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Blog do Franco

  • Argentina afunda

    junho 25th, 2024

    URGENTE: PIB da Argentina desaba 5,1% no 1⁰ trimestre e país entra em recessão técnica!

    📈 PIB ARGENTINO

    • Investimento privado: -23,4%
    • Construção civil: -19,7%
    • Indústria de transformação: -13,7%
    • Agropecuária: -10,2%
    • Consumo das famílias: -6,7%

    📰 Valor Econômico

    O mais impressionante na previsível derrocada econômica da Argentina nem são esses índices desastrosos, seguidos do dramático crescimento da miséria e suas consequências na sociedade, mas o fato de, por essas bandas, o jornalismo econômico de maneira geral continuar a levar a sério esse laboratório da simbiose entre Professor Pardal, Adolf Hitler e Frankenstein governando o país vizinho.

    Não há um só aspecto positivo a destacar, além da queda da inflação que morre de inanição, como o povo que, sem recursos, nada pode consumir. A previsão do FMI, que pressiona por mais desvalorização do câmbio congelado desde o início do atual mandato, reluta em continuar financiando a dívida crescente, e a Argentina já é o país que mais deve ao Fundo em todo o mundo.

    Bilhões de dólares imprescindíveis para o país vizinho estão parados nos créditos de venda da safra agrícola, que está na sua fase comercial final por lá. Os empresários do setor relutam em trocar o dinheiro estrangeiro por moeda local no atual câmbio e pressionam. A queda de braço pode se resolver ainda nesta semana. Há quem diga que o governo leva a melhor, um tipo de operação que deixa profundas situações mal resolvidas e mágoas. Isso se traduz em apoio político em algum momento, ou na negativa dele.

    A previsão do FMI para 2024 do PIB seria de queda de 3,5%, mas com esse primeiro trimestre de horror, a previsão certamente mudará para números ainda piores.

    Muitos exemplos conhecidos servem para explicar a situação da Argentina. Há aquele do cavalo que alguém treinava para aprender a ficar sem comer e, quando estava quase aprendendo, morre de fome. E tem aquela outra do bode na sala de estar: você o coloca quando alguma coisa está mal na sua casa e depois o retira, mantendo tudo como estava antes, porque ninguém aguentava mais conviver com um bode na sala e suplicam para sumir com ele.

    A Argentina até aqui é isso: piorou tudo, colocaram o bode na sala e estão treinando o povo a viver sem comer. Depois retiram o bode e a situação fica do mesmo jeito que estava antes, com a expectativa de que não morram antes de fome. E 4 anos de sofrimento inútil, passaram.

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  • Haddad e OGlobo.

    junho 24th, 2024

    ” FERNANDO HADDAD
    Administrador de pressões internas e externas
    por MÍRIAM LEITÃO. PÁGINAS 14 a 16″

    Com direito a uma chamada de capa discreta, mas bem posicionada, e autoria de prata da casa, o ministro Haddad apareceu em três páginas do jornal O Globo na edição nobre de domingo.

    O texto, de neutro para favorável, com algumas pitadas de veneno para Lula e o PT, surpreende até pelo tamanho. Não me lembro de ter visto algo semelhante, até porque não sou leitor do jornal e fico com a repercussão para minhas avaliações.

    E até teve alguma repercussão, do tamanho da decadência dos jornais, apesar da surpresa.

    Novidade não teve: algumas notas biográficas, muitos assessores e pouco Haddad, alguma economia vista de quem senta do lado de lá. Dessa vez, sem forçar a barra.

    Qual o propósito?

    Quanto a isso, não tem mistério. Na semana em que a economia foi bombardeada e o mantra único de crítica acionado, mirando o presidente gastador, destacar a imagem do ministro preocupado com o equilíbrio fiscal e falando em desindexar salário mínimo de aposentadorias e mexer nos mínimos de gasto constitucionais — música aos ouvidos do rentismo — foi uma ação previsível dos arautos do financismo.

    Pouco ou nada se fala dos juros, o Banco Central não aparece, o bolsonarista Campos Neto passa ao largo.

    Sobra Haddad e a tentativa de mostrar ao ministro que, por esse caminho, rosas e homenagens são alcançadas.

    Não tenho nenhuma expectativa quanto ao sucesso da empreitada global, até porque Haddad age por convicção, mira o orçamento e os instrumentos de que dispõe, age conforme os limites do cargo.

    Quem foge do figurino e até se coloca acima dele tem outro cargo e outro nome: Lula. E aqui vale a pena lembrar de Meirelles no comando do BC durante os dois primeiros mandatos de Lula, quando conquistou o título de melhor economista e melhor BC do mundo. E depois, ao lado do golpista Temer, mostrou quem era de fato sem a orientação de Lula ao lado: o condutor do desastre chamado “Ponte para o Futuro”, que dispensa comentários.

    Haddad, nesse aspecto, não tem como fugir da comparação, até porque a tal matéria do jornal procurou destacar aspectos técnicos inerentes ao cargo de ministro da Fazenda, fingindo desconhecer a orientação política do governo eleito e do programa vencedor. Nada de ajuste em cima do pobre, ao menos enquanto não esgotadas as outras matérias de natureza fiscal e orçamentária, incluindo o bilhão de subsídios e desonerações, que a Globo utiliza durante décadas enquanto cobra rigor de todos os demais.

    A favor de Haddad, o fato de que ele não colabora diretamente com a matéria, que cita fontes e mais fontes, sem a palavra direta do ministro.

    E esse canto de sereia já foi muito mais eficaz, quando repercutia e provocava reações, inclusive de invejosos.

    Parece que passa ao largo, ninguém dá muita bola, fica o registro, eles fazem lá o de sempre, todo mundo sabe e o jogo segue conforme estabelecido.

    Brizola deixou por escrito: quando a Globo vai por um lado, o melhor é seguir na direção contrária. Pode ainda ser, mas aparentemente o jornal não faz ideia para onde vai e, nesse caso, seguimos sem nenhuma mudança de direção.

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  • A contragosto.

    junho 23rd, 2024

    Ontem, escrevi que Lula, atendendo à solicitação de seus marqueteiros, parou de usar o nome do ex-presidente, que exibia como seu espantalho favorito.

    Uma coisa que temos sempre que entender é que não é por acaso que Lula mantém — ou mantinha — o nome do adversário derrotado nas eleições. Era exatamente por isso: ele foi derrotado.

    Claro que poderia, no caso de fracasso do atual governo, ensaiar uma volta, como, por exemplo, Trump ameaça fazer. Mas o verdadeiro motivo que fazia Lula manter a opção pelo adversário derrotado, além do fato destacado da derrota, é que Bolsonaro, com sua delinquência e incapacidade, acabou transformando aliados em potencial, como a Globo e a Faria Lima, em adversários. Coisa que um outro candidato do campo da direita, até da extrema direita, pode conseguir novamente unir e obter apoio.

    A situação é essa: se fosse o caso de escolher um adversário para 2026, eu não tenho dúvidas de que Lula e o PT escolheriam Bolsonaro, para provavelmente repetir a vitória eleitoral. Um outro nome, Tarcísio, Zema e até mesmo Caiado, apesar de distantes do trono, pode sim obrigar o atual governo a uma disputa muito mais intensa pela sua reeleição. Não na questão das baixarias, onde Bolsonaro é insuperável, mas exatamente naquele terço mais volúvel do eleitorado que pode, nas suas variações de humor, complicar a reeleição do Lula.

    Olhando daqui para frente, não vejo nenhum nome capaz de evitar a reeleição do Lula, mesmo nas hipóteses de disputa que destaquei, mas não lidamos somente com o Executivo. Uma bancada melhor e mais à esquerda na próxima administração petista seria uma necessidade importante para acelerar as mudanças mais cruciais e adiadas.

    O espantalho, como chamei Bolsonaro no post anterior, é assim descartado a contragosto pelo petista, mas não é o caso da direita e até da extrema direita, capaz de juntar lé com cré, muito menos da Faria Lima e da mídia oligárquica. A disputa aperta e é a que teremos. E, parece que até já começou.

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  • Dispensado.

    junho 22nd, 2024

    O presidente Lula aparentemente mudou sua estratégia de comunicação. Praticamente todos os dias, ele concede uma entrevista para uma rádio do estado onde está visitando. As inaugurações e lançamentos de programas continuam acelerados, visando o crescimento da economia, induzido por obras e iniciativas com recursos públicos – enquanto aguarda o despertar do capital privado – e também de olho nas eleições municipais. De um jeito ou de outro, suas entrevistas pautam a grande mídia, atraem críticas, impactam o dólar e a bolsa de valores – segundo seus críticos – e têm alcançado muita gente, cumprindo um papel inestimável de prestação de contas, anúncios e conversa direta com o povo.

    Mas uma coisa, entre tantas, tem me chamado a atenção: Lula não fala mais o nome do Bolsonaro.

    Eu escrevi aqui mais de uma vez, no passado, o quanto a citação de Bolsonaro por Lula servia para expor o espantalho derrotado, que amedrontava e servia para manter atentas as tropas, tanto de um lado quanto do outro.

    Mas esse tempo parece que passou.

    Ouvi dizer que evitar a referência ao ex-presidente seria para atender a uma solicitação dos marqueteiros do Planalto. Segundo eles, a aprovação de Lula caía quando ele insistia na referência a Bolsonaro.

    Pode ser, é até provável.

    Mas por que o eleitor inclinado a aprovar Lula não quer mais saber do ex?

    Por que o espantalho não serve mais?

    Se a imagem do espantalho faz sentido, então vamos seguir na alegoria e tentar explicar: se não existem pássaros malvados ameaçando a plantação, a presença do espantalho é dispensável.

    Ou seja, para os simpatizantes do presidente Lula, ele pode dispensar o espantalho Bolsonaro de sua horta.

    E do lado de lá, fazem o mesmo?

    A cena da última propaganda eleitoral do PL, com seu presidente Valdemar sentado na cadeira e afirmando ao Brasil que, se não for possível contar com a candidatura do Bolsonaro, o ex-presidente vai escolher o futuro candidato do partido. Faltou, entretanto, combinar com o próprio Bolsonaro, que afirma dia sim e no outro também que vai reverter seu impedimento e conseguir se candidatar em 2026.

    Então, me parece que não foi só o presidente Lula quem dispensou seu espantalho; o PL também.

    Talvez pelos mesmos motivos.

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  • Entrincheirados.

    junho 21st, 2024

    Talvez o eventual leitor esteja cansado da insistência com que todos tratam do assunto Banco Central (BC), quem sabe na expectativa de dimensionar a importância do atual impasse.

    Bastaria ressaltar a divisão de interesses entre um governo eleito, obrigado a cumprir seu programa de inclusão com crescimento da economia, e os opositores entrincheirados no coração da autoridade monetária, empenhados em boicotar qualquer plano de desenvolvimento, contando com o apoio de toda a casta financeira nacional.

    Quem faltava proclamar seu desagravo, não falta mais. Ainda ontem, no fim da tarde, o ministro Haddad destacou a ausência do Banco Central no esforço de melhorar a vida do povo com políticas públicas adequadas. Faltou dizer que o BC, na verdade, rema na direção contrária.

    A questão é tão relevante quanto os R$ 800 bilhões que pagamos, só este ano, em juros. A matéria é tão importante que temos no Brasil dois orçamentos: um que inclui a despesa com juros e outro que não. A manobra visa separar e permitir a cobrança somente sobre o chamado Déficit Primário, que exclui juros. Incluir o pagamento de juros na avaliação do orçamento é tão escandaloso, que convém ocultar. Talvez porque R$ 800 bilhões seja um exagero, talvez porque, mesmo somando valores da saúde, educação e previdência, não alcançamos esse número obsceno.

    De qualquer maneira, e mesmo que eventualmente tratado de forma lateral, o que acontece no mundo atualmente e atinge a todos, sobretudo os países em desenvolvimento, é um movimento interno nos EUA de valorizar a própria moeda, enxugando a liquidez mundial. Alegam o combate à inflação, como fazem aqui, mas talvez haja algo mais em movimento, e os EUA agem preventivamente enquanto parte do mundo, incluindo os BRICS, começam a abandonar o dólar como moeda de intermediação comercial. Esse ainda é um movimento relativamente pequeno, mas crescente e de consequências imprevisíveis.

    E, se assim é, seria o caso de nossa autoridade monetária também agir de forma consequente, prevenindo a flutuação furiosa do dólar e não somente aumentando os juros, que já são os mais altos do mundo, provocando cisão orçamentária interna por motivo relativamente controlável. Estão agindo sobre uma coisa quando deveriam mirar em outra: o câmbio.

    Daqui pra frente, vou defender o câmbio fixo no Brasil. Existem critérios e maneiras de fazê-lo, sem incorrer em danos perigosos. Com a vantagem de assim podermos diminuir os juros escorchantes sem risco de ataque especulativo. Observe que a Argentina, que não tem um centavo de reservas, está com seu câmbio congelado com aquele maluco lá na direção, e me parece o único acerto dele até agora. Tem problemas, mas ninguém aqui no Brasil toca nesse tema, o que mostra o medo da turma.

    Finalmente, é importante salientar que os campos brasileiros estão entrincheirados, com financistas e imprensa oligárquica de um lado, e governo e imprensa alternativa do outro. Seria o caso de lembrar que o povo também escolheu um lado, ao eleger o presidente preocupado com crescimento e distribuição de renda, que deveria estar, a essa altura, livre para fazer suas escolhas e não digladiar com um opositor no Banco Central.

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  • Não pode crescer, nem empregar.

    junho 20th, 2024

    Terminamos a semana sob muita pressão do governo sobre a reunião do Copom do Banco Central, onde se discutiu a taxa de juros para a rolagem da dívida pública brasileira. Não houve surpresa no resultado final, que optou por manter o país entre os que pagam as mais altas taxas de juros no mundo. A surpresa veio de outro lado, entre os diretores do BC nomeados por Lula, que optaram por conceder unanimidade à decisão de continuar a derrama sobre o contribuinte nacional.

    Ainda na manhã de hoje, na sequência da ressaca com esse resultado desastroso, Lula disse que os pobres brasileiros que pagam seu imposto de renda transferem para os rentistas todo o seu dinheiro dos impostos, enquanto quem pode aplicar em títulos a tudo abocanha.

    A declaração é de uma enorme tristeza, quando sabemos que o valor pago em 2024 a título de juros da dívida será de R$ 800 bilhões, para banqueiros e milionários.

    Por isso, entre outras coisas, o Brasil é o país com maior acúmulo de riqueza no mundo; nosso 1% é imbatível na sua apropriação, e, a depender dos diretores do BC, inclusive os nomeados na atual administração federal, assim vamos permanecer.

    Não temos muito a acrescentar no mérito dos debates que assistimos nesses últimos dias. Enquanto uma banda vê como um perigo o crescimento econômico e o pleno emprego dos brasileiros, uma minoria diz ver no progresso e crescimento do PIB uma ameaça aos seus interesses.

    Mais de uma vez me referi ao fato de nossos bancos bilionários serem incapazes de sobreviver em um ambiente normal de juros baixos, mínimos, apenas o suficiente para a rolagem dos títulos. Nossos bancos precisam e dependem dos maiores juros do mundo, onde escondem incompetência com voracidade. Também a maioria das empresas vive no cassino do BC, onde engordam em números gordos recursos que deveriam obter em suas atividades.

    Ou seja, preferem ganhar dinheiro na aplicação e não na própria atividade-fim.

    E, finalizando, a disputa agora é quem vai sentar na cadeira do bolsonarista Campos Neto, que sai em dezembro próximo. O que se viu na semana foi também a disputa pelo cargo futuro.

    Alguns nomes estão rolando; falamos deles em seguida.

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  • Taxa de desemprego.

    maio 2nd, 2024

    A divulgação da taxa de desemprego de março deixou nossa mídia tradicional em apuros.

    Enquanto alguns diziam que o desemprego aumentou, outros afirmavam que diminuiu, divulgando o número de 7,9% para o primeiro trimestre de 2024 que venceu em março, superior aos 7,8% do último trimestre de 2023.

    Por que a confusão?

    A questão envolve o conceito de sazonalidade, que são características próprias de períodos do calendário onde fatores repetitivos e constantes afetam o índice, no caso o número de contratos temporários, mas que, passado seu período de influência, o estado ou a tendência anterior se impõem.

    É o que acontece com o último trimestre de cada ano, inchado com a inclusão de empregos temporários. O trimestre seguinte – janeiro, fevereiro e março – segue na direção contrária e demite os temporários. Evidente que o inchaço anterior afeta o índice, mas quando acaba o ano, as demissões do ano novo normalizam os números e a tendência anterior segue. Evidente que a comparação entre esses trimestres, especificamente, merece cuidados para que se possa conhecer a tendência.

    É o que chamamos de sazonalidade, que descontando a contratação temporária acha o número verdadeiro do primeiro trimestre de 2024, e esse número foi muito bom, chegando a 7,2%.

    Por isso o governo comemora, é um número que nos traz de volta a 2024 – sempre ele – e faz a mídia evitar explicar para confundir, como é do seu feitio.

    Resumindo: a taxa bruta de desemprego do primeiro trimestre de 2024 foi de 7,9%, enquanto a taxa desazonalizada foi de 7,2%.

  • Amarrados. Por enquanto.

    maio 1st, 2024

    Uma vitória de fundo, conceitual, que está mexendo na relação do governo com o legislativo, está assentada na tese legal e efetiva de que não se pode inventar gastos sem indicar a fonte dos recursos.

    Parece óbvio, mas nem de longe é uma preocupação de quem quer quinquênios para o judiciário ou prorrogar desonerações para 17 setores sem nenhum motivo econômico.

    Mas o governo foi se apoiando na tese, levantou a discussão após a aprovação do novo regime fiscal e está ganhando a parada, imobilizando o congresso com cada vez menos ímpeto para criar despesas sem critério.

    Até a votação do novo DPVAT, aquele seguro obrigatório de acidentes automotivos, não escapa da lógica, embora no sentido inverso. Para aprovar o novo imposto, o governo conseguiu segurar R$ 15 bilhões do orçamento, que só podem ser liberados se aprovado o ingresso dos recursos do novo seguro obrigatório. E que seriam recursos para as emendas dos congressistas.

    Assim fazendo, além de tudo, desmascara o discurso fiscal de liberais do congresso e da mídia, que gritam por economia quando não envolve interesses próprios. Aí, a ordem é liberar. Só que não está colando, a urgência do orçamento e sua lógica impõem um comportamento comum, amarrando entre si os interesses. Além de deixar o hipócrita defensor de orçamento sem argumentos.

    Vamos acompanhar esse tema, a eleição municipal enxugou o calendário anual, os deputados querem dinheiro para as bases e a sucessão dos presidentes do congresso arma um cenário novo, onde oportunidades podem surgir, o que promove o interesse e a necessidade de negociar.

    O fato a observar é que aos poucos o governo inverte o funcionamento do congresso dos últimos anos, se não inteiramente, ainda, nenhum dos lados avança sem o outro. No ano passado parecia que fariam do presidente Lula uma rainha da Inglaterra. Nesse aspecto, quebraram a cara totalmente

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  • Os argumentos do ajuste fiscal pela receita, não pelo trabalhador.

    abril 30th, 2024

    Começa com 7 anos de salário mínimo congelado, tabela de imposto de renda congelada por 7 anos. Quem ganha R$ 1500 paga IR e quem ganha em fundos exclusivos não paga nada.

    A despesa com previdência e saúde somadas, que junto com a educação são os alvos prediletos de cortes de custeio, nem estou falando dos investimentos, é menor que a despesa do pagamento do serviço da dívida, por conta dos maiores juros do mundo. No ano de 2023, chegou a R$ 650 bilhões, depois dos R$ 750 bilhões de 2024.

    A Petrobras, que parou de investir durante cinco anos e passou a adotar paridade internacional de preço de combustíveis, pagou em cinco anos de dividendos de ações um valor correspondente ao seu valor patrimonial total. Sem falar na venda dos ativos, que quebrou a cadeia do poço ao posto, encaminhando a empresa para exportadora de petróleo bruto, e o Brasil importador de diesel e gasolina.

    A Vale, que está renegociando linhas da antiga ferrovia nacional, propôs pagar uma ninharia pela concessão, nos termos que estava até negociado com o governo anterior. Agora precisa pagar R$ 27 bi para manter a concessão. Fora a disputa pelo comando da empresa, para que possa integrar o esforço nacional de investimento, deixando um pouco de lado sua atuação de tatu exportador.

    Também a Eletrobras, que nas condições negociadas nos desgovernos anteriores mantém o poder de decisão longe da influência do governo atual, mesmo este retendo mais de 35% do capital social. E agora falam em demissão e coisas do tipo, enquanto o Brasil se prepara para mais uma rodada de crescimento e energia elétrica é imprescindível.

    Estradas abandonadas, obras paradas, desemprego e fila do osso. Tudo retomado.

    O ajuste fiscal que nunca esteve nos cálculos dos desgovernos anteriores, que sempre promoveram déficits e estavam já gastando reservas cambiais na casa dos bilhões.

    Para modificar o quadro, alguém precisa botar a mão no bolso. Não tem segredo, não tem mistério, não tem mágica.

    É a eterna disputa distributiva, onde a sociedade se organiza e pactua o arranjo para atingir objetivos. E as decisões seguintes serão tomadas em razão do pactuado. Se só os pobres pagam, nada se faz e vamos nos arrastando na mediocridade e estagnação, o normal de nossa história. Quando invertemos minimamente a equação, sem fazer revolução ou coisas do tipo, o Brasil muda e começa a crescer.

    Agora mais uma vez estamos repactuando o orçamento, mudando o enfoque de tratamento, que agora está posto na arrecadação e não na despesa. Mudança total, que obriga o governo a fazer os ajustes cobrando de quem não paga sem motivo justo, aliviando para quem paga a mais.

    A reforma tributária seguiu nesse mesmo diapasão, agora enfrentar os lobbies para não desorganizar o objetivo, mantendo o centro da reforma na tributação progressiva e inclusiva, que prevê devolução para quem precisa e onerar luxo e importação de artigos que poderiam ser consumidos internamente.

    E em tudo, para o bem ou para o mal, está inclusa a expectativa de crescimento geral da economia, por onde o elemento fiscal terá sua resposta definitiva.

    Sem esquecer do Banco Central e dos juros mais altos do mundo. Enquadrar esse terrorista RCN é urgente

  • Moinho sem vento.

    abril 29th, 2024


    A dar veracidade às notícias diárias das mídias tradicionais, os presidentes da Câmara e do Senado estão um dia chateados, no outro aborrecidos, irritados, nervosos, estropiados, enganados, insatisfeitos, etc., com o governo Lula e particularmente com os interlocutores do Planalto nas respectivas casas.

    Por parte de Padilha, Lula, Haddad, Guimarães, Randolfe e demais que sempre estão dialogando com o Congresso e apoiando todas as pautas relevantes, o que a gente vê é sorriso e confiança. Já a dupla do Legislativo parece mesmo dois cachorrinhos que caíram da mudança do inquilino.

    E, no fundo, é do que estamos tratando. Enquanto o governo e sua equipe se aproximam da metade do seu período de 4 anos, a dupla não dinâmica do Congresso apresenta desorientação com o fim de seus mandatos.

    Conquistaram ambos seus lugares no auge do governo fascista e fracassado anterior, reeleitos na manobra do atual governo para ganhar seu tempo e colocar seu bloco na rua sem muita disputa, além das necessárias. Chegamos onde chegamos, com o país reconduzido aos trilhos e sendo fustigado por seus acertos, não erros.

    A dupla nada dinâmica segue na batida do caos, sem conseguir nem isso, o eco que ouvimos vem da imprensa hiena, que ri da desgraça para vender falsas soluções. Mas perdeu, perde e vê que vai perder novamente em 2024, com uma candidatura Tarciso – a do momento – que dificilmente abandonará a reeleição para perder a presidência para Lula.

    As pendengas atuais, desoneração, prisão de deputado federal acusado de assassinato e quinquênio nababesco para quem não precisa – deixando quem precisa sem aumento – são pautas derrotadas e falidas, iniciativas isoladas dos presidentes em reeleição.

    Se formos considerar a sucessão de derrapadas da dupla dinâmica nas últimas semanas, e se formos considerar que todos os movimentos visam e visavam fortalecer sucessores nas respectivas presidências, é razoável pensar que a dupla não parece caminhar para sucesso. Ou, melhor dizendo, alguma força contrária a esses projetos anda funcionando melhor, o que talvez explique as furiosas investidas e declarações, cada vez menos ouvidas

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