da família precisa sobreviver. Meu pai não disse se concorda, mas não nos deixou com ninguém; parece que não concorda ou não consegue decidir.

    A escola destruída, professores e colegas desaparecidos e muito mais gente soterrada. Não contam os milhares contabilizados entre mortos oficiais. Ninguém sabe mais de nada, nem quem conta e divulga números, faz por estimativa, por obrigação, para dimensionar a tragédia que o mundo vê e nada consegue fazer.

    Quase não sabemos mais notícias, mas estamos acostumados com isso, elas sempre chegam atrasadas e poucas, e passam pelos filtros. Internet a gente tem, ou tinha.

    Amanhã é minha vez na fila do pão, água meu tio conseguiu pra semana, minha mãe consegue fazer um refeição ao dia para a família.

    Vivemos todos no lado sul, mais distantes da limpeza geral do norte, mas sabemos que a decisão de tomar tudo está feita, não existe saída para nós .

    Ninguém quer abandonar a terra, se sair não volta mais. Viver sem a terra já é morrer, então para as pessoas daqui, tanto faz, e estamos todos acostumados a chorar pela morte, tantas vezes, e nossas lágrimas ainda não secaram e insistimos, mesmo com tanto entulho e sangue nos olhos.

    Manhã chegou, minha vez de render meu irmão na fila, quase não andou e minha mãe pede a deus a minha proteção.

    São os mesmos que encontro, alguns outros que desceram do norte, o tempo seco, o barulho de bombas, o caminho de mau cheiro e escombros. E gritos, porque o bombardeio começou mais cedo e parece vir na nossa direção, não temos para onde correr e aceito meu destino. Fico pra sempre na terra da herança , que já era minha escolha, para a eternidade.

  • Netanyahu, o Grande.

    novembro 4th, 2023

    Toda a tragédia palestina guarda paralelismo com o livro dos judeus, depois assimilado e incorporado no cristianismo como Velho Testamento na Bíblia. A justificativa para a posse atual da terra está garantida pela ordem divina.

    Não vou entrar nesse mérito, basta saber que Israel do Antigo Testamento foi destruído pela Assíria em 722 AC e passou a se chamar Samaria. Era o lugar de pessoas desprezadas pelos judeus de Judá, porque não eram mais puros, mas miscigenados. Jerusalém, o centro religioso de Judá, nunca fez parte do antigo território de Israel.

    Outro paralelismo que encontramos está no Novo Testamento, na figura do Rei Herodes, o Grande, nomeado pelos romanos como líder da Judeia, Samaria e alguns outros territórios. Foi ele quem construiu o terceiro Templo, embora a centralização do culto em Jerusalém fosse anterior. Seu templo levou 40 anos para ficar pronto, e os muros onde judeus e cristãos de todo o mundo se lamentam são o que restou dele, depois da destruição promovida pelos romanos em 70 DC.

    A fama de Herodes inspirou os autores do evangelho na história do assassinato de crianças na Judeia. Herodes nunca fez isso, mas como mandou matar seus próprios filhos devido a disputas sucessórias, sua fama foi usada no texto cristão em outro contexto.

    Se Herodes não fez isso, faz agora Netanyahu ao mandar matar as crianças palestinas, que são os autênticos descendentes dos antigos moradores da região, ao longo dos séculos.

    São muitos os paralelismos, muitos usados para justificar e apaziguar consciências, usando a fé e a ignorância como arma mortal.

    E o Likud, partido de Netanyahu, é laico, tornando a justificativa do uso do texto bíblico ainda mais absurda.

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