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Blog do Franco

  • Tantos golpes e nenhum.

    janeiro 14th, 2024

    O experiente jornalista Luis Costa Pinto escreveu uma reportagem e promete produzir outras, abordando os planos golpistas de bolsonaristas, militares, PMs e simpatizantes, recordando eventos a partir de 7 de setembro de 2021.

    O cenário envolvia a disputa entre o governo bolsonarista e o congresso, então liderado por Maia e Alcolumbre, sobre as urnas e a necessidade de auditoria e voto impresso. Lula, solto desde 2019, era, na realidade, a grande ameaça e a causa subjacente do desconforto. Nos anos seguintes ao 7 de setembro e após a posse de Lira na presidência da Câmara, o foco mudou, passando a ter o STF como alvo principal de ataques.

    Costa Pinto relata que em 2021 havia uma conspiração envolvendo o governo e as PMs estaduais, que foi impedida de se concretizar devido às ações de Toffoli, Aras, procuradores dos MPs estaduais e, posteriormente, do então presidente do STF, Luiz Fux. Este último enfrentou corajosamente a inércia da PM do DF e do governo Ibaneis, segundo nos conta a reportagem, impedindo a invasão do Palácio do STF com o uso de snipers na laje do edifício sede do STF.

    Uma observação inicial é que todos os personagens mencionados nessas histórias compartilhavam a omissão durante os anos Bolsonaro. Nenhuma atitude de confronto ou afirmação democrática por parte deles era conhecida. Parece que agora estão tentando extrapolar acontecimentos.

    Não estou dizendo que o jornalista inventa, mas penso que ele cita memórias duvidosas de fontes que agora querem ou precisam apresentar uma realidade, se não totalmente distorcida, certamente contada de maneira tendenciosa. Relatos de que os governadores poderiam ser presos em caso de problemas causados pelas PMs, parece improvável, considerando os inúmeros motins e rebeliões que ocorreram em diversos estados brasileiros sem consequência para eles.

    O que sabemos com certeza é que Toffoli é uma pessoa na qual não se pode confiar, muito menos caracterizá-lo como corajoso; Aras é um procurador que pouco age, Fux é omisso e inclinado ao bolsonarismo, e novamente surge a história de que o sinal para o golpe seria a decretação de uma GLO.

    Não entendo de maneira alguma o golpismo que precisa de uma decisão institucional prévia para acontecer. Para mim, nem o ocorrido em 8 de janeiro de 2023 foi uma tentativa de golpe. Mantenho a convicção de que, desde sempre, a disposição dos militares e PMs, de suas lideranças, foi mais para manietar o poder, utilizando ameaças para manter posições e privilégios. Golpes e tomadas de poder estavam no imaginário do bolsonarismo como uma ilusão, uma forma de impor por meio de ameaças pautas que a sociedade normalmente não aceitaria. Armas, escolas militares para civis, confrontos institucionais, desrespeito com países vizinhos, tudo que não deveria acontecer, mas é o que fazem. A política do choque em ação.

    O fato é que os ataques do ex-presidente contra urnas eletrônicas, STF e coisas que tal, obedeciam muito mais a cálculo politico de ganhar e manter espaços e manter sua base mobilizada, do que propriamente organizar golpe de estado. Que afinal, nunca veio.

    Não estou afirmando que as fontes mentiram para o jornalista, mas certamente aproveitaram iniciativas tímidas e laterais para usá-las em proveito próprio, quando chegasse o momento. Chegou?

    Finalmente, observar que no Relatório Final da CPMI do 08/01 – de 1800 páginas de depoimentos, investigações e análises – nem uma linha sobre os fatos ou participação dos personagens citados no contexto da reportagem.

  • Noruega vai minerar o mar.

    janeiro 13th, 2024

    A Noruega, conhecida por sua imagem idílica, anunciou a inédita exploração mineral do fundo do mar. Enquanto ambientalistas ao redor do mundo consideram arriscado o uso de sondas diminutas para extrair petróleo de grandes profundidades, a perspectiva de máquinas de mineração atuando diretamente no fundo do mar levanta preocupações ainda maiores sobre os impactos ambientais.

    Chama a atenção o fato de não haver muitas críticas a essa decisão. Vale ressaltar que a Noruega, um dos países mais pobres da Europa até 1971, enriqueceu por meio da descoberta e exploração de petróleo e gás, conduzindo essas atividades por empresas estatais. Os lucros foram revertidos para um fundo soberano que financia o bem-estar social de toda a população norueguesa, tornando o país um dos maiores exportadores de gás do mundo e de melhor qualidade de vida.

    É importante destacar que o Brasil, durante os governos de Lula e Dilma, também implementou um fundo soberano com o objetivo de financiar a saúde e a educação. No entanto, esse fundo foi extinto e seus recursos foram divididos durante o governo de Temer, no golpe parlamentar com STF, militares e tudo.

    Quando consideramos a exploração de petróleo na frente equatorial, localizada a quilômetros abaixo do fundo do mar e a 100 km da foz do Amazonas, é crucial lembrar dessas decisões. Existe uma percepção de tentativas desequilibradas no mundo, onde países subdesenvolvidos enfrentam restrições para explorar seus recursos, enquanto nações mais ricas têm total liberdade de ação.

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  • Trio de três.

    janeiro 12th, 2024

    O STF não era um polo de ação política tão até 2008, quando começaram as transmissões de julgamentos ao vivo e o Mensalão. A casa se comportava discretamente, com seus ministros falando aquela língua difícil de compreender, trocando gentilezas e garantindo uma certa paz institucional.

    Com o Mensalão e Joaquim Barbosa, tudo mudou. Viraram celebridades e foram usados para o ataque mesquinho e vil contra o governo popular do PT, condenando as práticas que todos os presidentes anteriores utilizaram abundantemente, cujos argumentos e acusações parecem ridículos nos dias atuais. Depois, voltaram com força dobrada na tal Lava Jato, de origem e intenções ainda piores. Acabaram por conseguir derrubar o governo Dilma, no auge do abandono da Constituição de 1988 que deveriam defender.

    Mas nem todos, como vimos e sabemos, aderiram ao plano de destruição. E lembramos.

    Em todo esse tempo de infâmia, um dos ministros jamais se submeteu à fúria da opinião pública, jamais se deixou seduzir pelos holofotes, jamais aceitou a mentira da imprensa. Jamais abandonou a Constituição e as leis. Exatamente o novo Ministro da Justiça, Ministro Lewandowski.

    Lula coroa não apenas uma pessoa digna, honesta, ética, mas a todos nós que acreditamos na verdade e confiamos que um dia ela seria restaurada. Esse dia chegou, parabéns para o novo ministro e para todos nós. Merecemos.

    De fato, a saída de Dino da posição seria lamentável, não fosse o substituto de igual estatura. Temos ainda a questão de Capelli, onde aproveitar o rapaz, neófito entre os petistas, é bom lembrar, mas sem dúvida desempenhou um papel notável, merecedor de reconhecimento, que ele faz questão de exigir, e sequência em alguma posição relevante para continuar seu bom trabalho. Vida que segue.

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  • Acusados de genocídio.

    janeiro 11th, 2024

    O Brasil passou a apoiar o processo iniciado pela África do Sul, que acusa Israel de promover genocídio contra os palestinos. Essa decisão reflete uma postura mais crítica em relação às ações israelenses na região, alinhando-se ao movimento internacional que busca responsabilizar Israel por violações dos direitos humanos no conflito com os palestinos.

    A exposição dos argumentos no julgamento que se inicia hoje destaca o fato de que os palestinos vêm sendo alvo de ataques há 76 anos. O início das hostilidades e da opressão, seguido por usurpação de territórios, remonta à criação do Estado de Israel.

    Amanhã, Israel apresentará sua defesa no processo. A cada dia que passa, o apoio aos ataques contra o povo da Palestina diminui, pois eles não possuem meios de defesa, como exércitos, aviões ou tanques. O apoio dos EUA exerce uma influência significativa internamente, levando a uma queda na popularidade de Biden e ameaçando sua reeleição, apesar de seu adversário ser o ex-presidente Trump, que já foi derrotado por ele.

    Quanto à vitória de Trump e a relação com o Brasil, não vejo problemas. Nas questões comerciais, Trump é até mais pragmático que Biden, que é um ideólogo dos tempos da Guerra Fria e, por isso, falha.

    A África do Sul liderando o processo contra o suposto genocídio palestino marca uma reviravolta na história. O país africano foi vítima do imperialismo inglês, do apartheid e do legado de miséria, que agora está sendo superado após conquistar a liberdade.

    Aqueles que acompanham processos semelhantes nos fóruns internacionais não têm esperança de condenação de Israel ou de decisões práticas. Nem mesmo a ONU consegue deter os crimes, quanto mais meia dúzia de juízes.

    O mais importante é manter a pressão e o tema na pauta, não esquecer o povo palestino e elogiar o governo do Brasil pela posição assumida. Israel e o sionismo perderam essa guerra, e o sofrimento do povo palestino não será esquecido. A solução de dois estados é urgente.

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  • A novela da desoneração.

    janeiro 10th, 2024
    Foto por Mike Bird em Pexels.com

    Vem de longe a saga que trata da desoneração da folha de pagamentos de 17 diferentes atividades econômicas. Começou no governo Dilma, tentando manter empregos enquanto fazia o ajuste necessário na dinâmica do mercado interno. Temos sempre que lembrar o quanto o primeiro período de 4 anos da Dilma foi ótimo, com os abutres desestabilizando o governo com falsas crises, com acordos com militares, STF e tudo. Mas na ocasião a Dilma ainda lutava, e essa decisão de desonerar a folha salarial não foi uma das suas melhores ideias.

    Não foi boa, mas atravessou outros governos, só voltando à pauta no vencimento legal da lei, que se deu no ano passado quando foi renovada pelo congresso, vetada por Lula e reafirmada no congresso derrubando o veto presidencial.

    Só que nesse ínterim uma nova lei foi aprovada em 2019, proibindo decisões de qualquer natureza que afetassem a receita da previdência social, o que a desoneração faz solenemente.

    Haddad avisou os congressistas do problema legal durante as tratativas para reaprovar a lei, que foi ignorado. Mas sua iniciativa logo após a derrubada do veto de Lula não foi consultar o STF, como esperado, senão reenviar uma nova MP da questão, escalonando a volta crescente das alíquotas em período e número variados, dependendo do setor.

    E aí temos muitos problemas para tratar.

    O primeiro é que Haddad e Lula usaram uma MP, arma mortal do executivo e que estava proscrita pelo congresso desde a chegada de Lula. O cancelamento do uso das MPs se deu durante a pandemia, em acordo entre Senado e Câmara, alegando simplificar o processo de encaminhamento e análise de leis no congresso. O que acabou acumulando a apreciação de projetos na Câmara, com o Senado de lado e praticamente carimbando decisões já tomadas e votadas. Pacheco tentou encerrar o rito reduzido, mas Lira e sua tropa não aceitaram. Com isso, para evitar ainda mais problemas no início de seu governo, Lula não enviou MPs e estava até agora sem usar o instrumento.

    E voltamos à desoneração. Ao optar pela MP para regular de maneira realista e pensando na arrecadação perdida com a desoneração como estava e que pretendem manter, Lula e Haddad devolvem protagonismo ao Senado, que é quem primeiro analisa MPs, deixou na lei prazo de início de vigência em abril para dar tempo de negociar e deixou no ar suspenso a ameaça de judicialização da matéria no STF. Onde a desoneração pode cair de vez e voltarem de um dia para o outro, sem a vantagem do prazo de escalonamento, as alíquotas cheias anteriores.

    Deixou o congresso em polvorosa, o Senado em fúria, mas Pacheco entendeu a iniciativa do governo, que também o favorece devolvendo a ele, presidente do Senado, prerrogativas perdidas.

    Pacheco está pressionado pela burrice de senadores, que reagem querendo que ele devolva ao executivo a MP, e prometeu até sexta decidir a questão em reunião com Haddad.

    Lira ainda não deu as caras esse ano, parece meio perdido e dividido quanto ao seu último ano na presidência da Câmara. Se seguir o destino de seus antecessores, o ostracismo o aguarda. Os sinais até agora enviados foram ruins, em todo o caso, talvez, só reste a ele apostar no seu cavalinho surrado, do conservadorismo e agora do fascismo. Talvez não tenha opção. Ok, tudo leva a crer que teremos um ano difícil com ele, mas vamos nos livrar desse incômodo na reta final de dois anos antes do próximo pleito presidencial. Por isso, muita paz e amor por enquanto.

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  • Pensando pequeno.

    janeiro 9th, 2024

    O dia seguinte ao evento em Brasília que relembrou e condenou a micareta fascista de 08/01, não tem sido favorável aos ausentes.

    Os governadores e o presidente da Câmara, Arthur Lira.

    Zema, de Minas Gerais, chegou a ir a Brasília e desistiu de comparecer praticamente na porta do Congresso Nacional, lugar do evento. Seus motivos são desconhecidos, mas imaginamos que compartilhe do desejo dos demais ausentes de manterem a fama de mau e continuar pescando na fonte dos votos bolsonaristas no futuro.

    No entanto, a exposição do encontro tem sido grande, com a adesão da Globo e demais grupos de mídia tradicionais interessados na votação da Lei das Fake News para tirar espaço dos jornalistas independentes, além dos ministros do STF e o governo Lula, incluído, como os discursos não deixaram dúvidas. Uma união de propósitos momentâneos tornou as ausências um incômodo. Eles estão sendo cobrados nas redes e na mídia, sem desculpas convincentes para oferecer.

    É o jogo da imprensa tradicional, impondo o pagamento por notícias divulgadas e produção própria protegida, misturando falsamente seu noticiário com a análise dos mesmos, principalmente as críticas que não conseguem responder.

    Lula, como atual presidente do G20, prometeu levar a regulamentação das redes sociais e fake news para o grupo mais poderoso do mundo, e isso é uma boa notícia. Se o presidente brasileiro conseguir pautar o assunto, pode ser que a armadilha da nossa imprensa familiar e de oligopólios não consiga impor a visão concentradora e manipuladora de seus interesses.

    Por isso, por enquanto, fingem destacar o evento da democracia de ontem, mas na verdade destacam as posições a favor dos controles das redes, que é apenas parte do problema, embora dos mais relevantes, como se fosse a resposta para o 08/01.

    Nos seus documentários e reportagens, ignoram os motivos que nos fizeram chegar até o dia fatídico, passando antes por um governo de desastre, tudo por eles apoiado e engendrado nos mínimos detalhes.

    Sem falar em Mensalão, Lava Jato, Jornadas de 2013, Golpe na Dilma e a prisão do Lula.

    Sem falar em 1964 e décadas de apoio a ditaduras e governos de mentira.

    Vai ser a discussão do início do ano, sem dúvida, o PL 2630 das fake news.

    Enfim, quem pensou pequeno nas ausências do evento da democracia no dia de ontem? E não porque estão expostos na mídia tradicional por mero interesse momentâneo. Mas porque faltaram com seu serviço a causas maiores e perenes, e agora têm espaços de atuação cada vez mais reduzidos e paroquiais.

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  • Discursos do 08/01 de 2024.

    janeiro 9th, 2024

    Lula

    • Lula faz referência direta ao golpismo de Jair Bolsonaro;
    • fala também que não pode haver impunidade;
    • presidente lembra que a liberdade não enseja a articulação golpista;
    • Lula fala da necessidade de regular as redes sociais;
    • Lula diz que a história dele e do seu partido é a prova do triunfo da democracia;
    • por que fala isso? Explica: porque ninguém como ele perdeu e ganhou tantas eleições presidenciais;
    • e encerra: “Viva a democracia e democracia sempre!”

    Alexandre de Moraes vai ao ponto:

    • não haverá apaziguamento com golpistas;
    • criminosos pagarão por seus crimes;
    • o populismo digital fascistoide será combatido;
    • sem regulação das redes sociais, a democracia corre risco;
    • os populistas digitais pagarão;
    • o novo populismo digital se manifesta por meio de milícias digitais;
    • é preciso regular as redes, o maior instrumento de poder e de corrosão da democracia

    Rodrigo Pacheco, presidente do Sendo e do Congresso, afirma que os inimigos da democracia recorrem à desinformação e à
    desordem para simular uma força que não têm.

    • Pacheco ataca diretamente os “golpistas e criminosos” que quiseram invalidar o resultado das urnas;
    • presidente do STF diz que não se aceita “intentona”, expressão que empreguei hoje no UOL.
    • Pacheco só erra ao falar de uma suposta “polarização, tese de que discordo;
    • Pacheco anuncia retirada das grades que cercam ao Congresso.

    Barroso acerta ao deixar claro que o 8 de janeiro não é evento isolado, mas ponto de uma trajetória

    Excelente e auspiciosa para a democracia a fala de Paulo Gonet, procurador-geral da República, no evento em defesa da democracia.
    Embora não tenha nominado, citou personagem da peça “A Tempestade”, de Shakespeare: “O que é passado é prólogo”.
    Isso significa que o passado tem consequências e que, no que depender do Ministério Público Federal, os criminosos pagarão por seus atos. Abriu e fechou a sua fala com o bardo.

    Lula
    A coragem de parlamentares, governadores e governadoras, ministros e ministras da Suprema Corte, ministros e ministras de Estado, militares legalistas e, sobretudo, da maioria do povo brasileiro garantiu que nós estivéssemos aqui hoje celebrando a vitória da democracia sobre o autoritarismo. Aproveito para saudar os trabalhadores e as trabalhadoras das forças de segurança, em especial a Polícia Legislativa, que, mesmo em minoria, se recusaram a aderir ao golpe e arriscaram suas vidas no cumprimento do dever.

    Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em ato pró-democracia em Brasília, nesta segunda-feira (8): “Os inimigos da democracia, que não representam a vontade popular, recorrem à desinformação, à desordem, ao vandalismo, para simular uma força que não possuem. […] As instituições republicanas, por outro lado, são verdadeiramente fortes. Fortes porque respaldas pelo mais dos elementares dos poderes: aquele que emana do povo.

    Ausências sentidas de Governadores e do Presidente da Câmara. Todos pescando a herança do fascista impedido de concorrer e sujeito a prisão.

    Aliás, muito tem se especulado sobre a prisão do ex-presidente.

    O texto dos discursos eu copiei do X do jornalista Reinaldo Azevedo.

    O documentário da Globo trata do golpe como algo que aconteceu de 2018 para cá, esquecendo Mensalão, Lava Jato, Temer, Dilma e a prisão do Lula. Todas acontecimentos forjados nos escritórios da Globo. Golpe foi na Dilma, o resto é consequência.

    Uma nova tentativa de controlar a informação está no surto democrático da Globo, nos discursos a preocupação e todos com as redes sociais foi unânime. E os golpistas profissionais da Globo vão tentar matar o jornalismo alternativo com a nova lei que pretendem aprovar, enquanto fingem combater as fake news. Que precisam de controle, sem afetar o jornalismo independente. O que eles misturam , alegando serem as únicas fontes confiáveis. O que não é somente um delírio, mas ameaça.

  • O pulso ainda pulsa.

    janeiro 8th, 2024

    O evento promovido pelo governo em Brasília hoje apresenta diversas facetas, cada uma delas cumprindo missões distintas.

    A mais evidente é aquela que marca o aniversário da micareta fascista, uma avalanche furiosa dos derrotados inconformados, sendo uma peça-chave nas mãos de manipuladores escondidos.

    Outra missão é separar o joio do trigo, distinguindo quem pode e quer mostrar sua face aos democratas daqueles que acenam para a herança do fascismo em disputa.

    Há também a missão de marcar uma posição futura, transformando o dia de hoje em um dia da infâmia a ser lembrado.

    Por fim, um aviso renovado para todos nós, indicando que todos os eventos do ano passado permanecem ativos e vivos entre nós, com disposição abalada, mas em um processo franco de reagrupamento. Ainda dispersos, sem liderança definida, mas de olho nos acontecimentos e prontos para novas empreitadas antidemocráticas e até golpistas, se a oportunidade surgir. E são conhecidos, impunes até agora.

    Para ilustrar o post, utilizei um gráfico com pesquisa de opinião do governo Dilma. As datas que mostram a queda de aprovação evidenciam a guerra cultural, midiática e política da qual fomos vítimas. Isso também ressalta por que fomos golpeados ali e como ainda não acabou. Além disso, deixa claro a fragilidade de nossa posição, que precisa ser sempre defendida com inteligência, disposição e coragem.

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  • A GLO era o golpe?

    janeiro 5th, 2024

    Estamos acompanhando a avalanche de entrevistas e declarações de diversas autoridades que estavam no centro dos acontecimentos do dia 08/01 de 2023. O dia da depredação da Praça dos Três Poderes em Brasília, pela horda fascista acampada na porta do Quartel Forte Apache e reforçada por ônibus chegando de várias partes do Brasil.

    Um ponto central daquele dia foi a decisão de Lula de não aceitar a decretação de uma GLO, que daria poderes aos comandos militares para afastar a PM de sua obrigação legal de proteger a capital, encargo que a GLO legalmente passaria para os militares.

    Hoje surgiu a explicação do plano, pela boca do ministro Alexandre de Moraes, que a GLO era o ápice do golpe tramado para aquele dia, quando o encontro dos militares armados com os vândalos, a partir do Congresso e com a cumplicidade, selariam o destino nacional.

    E eu, sinceramente, não vejo como isso seria possível.

    Ora, os militares seriam, segundo o plano, convencidos por vândalos que estavam quebrando tudo que encontravam pela frente, com base em qual argumento? Qual palavra, liderança, discurso ou projeto estava sendo executado com força suficiente para convencer as tropas da urgência de um golpe de estado?

    Nenhuma. Nada. Zero.

    E, cá entre nós, que tipo de golpe seria esse que depende da decisão do golpeado de chamar uma GLO? Ele não chamou e não houve golpe. Foi isso?

    Não é possível imaginar uma coisa assim.

    A GLO era um plano, os acampados na porta dos quartéis estavam assistindo palestras e estavam orientados para promover a baderna exatamente como foi executado, mas faltou a GLO e eles entraram pelo cano e foram presos. Só os “bagrinhos” porque o comandante do Forte Apache não deixou a PM, já sob comando federal depois do afastamento do governador Ibaneis e obedecendo às ordens do ministro da justiça, Flávio Dino. O comandante atrasou a entrada da PM, só permitiu na manhã do dia seguinte, e muita gente escapou durante esse intervalo. Quem? Não todos, porque na manhã seguinte alguns foram presos, como sabemos, e estão presos e condenados agora. Mas havia um plano, uma ordem de invadir a praça e quebrar tudo, uma orientação para esperar a GLO e a chegada das tropas militares.

    E para quem serviria depois toda essa ideia, quem levaria vantagem caso a GLO tivesse sido chamada? Se não um golpe, o quê? A intervenção militar para salvar um governo gravemente acuado. Os protetores da constituição e da ordem, os salvadores da pátria, os militares, que perderam a eleição com o doido mas estavam fiéis e fortes e em prontidão para tudo e para todos. Provavelmente mais à frente teriam condições de concluir a obra e assumir tudo, mas pode ser que não, talvez ficassem satisfeitos com mais um governo fraco onde continuassem a mandar. Aí não sabemos, o que não dá para pensar é que aquela micareta ridícula seria o golpe, e tudo foi desfeito quando Lula não caiu na armadilha da GLO. Era uma armação, um plano, teria consequências trágicas para o país, um desastre, mas no fundo pode ter sido mais uma armação dos militares do que qualquer outra coisa, com Bolsonaro correndo pelas beiradas esperando para ver no que ia dar. E não deu em nada, além dos “bagrinhos” abandonados por todos os gênios que armaram essa arapuca e caíram fora, deixando todos eles nas cadeias. Agora, quem planejou essa presepada, quem deu os treinamentos, quem orientou os vandalismos? Segundo estamos sabendo agora, centenas, milhares de pessoas estavam sabendo desse plano, milhares cumpriram a sua parte na empreitada, faltaram as tropas e todos vimos eles chamando por elas naquele dia em vão. Uma história inacreditável por sua estupidez, a cara do Bolsonarismo, civil, militares agrário e religioso.

    Aparentemente abrimos a temporada de revelações e notícias, e chegam de Brasília provocando enorme especulação de uma revelação nova ou uma decisão importante nos próximos dias.

    Vamos aguardar.

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  • O plano.

    janeiro 4th, 2024

    O dia foi marcado pela entrevista do Ministro Alexandre de Moraes, afirmando ter conhecimento de planos para sua prisão, assassinato e até enforcamento em praça pública. Ele atribuiu a autoria do planejamento criminoso aos golpistas de 08/01, ou a alguém acima deles.

    A gravidade da declaração reabre, de forma oportuna, as feridas do dia 08/01, que completa um ano, com apenas os invasores da praça dos três poderes respondendo a processos e alguns deles presos. Isso parece ser muito pouco diante da magnitude da afirmação do ministro.

    Segundo o Ministro Moraes, em uma das 3 hipóteses do planejamento ele seria preso, já estando monitorado pela Abin e com seu paradeiro conhecido. Em seguida, seria assassinado no caminho para Goiás. A pergunta é: por que Goiás?

    Em fevereiro de 2022, Bolsonaro nomeou seu ajudante de ordens, Mauro Cid, para o comando do batalhão das forças especiais em Goiânia, cargo que assumiria em fevereiro de 2023, após o fatídico dia 08/01.

    Defendo a tese de que o dia 08/01 não era o golpe em si, mas uma preparação para um futuro golpe em data indefinida, dependendo da evolução da situação. Serviu, entretanto, no mesmo dia 08/01, como motivo para o ministro da defesa, por motivação desconhecida mas certamente a pedido de seus generais, oferecer ao recém-eleito Lula uma GLO, supostamente para assumir a repressão e impor a ordem na conturbada Brasília daquele momento. Lula, sabiamente, recusou e, através do ministro Dino e do STF, afastaram o governador Ibaneis e assumiram o controle das PMs, conseguindo controlar a situação.

    Em 21 de janeiro de 2023, Lula ordenou ao comandante do exército, recém-nomeado por ele, que cancelasse o comando de Mauro Cid para o batalhão das forças especiais de Goiânia.

    Para surpresa de muitos, o comandante do exército, General Arruda, recusou-se a cancelar e preferiu perder seu posto. Um acontecimento escandaloso que foi notado na época, mas ainda não completamente entendido em suas implicações e motivos. Surgiu a versão que na verdade quem foi sumariamente demitido no dia 21 foi mesmo o Comandante Arruda, por sua omissão do dia 08/01 anterior e por dar continuidade a nomeação de Mauro Cid.

    O batalhão das forças especiais de Goiânia é o responsável último pela segurança de Brasília, a capital federal, e seu comandante, caso Lula não tivesse interferido, seria o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, atualmente preso por crimes em quantidades imensas, falsificações de documentos e outros crimes.

    Dentro desse enredo, muita coisa ainda precisa ser entendida. Dificilmente Bolsonaro nomearia Cid com um ano de antecedência pensando em derrota eleitoral e golpe. Parece mais plausível sua nomeação por serviços prestados e para cumprir agendas militares que têm cronogramas específicos e nomeações por antiguidade. Uma vez nomeado, o caminho para o assassinato de Moraes no caminho para Goiás parece mais do que uma coincidência. A resistência do comandante Arruda em afastar Cid do estratégico batalhão é muito suspeita. Preferir perder o próprio cargo a cancelar a nomeação do presidente anterior é suspeitíssimo.

    Tudo somado, e dentro da minha visão de que o 08/01 não foi o golpe, mas uma preparação, manietar o presidente recém-eleito com uma GLO, assumir o controle da situação, parece mais plausível. O golpe talvez viesse depois ou nem viesse. Com os comandantes militares senhores da situação, Mauro Cid general no batalhão que defende Brasília, ou a ameaça.

    O advogado Kakay escreveu um artigo no 247 onde afirma saber de uma lista de assassinatos elaborada pelos bolsonaristas, onde seu nome estaria incluído. E que o dia 08/01 era sim a preparação para o golpe futuro.

    Agora, vamos aguardar as revelações que certamente virão após essa entrevista histórica do Ministro Moraes e vamos conhecer os nomes daqueles que planejaram a sua morte em praça pública e elaboraram a lista de assassinatos.

    O aniversário do 08/01 promete.

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