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Blog do Franco

  • Direita democrática ainda existe?

    julho 2nd, 2024

    À luz dos resultados das últimas eleições, estamos vendo a extrema-direita engolindo a direita e o centro democrático, exatamente porque não vê diferença programática e os extremistas estão conseguindo mobilizar os desinteressados na política, ressentidos e fascistas que estavam quietos.

    O aumento na participação nas eleições mostra exatamente isso: onde os extremistas estão ganhando espaço, mais pessoas têm comparecido para votar. Talvez motivados pelo temor dos fascistas, algum contingente de democratas desanimados encontrou motivação para comparecer e votar, mas não me parece ainda a reação proporcional e necessária para conter o avanço.

    No Brasil, o que chamamos de centro não é centro e nem democrático. É uma massa de interesses que pode se ajustar a qualquer cenário, como tem feito. Mas são eles que perdem espaço para os fascistas, enquanto a esquerda se mantém no seu lugar e ligeiramente recupera espaço. Falando do Brasil, quem está sem perspectiva é o PSDB, acho que o PSB também. O Centrão não trata de perspectivas, mas de sobrevivência, e vai rodando em todos os matizes indefinidamente.

    Por aqui, as pautas de direita estão esgotadas. Na véspera da eleição municipal, o presidente Lula começou com entrevistas regionais e diárias e anulou as aparições dos adversários, que estão travados na questão do aborto e, até o momento, sem conseguir emplacar novidades, apesar de insistirem, ou por causa disso.

    Até essa improvável confusão no câmbio, que pouco tem a ver com as entrevistas diárias e muito com especulação e juros altos nos EUA, não demoveu Lula de suas entrevistas, que devem ser observadas sob o objetivo de ocupar e estressar a pauta, como tantas vezes fizeram conosco antes e com resultados eleitorais importantes. Talvez, no momento, o veneno aja na direção contrária. Não deixa de ser veneno, mas administrado na dosagem certa pode até ser um remédio.

  • Minha visão do Plano Real.

    julho 1st, 2024

    Sem outra realização para mostrar, de um partido moribundo e atualmente apoiando fascistas, mas contando com uma mídia fiel e parceira de todas as aventuras fracassadas, o PSDB comemora os 30 anos do Plano Real, que supostamente acabou com a inflação para sempre no Brasil.

    O “para sempre” é evidentemente uma provocação minha, a Argentina aqui ao lado não me deixa mentir.

    E nossos vizinhos servem para sabermos exatamente, ou muito proximamente, onde estaríamos se, depois de quebrar o Brasil duas vezes e sobreviver à custa de recessão e empréstimos do FMI, como faz a Argentina atualmente, o Brasil não fosse governado pelo PT e Lula/Dilma e seus vieses nacionalista e desenvolvimentista. Tudo o que o PSDB e seu Plano Real nunca foram e continuam não sendo.

    Um aspecto do Plano Real que desaparece das comemorações e que me parece o mais relevante – mais até do que a URV, que nunca entendi para que servia – é a participação decisiva e impositiva do FMI e do Banco Mundial, a meu ver os verdadeiros autores do Plano.

    Se não, vejamos.

    Toda a América Latina padecia do mesmo mal, inflação alta e gastos públicos sem lastro, de uma época em que fomos todos governados por ditadores incompetentes que endividaram todos os países e, para manter as contas em dia, imprimiam dinheiro sem controle orçamentário correspondente, provocando a inflação. O que o FMI e o Banco Mundial fizeram, a grosso modo, e com todos os países sob sua influência, Brasil incluído, foi acabar com a farra monetária, trazendo critérios e controles na emissão desenfreada de moeda. O verdadeiro Plano deveria chamar Lei de Responsabilidade Fiscal. O custo seria recessão, fome, desemprego e venda de empresas públicas, que substituiriam a falta de recursos para o funcionamento do estado com queda de arrecadação da crise geral que provocavam.

    De novo, observe o que acontece na Argentina, ninguém fala na queda da arrecadação, que deve ser dramática, mas falam toda hora de novos empréstimos do FMI, da China, e da necessidade de vender as últimas estatais e recursos minerais que sobraram por lá. É exatamente o que aconteceu aqui, e que estaríamos novamente enfrentando não fosse o Lula e o PT.

    Porque dos 30 anos que dizem comemorar, a metade passamos sob administração do PT, fazendo o oposto do que os arautos da mídia sugerem e os políticos do PSDB defendem até hoje. E, sem contar que o primeiro mandato do FHC, em pleno vigor do Plano Real, já deixava a economia quebrada, precisando de empréstimos bilionários do FMI, com a ajuda do governo Clinton de então, para garantir a sobrevida do Plano e a reeleição do FHC. Mas que acabou por comprometer seu segundo mandato e passamos 4 anos de governo com o Brasil se arrastando, com o povo na miséria, na fome e no desemprego. Dessa época conhecemos os homens e mulheres calango, que comiam lagartixa para sobreviver.

    Ainda hoje li o ex-ministro Malan dizendo que para completar o Plano Real falta fazer o ajuste fiscal no Brasil. Não, ministro, falta muito mais, falta vender a Petrobras e entregar o pré-sal, vender os bancos públicos e o BNDES, privatizar o BC, gastar as reservas em nada, manter os juros em 20% reais ao ano e desempregar uns milhões para tudo ficar do jeito que vocês pensam. Sem Bolsa Família, sem salário mínimo e sem aposentadoria, que a essa altura nas mãos de gente como você não valeriam mais nada. Sem saúde e sem educação, evidente.

    Poderia ficar aqui o dia inteiro comemorando os 30 anos do Plano Real, mas acho que deu pra entender aonde estaríamos nas mãos dessa turma, que soubemos trocar na hora certa e atualmente ninguém quer saber deles.

    Olho na Argentina, repito, o Plano Real está lá agora, vivíssimo, acabando com a inflação e com o país.

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  • As falsas armas dos falsos barões autoassinalados.

    julho 1st, 2024

    As bancadas reacionárias do nosso Congresso – e são muitas – vão insistir na pauta moralista, punitivista e conservadora até a eleição de 2026. No mínimo, o provável é que sigam assim indefinidamente.

    Cabe aos incomodados reagirem.

    Não quero parecer indiferente e nem minimizar os males e retrocessos – e sofrimentos – que essa gente e essas iniciativas promovem.

    A crua constatação tem que estar firme em nossas atitudes, conscientes de que é o que restou para aquele enorme contingente de políticos tentar emplacar, porque nada além disso têm para mostrar e nem lhes interessa. Só querem poluir a pauta e aparecer para aquele eleitor igual ou pior que eles próprios.

    Que também são aos montes.

    Num certo sentido, assim fazendo, a turma dos conservadores encontra espaço para não atrapalhar e às vezes até ajudar o governo a seguir aprovando suas pautas econômicas, claro que o orçamento liberando emendas bilionárias tem que seguir nesse contexto.

    Quando isso vai acabar? Depende de quando vamos conseguir eleger bancadas decentes e numerosas suficientes para cuidar do bem comum com honestidade de propósitos e bons projetos, e não essa turba de cretinos.

    Até lá, todos nós que somos atacados em direitos básicos com reformas conservadoras absurdas precisamos reagir à altura, cobrando do governo a parte dele, que as últimas semanas mostraram que precisa partir da sociedade a iniciativa para em seguida obter apoio do governo.

    Em todos os lugares do mundo, o que mais se vê é gente na rua, exigindo, cobrando e protestando. A onda conservadora obtém maioria, mas não pode, por conta disso, impor pautas ao bel-prazer. A única forma de segurar a atual onda conservadora é o protesto organizado e a exposição das ideias absurdas que promovem. Nem sempre funciona, mas no mínimo fica o aprendizado dos mecanismos de decisão na sociedade e os cuidados e iniciativas mais eficazes de contrapô-los.

    Nem preciso citar o quanto estamos precisando disso. Mas a reação contra o PL do estuprador mostrou o caminho.

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  • Dólar : 3 anos em 30.

    junho 30th, 2024

    Desde seu início, os BRICS aventavam a ideia de substituir o dólar como moeda de referência nas trocas comerciais internas do grupo por suas próprias moedas. Alguns anos se passaram, e a ideia sempre voltava nos anúncios dos objetivos. Algumas trocas entre pares de integrantes aconteciam, mas nada ainda efetivo. Parece que o anúncio da entrada da Arábia Saudita no bloco mexeu com uma base de estabilidade fundamental do dólar: o petróleo saudita, esse sim o lastro que manteve a hegemonia norte-americana – além dos marines, por certo.

    O petrodólar, lastro moderno da referência monetária mundial, vai acabar, segundo afirma o reino saudita. Enquanto os BRICS vão se desfazendo dos títulos dos EUA e o déficit público interno alcança números extravagantes, trazendo suspeitas quanto à capacidade de financiamento futuro, o FED chuta a bola dos juros para o alto e transfere, momentaneamente, sua crise interna para os emergentes.

    Até quando?

    Até que cada um possa coletivamente organizar seus fluxos de moeda comercial, suportar a flutuação dos mercados financeiros internos e substituir, mesmo que parcialmente, o dólar como referência comercial.

    O que seria uma quimera passou a ter um prazo anunciado: 3 anos.

    Os BRICS assumiram o prazo de 3 anos para concluir a substituição completa do dólar entre suas trocas comerciais.

    E contando.

    Enquanto o dia não chega, o assunto está no debate presidencial entre os dois candidatos, Biden e Trump, com o segundo ameaçando retaliar quem propuser abandonar o dólar comercialmente. O atual presidente nada manifestou, até o momento.

    Enquanto não chega, os EUA enxugam o mercado mundial de dólar na sua lareira com seus juros reais altíssimos para seus padrões e começam a aparecer na contabilidade números proporcionais de pagamento de dívida pública de países emergentes. Ou seja, um trilhão de dólares em serviço da dívida pública já foi e está longe de acabar a farra financeira.

    Conhecemos a história: mesmo a máquina impressora de dinheiro mais poderosa da história tem limites, e estamos próximos de saber qual seria.

    De nossa parte, e estou propondo modestamente há algum tempo, devemos congelar nosso câmbio e abandonar essa política de flutuação imediatamente. E trabalhar para sua completa substituição nas trocas comerciais externas o mais célere possível. Claro que teremos percalços e idas e vindas, fora as ameaças de Trump se eleito. Mas é o caminho, e não estamos sozinhos, muito pelo contrário.

  • Festa no APÊ.

    junho 29th, 2024

    É constrangedor invocar a lembrança dessa música horrorosa e seu intérprete de quinta categoria, mas ela  serve para expressar com a devida baixaria o momento do nosso Banco Central, seu presidente e a atuação festiva e criminosa na condução do desequilíbrio no câmbio atualmente.

    Enquanto Campos Neto faz – me perdoem – seu bunda lelê na praça, divertindo a patuleia de cretinos, uma outra espécie de vampiros especializados em detectar fragilidades atua para movimentar o câmbio e extrair do ataque especulativo ganhos extraordinários .

    Sobre isso penso que atingiram seus objetivos e como os limites foram ultrapassados e a brincadeira começou a incomodar geral, é provável que saiam correndo nos próximos dias e semanas, embolsando o lucro.

    São muitos, ou seriam, os cuidados que o nosso Banco Central poderia tomar, como nos exemplos anteriores de décadas de disputas cambiais no Brasil. A omissão recente é a escolha criminosa do atual mandatário, encarregado de constranger o governo que não o quer e vai dele se livrar, assim que for possível .

    A escolha imutável do presidente Lula em cumprir regras, acordos, tratados, contratos e mandatos, não lhe permitiu chutar esse bandido meses atrás. Tentou enquadrar o meliante  sem nenhum sucesso.

    Pois bem, os números do câmbio atingiram valores de venda, como os operadores das telas gostam de dizer!; a omissão ajudou e a hora é de sair correndo com o dinheiro, antes que a coisa vire de lado.

    Virou, espera e verás.

    Mais seis meses e adeus Campos Neto e a festa no BC, cheia de gente estranha e esquisita, mas capaz e preparada para levar nosso dinheiro embora .

    Chega.

  • Complicou.

    junho 29th, 2024

    Quando Donald Trump recebeu o veredito de condenação por fraude fiscal – unânime – a expectativa, sustentada por pesquisas de opinião, apontava uma queda de votos de 10%, suficiente para uma derrota na próxima eleição, sobretudo com os dois candidatos tão próximos em todas as dezenas de pesquisas diárias sobre intenção de votos divulgadas. Até se pode dizer que houve uma queda relativa de Trump, em algumas pesquisas invertendo a liderança com Biden, sem, no entanto, definir a eleição com segurança.

    Ontem assistimos a um desastre com o debate entre os dois: desastre total, entre um candidato limitado pela idade e com extrema dificuldade de interação e o outro, o conhecido sociopata mentiroso.

    E as pesquisas pós-debate mostraram uma queda importante de Biden e um pânico divulgado no Partido Democrata sobre o resultado do pleito futuro.

    O desastre entre ambos foi de tal monta que o fascista saiu do debate como alguém que convenceu, mesmo sem dizer uma frase aproveitável.

    Há rumores de substituição da candidatura de Biden, rumores que Biden muito tentou negar com seguidas aparições no dia seguinte, até reconhecendo suas limitações, mas tentando compensar sua fragilidade com sua estatura pessoal e compromissos históricos.

    Está difícil imaginar que alguém possa sustentar um presidente que claramente se debilitou fisicamente nos últimos quatro anos, sem saber o que o futuro pode lhe reservar, porque os anos continuam, inexoráveis.

    O problema é como convencer Biden a desistir, coisa que ele negou com todas suas forças, mas o tempo, literalmente, corre contra ele e sua candidatura.

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  • O Grande Irmão .

    junho 28th, 2024

    Depois daquele fiasco de quartelada que assistimos ao vivo na Bolívia, me pergunto quantos golpes ridículos, improvisados e improváveis teriam sido evitados se estivéssemos assistindo a tudo ao vivo, como ontem, e reagido antes do fato consumado.

    Então, o desastre do Grande Irmão, previsto por Orwell em sua visão do futuro, como quase tudo nesta vida, e de acordo com a música que diz que o homem “constrói e destrói coisas belas” o tempo todo, muitas vezes contrário até ao interesse e intenção, o desastre da vigilância constante e total, não é somente negativo; também o mal está exposto.

    Acho que os golpes de Estado, daqui para frente cercados de celulares e câmeras conectados com o mundo online, estão enterrados. Sobraram todos os demais tipos, que ainda, e por muito tempo ainda, continuarão a desgraçar povos inteiros.

    Mas não é hora de lamentar. O olho onipresente do Grande Irmão veio em socorro dos homens e mulheres de coragem, e o inesperado e feliz auxílio da luz das câmeras filmando me pareceu decisivo para o desmonte da quartelada.

    Quem diria?

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  • Golpe Tabajara na Bolívia.

    junho 27th, 2024

    Os bobocas não aprenderam que golpe de tanque na rua não cola mais; o negócio promissor agora é usar a justiça ou promover perseguição política no legislativo.

    Desde o início, aquela quartelada boliviana estava mal ajambrada: o general golpista na rua em frente ao palácio de governo, tentando entrar — depois derrubou a porta com um blindado — foi filmado ao vivo pela imprensa nacional e internacional e por dezenas de celulares de pessoas avulsas na praça central da capital La Paz, o que indicava a precariedade da iniciativa militar.

    Depois, o que se viu foi pior para os militares golpistas, confrontados em pé pelo presidente Arce — que entra para a história com seu gesto —, onde ouviram desaforos dos ministros e se retiraram para a porta novamente, esperando o que ainda não sabemos.

    Quem conta diz que esse foi o golpe 196 na história boliviana, e nós nem podemos achar muita graça, porque também temos os nossos e recentemente tentaram o mesmo por aqui. Até nos EUA, a turba de fascistas andou se engraçando e, diferente de nós — vamos mesmo punir os golpistas? — e da Bolívia — que já prendeu —, por lá arrisca o ex-presidente golpista voltar ao poder no voto.

    Um misto de vergonha e indignação toma conta da gente, assistindo ao vivo o desenrolar de uma quartelada de quinta categoria, que nos deixa um amargo que talvez todas tenham sido, aqui e lá, e deixamos passar, por covardia, ignorância ou desmobilização total.

    Na Bolívia, assistimos covardes de um lado, armados e encapuzados — como sempre agem —, e de outro, a reação corajosa de homens e mulheres indignados, prometendo resistir e evitar que a herança que colheram de avós e pais — de golpismo, violência e saques — chegasse aos filhos.

    Foram vitoriosos: os militares, correndo na praça dos populares armados de garrafas de água de plástico jogadas pela indignação, entram na história.

    Que por aqui sirva para encarcerar de vez muitos generais que andam escondidos debaixo de suas camas, esperando o esquecimento. Que sirva para encerrar os inquéritos intermináveis do ex-presidente que tudo promoveu a seu favor e contra a constituição e as leis.

    E que alguns deputados e senadores que insistem em apoiar publicamente golpes de estado em outros países sejam retirados da vida comum e comemorem golpes nas cadeias, junto com seus ídolos de sangue e lama.

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  • A marcha do IPCA-15.

    junho 27th, 2024

    A divulgação do IPCA-15 em 0,39% para junho, abaixo das expectativas do mercado, com um soluço no acumulado dos últimos 12 meses – talvez até por esse câmbio frouxo e perigoso em alta – não interrompeu, a meu ver, a sequência de queda no ano de 2024; começamos janeiro com 4,72%.

    O fato é que, mais uma vez, as previsões do mercado estão furadas. O crescimento da atividade econômica não está provocando inflação, mesmo com a base de empréstimos bancários crescendo quase 10% em maio, o que também acabou de ser divulgado.

    Observe no gráfico acima que tem ano de IPCA-15 praticamente estável, quando não decrescente.

    No front externo, o que está acontecendo é a queda de preço de commodities, o comércio mundial diminuindo e não acelerando, e o petróleo com oferta equilibrada e preços estáveis.

    O único risco que enfrentamos é a manipulação e mentira e o câmbio frouxo. Está alto porque o BC abandonou ao Deus dará a flutuação do câmbio, que poderia ser melhor administrado e sem tanta variação. Esse câmbio sim pode ameaçar alguma inflação, se é que já não o faz, como esse pequeno aumento em junho do IPCA-15 pode revelar.

    O cuidado maior, me parece, está em outro lugar. Talvez a discussão dos juros no Brasil tenha tentado entrar em outro patamar, com uma retirada estratégica dos novos diretores indicados pelo Lula da discussão para a queda das taxas, ou até mesmo uma certa concordância com as teses de manutenção nas alturas. Se isso ocorre, ou ocorreu, é preciso confrontar essa posição com os números, com a realidade inflacionária e não as seguidas previsões equivocadas que reiteradamente encaramos. O chute para previsões pessimistas acontece todos os dias, os números depois não confirmam e o mal está feito. Ora, deixar o câmbio escapar vai provocar inflação mais para frente, e a profecia do caos se encarrega de promovê-lo.

    É preciso parar com isso. O presidente Lula também vai ver os números de hoje, vai conversar com muita gente esperta e vai, talvez, perceber que tem gente tentando enganar com essas previsões. O momento da política no Brasil está em véspera de eleição, a pauta bolsonarista ficou no moralismo e no punitivismo, um certo fortalecimento dos partidos de esquerda, até inesperado a meu ver, pode se confirmar em um resultado eleitoral melhor. E outros desdobramentos estão sendo especulados até sobre a sucessão presidencial de 2026, que vamos tratar um pouco mais para frente, estão em movimento com as decisões envolvendo o Banco Central e o ministro Haddad.

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  • Rescaldo do Copom.

    junho 26th, 2024

    Me perdoem por insistir no assunto, mas tenho ouvido algumas interpretações dessa última reunião do Copom que merecem considerações.

    Primeiro e mais importante: o presidente Lula comprou uma briga imensa com o bolsonarista Campos Neto sobre a necessária continuidade da queda das maiores taxas de juros do mundo e perdeu. E perdeu de lavada, com seus quatro diretores nomeados por ele concordando com a decisão de interromper a queda da taxa. Pior, essa parada pode se prolongar até o final do ano. Muito pior, as taxas podem até subir.

    Aí entramos no segundo ponto: a capitulação de Galipolo – supostamente o futuro indicado por Lula para substituir Campos Neto no fim do ano na presidência do Banco Central – e dos demais, que recuaram da decisão assumida na reunião anterior quando dividiram o comitê e votaram por uma queda de 0,5 ponto. De fato, a posição foi vencida, a queda foi de apenas 0,25, como queria Campos Neto, e fizeram um carnaval na mídia e no mercado financeiro com a decisão.

    Agora, segundo alguns, decidiram acompanhar a decisão de não cortar nada para não dividir o comitê onde não têm maioria para impor e assim evitar desgaste.

    Esquecem os que assim pensam no desgaste do presidente que a todos indica e indicará? Que fica isolado na posição de defender a queda das maiores taxas de juros do mundo? Mais, a partir de janeiro, quando o atual comitê sofre duas alterações e dois novos diretores nomeados pelo Lula, supostamente, darão maioria para uma decisão melhor, sem dividir tanto o colegiado. Isso, assim pensado, supõe que os atuais diretores devem ficar fingindo que concordam com as decisões atuais até que assumam e aí possam fazer o que quiserem.

    É possível imaginar uma coisa dessas? E isso favorece a posição de alguém, sobretudo uma autoridade monetária, fazendo um jogo político assim rasteiro?

    Penso que não.

    O episódio foi todo em si um desastre completo, só piora. O governo está desafiado a enfrentar essa questão dos juros altíssimos com seu programa de governo eleito. Galipolo deve colocar a mão na consciência e refletir a quem e o que pretende servir, e de que maneira.

    OBS.: A imagem que ilustra o post é do BC, provocando o governo. De fato, as máscaras caíram de um lado, faltam cair do outro.

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